sexta-feira, 28 de setembro de 2018

ECONOMIA & SOCIEDADE >> "Imposto sobre grandes fortunas renderia 100 bilhões por ano"



Resultado de imagem para Especialista estima que a taxação de patrimônios acima de um milhão de reais poderia render um valor equivalente ao da extinta CPMFEspecialista estima que a taxação de patrimônios acima de um milhão de reais poderia render um valor equivalente ao da extinta CPMF 
Único dos sete tributos federais previstos nas Constituição sem regulamentação até hoje, o imposto sobre grandes fortunas pode sair do papel em um momento no qual o governo federal busca ampliar sua arrecadação. Vista como alternativa à esquerda, após um ajuste fiscal iniciado pela retirada de direitos trabalhistas, a proposta voltou à tona com o sucesso do livro do economista francês Thomas Piketty, O Capital No Século XXI, para quem não discutir impostos sobre riqueza é loucura.
Mestre em Finanças Públicas e ex-secretário de Finanças na gestão da prefeita Luiza Erundina em São Paulo, Amir Khair é especialista no assunto. Em entrevista a CartaCapital, Khair calcula que a taxação de patrimônios poderia render aproximadamente 100 bilhões de reais por ano se aplicada, em uma simulação hipotética, sobre valores superiores um milhão de reais. “Quando você tem uma sociedade com má distribuição de riqueza, você tem uma atividade econômica mais frágil. O imposto sobre grandes fortunas (...) teria uma arrecadação semelhante àquela que tinha a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Portanto bem acima até do ajuste fiscal pretendido pelo governo”, afirma.
CartaCapital: O livro de Thomas Piketty trouxe, mais uma vez, a discussão do imposto sobre grandes fortunas. Por que o senhor acha que essa proposta ainda é vista como uma pauta de esquerda, sendo que está prevista na Constituição?

Amir Khair: Pergunta interessante essa. Por que está na Constituição e é uma pauta de esquerda? Talvez a Constituição represente uma regra de convívio social na qual a população de menor renda tenha um pouco mais de acesso aos bens de democracia. A democracia prevê um regime de maior equilíbrio social. Prevê um regime do governo para o povo, de interesse do povo. Quando você estabelece na Constituição um imposto sobre grandes fortunas, que no fundo, independente do nome, é um imposto que visa alcançar riqueza, você está contribuindo para uma melhor distribuição dela entre a população. Esse foi o objetivo dos constituintes em 1988. O que não se esperava é que o próprio Congresso que aprovou isso seja o Congresso a não aprovar a regulamentação desse tributo. E a razão é muito simples. Por que o Congresso não aprova? Porque os congressistas quase sem exceção seriam atingidos por essa tributação. Quando eles são atingidos, eles não aprovam nenhuma mudança tributária que os atinja. Essa é a razão central pelo fato de, ao longo de todos esses anos, não ter sido regulamento o imposto.
CC: O imposto sobre grandes fortunas é o único dos sete tributos previstos na Constituição que ainda não foi implementado. Então não é só a influência dos mais ricos, mas o fato do Congresso ser também uma representação da camada mais rica da população?

AK: É uma visão curto-prazista, no sentido que você estaria defendendo o interesse dos mais ricos, mas na essência você estaria prejudicando até a essência dos mais ricos. Quando você tem uma sociedade com má distribuição de riqueza, você tem uma atividade econômica mais frágil. Eu não tenho o consumo usufruindo no potencial que ele tem. Quando você tem o consumo usufruindo o potencial que ele tem, você tem mais produção, mais riqueza de uma forma geral e é claro que os mais ricos se apossam melhor dessa riqueza gerada. Quando você tem má distribuição de riqueza ou de renda, você tem uma atividade econômica mais restrita e consequentemente menos faturamento nas empresas, menos lucro.
CC: Nesse início de segundo mandato, o governo Dilma optou por fazer um reajuste fiscal e reviu o acesso a alguns direitos dos trabalhadores, como o seguro-desemprego. Mas agora cogita a possibilidade de regulamentar o imposto sobre a riqueza. Na opinião do senhor, o imposto sobre grandes fortunas poderia ter o mesmo peso, ou até um impacto melhor, para o ajuste das contas do governo, sem que fosse necessário mexer nos direitos trabalhistas?

AK: Se aplicado com uma alíquota média de 1% sobre aquilo que são os bens das pessoas, teria uma arrecadação semelhante àquela que tinha a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que foi extinta. E tem, portanto, um poder arrecadador forte. Hoje eu estimo em cerca de 100 bilhões de reais/ano. Portanto bem acima até do ajuste fiscal pretendido pelo governo.
CCPortanto, seria uma alternativa a todas essas medidas que o governo vem tomando desde o início do segundo mandato e que desagradaram trabalhadores e movimentos sociais?

AK: Sim, eu acho que seria uma medida desenvolvimentista em essência porque não atinge aquilo que é essencial aos trabalhadores, portanto aquilo que se traduz efetivamente em consumo. Quando você corta direitos dos trabalhadores você corta consumo automaticamente. Cortando consumo, você corta faturamento e o lucro delas. Então você paralisa o País também ao fazer isso. Essas medidas que o governo está adotando, independente do fato que você tem que ter rigor fiscal, e rigor fiscal não se toma com essas medidas do governo, estão muito aquém do rigor fiscal necessário ao País. Essas medidas travam o crescimento. Ao travar o crescimento, cai a arrecadação pública. Ao cair a arrecadação pública, o objetivo do governo de atingir sua meta não será atingido.
CC: Quais as consequências e como o senhor avalia a postura do governo de fazer corte nesses benefícios trabalhistas?

AK: É uma atitude um pouco simplista, uma atitude que não resolve. Como eu falei, quando você corta na base da pirâmide social você diminui consumo e, portanto, diminui a própria arrecadação pública. Então uma coisa anula a outra, ou até pior do que anula. Pode acontecer como aconteceu no passado. Você tem um déficit muito maior das contas públicas e não resolve. O governo teria uma alternativa muito mais eficaz, muito mais forte, muito mais rápida, muito mais factível, caso reduzisse as despesas com juros. Os juros no ano passado corresponderam a 6% do PIB [Produto Interno Bruto] e isso gerou um rombo nas contas públicas. Quer dizer, o que deu um rombo nas contas públicas foram os juros. E o Brasil é um dos campeões mundiais de juros. O Brasil tem sempre sobre a questão fiscal um ônus de 6% do PIB, quando no mundo todo gira em torno de 1%. Então quando você tem uma conta anormal por consequência dos juros, a providência mais normal, óbvia, é você atacar essa questão. Essa é a questão central e é fácil de atacar. Como você ataca? Reduzindo a Selic [taxa básica de juros]. A Selic está muito acima do padrão internacional, o padrão internacional das taxas básicas de juros é a inflação do País. Nós estamos com seis pontos acima da inflação na Selic. Quando você reduzir isso para a inflação do País, essa conta de juros cai rapidamente e, ao cair rapidamente, você faz um ajuste fiscal sério, para valer. Muito diferente do que o governo está propondo.
CC: Segundo Piketty, o imposto sobre grandes fortunas poderia ser atrelado à diminuição da carga tributária sobre o consumo. Como o senhor enxerga essa proposta?

AK: Na realidade, você tem o seguinte: o Brasil tem uma distorção tributária muito grande porque taxa em excesso o consumo e subtributa o patrimônio e a renda. Consequentemente você faz com que os preços no Brasil de diversos bens fiquem majorados em torno de 50%. Então uma pessoa vai comprar um bem, ela está pagando o valor sem os impostos mais 50% de impostos ligados ao consumo. Quando você tem uma tributação mais equilibrada, como nos países desenvolvidos, essa tributação sobre o consumo não excede 30%. Então você tem bens a preços melhores para o consumo da população. Quando você tem imposto sobre grandes fortunas entrando no compto tributário, você permite aliviar uma parte dessa tributação do consumo sem sacrificar a arrecadação pública. E, quando você faz isso, você está tomando medidas pró-crescimento. E medidas pró-crescimento repercutem do ponto de vista fiscal na melhoria da arrecadação e, portanto, na parte mais saudável das finanças públicas.
CC: Na sua opinião, qual deve ser o valor mínimo de patrimônio a ser taxado para que apenas os ricos sejam atingidos?

AK: Há várias propostas em discussão com relação à tributação. Eu acho que você deve isentar uma parcela da população. Com patrimônios de cerca de um milhão de reais você já tira dessa tributação 95% ou 98% da população brasileira. Então essa tributação vai incidir em 2% ou 5% da população. E, ao estabelecer essa tributação, você não precisa colocar alíquotas elevadas, essas alíquotas podem ficar no nível de 1% no máximo e ter, ainda assim, esse potencial de arrecadação que eu falei, com 100 bilhões de reais/ano.
CC: Além de regulamentar o imposto sobre grandes fortunas, Piketty fala ainda na importância de taxar a herança. O senhor concorda?

AK: A tributação da herança é além da questão da tributação das grandes fortunas. É prevista na Constituição e é de fato usada no Brasil. Representa em torno de 4% de tributação sobre o valor da herança. No mundo todo essa tributação é acima de 30%. No Brasil é muito baixo e a razão é a mesma que falei: isso [aumento da tributação] não passa nas assembleias legislativas e não passa no Congresso. Essa alíquota de 4% é uma das mais baixos do mundo. Então se você tivesse uma tributação sobre herança no nível internacional, por volta de 30%, você estaria também aliviando impostos sobre consumo e consequentemente melhorando atividade econômica e arrecadação pública.
CC: Quanto o aumento dessa alíquota sobre a herança poderia gerar a mais de arrecadação? Há alguma estimativa?

AK: Não tem no momento isso. A tributação sobre herança é conhecida como Imposto sobre Transmissão Causa Mortis, imposto que pertence exclusivamente aos estados e, se você aumentasse, melhoraria arrecadação dos estados. Os estados têm poder, independentemente do governo federal, de mudar esse percentual de 4%, mas nenhum governador tem interesse em fazer isso porque nenhum governador representa os interesses efetivos da população na questão tributária.
CC: Em um debate sobre o assunto, o jurista Ives Gandra se colocou contra o imposto sobre grandes fortunas ao justificar que a medida causaria a fuga de grandes patrimônios para outros países ou paraísos fiscais. O senhor acredita que isso pode acontecer? Como regular para que não haja fuga de patrimônio?

AK: Eu queria saber que patrimônio que iria para outros países. E se for, que vá. Será bom até que vá. O que interessa é que o grosso do patrimônio fica no nosso País. E os que pensam que vão lucrar com essa questão de sair do País se enganam porque nos outros países o Imposto de Renda não é tão baixo como aqui, com 27,5%, a alíquota mais baixa do mundo. Em outros países é 40%, 50%, 60%. Então se alguém pensa que vai para outro país para se dar bem...pode ser que exista alguma ilha no mundo, mas talvez não caiba tanta gente.
CC: Quer dizer que a legislação tributária aqui é tão branda quando se trata de patrimônio e renda que em qualquer País os ricos seriam mais prejudicados?

AK: Eu acho que sim. Esse argumento é muito fraco, quase ninguém mais usa ultimamente porque na realidade essa ameaça de que vão sair do País não se concretiza. É muito boa [para os ricos] essa questão tributária. Pessoas que têm mais renda, mais riqueza, são muito bem agasalhas pela legislação do Brasil.
CC: O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que chegou a fazer uma proposta de imposto sobre grandes fortunas em 1989 recuou dessa ideia há algum um tempo ao dizer que o valor estipulado por ele, anos antes, para servir de linha de corte poderia atingir a classe média. O valor, atualizado, era algo em torno de 940 mil reais. Quase o mesmo que o senhor propõe. Esse valor atinge a classe média?
AK: É uma classe média alta. Se você olhar bem a distribuição de renda, é classe média alta e aquilo que falei sobre 95% da população estar fora disso é real. Então acho que o ex-presidente FHC se engana. É normal ele se enganar quando trata de questões de interesse da população.

CONTRA O RETROCESSO >> Articulação Nacional de Agroecologia elabora Carta Aberta à sociedade brasileira sobre as eleições de 2018

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A Articulação Nacional de Agroecologia – ANA – elaborou uma Carta Aberta à sociedade brasileira sobre as eleições de 2018. O primeiro parágrafo da carta introduz no contexto atual da campanha política e da situação brasileira com o governo que aí está.
Ao mesmo tempo, chama a atenção do leitor para a necessidade de um posicionamento de participação ativa na vida política do País.
Diz o texto, na introdução: “A História não para! Este tempo de eleições nos convoca a participar ativamente da vida política do país e a lutar pela reconstrução da democracia. O golpe parlamentar-jurídico-midiático de 2016, que destituiu a Presidenta Dilma, legitimamente eleita em 2014, e que levou o Presidente Lula ao cárcere em abril passado, deixou o governo federal entregue a forças políticas reacionárias, privatistas e corruptas”.
Noutro trecho, afirma: “Mesmo forças que participam do golpe e do comando político do país fazem todos os esforços para que a população não os associe ao governo de Michel Temer. Nem mesmo têm a coragem de dizer que defendem as medidas neoliberais levadas à frente pelo governo golpista. Sabem que se houver um debate verdadeiramente democrático, o projeto neoliberal não vence eleições”.
Acesse a carta, neste link: http://www.agroecologia.org.br/files/2018/09/carta_ANA_ELEICOES_2018.pdf

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

HOJE A NOITE >> TV Universitária promove debate nesta quinta entre candidatos ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte


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A TV Universitária (TVU), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), promove, nesta quinta-feira, 27 de setembro, um debate entre candidatos ao governo do Rio Grande do Norte.
A transmissão começa às 21h, simultaneamente no canal TVU (5.1), operadoras de tv por assinatura que transmitem o sinal da TVU, Facebook da TVU, Rádio Universitária FM (88,9 FM), Youtube e site da UFRN.
Dos oito concorrentes ao Governo do Estado, sete garantiram presença no debate: Carlos Eduardo (PDT), Carlos Alberto (PSOL), Fátima Bezerra (PT), Brenno Queiroga (Solidariedade), Freitas Júnior (Rede), Heró Bezerra (PRTB) e Dário Barbosa (PSTU). O candidato à reeleição Robinson Faria (PSD) não confirmou o comparecimento.
A mediação fica a cargo do jornalista Jadir Souza, apresentador do TVU Notícias, telejornal diário da emissora.

PRIMAVERA DAS MULHERES COM FÁTIMA >> A força e o apoio dos movimentos sociais em busca de um RN melhor!

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A Primavera das Mulheres com Fátima Bezerra reuniu na noite de quarta-feira, em Natal, mulheres dos mais diversos seguimentos da sociedade como estudantes, mulheres LGBT's, donas de casas, artistas e de grupos organizados como CUT, MST, Marcha Mundial das Mulheres e as Amélias.


Na ocasião foi lida uma carta de Lula ao povo do RN sobre a importância de eleger Fátima governadora.

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HOJE TEM GIRO NO OESTE >> O candidato a Deputado Federal Caramuru Paiva - PT realiza caravana intensificando sua presença na Região Oeste

ENFRENTANDO DISCURSO FASCISTA >> Comitê inter-religioso em apoio ao projeto de Haddad e Manu

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Católicos, evangélicos, luteranos, budistas, muçulmanos, anglicanos e representantes de religiões de matriz africana defendem O Povo Feliz de Novo










Religiosos de diferentes matrizes espirituais lançaram, na última quinta-feira (21/09), em Porto Alegre, um projeto de apoio à candidatura de Fernando Haddad à presidência da República. Denominado de “Comitê Inter-Religioso em Defesa da Democracia e Justiça Social Lula-Haddad-Manuela”, a formação do grupo foi motivada pela necessidade de enfrentamento ao discurso fascistade extrema direita que se apresenta neste processo eleitoral, segundo os organizadores.
Participam do Comitê religiosos católicos, evangélicos, luteranos, budistas, muçulmanos, anglicanos e representantes de religiões de matriz africana. Outros segmentos devem se integrar ao grupo nos próximos dias.
A irmã Michele do Sagrado Coração de Maria, da igreja católica, disse ser a favor da democracia e, por isso, apoiar “ Lula, Haddad e Manuela para que o país tenha mais justiça social”.  Ivonete Carvalho,  ativista domovimento negro, considera que o Brasil está vivendo um momento muito delicado, em que a “discriminação, os retrocessos e a violência estão afluindo e sendo incentivadas por alguns candidatos dentro do processo eleitoral”.
Na mesma linha, Eliane Almeida, liderança das Comunidades Tradicionais de Terreiro, afirmou que defende a coligação de Fernando Haddad porque “os projetos de cidadania voltados às periferias precisam ser retomados”. O frei franciscano Sérgio Görgen também afirmou que “para defender a democracia e a justiça social, devemos levar os valores que aprendemos nos evangelhos e assim buscar com nosso voto uma nação mais justa”.  Para a monja Kokai Sensei, “é preciso que todos estejam unidos para frear posicionamentos excludentes”.
O Comitê Inter-Religioso espera integrar novos membros nos próximos dias. Interessados podem entrar em contato por meio dos telefones/whatts (51) 992019635 ou (51) 998287083.

Carta de evangélicos

Na última sexta-feira (21), evangélicos publicaram uma carta em defesa do Estado laico e contra o uso do nome de Deus em campanhas eleitoras.  A mensagem é uma contestação direta à coligação do candidato à presidência República pelo PSL, Jair Bolsonaro, que foi registrada com o nome de “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.
O documento intitulado “Carta Pastoral à Nação Brasileira”, que repudia a toda e qualquer forma de instrumentalização da religião e dos espaços sagrados para promoção de candidatos e partidarismos, já recebeu mais de 2500 assinaturas. Clique aqui para acessar o texto na íntegra.

BELA INICIATIVA EM UM MUNDO CHEIO DE EXCLUSÃO E SEPARATISMO >> Brasileira ganha prêmio empresarial por promover inclusão de refugiadas

Danielli Pieroni é uma das vencedoras do prêmio SDG Pioneers. Foto: Rede Brasil do Pacto Global

A brasileira e diretora de Operações da Foxtime, Danielli Pieroni, é uma das vencedoras da premiação SDG Pionners, do Pacto Global da ONU. A iniciativa reconhece lideranças empresariais empenhadas em promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
A profissional foi premiada na segunda-feira (24) em Nova Iorque pelo projeto Empoderando Refugiadas, que ajuda mulheres estrangeiras no Brasil a se inserir no mercado de trabalho local.
Desde o começo da iniciativa, criada há três anos, Pieroni foi responsável pelo processo de coaching das participantes. Ao longo do programa, as refugiadas recebem orientações sobre currículo, participação em processos seletivos e empreendedorismo.A brasileira e diretora de Operações da Foxtime, Danielli Pieroni, é uma das vencedoras da premiação SDG Pionners, do Pacto Global da ONU. A iniciativa reconhece lideranças empresariais empenhadas em promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas — os ODS em português ou SDG, em inglês. A profissional foi premiada na segunda-feira (24) em Nova Iorque pelo projeto Empoderando Refugiadas, que ajuda mulheres estrangeiras no Brasil a se inserir no mercado de trabalho local.
A Foxtime é uma das instituições parceiras do Empoderando, que é realizado pela Rede Brasil do Pacto Global com o apoio da ONU Mulheres e da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). O projeto abriu sua primeira turma em 2015. Atualmente, está na sua terceira edição e já atendeu a mais de cem mulheres. O programa é uma das 19 iniciativas que serão apresentadas nesta quarta-feira (26) no encontro ODS no Brasil — O Papel do Setor Privado, também em Nova Iorque.
A consultoria de recursos humanos da Foxtime é signatária da Rede Brasil desde 2013. Na época, a empresa sentiu necessidade de aprender mais sobre sustentabilidade corporativa. A oportunidade de participar do Empoderando Refugiadas veio em 2015, com a abertura da primeira turma. Atualmente, o projeto está na sua terceira edição e já atendeu a mais de cem mulheres.
Evento de abertura da terceira edição do Empoderando Refugiadas. Foto: Pacto Global/Fellipe Abreu
Evento de abertura da terceira edição do Empoderando Refugiadas. Foto: Pacto Global/Fellipe Abreu
Pieroni é a quarta brasileira a ganhar o título de SDG Pioneer, anunciado no início da semana durante a Cúpula de Lideranças do Pacto Global da ONU. Para a diretora de Operações, o prêmio revela os esforços do Pacto Global para olhar o potencial das pequenas e médias empresas no alcance dos ODS.
“Quando o Pacto vê que os dados importam, mesmo que em escala menor em relação aos impactos das grandes empresas, ficamos honrados por isso”, disse a nova pioneira.
Com orientações sobre o mercado brasileiro, legislação e práticas culturais, o Empoderando Refugiadas capacita mulheres para permitir sua inclusão no mercado e evitar que elas sejam alvo de oportunidades degradantes de trabalho.
“Elas caem aqui desorientadas, de início. Estão emocionalmente abaladas e não sabem mais sonhar, pois só querem uma vida nova e melhor. O coaching foi uma forma de lhes dar condições para competir no mercado de igual para igual com um brasileiro. Elas precisam ter uma mínima bagagem de como o mercado funciona aqui”, explica Pieroni.
Segundo a executiva, os empregadores têm elogiado funcionárias refugiadas, descritas como colaborativas e muito proativas.

Eleições 2018: MPF e PRF firmam termo de cooperação técnica

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Acordo pretende coibir a prática de ilícitos eleitorais nas BRs do Rio Grande do Norte, durante a atual campanha.

O Ministério Público Federal (MPF), através da Procuradoria Regional Eleitoral no Rio Grande do Norte, firmou um termo de cooperação técnica com a Polícia Rodoviária Federal. O objetivo é reforçar a segurança nas estradas federais do estado, monitorando possíveis casos de “ilícitos eleitorais referentes à propaganda, transporte de eleitores e corrupção eleitoral”.

De acordo com o termo, a procuradoria ficará responsável por repassar informações de possíveis crimes eleitorais para a PRF. A polícia, por sua vez, deverá mobilizar seu efetivo para realizar operações e checar os casos. O documento foi assinado pela procuradora regional eleitoral, Cibele Benevides, e pelo superintendente regional da PRF no RN, Marcelo Henrique Montenegro.

Confira o termo de cooperação técnica completo.

Fonte: http://www.mpf.mp.br/rn/sala-de-imprensa/noticias-rn/eleicoes-2018-mpf-e-prf-firmam-termo-de-cooperacao-tecnica

SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL >> Vigília Lula Livre recebe a visita de Aleida ‘Che’ Guevara

image.pngA médica cubana, filha do guerrilheiro, passou o dia no acampamento em Curitiba, nesta quarta-feira (26), em defesa da liberdade do ex-presidente Lula. A Vigília Lula Livre recebeu, nesta quarta-feira (26), a visita de Aleida Guevara, médica pediatra cubana e filha de Ernesto Che Guevara. Ela falou aos militantes do MST, que fazem um curso de formação, plantou uma araucária no bosque Lula Livre, coordenou uma roda de conversa na Vigília sobre solidariedade internacional e participou do boa noite ao ex-presidente.







“Estou junto com minha gente, somos como uma família. Me sinto orgulhosa que estejam fazendo esse tipo de ação, pois estão demostrando que estão alertas, seguem  firmes e não vacilam diante das pressões”, disse Aleida.
A médica afirmou que a prisão de Lula é injusta e inaceitável. “Mas se querem a liberdade dele têm que trabalhar nesse sentido”, disse. Aleida ressaltou o papel da mídia alternativa para esclarecer a população sobre o que está em jogo no País. “Os meios de comunicação no Brasil são muito poderosos e historicamente tem adormecido as pessoas com informações que não são reais ou não totalmente reais”, observou.
Falando aos militantes da Vigília, Aleida expressou sua impressão inicial  da mobilização. “Estar em um lugar como esse é impressionante, pois não deveríamos estar aqui porque Lula não deveria estar ali preso”, disse. “Desde que Lula está preso aqui, sinto uma indignação profunda porque não consigo aceitar o que está acontecendo”, completou a médica.
                            Aleida Guevara em roda de conversa com os militantes da Vigília
A mobilização popular é o caminho para restabelecer a Justiça no Brasil, segundo Aleida, que disse que a injustiça contra um ameaça a todos. “O que se passa hoje com Lula pode se passar amanhã com qualquer outro. Quem se não o povo vai colocar freio na injustiça?”, questiona.
Para Aleida, o momento exige que as pessoas mais esclarecidas se empenhem em divulgar informações sobre o que está acontecendo no País. “É importante falar com nossa gente e lhes dizer algumas coisas, suavemente. Não é momento de sentar, mas de caminhar e mostrar nossas verdades”, afirmou.
Por Luis Lomba, de Curitiba para a Agência PT de Notícias