quarta-feira, 17 de julho de 2019

EM LAJES >> Hoje é dia de Feira da Agricultura Familiar!

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e texto

BONS EXEMPLOS A SEREM SEGUIDOS >> Projeto de associação caicoense fica entre os 50 melhores do Brasil

O Projeto “Construindo a Rede Recicla Seridó”, da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Caicó (ASCAMARCA), foi classificado em 23º lugar entre 50 concorrentes de todo o Brasil.
O projeto concorreu numa disputa por incentivos, realizada pelo Movimento Bem Maior. Com a classificação, o projeto da ASCAMARCA se habilita para receber os incentivos do Movimento Bem Maior. A ASCAMARCA, que desenvolve o projeto “Construindo a Rede Recicla Seridó”, é formada por catadores de materiais recicláveis de Caicó.

COMEMORAÇÃO >> Dia de Proteção às Florestas é celebrado no Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte


image.png

DO BLOG: E nossas florestas nunca precisarão tanto como agora de proteção, uma vez que a ameaça de desmatamento descontrolado, vem do próprio governo.
Segue abaixo matéria:
O dia 17 de julho foi instituído no Brasil como Dia de Proteção às Florestas. Em comemoração à data, o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte irá realizar uma série de atividades no recém-inaugurado Centro de Pesquisas e Experimentos da Mata Atlântica (CEPEMA), a partir das 8:30h. 
Na programação estão previstas as seguintes atividades: Exposição “Reserva Biológica do Atol das Rocas e Parque das Dunas: Unidades de Conservação de Proteção Integral”, espetáculo de mamulengo da Semurb e, dando continuidade ao projeto de recuperação de áreas degradadas do parque, teremos o plantio de mudas de espécies da Mata Atlântica. Além das exposições fixas do espaço: Conhecendo a Fauna e a Flora do Parque e Circuito ambiental de Natal.
Originalmente, o dia 17 de julho é o dia do Curupira. Figura mitológica do folclore brasileiro, o ser de cabelos vermelhos e pés virados para trás vive nas matas e é um dos maiores protetores das florestas. Diz-se que ele prega peças em qualquer um que adentre as florestas com intenção de destruí-la ou caçar seus animais.
O Brasil é um dos países com maior biodiversidade do mundo e as suas florestas são um dos motivos disso. São milhares as espécies de plantas e animais exclusivas do nosso território, desempenhando funções regulatórias que levam naturalmente a um equilíbrio ambiental. Além disso, diversos serviços ecossistêmicos estão intimamente relacionados às florestas: disponibilização de oxigênio, águas e ar limpos, solos férteis para plantio, polinização e até atividades recreativas. Entretanto, ainda assim, esses ambientes sofrem constantes ameaças e contínua degradação.
Para além do folclore, a data é mais uma oportunidade de aproximação entre o Parque da Cidade, uma Unidade de Conservação essencial para a proteção de nossos resquícios de Mata Atlântica, e a população. As atividades serão realizadas em conjunto com escolas municipais e abertas à população. Outras informações poderão ser obtidas por meio do telefone 3232-3207.

O COISO CONTRA A EDUCAÇÃO PÚBLICA >> Mediante tudo isso ainda vejo uma grande parte de nossos estudantes e professores acomodados!

image.png
O governo Bolsonaro lançará nos próximos dias um pacote de privatização do Ensino Superior Público que pode comprometer seriamente a Educação gratuita e a autonomia das universidades. 
Denominado "Futuro-se", o plano do governo pretende transformar a Educação em uma mercadoria e atrelar as instituições de ensino à lógica de produtividade, pelo viés das relações comerciais. 

Antes de efetivar o pacote de maldades, o governo deve abrir um período de consultas públicas. Por isso, precisamos estar atentos e reagir contra mais esse retrocesso.

Por ADUnB

RESULTADO DA LUTA >> Aldeia da Amazônia ganha ação judicial contra gigante do petróleo


A Floresta Amazônica é conhecida e reverenciada como a maior e mais densa floresta tropical do planeta. Abrangendo nove países e sete milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia abriga uma rica e complexa biodiversidade, lar de milhões de espécies de todos os reinos animais.
Ademais, a floresta é a morada de dezenas de aldeias indígenas, muitas delas completamente à parte da era contemporânea. O povo Waorani de Pastaza é uma aldeia localizada na Amazônia equatoriana e vive na floresta tropical há incontáveis gerações.
No entanto, a ganância de uma empresa petrolífera ameaça a subsistência, a cultura e a morada da aldeia, que desde o início reagiu à exploração predatória contra a natureza e seus costumes.

Vitória legal

Depois de uma longa batalha legal, travada nos tribunais, o povo Waorani protegeu com sucesso meio milhão de acres (dois mil quilômetros quadrados) de seu território ancestral na Floresta Amazônica contra a exploração de petróleo de uma multinacional estrangeira.
O leilão das terras dos Waorani foi suspenso indefinidamente graças à uma decisão conjunta de três juízes do Tribunal Provincial de Pastaza. A Corte cancelou todas as negociações da empresa petrolífera junto ao governo, tornando nula e sem efeito qualquer tentativa de compra de terras anteriores e futuras.
Tribo da Amazônia ganha ação judicial contra gigante do petróleo
Tal vitória estabelece um precedente legal inestimável para outras aldeias indígenas em toda a Amazônia equatoriana. Após acatar um pedido de proteção judicial para os Waorani, o Tribunal Provincial de Pastaza interrompeu todos os processos de licitação e de leilão de 16 blocos de petróleo que cobrem mais de 7 milhões de acres de território indígena, cobiçado por diversas empresas do ramo.

Corrupção governamental

Embora não haja provas concretas, algumas fontes relataram que o governo equatoriano pode estar aceitando subornos para acelerar os processos de licitação.
Segundo a Constituição do Equador, as terras indígenas devem ser protegidas. Estabelece-se na carta magna que tais direitos são inalienáveis, inseparáveis e indivisíveis, referindo-se aos povos indígenas como os mantenedores das posses de suas terras ancestrais.
Por fim, a constituição também declara que há necessidade de consulta prévia sobre quaisquer planos para explorar os recursos subterrâneos, dados os prováveis impactos ambientais e culturais nas comunidades tribais.
Devido a isso, os juízes do Tribunal Provincial ordenaram ao governo equatoriano a realização de uma nova consulta, aplicando desta vez os padrões estabelecidos pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, que trata em de seus pontos a exploração dos recursos naturais encontrados abaixo do solo.
Tribo da Amazônia ganha ação judicial contra gigante do petróleo
O presidente da Organização Waorani Pastaza, entidade de proteção das aldeias indígenas, observou: “O governo tentou vender nossas terras para as companhias petrolíferas sem a nossa permissão. Nossa floresta tropical é a nossa vida. Nós decidimos o que acontece em nossas terras. Nunca venderemos nossa floresta para as companhias de petróleo. Hoje, os tribunais reconheceram que o povo Waorani e todos os povos indígenas têm direitos sobre nossos territórios que devem ser respeitados. Os interesses do governo no petróleo não são mais valiosos que nossos direitos, nossas florestas, nossas vidas”.~

terça-feira, 16 de julho de 2019

Algo, infelizmente, bastante comum nos dias atuais


[ÁUDIO] Caso Tábata Amaral provoca debate sobre o papel e poder dos partidos


O caso mais comentado na votação da reforma da previdência foi o voto favorável de Tábata Amaral, do PDT, contrariando o fechamento de questão do partido.
O PDT se posicionou contra a reforma em uma convenção com 550 participantes, inclusive a própria deputada estreante. No entanto, ela votou favorável ao texto-base da reforma da previdência.
Confira no áudio, o comentário do colunista da Folha, Celso Rocha de Barros, sobre o papel e poder dos partidos políticos no Brasil, inclusive um comentário sobre o Caso Tábata: https://open.spotify.com/episode/72AdqvrsKKIpFhgCmfqyk5

Planeta precisa de 1,2 trilhão de novas árvores para conter o aquecimento, diz estudo

 


Além de preservar as florestas que já existem, a melhor solução para reduzir drasticamente o excesso de dióxido de carbono na atmosfera e conter o aquecimento global é plantar árvores. Em todos os espaços possíveis do planeta que não são ocupados nem por zonas urbanas, nem destinados a agropecuária.
Isso significaria plantar 1,2 trilhão de novas mudas, um número quatro vezes maior do que a totalidade de árvores que vivem na floresta amazônica. Calcula-se que existam no planeta hoje cerca de 3 trilhões de árvores.
O plantio massivo de árvores em locais subutilizados é o principal ponto defendido por estudo que sai na edição desta sexta-feira (5/7) da revista Science. "Seguramente podemos afirmar que o reflorestamento é a solução mais poderosa se quisermos alcançar o limite de 1,5 grau [de aquecimento global]", afirma à BBC News Brasil o cientista britânico e ecólogo Thomas Crowther, professor do departamento de Ciências do Meio Ambiente do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, e um dos autores do trabalho acadêmico.
O limite a que ele se refere é a preocupação central do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da Organização das Nações Unidas, cujo relatório foi lançado ano passado: limitar o aumento do aquecimento global em 1,5 grau Celsius até 2050.
Para conseguir tal meta, Crowther defende uma campanha global - envolvendo governos, organizações e pessoas físicas. Afinal, o plantio deveria ocorrer em todos os espaços relativamente ociosos, independentemente de quem seja o dono do local. "São regiões degradadas em todo o mundo, onde humanos removeram as florestas e hoje são áreas que não estão sendo usadas para outros fins", comenta ele. "No entanto, não sabemos sobre a propriedade da terra de todas essas regiões. Identificar como incentivar as pessoas a restaurar esses ecossistemas é a chave para o reflorestamento global.
Este é o primeiro estudo já realizado que demonstra quantas árvores adicionais o planeta pode suportar, onde elas poderiam ser plantadas e quanto de carbono elas conseguiriam absorver. Se todo esse reflorestamento for feito, os níveis de carbono na atmosfera poderiam cair em 25% - ou seja, retornar a padrões do início do século 20.
Desde o início da atividade industrial, a humanidade produziu um excedente de carbono na atmosfera de 300 bilhões de toneladas de carbono. De acordo com os pesquisadores, caso esse montante de árvores seja plantado, quando atingirem a maturidade conseguirão absorver 205 bilhões de toneladas de carbono. "Os 300 bilhões de toneladas extra de carbono na atmosfera existentes hoje são devidos à atividade humana", diz o cientista. "O reflorestamento reduziria dois terços disso. Contudo, há um total de 800 bilhões de toneladas carbono na atmosfera, 500 bilhões das quais naturais."
80 mil fotos de satélite

Desmatamento da Amazônia no Peru

Para realizar o estudo, o grupo de pesquisadores utilizou um conjunto de dados global de observações de florestas e o software de mapeamento do Google Earth Engine. Foram analisadas todas as coberturas de árvores em áreas florestais da terra, de florestas equatoriais até a tundra do Ártico. No total, 80 mil fotografias de satélite de alta resolução passaram pelo crivo dos cientistas. Com as imagens, a cobertura natural de cada ecossistema pôde ser somada.
Por meio de inteligência artificial, dez variáveis de solo e clima ajudaram a determinar o potencial de arborização de cada ecossistema, considerando as condições ambientais atuais e priorizando áreas com atividade humana mínima. Por fim, modelos climáticos que projetam as mudanças do planeta até 2050 foram implementados no software, para que o resultado fosse o mais próximo do real.
Atualmente existem 5,5 bilhões de hectares de floresta no planeta - segundo a definição da ONU, ou seja, terras com pelo menos 10% de cobertura arbórea e sem atividade humana. Isso significa 2,8 bilhões de hectares com cobertura de dossel de árvores.
O estudo concluiu que há ainda um total de 1,8 bilhão de hectares de terra no planeta em áreas com baixíssima atividade humana que poderiam ser transformadas em florestas. Nesse espaço, poderiam ser plantadas 1,2 trilhão de mudas. "À medida que essas árvores amadurecem e aumentam, o número de espécimes cai. Quando chegamos às florestas maduras, as árvores realmente enormes armazenam maior quantidade de carbono e suportam grande quantidade de biodiversidade", completa Crowther. Isso renderia 900 milhões de hectares de copas de árvores a mais - uma área do tamanho dos Estados Unidos.
As medidas são urgentes. "Todos nós sabíamos que a restauração de florestas poderia contribuiu para o clima, mas não tínhamos ainda conhecimento científico para mensurar o impacto disso. Nosso estudo mostra claramente que o reflorestamento é a melhor solução, com provas concretas que justificam o investimento", afirma o britânico. "Se agirmos agora. Pois serão necessárias décadas para que novas florestas amadureçam e alcancem seu potencial. Ao mesmo tempo, é vital que protejamos as florestas que existem hoje e busquemos outras soluções climáticas a fim de reduzir as perigosas alterações climáticas."
"Nosso estudo fornece uma referência para um plano de ação global, mostrando onde novas florestas podem ser restauradas. A ação é urgente. Os governos devem incorporar agora isso em suas estratégias para combater as alterações climáticas", adverte o geógrafo e ecólogo Jean-François Bastin.
A pedido da reportagem, Bastin estimou quanto tempo seria necessário para que esse reflorestamento maciço começasse a implicar no freio ao aquecimento global: 18 anos. "Então, isso de fato ajudaria a retardar o problema, mas o mesmo tempo precisamos mudar consideravelmente nosso jeito de viver no planeta a fim de conseguir neutralizar nossas emissões de carbono", acrescenta ele.
Floresta em Krasnoyask, na Sibéria, na Rússia
Segundo os pesquisadores, mais da metade do potencial terrestre de reflorestamento está concentrada em seis países, nesta ordem: Rússia, com 151 milhões de hectares disponíveis; Estados Unidos (103 milhões); Canadá (78 milhões); Austrália (58 milhões), Brasil (50 milhões) e China (40 milhões).
O trabalho também mostrou o impacto que as mudanças climáticas devem ter na configuração das florestas existentes. Com o aquecimento global, é provável que haja um aumento na área de florestas boreais em regiões como a Sibéria. Contudo, a média de cobertura de árvores nesse tipo de ecossistema é de apenas 30% a 40%. No caso de florestas tropicais, que normalmente têm de 90% a 100% de cobertura de árvores, as alterações climáticas têm trazido efeitos devastadores.

Repercussão

O estudo foi bem-recebido por especialistas ambientais que tiveram acesso prévio ao material. "Finalmente, uma avaliação precisa do quanto de terra podemos e devemos cobrir com árvores, sem interferir na produção de alimentos ou espaços de habitação humana", pontua a diplomata Christiana Figueres, ex-secretária executiva da Convenção do Clima da ONU. "É um modelo para governos e para o setor privado."
"Agora temos evidências definitivas da áreas de terra potencial para o reflorestamento, onde elas poderiam existir e quanto carbono poderiam armazenar", avalia o engenheiro civil René Castro, especialista em desenvolvimento sustentável e diretor-geral do Departamento de Clima, Biodiversidade, Terra e Água da FAO, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.
"As florestas são um dos nossos maiores aliados no combate às mudanças climáticas, com resultados mensuráveis. O desmatamento não apenas contribui para uma perda alarmante da biodiversidade, mas limita nossa capacidade de armazenar carbono", completa ele.

Desmatamento da Amazônia no Brasil


O ambientalista Will Baldwin-Cantello, conselheiro-chefe para florestas da organização WWF (World Wide Fund for Nature), enfatiza o papel das florestas "contra a mudança climática". "Sem elas, perderemos a luta para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 grau", diz. "Por isso é crucial atuarmos para restaurar as florestas enquanto reduzimos drasticamente as emissões globais de carbono."
Para ele, "o desafio é entender como podemos acelerar essa implementação", que requer "níveis sem precedentes de cooperação em níveis global e local".
"Só falta vontade política de lutar pelo nosso mundo", conclui.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

OS BEZERROS DE OURO DO FASCISMO >> O pior cego é aquele que não quer ver!

Triste da nação que tem Neymar como ídolo, Moro como herói e Bolsonaro como mito!

O PRESENTE DO COISO PARA O RN >> Indústria salineira potiguar sofre novo golpe do Governo Federal

Crédito da foto: Reprodução
   
    Rio Grande do Norte produz 95% do sal brasileiro
O governo do presidente Jair Bolsonaro aplicou um golpe de mestre na classe política do Rio Grande do Norte. Pouco mais de um mês depois de publicado o decreto assinado pelo próprio Bolsonaro, reconhecendo o sal marinho produzido no Rio Grande do Norte como um bem de interesse social, outra medida editada na sexta-feira (12) acaba por neutralizar o decreto anterior, afetando um dos principais setores da economia potiguar.

O novo impacto negativo no setor para a produção salineira do RN afeta o estado, disputando com o sal originário do Chile. A Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia determinou na última sexta-feira, 12, a prorrogação da suspensão de medida antidumping no preço de compra do produto chileno.

Produtores de sal de Mossoró e região se mostravam indignados com a medida, mas não se pronunciaram porque existe um acordo para que apenas a direção do Siesal fale sobre o assunto.

Segundo o decreto, a declaração de interesse social não vincula a tomada de decisão dos órgãos e das entidades ambientais competentes quanto à aprovação do empreendimento para fins de licenciamento e de autorização ambientais.

Por ser de interesse social, a produção salineira pode, por exemplo, acontecer em áreas de preservação permanente (APPs). De acordo com o Código Florestal Brasileiro, "a intervenção ou a supressão de vegetação nativa em área de preservação permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de interesse social ou de baixo impacto ambiental".

Áreas de preservação permanente, segundo o Código Florestal, são "áreas protegidas, cobertas ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas".

Ainda de acordo com o decreto presidencial, fica instituída de interesse social a atividade em salina, destinada à produção e ao beneficiamento de sal marinho, cujas ocupação e implantação tenham ocorrido até 22 de julho de 2008 em áreas localizadas nos municípios de Mossoró, Macau, Areia Branca, Galinhos, Grossos, Porto do Mangue, Pendências e Guamaré.

EM DESTAQUE >> O norteriograndense Dom Edílson Nobre vai integrar a Comissão de Comunicação da CNBB

Resultado de imagem para fotos de dom edilson nobre
DO BLOG: Nós de Lajes/RN tivemos a felicidade de tê-lo como pároco de 1992 a 1997 e pudemos confirmar sua competência, carisma e compromisso cristão.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou os nomes dos três bispos que vão compor a Comissão Episcopal Pastoral da Comunicação, para o quadriênio 2019 a 2023. 
O presidente da Comissão é Dom Joaquim Mol, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG). Outros dois bispos foram convidados para compor a Comissão: Dom Edílson Soares Nobre, bispo de Oeiras (PI) e Dom Neri José Tondello, da Diocese de Juína (MT).
Dom Edilson é natural de Touros (RN), foi ordenado padre na Arquidiocese de Natal, onde atuou, como sacerdote, em várias paróquias e foi coordenador do Setor de Comunicação por quase dez anos. Quando foi eleito bispo para Oeiras, em janeiro de 2017, estava na função de Vigário Geral da Arquidiocese de Natal.

Na foto acima, Dom Edílson com o Papa Francisco
Fonte: Arquidiocese de Natal

O POTENCIAL DA EDUCAÇÃO PÚBLICA >> Alunas de Pau dos Ferros são premiadas por pesquisa na área de sustentabilidade

pau dos ferros
Um projeto desenvolvido na Escola Estadual em Tempo Integral José Fernandes de Melo (EEJFM), localizada no município de Pau dos Ferros (RN), ganhou destaque por sua inovação e proposta de sustentabilidade. Intitulado “Saburâmica: uma opção ecológica”, o projeto prevê a utilização de resíduos de mármore de forma sustentável para fabricação de uma cerâmica orgânica, e recebeu notoriedade na última edição da Exposição de Ciência, Engenharia, Tecnologia e Inovação (Expoceti).
Desenvolvido pelas alunas Naiara Aquino e Estela Gonçalves, estudantes da 2ª e 3ª séries do ensino médio, o trabalho foi apresentado na categoria “Meio Ambiente”, durante a Expocite, que aconteceu entre os dias 24 e 28 de junho, em São Loureço, Pernambuco (PE).  Concorrendo com aproximadamente 80 outros projetos, oriundos de 18 estados no país, o trabalho ganhou como premiação credenciais para participar da Feira Mineira de Iniciação Científica (Femic), que acontece em Minas Gerais, no mês de agosto.
Além disso, o desenvolvimento e apresentação do trabalho conferiu às alunas o mérito de receber credencial para participar da Feira Brasileira para Indústria Têxtil (Febratex), maior evento da indústria têxtil das Americas, que acontece em agosto de 2020 na cidade de Brasília (DF).
Para a orientadora do projeto, a professora Jaciclelma Oliveira, as premiações e destaque nacional atribuídos ao projeto são um estímulo para as alunas permanecerem no âmbito científico e despertarem o interesse pela academia. “Eu considero este um projeto bastante grandioso e enriquecedor para as alunas. A partir do seu desenvolvimento percebi o quanto elas se envolveram e se tronaram verdadeiras pesquisadoras. A cada feira que a gente participa, e na qual elas são premiadas, é um incentivo a mais, e isso é fundamental, porque hoje elas dizem que vão entrar na universidade e trabalhar com projetos científicos”, avalia a professora.
Projeto Saburâmica
Iniciado em março do ano passado, o projeto da Saburâmica surgiu a partir de uma aula de campo realizada em uma marmoraria da cidade de Pau dos Ferros. Na ocasião, Naiara e Estela observaram o descarte inadequado dos resíduos do mármore produzido, que eram jogados no rio Apodi. A partir dessa observação, as alunas pensaram em solucionar o problema e começaram a trabalhar na produção de um mármore que proporcionasse um descarte sustentável. O resultado desse trabalho foi a chama “Saburâmica”, uma cerâmica produzida a partir dos rejeitos do mármore e da resina de seriguela.
Sob a orientação da professora Jaciclelma Oliveira, que na época ministrava as disciplinas de Biologia e já trabalhava com projetos de iniciação científica, as alunas desenvolveram o trabalho e começaram a ganhar destaque a âmbito regional no campo de pesquisa no meio ambiente e sustentabilidade. “Em nossa escola de tempo integral existe uma disciplina de parte diversificada que é chamada de eletiva, e foi através desta, e trabalhando com a metodologia em iniciação científica que nós desenvolvemos esse projeto”, comenta Jaciclelma.
Previsto para ser concluído em novembro deste ano, o projeto vem tronando-se um diferencial não somente na rotina das alunas, mas também no ambiente escolar. “Do ponto de vista da escola, isso é envolvente, pois, eu percebo que hoje o nosso alunado está bastante estimulado e a gente sente empolgação e euforia em participar de projetos de iniciação científica”, aponta a orientadora.
Próximos passos
Passada a fase de desenvolvimento do projeto, a intenção da equipe é passar a produzir a cerâmica sustentável. Para isso, as alunas juntamente com a orientadora, estão buscando realizar parcerias com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), que possui polo em Pau dos Ferros, afim de começar teste para produção efetiva da cerâmica.

ABERTO O CAMINHO PARA A DEVASTAÇÃO >> A "pedido" da bancada ruralista, MMA nomeia produtora rural para chefiar parque de preservação

image.png

O pedido foi de deputado da bancada ruralista. Escolha da jovem, sem experiência na área ambiental, provocou críticas de especialistas.


O Ministério do Meio Ambiente nomeou uma produtora rural para chefiar uma das unidades de preservação mais importantes do país: o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul. A escolha da jovem, sem experiência na área ambiental, foi um pedido de um deputado da bancada ruralista. Ambientalistas criticaram a decisão do governo.

A informação foi publicada no jornal “O Estado de S.Paulo”. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, atendeu a um pedido do deputado federal Alceu Moreira, do MDB do Rio Grande do Sul, presidente da frente parlamentar da agropecuária, e decidiu nomear uma produtora rural para o cargo de chefe do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul.

Maira Souza, de 25 anos, é neta de um dos maiores fazendeiros da região e nunca trabalhou na área ambiental. Em seu currículo, segundo o jornal, Maira descreve como única experiência profissional seu trabalho na fazenda da família.

O parque fica no extremo sul do país, entre a Lagoa do Peixe e o mar, e tem 36 mil hectares. É um dos mais importantes refúgios do Brasil para centenas de espécies de aves migratórias. Durante a longa viagem, muitas param ali para descansar e comer nas áreas alagadas, inclusive espécies ameaçadas de extinção.O Parque Nacional Lagoa do Peixe foi criado há mais de 30 anos e é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Os produtores com fazendas lá dizem que até hoje não foram indenizados. De janeiro para cá, aumentou a pressão dos proprietários de terras para reduzir a unidade de conservação.

Em entrevista ao G1, o deputado Alceu Moreira disse que o parque ainda não tem um plano de uso definido.

“Os produtores pediram que, para poder fazer uma mediação correta, precisava ser alguém da região que eles tivessem confiança para poder fazer uma proposta ou de continuar como parque e estabelecer um plano de manejo e a utilização turística para ter retorno, já que a terra deles está sem valor, e eles não conseguem vender em virtude desse problema, ou então, uma decisão que eles querem transformar em área de preservação ambiental porque o plano de manejo permite que eles possam utilizar a terra adequadamente”.

A mudança está sendo vista como um resultado de uma visita do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, ao Parque Nacional Lagoa do Peixe. Em abril, Salles foi à unidade de conservação e ouviu os produtores locais. Durante essa visita, Salles chegou a ameaçar abrir um processo administrativo contra os funcionários do ICMBio que não estavam presentes.
O discurso do ministro levou o então presidente do órgão, Adalberto Eberhardt, a pedir demissão. O antigo chefe do parque Fernando Weber também acabou exonerado do cargo.

A Associação Nacional dos Servidores Ambientais (Ascema), em nota, afirmou que a nomeação da jovem produtora rural viola os princípios de impessoalidade, moralidade e transparência na gestão pública.
O pesquisador João de Deus Medeiros, coordenador da rede de ONGs da Mata Atlântica, diz que mudar o parque, reduzir a sua área, seria desastroso para a biodiversidade:

“Deixar de utilizar o pessoal capacitado - o ICMBio criou inclusive uma escola para formação - e colocar uma pessoa sem essa condição compromete essa finalidade. Se é uma pessoa que está vinculada a outros interesses, que não da conservação, obviamente o risco para a manutenção da efetividade desse espaço, como espaço realmente protegido, começa a ficar sob ameaça”.

O JN não conseguiu contato com a produtora rural Maira Souza nem com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.