quinta-feira, 19 de outubro de 2017

SENADORA FÁTIMA BEZERRA PT/RN >> CDR aprova emendas para fortalecer desenvolvimento Regional


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A comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou, nesta quarta-feira (18) oito emendas que vão privilegiar especialmente os estados do Nordeste. A senadora Fátima Bezerra, que preside a CDR, ressaltou que todas as emendas aprovadas demonstram a preocupação dos senadores com questões essenciais para o desenvolvimento regional, como a segurança hídrica, o saneamento básico, o desenvolvimento sustentável por meio da Agricultura Familiar e a infraestrutura turística.

Fátima parabenizou o relator das emendas ao Orçamento na CDR, senador Paulo Rocha, pelo esforço que possibilitou contemplar as principais demandas apresentadas pelos membros da comissão e agradeceu os demais senadores pela compreensão de que a segurança hídrica é um dos principais problemas enfrentados pela população. Ela se referiu especificamente à destinação de R$ 400 milhões em recursos para a conclusão do Eixo Norte das obras de transposição do Rio São Francisco, que vão possibilitar a integração com as bacias dos Rios Jaguaribe, Piranhas-Açu e Apodi, por meio do ramal Apodi-Mossoró.

“Sem esta obra, viveríamos uma tragédia no Rio Grande do Norte, que já enfrenta sete anos de seca. Sem o canal, a obra não teria funcionalidade para o nosso estado, pois mais da metade dos municípios do Rio Grande do Norte não seriam contemplados pela Transposição do Rio São Francisco, porque a água simplesmente não chegaria até eles”, enfatizou a senadora.

Tanto na Paraíba como no Rio Grande do Norte, as águas do Eixo Norte servirão para perenizar o Rio Piranhas e, portanto, a finalização das obras resolveria imediatamente o problema de quase meio milhão de pessoas só no Rio Grande do Norte, que vivem na região do Seridó.

Fátima lembrou que o projeto executivo para o ramal do Apodi já está pronto, fruto de negociações com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, que compareceu duas vezes à CDR este ano para tratar do assunto. O ministro assumiu o compromisso de dar prioridade ao ramal do Apodi, caso a comissão destinasse emendas para as obras do Eixo Norte.

Outras emendas

O relator das emendas na CDR, senador Paulo Rocha, acolheu quatro emendas de apropriação e quatro de remanejamento, das 136 emendas apresentadas pelos parlamentares. 
A presidente da Comissão, Fátima Bezerra, chamou a atenção para a emenda que destinou R$ 260 milhões para os assentamentos rurais do Incra, com o intuito de fortalecer outro setor vital para o desenvolvimento regional: a agricultura familiar. “Nós nos unimos e nos solidarizamos com a luta de trabalhadores rurais de todo o país, pois os assentamentos contribuem e muito para o desenvolvimento sustentável, sendo, portanto, inaceitáveis os cortes brutais que têm sofrido”, afirmou.


A comissão ainda aprovou uma emenda para Projetos de Infraestrutura Turística, no valor de R$ 500 milhões, e emendas de remanejamento. Estas últimas serão destinadas para a construção da primeira etapa do Canal de Xingó, na Região Nordeste; de implantação, ampliação e melhoria de sistemas públicos de esgotamento sanitário em municípios com população de até 50.000 Habitantes; e de promoção de investimentos em infraestrutura econômica, na região Centro-Oeste.

TRANSPARÊNCIA >> A Casa Durval Paiva foi certificada com conceito ‘A’ do Selo Doar, que atesta a adequação ao Padrão de Gestão e Transparência do Terceiro Setor no Brasil.

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A Casa Durval Paiva foi certificada nesta segunda, 16/10, com conceito ‘A’ do Selo Doar, que atesta a adequação ao Padrão de Gestão e Transparência do Terceiro Setor no Brasil. O Selo com validade de um ano tem como objetivos incentivar, legitimar e destacar o profissionalismo e a transparência nas organizações não-governamentais brasileiras, na forma de um atestado independente de sua adequação aos Padrões de Gestão Profissional e Transparência (PGT), também denominado Selo Doar.

O Selo Doar é obtido mediante minuciosa avaliação de 44 critérios essenciais, definidos para que a organização possa continuamente melhorar sua performance em gestão e transparência, sendo os principais: Causa e estratégia de atuação; Representação e responsabilidade; Organização e gestão institucional; Estratégia de financiamento; Transparência, prestação de contas e comunicação.

#DoaçãoLegal�Quer colaborar conosco? Cadastre-se em: http://bit.ly/2fgxcQX e escolha a melhor forma de doar. Nós cuidamos do resto! Mais informações pelo telefone: (84) 4006-1600.

ATENÇÃO ESTUDANTES >> Cartão de confirmação do Enem será liberado nesta sexta-feira (20)


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Os locais de prova do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) poderão ser conhecidos nesta sexta-feira (20), a partir das 10h. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai liberar para os inscritos a consulta ao Cartão de Confirmação da Inscrição.

O acesso será pela Página do Participante ou pelo aplicativo do Enem, que precisa ser atualizado, também, a partir desta sexta. É necessário fornecer o número do CPF e a senha cadastrada para a consulta.

Com o documento, é possível verificar o número de inscrição; a data, hora e local das provas; a opção de língua estrangeira escolhida e os atendimentos específicos e/ou especializados, caso tenham sido solicitados. O Inep sugere que todos os participantes levem o Cartão de Confirmação para facilitar o acesso às informações de sua inscrição.

Declaração de Comparecimento
A partir desta edição do Enem, o participante que precisar comprovar presença, deverá imprimir e levar a declaração personalizada, disponível na Página do Participante. No dia da prova, ele deverá apenas colher a assinatura do coordenador de local de prova. Cada domingo de prova terá uma declaração.

PARA QUE HAJA ALGUMA COERÊNCIA!

EVENTO >> Educação e Cidadania!

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UM MAL CADA VEZ PRESENTE NA SOCIEDADE >> OMS destaca local de trabalho no Dia Mundial da Saúde Mental 2017

Foto: Dominic Chavez/Banco Mundial

No último 10 de outubro, as Nações Unidas marcam o Dia Mundial da Saúde Mental.
Segundo a agência da ONU, 300 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de depressão, uma das maiores causas de aposentadoria por invalidez.

Produtividade

Este ano, a Organização Mundial da Saúde, OMS, destaca a saúde mental no local de trabalho.
Empregadores e gerentes que investem em iniciativas para promover saúde mental e apoiar os funcionários com desordens mentais conseguem ganhos não somente na área da saúde, mas também nos níveis de produtividade.
O professor do Instituto de Psiquiatria do Universidade Federal do Rio de Janeiro, Pedro Gabriel Delgado, confirmou à ONU News que o investimento é uma fonte de ganho para todos.
"Eu acho que este ano é oportuno que esse ano se aponte essa questão que é investir no sentido de tornar os ambientes laborais como ambientes saudáveis, ambientes onde se realiza a possibilidade de uma troca entre as pessoas e entre os companheiros de trabalho que seja produtora de segurança e de satisfação para elas. O primeiro elemento que aparece nos quadros de depressão e de ansiedade generalizada está ligado ao trabalho. Então é extremamente importante pensar em alguma coisa de promoção do bem-estar no ambiente do trabalho."
A OMS afirma que um ambiente de trabalho negativo pode levar a problemas físicos e mentais. Assim como o uso de substâncias nocivas ou álcool, falta no emprego e perda de produtividade.

Ansiedade

Em todo o mundo, 260 milhões de pessoas vivem com algum tipo de ansiedade. Muitos têm depressão e ansiedade. Ambas as doenças custam uma média de US$ 1 trilhão à economia global em perdas no trabalho.
O objetivo do Dia Mundial da Saúde Mental é aumentar a conscientização para o tema e mobilizar esforços de apoio a melhorias no setor.

A importância da Agricultura familiar

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Por Pedro Piauí, com a Campana Nacional em Defesa do Cerrado

Essa semana foi comemorado o Dia Mundial da Alimentação. Um artigo da ONU que fala da importância da agricultura familiar para o desenvolvimento sustentável. 

No mundo, 70% dos alimentos que chegam ao consumidor vêm de pequenos produtores - é essa gente que coloca alimento na sua mesa e não a grande empresa.

"A agricultura familiar também é um setor-chave para a segurança alimentar da América Latina. No entanto, o setor enfrenta limitações significativas em aspectos relacionados ao acesso a recursos produtivos, serviços sociais, infraestrutura básica, serviços rurais, financiamento e extensão agrícola.", diz um trecho do artigo. Isso quer dizer que os governos só investem em grandes produtores de monocultura e não em agricultura familiar. A gente precisa mudar isso!

A conservação do Cerrado e da Caatinga tem tudo a ver com agricultura familiar e agroecologia. 

Por Pedro Piauí, com a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

SELETIVIDADE MIDIÁTICA >> Para aqueles que só sentem indignação quando são "estimulados" pela mídia burguesa!

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NATUREZA E SAÚDE >> Os benefícios dos chás para nossa vida!

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NOTA A POPULAÇÃO >> Subcoordenadoria da VISA/RN emite nota para atenção ao uso da água

LITERATURA >> A era do Capital improdutivo (Ladislau Dowbor/Autonomia Literária)

Como os bancos registram lucros bilionários em plena recessão e desemprego? Neste livro, Ladislau Dowbor investiga como a riqueza do mundo – minérios, petróleo, trabalho, alimentos –, produzida pelo trabalho, é capturada pelos bancos e seus intermediários financeiros.

Com uma vasta pesquisa, Ladislau revela os mecanismos usados pelas corporações financeiras, com estruturas que muito se assemelham a governos, para exercer o poder político diretamente e influenciar as principais decisões dos poderes públicos. O resultado não poderia ser diferente: esterilizam a riqueza produzida pela sociedade para multiplicá-la somente em seu próprio benefício, por meio de investimentos financeiros que não criam novas tecnologias nem geram novos empregos.

Ladislau demonstra por que o mercado considera positiva qualquer atividade que gere lucro – ainda que trave a economia e produza prejuízos sociais e ambientais – para enviar seus recursos, a salvo de impostos, a paraísos fiscais. 

O livro destrincha como a financeirização dilacera as economias no Brasil e mundo afora ao forçar os governos eleitos a cumprir agendas refutadas pelas urnas. Sobretudo quando desviam grande parte do orçamento público para o pagamento de juros da dívida, engordando ainda mais as forças do capital financeiro em detrimento de políticas públicas de saúde, educação, previdência.

Outubro Rosa: Geap lança campanha de conscientização


Resultado de imagem para Outubro Rosa: Geap lança campanha de conscientizaçãoA Geap acaba de iniciar a edição 2017 da campanha Outubro Rosa. O objetivo é alertar e conscientizar sobre o câncer de mama. O trabalho, que será realizado, em todo o país, contará com a distribuição de materiais estratégicos e informações sobre a doença.

Para sensibilizar sobre o tipo de câncer que mais mata, o de mama, a Geap preparou uma campanha especial e inovadora, com o tema “Precisamos tocar nesse assunto”. A iniciativa tem o propósito de estimular sobre a importância do controle da doença.

Durante todo o mês, serão realizadas diversas ações para chamar atenção sobre os cuidados preventivos, a detecção precoce e o tratamento do câncer de mama. Além da divulgação de cartilhas com informações explicativas, um trabalho está mobilizando internautas, por meio do uso de molduras de fotos e hashtags de apoio à causa, com publicações nas páginas da operadora, nas redes sociais.

Mais informações

Geap Autogestão em Saúde
Assessoria de Comunicação
Tel: (61) 2103-4613 / (61) 99384-6060

Site: www.geap.com.br Facebook e Instagram: Geap Saúde

terça-feira, 17 de outubro de 2017

AULA DE CAMPO >> Alunos do Campus Lajes visitam a XI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco

Alunos do Campus Lajes visitam a XI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco
14/10/2017 - O evento buscou uma maior interação entre os alunos além de promover uma melhor compreensão sobre o mundo literário, aproximando-os de conhecimentos estudados na disciplina de português e literatura.
Alunos dos Cursos Técnicos Integrados em Administração (2V) e Informática (2M e 2V) do Campus Lajes visitaram a XI Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, a mais conceituada Bienal do Livro do Norte e Nordeste e a terceira maior do Brasil. O evento buscou uma maior interação entre os alunos, através de palestras, bate-papos, oficinas literárias, apresentações culturais e outras atividades, além de promover uma melhor compreensão sobre o mundo literário, aproximando-os de conhecimentos mais concretos sobre os conteúdos estudados na disciplina de português e literatura.
Ainda no Recife os alunos, na companhia dos professores de Português e Educação Física, Meire Celedônio e João Medeiros, respectivamente, e da bibliotecária Bruna Lays, conheceram o Instituto Ricardo Brennand, eleito, pelo segundo ano, o melhor Museu da América Latina e um dos 25 melhores do mundo. O instituto, que conta com uma diversidade cultural encantadora, despertou nos alunos a curiosidade em conhecer a coleção de arte que pertence ao empresário e colecionador brasileiro Ricardo Brennand, homem que reúne um vasto número de obras de arte, há mais de 50 anos, que integra pinturas, gravuras, quadros, tapeçarias, esculturas originários dos 4 continentes e concentrados num espaço criado especialmente para elas. Além disso, o Instituto Ricardo Brennand trouxe para Recife um destaque nas artes brasileiras. O acervo Frans Post e O Brasil Holandês retrata a história dos holandeses no Estado e é um destaque imutável no museu.
 “É uma oportunidade riquíssima para os envolvidos (alunos e servidores) pois agrega diversos conteúdos. Estas experiências extrapolam aquelas vistas em sala, devido ao fato da convivência, de conhecer novas regiões e lugares, culturas. São momentos fortes de aprendizagem, onde o aluno dificilmente esquecerá o conteúdo envolvido numa visita, uma paisagem, um fato vivido e registrado na história. A nossa aula de campo para Recife (visita ao Instituto Ricardo Brennand, XI Bienal Internacional do Livro e Oficina Brennand) foi recheada de conteúdos e contribuiu na formação dos nossos alunos pelo choque de cultura, entretenimento, valores, convívio sadio, dificuldades momentâneas”, disse João Medeiros.

RESULTADOS DO AGRONEGÓCIO >> E você acredita na propaganda da rede globo sobre o agronegócio? Então leia, informe-se!


A Monsanto lançou um super veneno que se espalha pelo ar e mata as plantações dos terrenos vizinhos em seu caminho, exceto aquelas que usam as sementes transgênicas deles!

Após uma enorme comoção de 1.000 fazendeiros que foram afetados por este veneno, um estado nos EUA pode finalmente bani-lo -- isso pode abrir um precedente de importância mundial para sua proibição. 

A Monsanto está fazendo de tudo para abafar o caso e reduzir essa disputa ao nível local. Mas se um milhão de nós assinarmos essa petição, vamos encaminhá-la num processo oficial e mostrar que o mundo quer esse veneno longe de nossos campos e alimentos. 

Adicione seu nome:  
ASSINE A PETIÇÃO


Os fazendeiros estão desesperados e não é à toa. O dicamba, como é chamado o veneno, se espalha com o vento levando destruição por onde passamatando suas plantações, árvores, solo e água. E agora os produtores estão enfrentando uma escolha terrível: migrar para as sementes transgênicas da Monsanto ou assistir a morte de suas plantações.

Esse é um esquema ganancioso e perigoso no qual a Monsanto vai embolsar bilhões de dólares, e que pode destruir o ciclo mundial de produção alimentar.

Mas podemos impedi-los. 17 estados americanos abriram investigações contra o dicamba e as autoridades de um deles, o Arkansas, recomendaram sua proibição. A decisão será votada em breve e autoridades da UE e da América Latina estão de olho nela. Se um milhão de nós enfrentarmos a Monsanto no Arkansas e vencermos essa proibição, podemos frear esse veneno mortal.  


Há anos, a comunidade da Avaaz luta como Davi vs Golias para impedir esquemas corruptos e perigosos de controlarem a produção de alimentos. Estamos vencendo: ano passado, ajudamos a impedir que a Monsanto abrisse uma mega-fábrica de sementes transgênicas na Argentina e que UE renovasse a licença do pesticida glifosato. Agora, podemos ajudar o Arkansas vencer essa nova batalha.

Com esperança e determinação,

Dalia, Nick, Danny, Allison, Diego, Camille e toda equipe da Avaaz

Mais informações:

Agricultores reclamam de estragos causados por pesticida nos EUA (UOL)

EUA avaliam restrições a herbicida ligado a danos às lavouras (Exame)

Enquanto Blairo Maggi vira piada na ONU, CTNBio libera nova soja transgênica (RBA)


Esse milagroso pesticida deveria salvar as fazendas. Mas na verdade, está destruindo tudo. (em inglês) (Washington Post)

LITERATURA >> A importância dos sebos para a sociedade


O comércio de livros usados e o seu papel na disseminação da cultura.

Todos nós sabemos – ou ao menos devíamos saber – que livros mudam vidas. Na sexta-feira, 06 de outubro, o Estante Blog teve a oportunidade de acompanhar a Primavera de Literatura, que ocorreu no Centro Cultural da Light, no Rio de Janeiro. No evento aconteceram palestras sobre diversos temas de interesse de fãs de literatura, como o cenário atual dos quadrinhos no Brasil, os desafios de quem deseja se tornar um escritor e a vida dos donos de sebos.

A origem dos sebos

Muito antes das grandes livrarias invadirem o comércio brasileiro em meados da década de 1990, os sebos já eram parte importante da cultura nacional. A palavra sebo tem algumas origens – é provável que pelo menos um pouco de cada uma delas seja verdade. A primeira versão diz respeito ao uso da luz das velas para leitura, que antigamente eram feitas de gordura e de sebo. Conforme iam derretendo, acabam sujando os livros, deixando-os engordurados. A outra versão diz que os estudantes carregavam tanto os livros debaixo do braço que acabavam sujando-o, deixando ensebado. Origens à parte, Pernambuco foi o estado onde o primeiro livreiro utilizou o nome sebo, colocando-o escrito na porta de entrada de sua livraria, nos anos 50. No entanto, o comércio de livros usados apenas se tornou popular nos anos 60, em Recife, com o chamado Sebo Brandão. Estrangeiros que procuravam pela livraria acabavam chamando o local de Mr. Sebo, por pensarem que se tratava de um nome próprio – um fato que ajudou bastante a popularização da expressão.


Apesar de terem adquirido grande parte de sua popularidade na região Nordeste, os sebos chegaram a então capital, Rio de Janeiro, no século XIX. Mas a tendência de comercializar livros usados já era dominante na Europa, na qual a maior parte dos livreiros colocava à venda o seu próprio acervo, e o costume da troca de exemplares por outros também começou a crescer – principalmente quando alguém conseguia adquirir os títulos raros, polêmicos e censurados da época.

Dores e delícias de ser um livreiro no Brasil

Na primeira palestra oferecida pelo Centro Cultural da Light, no Rio de Janeiro, o público ouviu os depoimentos de três livreiros cariocas: Maurício Gouveia, (Baratos da Ribeiro Livraria Ltda), Ivan Costa (Livreiro Errante) e Ronaldo Dias (Sábias Palavras Livros e Discos). Eles contaram um pouco de suas histórias de vida, do amor pelos livros e da trajetória pelo comércio de títulos usados.
Questionados sobre as dificuldades do livreiro dentro de um mercado tão competitivo e amplo, Maurício Gouveia apontou o comércio virtual como um desafio: “Para cidades pequenas é bom, nas cidades grandes é preciso encontrar o ponto de equilíbrio entre a margem de lucro e o capital de giro, além de ter que mudar o estoque com frequência e sempre oferecer novidades”, explicou. Neste contexto, o livreiro Ivan Costa, que apesar de manter uma parte de seu acervo na Estante Virtual, vende a maioria dos títulos andando pela cidade com sua bicicleta lotada de livros, mas aponta que existe preconceito: “Tem um pessoal que prefere o livro novo. E o livro que está na bicicleta e é usado acaba sendo sinônimo de sujo, de livro mal tratado”, refletiu Ivan.
Segundo Maurício, dono da livraria Baratos da Ribeiro, atualmente a compra de livros nos sebos é uma questão cultural: “Antigamente existiam mais sebos do que livrarias tradicionais. Em Tokyo, um dos maiores centros urbanos do mundo, existe um bairro conhecido como O paraíso dos sebos, por ter 90 sebos em dois quarteirões”, contou. De acordo com ele, a febre do consumo – característica da contemporaneidade – é um dos grandes vilões dos livreiros. Em contrapartida, este mesmo consumo de massa trouxe uma nova tendência mundial que tem sido bastante vantajosa para os sebos: a valorização do Vintage, ou seja, objetos de outras épocas que ganharam um apelo comercial muito grande, no qual os comparadores consumem motivados pela nostalgia: “Aconteceu uma vingança do analógico, tem até um livro com esse nome. Objetos que iriam morrer, acabaram não morrendo”, ressaltou Maurício.
A principal diferença entre o público que frequenta sebos e livrarias tradicionais é o comportamento, de acordo com o dono da livraria carioca Baratos da Ribeiro: “As grandes livrarias se tornaram ambientes voltados exclusivamente para consumo – viraram cafés, ambientes de socialização, os livros são um cenário. Nos sebos, até os próprios donos se permitem se comportar de uma forma mais excêntrica, o contato é maior”, apontou Maurício Gouveia.  Este contato próximo entre o leitor e o livreiro é a parte favorita da rotina de Ivan Dias, dono do sebo Livreiro Errante: “A diversidade das pessoas nas ruas é muita. É preciso bastante para chamar atenção com livros na bicicleta, mas eu prefiro vender pessoalmente e ter contato. Para mim, livraria é um clima, um ambiente e não venda”, refletiu.
Ainda sobre as dificuldades, Ronaldo Dias, dono do sebo Sábias Palavras, ressaltou uma característica muito presente nos dias de hoje – a facilidade. Segundo ele, a disseminação quase infinita de informações por meio da internet tornou muito mais difícil precificar os livros: “O mais difícil, para mim, é dar valor ao livro que você vende. A facilidade que a internet trouxe atrapalha muito”, explicou. O livreiro Maurício compartilha da mesma opinião: “Com a internet, a consulta e a competitividade entre preços aumentou. Hoje, um livreiro pode pesquisar sobre um livro e encontrar diversos preços para o mesmo exemplar. Isso dificulta as vendas”, completou.

A leitura como fonte de radiação cultural

No entanto, apesar das dores de ser um dono de sebo no Brasil e atualmente, o prazer de trabalhar com o universo da literatura transcende qualquer dificuldade: “Trabalhar com sebos gera emprego, dá outras opções de compra ao público, educa sobre o reuso, além de ser produzir uma enorme radiação cultural“, afirmou Ivan. O livreiro do sebo Sábias Palavras, Ronaldo Dias, afirma que apesar das diferenças entre as grandes livrarias comerciais e os sebos, para os leitores apaixonados de verdade não existe distinção: “Leitor que é leitor de verdade vai aonde tem livro. Não importa onde”, contou. E, apesar do constante avanço da tecnologia, quem manterá acesa a luz dos livros físicos são exatamente os leitores vorazes: “O mal da tecnologia é que nada pode coexistir com ela, mas a relação, o sentimento das pessoas com os livros é que irá ditar o futuro“, assegurou o Livreiro Errante, Ivan Costa. Segundo ele e todos os livreiros presentes na Primavera de Literatura, o maior prazer existente no ofício é simples: levar o livro a quem está buscando. E, no final do dia, para os donos dos sebos isto é uma enorme alegria.

Fonte: http://blog.estantevirtual.com.br/2017/10/11/a-importancia-dos-sebos-para-a-sociedade/

EXEMPLO DE FÉ E CORAGEM >> Francisco de Assis e a prece

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Em 4 de outubro, comemora-se o Dia de São Francisco de Assis, patrono da Legião da Boa Vontade. 

O santo da Úmbria deve ser lembrado, principalmente, pela coragem que teve de vencer o egoísmo reinante em sua época (e em todos os tempos), reformando as Almas pelo exemplo de renúncia e amor ao próximo.


A grandeza do “Poverello” reside no ter-se integrado, abnegadamente, à divina vontade do Cristo. É, portanto, o melhor caminho para todos nós. Aspirações superiores supõem elevadas responsabilidades, que só podem ser levadas a bom termo quando a inteligência do plano espiritual permear as decisões humanas, não somente na religião, mas na política, na ciência, na filosofia, no esporte, enfim, em todos os aspectos sociais, porque nenhum deles pode prescindir da inspiração do Alto.


Aí o papel da oração, à qual todos devemos recorrer, não apenas nos momentos de dor, mas como exercício diário para o fortalecimento do Espírito e o refinamento da nossa sintonia com o Pai Celestial.


Nunca é demais, pois, transcrever a magistral prece de São Francisco de Assis, que o saudoso fundador da Legião da Boa Vontade, Alziro Zarur (1914-1979), deixou, à posteridade, imortalizada em sua voz. Ela alenta os corações de milhões de ouvintes e telespectadores da Super Rede Boa Vontade de Comunicação:


“Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Paz; onde haja ódio, consenti que eu semeie Amor; perdão, onde haja injúria; fé, onde haja dúvida; verdade, onde haja mentira; esperança, onde haja desespero; luz, onde haja treva; união, onde haja discórdia; alegria, onde haja tristeza. Ó Divino Mestre! Permiti que eu não procure tanto ser consolado quanto consolar; compreendido quanto compreender; amado quanto amar. Porque é dando que recebemos; perdoando é que somos perdoados; e morrendo é que nascemos para a vida eterna”.

José de Paiva Netto - Jornalista, radialista e escritor.paivanetto@lbv.org.br - www.boavontade.com

Setor de Relacionamento Institucional da LBV/RN

Fone: (84) 3613-1655 / 99451-7849

UMA DISCUSSÃO QUE NÓS PROFESSORES PRECISAMOS NOS APROPRIARMOS >> O ensino religioso e o fim do Estado laico


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Por Rosilene Corrêa, Professora da rede pública de ensino do Distrito Federal e diretora de Finanças do Sinpro-DF, no site da CNTE.

Dentre os muitos retrocessos econômicos, políticos e sociais verificados nos últimos meses, desde o golpe que deu fim ao governo da Presidenta Dilma, a recente permissão dada pelo Supremo Tribunal Federal para que as religiões possam ser ministradas livremente nas escolas públicas brasileiras é talvez o mais duro ataque ao Estado laico e aos avanços civilizacionais. Em uma votação apertada - 6 votos a 5 - o STF rejeitou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4439) que pretendia que o ensino religioso a ser ministrado nas escolas públicas se constituísse apenas em uma apresentação geral das diversas religiões e que não se admitisse como professores desta disciplina pessoas que representassem diretamente algum credo, tais como padres, bispos, rabinos, pastores ou quaisquer líderes religiosos.

O objetivo principal aqui era exatamente o de reafirmar o caráter laico do Estado brasileiro. Segundo esse conceito, o Estado laico ou secular se define por não admitir uma influência do poder do Estado sobre qualquer religião, nem de qualquer religião sobre as estruturas estatais. O Estado não se apoia nem se opõe a nenhuma religião, porque neste caso são esferas separadas oficialmente. É por isso que uma educação pública coerente com a laicidade do Estado devesse seguir um padrão isento de influências religiosas, não só para evitar que crenças majoritárias impusessem seus valores, dogmas ou moral num ambiente escolar que deveria - pelo menos em tese - ser plural e avesso ao dogmatismo religioso.
A escola moderna, desde os seus primórdios tem se definido por sem um ambiente de aprendizado, de transmissão de saberes, conhecimentos e tecnologias cujo pressuposto se baseia em ciências e culturas e não em religiões e/ou dogmas. Quando muito, o ambiente escolar deveria permitir o estudo científico das religiões, mostrando-as como fenômenos culturais, humanos; desvinculando a prática religiosa dos dogmas que são característicos das religiões organizadas em igrejas. Não se trata em absoluto de apoiar o anticlericalismo, mas de evitar que o fundamentalismo religioso seja apoiado e incentivado pelo Estado.
Aliás, o Estado laico historicamente foi uma das mais importantes conquistas da Civilização Ocidental e até hoje a laicidade do Estado é uma das principais características que diferem os Estados ocidentais daqueles teócráticos, onde não apenas não existe uma linha divisória entre a religião e a sociedade civil, como também é a religião que controla a vida social. Estados como Irã, Israel, Arábia Saudita, dentre muitos outros, possuem constituições completamente subordinadas às suas respectivas crenças religiosas oficiais. Nesses Estados, os valores do laicismo como a liberdade de consciência e de crença, a igualdade dos cidadãos em matéria religiosa e até mesmo a liberdade de não crer, não são respeitados e na maioria dos casos o próprio Código Penal é subordinado às leis religiosas.
Não é preciso listar aqui os efeitos do fundamentalismo religioso - de qualquer matriz - sobre a sociedade, principalmente nas sociedades em que o fundamentalismo é a base da legalidade.
Os maiores crimes contra a humanidade têm sido sempre cometidos em nome de algum deus e a consequência final do fundamentalismo é criar pessoas que sempre estarão dispostas a matar e morrer todos aqueles que não crêm na sua própria religião.
É por isso que a decisão do STF sinaliza para um acirramento dos conflitos religiosos dentro das instituições escolares e consequentemente em todos os campos da sociedade. É provável que a mesma promiscuidade existente entre empresas privadas e poderes públicos se estabeleça entre governos estaduais/municipais e organizações religiosas. Isto porque a decisão deixa a cargo de estados e municípios a liberdade de decidirem de devem remunerar os professores de religião ou se devem fazer parcerias com instituições religiosas. A mesma lei não garante que o ensino religioso seja ministrado apenas por profissionais com alguma formação superior na área docente, ou seja, poderá ministrar aula de religião qualquer líder religioso, mesmo que não possua qualquer formação superior.
Nesse quadro, como poderia ser assegurado que um professor de religião não impusesse o seu credo pessoal, seus dogmas aos seus alunos? Ou como evitar que fundamentalistas religiosos, sem qualquer domínio pedagógico ou formação científica e cultural não aja de forma preconceituosa contra alunos que não professam a sua religião ou mesmo contra aqueles que não possuem religião alguma? A fiscalização caberia aos estados e municípios, mas estes também não são imunes às influencias religiosas. Nunca é demais lembrar que uma das bancadas mais atuantes no Congresso Nacional é exatamente a Bancada Evangélica e que importantes líderes evangélicos e católicos têm sido eleitos para cargos de prefeitos e governadores. Como evitar que estes usem o poder que lhes foi conferido pelo povo para influenciar o Estado de acordo com seus dogmas religiosos?
Outra questão que não pode deixar de ser abordada e com relação a diversidade. De que forma poderá ser garantido que todos as diversas denominações religiosas recebam o mesmo tratamento por parte dos órgãos governamentais, se a maioria deles é dirigida por membros da religião dominante, o Catolicismo? De acordo com o Censo de 2010, 64,6% da população se declara católica, 22,2% evangélica, 2% espírita, 3% praticante de outras religiões e 8% sem religião. Parece óbvio que a posição do STF irá beneficiar a ampla maioria católica, reforçando assim o conservadorismo e a defesa de pautas retrógradas e antipopulares a partir de dentro das escolas públicas.
Aliás, não deixa de ser sintomático que a decisão valha apenas para as escolas públicas. Enquanto os filhos dos trabalhadores perderão tempo e energia com aulas de religião (pura doutrinação) os filhos dos senadores, ministros, deputados e empresários continuarão tendo acesso a escolas laicas onde receberão a formação laica e de qualidade necessária para acessar as melhores oportunidades no futuro.
Acrescente a isso o fato de que tal posição do STF reforça o chamado “Escola sem Partido” que pretende na verdade impor uma linha de pensamento único conservador nas escolas brasileiras através do impedimento de que professores possam discordar politicamente das normas governamentais.
Nesse contexto também, perdem todas as denominações religiosas de matriz africana e o quadro de racismo religioso que já está instalado nas principais comunidades das grandes cidades tende a se agravar. Não é segredo para ninguém que grande parte dos lideres religiosos de matriz africana tem sido implacavelmente perseguidos em suas comunidades, inclusive com agressões físicas e destruição de seus locais de culto. Tudo isso tende a piorar, pois as pessoas que comandam as estruturas educacionais de estados e municípios estão presas a dogmas religiosos que classificam as religiões afro-brasileiras como satânicas.
Por tudo isso, é lamentável que o STF, a mais alta corte de justiça do país, esteja praticamente patrocinando um verdadeiro retorno à Idade das Trevas.