terça-feira, 26 de março de 2019

FIQUE POR DENTRO >> Como ficará a situação dos Trabalhadores(as) com a proposta da "reforma da previdência" desse desgoverno do coiso!

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EMPODERAMENTO FEMININO NA EDUCAÇÃO >> Mulheres assinam 72% dos artigos científicos publicados pelo Brasil

image.pngO Brasil é o país íbero-americano com a maior porcentagem de artigos científicos assinados por mulheres seja como autora principal ou como co-autora, de acordo com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). Entre 2014 e 2017, o Brasil publicou cerca de 53,3 mil artigos, dos quais 72% são assinados por pesquisadoras mulheres.

Atrás do Brasil, aparecem a Argentina, Guatemala e Portugal com participação de mulheres em 67%, 66% e 64% dos artigos publicados, respectivamente. No extremo oposto estão El Salvador, Nicarágua e Chile, com mulheres participando em menos de 48% dos artigos publicados por cada país.
 
Além desses países, a OEI analisou a produção científica da Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Equador, Espanha, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Os dados fazem parte do estudo As desigualdades de gênero na produção científica ibero-americana, do Observatório Ibero-americano de Ciência, Tecnologia e Sociedade (OCTS), instituição da OEI.

A pesquisa analisou os artigos publicados na chamada Web of Science, em português, web da ciência, que é um banco de dados que reúne mais de 20 mil periódicos internacionais.

“O Brasil está melhor do que o restante dos países. Acho que é algo que não podemos nos dar por satisfeitos porque temos desafios, mas indica que o Brasil caminha na direção positiva de mais oportunidades, de igualdade de gênero entre homens e mulheres”, diz o diretor da OEI no Brasil, Raphael Callou.

Menos pesquisadoras publicam
Apesar de assinar a maior parte dos artigos, quando levado em conta o número de mulheres pesquisadoras que publicaram no período analisado, ele é menor que o dos homens. No Brasil, elas representam 49% dos autores, de acordo com os dados de 2017. A porcentagem se manteve praticamente constante em relação a 2014, quando elas eram 50%.

Com base nos números de 2017, o Paraguai ocupa o topo do ranking, com 60% das autoras mulheres. Na outra ponta, está o Chile, com 37%.

As diferenças aparecem também entre áreas de pesquisa. No Brasil, entre as áreas analisadas, medicina é a que conta com a maior parte das autoras mulheres, elas são 56% entre aqueles que publicaram entre 2014 e 2017. As engenharias estão na base, com a menor representatividade, 32%.

Essa realidade faz parte do cotidiano da professora da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Maria Cristina Tavares. “Nas salas de aula, as meninas são cerca de 5% dos estudantes. No departamento temos em torno de 90 professores e somos cinco professoras”, diz. “Quando você vai a congressos, são pouquíssimas engenheiras. Você vê só ternos. Se você tem 100 trabalhos sendo expostos, tem geralmente três ou quatro pesquisadoras”, acrescenta.

Maria Cristina comemora a posição de destaque das mulheres no número de assinaturas de publicações: “Publicações hoje em dia são tudo no mundo acadêmico. As próprias  universidades prezam por expor o resultado das pesquisa. Para eu conseguir mais bolsas para os meus estudantes, preciso estar com um bom nível de publicação e não é número pelo número, é número que significa que meu trabalho está sendo bom”, diz.

A professora faz, no entanto, uma ressalva sobre a baixa presença de pesquisadoras na área que atua: “O país perde quando não trabalha essa diversidade e todos esses olhares”.

Maioria entre estudantes, minoria entre professores
“Publicar sempre foi difícil, sempre é um processo. Há casos clássicos, bem icônicos de como esse estereótipo de gênero está arraigado. Quando se lê um artigo de autor chinês, polonês ucraniano, que tem um nome diferente, dificilmente vem imagem de que seja uma mulher, porque na nossa cabeça, a gente entende que esse lugares difíceis são ocupados por homens”, diz a bióloga da Universidade de Brasília (UnB) Bárbara Paes.

Apaixonada por ciência, a pesquisadora integra a equipe do Dragões de Garagem,  criado para divulgar, de forma simples e atrativa, descobertas científicas e questionamentos sobre o fazer ciência no país. “Existe uma resistência da própria academia de reconhecer que existe um problema”, diz.

De acordo com o Censo da Educação Superior de 2016, última edição do levantamento, as mulheres representam 57,2% dos estudantes matriculados em cursos de graduação.

Elas são também maioria entre bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), representam 60% do total de beneficiários na pós-graduação e nos programas de formação de professores.

Entre os professores contratados, no entanto, o cenário muda, os homens são maioria. Dos 384.094 docentes da educação superior em exercício, 45,5% são mulheres.

Rio Apodi-Mossoró terá Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica



Na semana em que se comemorou o Dia Mundial da Água (22 de março) é importante destacar que parte do semiárido nordestino ainda vem passando por um período de baixa disponibilidade hídrica, com seus principais reservatórios apresentando volumes reduzidos. O reservatório de Santa Cruz do Apodi, por exemplo, se encontra com 22% do seu volume total; o de Umari, com 33% e, o de Pau dos Ferros, com apenas 2,0%. Neste contexto, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Apodi/Mossoró (CBHAM), que é um órgão colegiado, com atribuições normativas, consultivas e deliberativas, desempenha um papel importante na gestão e no uso sustentável e múltiplo dos recursos hídricos, especialmente no que se refere à aprovação e acompanhamento da execução do Plano de Recursos Hídricos da Bacia, conforme estabelece a Lei 9.433, de 1997.
                                           Professores da Ufersa compõem Comitê da Bacia Hidrográfica/Foto cedida
Atualmente o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró apresentou, em parceria com o governo do estado, os Termos de Referência para a elaboração do Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Apodi-Mossoró. “Estes termos são de suma importância para nortear elaboração do Plano de Recursos Hídricos da nossa bacia hidrográfica”, ressalta o professor Gustavo Henrique Gonzaga da Silva, que juntamente com o professor Jorge Pinto, representa a Universidade Federal Rural do Semi-Árido no CBHAM. Ainda segundo o professor Gustavo Silva, o Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Apodi-Mossoró deverá ser elaborado tomando como horizonte de planejamento dos programas de investimento os anos de 2020 (curto prazo), 2025 (médio prazo) e 2030 (longo prazo).
Os Planos de Recursos Hídricos são planos de longo prazo, com horizonte de planejamento compatível com o período de implantação de seus programas e projetos e possuem as seguintes atribuições principais: realizar o diagnóstico da situação atual dos recursos hídricos; avaliar o balanço entre disponibilidades e demandas futuras dos recursos hídricos, em quantidade e qualidade, com identificação de conflitos potenciais; estabelecer metas de racionalização de uso, aumento da quantidade e melhoria da qualidade dos recursos hídricos disponíveis; determinar prioridades para outorga de direitos de uso de recursos hídricos; estabelecer diretrizes e critérios para a cobrança pelo uso da água; apresentar propostas para a criação de áreas sujeitas à restrição de uso, com vistas à proteção dos recursos hídricos.
Para o professor Gustavo Silva, o amplo diagnóstico da situação dos recursos hídricos é essencial para serem definidas as prioridades para outorga de direitos de uso dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos disponíveis na bacia, bem como para a classificação dos corpos d´água de acordo com a Resolução Conama 357/2005 e o estabelecimento de critérios para a implantação da cobrança pelo uso da água. A elaboração do Plano de Recursos Hídricos, assim como já existe para a Bacia do Rio Piancó-Piranhas-Assú, será uma ferramenta importante para a gestão e conservação dos recursos hídricos da CBHAM tanto para a manutenção das atividades humanas, quanto para preservação da biodiversidade aquática, concluiu o professor Gustavo Silva.

ARTE E CULTURA REGIONAL >> Exposição Viva Sertão, de João Maria Alves, revela beleza e crueza sertanejas

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A exposição Viva Sertão, do decano fotojornalista João Maria Alves tem vernissage agendada para o próximo dia 5 de abril, às 19h, no Margem Hub Fotografia. O evento tem curadoria de João Oliveira e será animado por show da cantora Edja Alves, com acesso livre.

A seguir, palavras do jornalista igualmente decano e professor por tantos anos da UFRN, Emanoel Barreto:

“A pressão do jornalismo diário forjou no olhar do repórter-fotográfico João Maria Alves a percepção do momento preciso, instante exato do disparo da máquina que transforma em imagem a cena de vida; ação e pulsação, brutalidade e grandeza, gesto imprevisto e foto imediata – todo jornalismo é ofegante.

É isso, essa pressa sem parar que define os grandes fotógrafos: a precisão da foto, a transformação do fato em texto de imagem, o teatro do mundo como tragédia e manchete. Com suas lentes João Maria faz isso – como poucos.

Conheci João nos idos dos anos 1970 e continuamos a trabalhar juntos na Tribuna do Norte ao longo de boa parte da década seguinte: muito tempo. Muitas matérias de rua, acontecimentos em ação, assaltos e mortes – a dor do povo nas filas, ônibus lotados, hospitais sofrendo, favelas e gritos; políticos anunciando eras magistrais, obras grandiosas, gente feliz. João registrando tudo.

É que o fotógrafo tem a compulsão do tempo. Ninguém sabe quantos instantes tem um momento, quantos segundos tem um lapso, quantos átimos há num minuto. Mas o fotógrafo sim. Ou sabe disso instintivamente ou não será nada. Ele é dessa estirpe. Captura a alma do fato. Fotógrafo pé quente.

Suas fotos são documentos. Dados e passados no cartório do Tempo.

A exposição que ora realiza traz um João Maria na fase da maturidade pessoal e profissional. Trata-se de trabalho que só consigo definir como magnífico. Seja pelos enquadramentos, expressividade das cores, textura e oportunidade do disparo, ou pelo fato de que nos traz o sertão em forma de beleza. Um sertão reluzente de alguma ternura, mas sem perder a dureza jamais.

João Maria conseguiu dar à paisagem – e à presença humana subjacente – um dado de pujança e força. Somos atraídos às fotos como se estivéssemos atravessando um portal, descobrindo um grande sertão agreste e belo. O sertão parado em seu tempo; sertão como entidade, o homem como vivente enraizado na bruteza do chão.

Não é fácil transformar paisagem em flagrante. Para fazer isso é preciso ser aliado do tempo, saber dos tais instantes e momentos fotográficos – eles são o precioso tempo que os relógios não marcam. João soube fazer isso muito bem, trazendo à tona a essência da paisagem; ele transformou a paisagem em fato e o que está parado em acontecimento. Trabalhou com a luz, captou o silêncio poderoso das sombras. É exímio colorista. Nada mais jornalístico que isso.

Esta exposição é também um registro de vida, os passos na estrada de um grande profissional. Vida, esforço, presença, dedicação e talento. Abraço grande, amigo. Que venham novos momentos.”

Fonte: https://papocultura.com.br/exposicao-viva-sertao-joao-maria-alves/

CIDADANIA >> Manuela D’Ávila lança “Revolução Laura” em Natal



A jornalista e ex-candidata à vice-presidência da República Manuela D’Ávila (PCdoB) lança em Natal o livro “Revolução Laura”, que fala sobre a experiência de concorrer ao cargo máximo da presidência da República com a filha do lado.
O evento de lançamento ocorre na próxima sexta-feira (29), a partir das 18h30, no auditório da reitoria da UFRN. Após a sessão de autógrafos haverá uma bate-papo com Manuela D’Ávila.
Revolução Laura é o livro de estreia da jornalista.
– Revolução Laura é sobre uma mulher que aceitou o desafio de concorrer à presidência do Brasil e chegou ao segundo turno como candidata a vice-presidente sem abrir mão da maternidade. As roupas coloridas e os brinquedos de uma criança colocam à prova a monocromia do cinza dos paletós, diz a apresentação do livro.
Embora gratuito, a participação no debate deve ser feita mediante ingresso retirado no sistema Sympla aqui
Programação:
18h30 às 19h30 Sessão de Autógrafos
19h30 Bate papo com Manu (Para acesso ao bate papo é necessário inscrição e apresentação do ingresso no Sympla).
Fonte: https://www.saibamais.jor.br/manuela-davila-lanca-revolucao-laura-em-natal/

RESPONSABILIDADE SOCIAL >> Circo Grock leva alegria e diversão às crianças da LBV em Natal

O espetáculo contará com a trupe de artistas do Circo Grock, diversão e muita alegria

A meninada atendida pela Legião da Boa Vontade – LBV, por meio do programa Criança: Futuro no Presente!, terá uma tarde mais que especial, o encontro com a alegria e o mundo mágico do Circo Grock, acontecerá nesta terça-feira (26), às 15h, localizado ao lado do Arena das Dunas. 

O encontro é aguardado com muita expectativa por dezenas de meninos e meninas que participam das atividades socioeducativas empreendidas pela LBV, no Bairro Dix-Sept Rosado. Eles desenvolvem suas habilidades com a música, dança, ballet, capoeira, entre outras ações educativas promovidas pela Instituição na garantia de direitos e deveres das crianças e adolescentes.  

O evento é uma parceria da Inter TV Cabugi afiliada à Rede Globo e Circo Grock, proporcionando aos pequenos a oportunidade em assistir ao espetáculo com palhaços, malabaristas, acrobatas, entre outras atividades circenses, que captam a atenção da garotada.

segunda-feira, 25 de março de 2019

PCdoB 97 ANOS DE EXISTÊNCIA E DE LUTA! >> Viva o Partido Comunista do Brasil!


Hoje, dia 25/03/2019, o PCdoB completa 97 anos de existência, sempre ao lado do povo e da Nação, defendendo saídas nobres para os problemas que afligem o Brasil. Lutou por direitos trabalhistas, pela soberania energética e pelo petróleo brasileiro. Como ferramenta de emancipação dos trabalhadores, aterrorizou as elites egoístas e tacanhas. 

Por isso, durante décadas esteve na ilegalidade, viu mandatos cassados, dirigentes assassinados, presos, torturados, na clandestinidade e exilados, foi achincalhado pelos poderosos. No Araguaia defendeu de arma em punhos os camponeses. Tentaram silenciar sua voz, em resposta: combateu o arbítrio, defendeu direitos, moldou para a Nação um sonho justo. São 97 ao lado do progresso econômico e social. O rubro de sua bandeira, a foice e o martelo que simbolizam os trabalhadores do campo e da cidade tremularam nas principais lutas e conquistas do povo. Foi, com outros, construtor das quatro vitórias do campo progressista. 

Hoje na resistência, luta por um país democrático, soberano e com direitos, livre do fascismo. Quem conhece a história do Brasil, tem carinho e respeita o PCdoB. O PCdoB é um partido imprescindível. Viva o Partido Comunista do Brasil! ✊✊✊

DESTAQUES EDUCACIONAIS >> Escolas da Oitava Direc se destacam na FEBRACE

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A 8ª DIREC parabeniza as equipes das Escolas Estaduais SERVULO PEREIRA/Bodó ( 4º lugar na categoria geral da FEBRACE, em Ciências Agrárias e credenciado para Feira Científica em Santa Catarina) e JOSEFA SAMPAIO/Pedro Avelino (premiados em duas categorias: defesa civil e  Escola Politécnica da USP) pelas premiações na FEBRACE . 
Vê-los produzindo ciência de forma tão grandiosa e, sobretudo, transformadora de vidas e realidades sociais através da educação é para todos nós motivo de orgulho, satisfação e de renovação de sonhos .... esperança em dias melhores ... de um futuro melhor para nossos jovens. Vocês estão de parabéns , o RN ESTÁ DE PARABÉNS!  Texto da Profº Anne Dantas - Técnica da 8ª Direc

ATENÇÃO >> Professores de disciplinas relacionadas às áreas das Ciências da Natureza e da Matemática e suas Tecnologias que lecionem no Ensino Médio

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IMPORTÂNCIA SOCIOAMBIENTAL >> Senador Jean Paul Prates discute Projeto de Lei que Institui a Política de Desenvolvimento Sustentável da Caatinga.

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O Senador Jean Paul Prates (PT/RN), recebeu, na sexta, 22/03, o presidente do Instituto de Defesa do Meio Ambiente (Idema), Leonlene Aguiar, e o diretor técnico, Werner Farkatt. Discutimos melhorias para o estado e a criação de um grupo de trabalho para debater o Projeto de Lei do Senado 222/2016, que Institui a Política de Desenvolvimento Sustentável da Caatinga. 
Sou relator da proposta na Comissão de Meio Ambiente do Senado.

CHUVAS NO INTERIOR >> Pataxó, primeiro reservatório público do Rio Grande do Norte a transbordar


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Com a antecipação do inverno 2019 no Rio Grande do Norte, os reservatórios estão acumulando água, depois de sete anos de seca no estado.
Após as fortes chuvas que caíram na região do Vale do Açu, o açude Pataxó “sangrou”, para alegria dos que moram na localidade. O reservatório está situado no município de Ipanguaçu, a 214 quilômetros de Natal, sendo o primeiro açude público do Rio Grande do Norte a transbordar em 2019.
O Pataxó tem capacidade de 15,017 milhões de metros cúbicos, e sua última sangria havia ocorrido em 16 de abril de 2018.
O Pataxó faz parte da bacia hidrográfica do Piranhas/Açu. A região também integra a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório potiguar, que hoje tem 20% da capacidade total, que é de 2,4 bilhões de metros cúbicos.

DADOS QUE DESMISTIFICAM ALGUMAS DAS IDEIAS PRECONCEITUOSAS >> Beneficiários dos Programas Sociais estão entre os melhores

Mapa mostra a distribuição por estado das medalhas da Obmep conquistadas pelos beneficiários do Bolsa Família entre 2011 e 2017 — Foto: Fernanda Garrafiel/G1Criada em 2005 para tentar popularizar a matemática entre estudantes do ensino fundamental e médio, a Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas (Obmep) já atinge 18 milhões de alunos de 99% dos municípios do país. A abrangência da iniciativa tem ajudado a revelar talentos para a área, inclusive entre parte das famílias mais pobres do Brasil: um cruzamento de dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) encontrou, entre as 45 mil medalhas distribuídas pela Obmep desde 2011, 999 estudantes beneficiários do Programa Bolsa Família. Eles conquistaram 1.288 medalhas.
Os estudantes Rodrigo Gonçalves do Nascimento, de Capela do Alto (SP) e Geovana Rodrigues da Pascoa Souza, de Sobral (CE), fazem parte desse grupo. Segundo dados obtidos pelo G1 junto ao MDS, Minas Gerais, São Paulo e Ceará respondem por 576 das 1.288 medalhas, ou 45% do total.
Rodrigo, hoje com 19 anos, participou seis vezes da Obmep, entre o 7º ano do ensino fundamental e o 3º do ensino médio. Ganhou medalhas em todos os anos – duas de ouro e quatro de prata. Geovana possui duas medalhas e uma menção honrosa da Obmep.
"Matemática é uma matéria que eu gosto muito, desde pequeno tenho muita facilidade. Eu participei da Obmep a primeira vez porque a escola inscreveu todo mundo, mesmo quem não tinha interesse. Mas eu participei porque eu gosto, além do mais queria ir para o PIC [Programa de Iniciação Científica]", afirma Rodrigo.
O PIC é um curso oferecido aos medalhistas da Obmep com duração de um ano. Eles são desafiados a responder exercícios de raciocínio lógico virtualmente e participam de encontros presenciais mensais em polos que reúnem estudantes de uma mesma região.
Geovana, que hoje tem 15 anos, conheceu a Obmep em 2015, quando estava no 6º ano, por conta do professor de matemática da Escola José Inacio Gomes Parente, da rede pública de Sobral. O professor formou um pequeno grupo de estudo entre os interessados em fazer a prova e em sua primeira participação na competição, Geovana garantiu uma menção honrosa. Em 2016, depois de se preparar durante todo o ano, ganhou a medalha de ouro.
Ambos são beneficiários do Bolsa Família. O pai de Geovana divide a sociedade de uma pequena granja com o irmão, e a mãe trabalha como doméstica. Ela tem dois irmãos mais velhos que não trabalham.
Já o pai de Rodrigo é caseiro, e a mãe trabalha como faxineira. Ele possui seis irmãos, mas nenhum se interessou pelos estudos. "Minha irmã mais velha vende marmitex e meu irmão mais velho é serralheiro."

1.288 medalhas acumuladas

Rodrigo, Geovana e os outros 997 beneficiários do Bolsa Família acumulam, no total, 1.288 medalhas: 93 de ouro, 234 de prata e 961 de bronze. Os estudantes também receberam 465 menções honrosas no período.image.jpeg

Contato positivo com a matemática

Em entrevista ao G1, Artur Ávila, o brasileiro que recebeu, em 2014, a Medalha Fields, considerada o "Nobel da matemática", afirmou que as olimpíadas do conhecimento não são a solução ideal para o problema educacional brasileiro, mas diz que elas são "um programa extremamente barato e com o qual você consegue passar ao lado dessas dificuldades que tem no ensino em geral".
Segundo ele, um dos benefícios é acessar "alunos muitas vezes de comunidades carentes de lugares que você não esperaria, devido às dificuldades econômicas no Brasil", e oferecer a eles um "primeiro contato positivo com o estudo e com a matemática".
No caso de Geovana, junto com os prêmios da Obemp veio o convite para estudar com bolsa integral em uma escola particular de Sobral. Atualmente ela cursa o 9º ano na escola Farias Brito Sobralense e segue firme na preparação para as olimpíadas. Almeja, inclusive, chegar às competições internacionais.
"Vou participar nesse ano e pretendo participar nos próximos três anos [até o ensino médio] porque eu vi que a olímpiada pode trazer muitos benefícios e mudanças positivas na minha vida. Por causa da Obmep, várias pessoas conseguem entrar na faculdade e melhorar a formação acadêmica, e é isso que eu quero para mim também", diz.
Geovana quer seguir estudando e cursar alguma faculdade relacionada à matemática.
"A Obmep mudou bastante minha vida, ganhei bolsa de estudo completa, fiz novas amizades com pessoas que gostam tanto de matemática como eu. Sou muito grata."

Futuro na programação

Rodrigo concluiu o ensino médio há dois anos, e agora estuda sozinho para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para tentar uma vaga na universidade. Seu sonho é cursar informática e se tornar um grande programador.
"Eu trabalhava em um comércio, fazia tudo lá, mas juntei um dinheiro para conseguir me manter e saí. Agora não estou trabalhando para me dedicar aos estudos nesse pouco tempo que falta para o Enem."
Para o adolescente, os cursos realizados durante a Obmep o ajudaram a gostar ainda mais de matemática. "Era muito legal porque conheci bastante gente e nos cursos só tinha gente interessada naquilo que eu gostava. Acho que a Obmep foi muito importante na minha vida."

Como os jovens foram encontrados

Ao G1, o MDS afirmou que chegou a esses 999 estudantes por meio de uma série de cruzamentos de informações. As bases de dados cruzadas foram a do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, conhecida como CadÚnico com a de medalhistas e menção honrosa da Obmep. De acordo com o Impa, na primeira fase da olimpíada, da qual costumam participar mais de 18 milhões de estudantes, a inscrição é feita por escola e a participação é optativa, por isso não existe um banco de dados pessoais dos inscritos.
"A metodologia utilizada para cruzar os dados levou em consideração o nome, a data de nascimento, o nome da mãe e o CPF do estudante", explicou o ministério.
Apesar de a maioria das medalhas ser de bronze, o levantamento mostra que 101 desses 999 estudantes conseguiram ganhar pelo menos três medalhas em edições diferentes da Obmep.
A distribuição dos jovens atinge todos os estados. A pedido do G1, o MDS listou o número de medalhas obtidas em cada estado. Minas Gerais, São Paulo e Ceará são os únicos estados onde foram conquistadas mais de 100 medalhas, e outros quatro estados receberam menos de dez medalhas: Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

sexta-feira, 22 de março de 2019

CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA >> Hoje acontecerão mobilizações em todo país!


NADA MELHOR DO QUE UM DIA ATRAS DO OUTRO >> Para os bolsmitos, coxinhas, patos amarelos e demais midiotas que pediram fora Dilma e mais uma vez caíram no conto do vigário!

UM GOVERNO PARA TODOS >> Governadora Fátima Bezerra instituiu a comissão para elaboração do Plano Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial 2019-2022

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Nesta quinta-feira, 21, o Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (CONSEPPIR) esteve participando da atividade alusiva ao Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial realizada pela Coordenadoria Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (COEPPIR).
A atividade contou com a presença da Governadora Fátima Bezerra que no momento instituiu a comissão para elaboração do Plano Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial 2019-2022 e também assinou a adesão do Estado do Rio Grande do Norte ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
O CONSEPPIR foi convidado a compor a comissão de trabalho para elaboração do plano e estará representado pelas Conselheiras Lúcia Helena Alves (AMA/RN) e Maria Aparecida Dantas (VALER).
SINAPIR - SISTEMA NACIONAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL
Instuído pelo Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010), o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir) foi regulamentado pelo Decreto n° 8136/2013, assinado pela presidenta Dilma Rousseff na abertura da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (III Conapir), que ocorreu de 5 a 7 de novembro de 2013, e pela Portaria SEPPIR n.º 8, de 11 de fevereiro de 2014.
O Sinapir representa uma forma de organização e articulação voltadas à implementação do conjunto de políticas e serviços para superar as desigualdades raciais no Brasil, com o propósito de garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa de direitos e o combate à discriminação e as demais formas de intolerância..
A adesão de Estados e municípios ao sistema contribui nos processos de criação ou fortalecimento de órgãos e conselhos de promoção da igualdade racial em âmbito municipal e estadual, levando a uma gestão descentralizada e democrática da política em nível nacional.
Dessa forma, a implementação do Sinapir promove uma transformação na política de promoção da igualdade racial, a partir do fortalecimento e ampliação da efetividade dessa política por meio da sua institucionalização.
Com o Sinapir, a política de promoção de igualdade racial deixa de ser uma política de governo e se consolida cada vez mais como uma política de estado em todas as esferas. O caráter transversal dessa política, que é executada por diversos órgãos da administração pública: saúde, educação, trabalho, cultura, assistência social, desenvolvimento agrário, justiça, entre outros, permite e demanda que o órgão de promoção da igualdade racial atue conjuntamente com os demais, no sentido de implementar e acompanhar as políticas públicas que atenderão de forma cidadã esta população.