segunda-feira, 25 de novembro de 2019

UMA TRISTE REALIDADE QUE ENCONTRA APOIO NO GOVERNO BOLSONARO >> 35% do desmatamento da Amazônia é grilagem de terras, aponta Ipam


A grilagem foi responsável por 35% das áreas desmatadas na floresta Amazônica entre agosto de 2018 e julho de 2019, segundo o Instituto de Pesquisas da Amazônia (Ipam), que analisou os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) na segunda-feira (18).

“A grilagem tem se mantido na Amazônia ano a ano, com um incremento recente em terras não-designadas”, explica a diretora sênior de Ciência do IPAM, Ane Alencar. “Precisamos preservar essas florestas para garantir que as chuvas continuem a alimentar o campo brasileiro e a geração de energia. Isso se dá com fiscalização eficiente e constante, além da destinação dessas áreas para conservação”, afirma.


Outra categoria fundiária que se destacou no processo de desmatamento são os assentamentos, que correspondem a 27% do total. Em seguida, vêm as propriedades privadas, que responsáveis por 23%. Entre as categorias que menos desmatam estão as APAs e as Unidades de Conservação, ambas com 5%, e as terras indígenas, com apenas 4%.

Desmatamento cresce 30%
Os dados divulgados pelo Inpe na segunda mostraram que o desmatamento na Amazônia cresceu 30% no período de 1º de agosto de 2018 a 31 de julho deste ano, passando de 7.536 km² para 9.762 km². Esse é o terceiro maior crescimento da história, perdendo apenas para 1995 (95%) e 1998 (31%).

Fonte: https://congressoemfoco.uol.com.br/meio-ambiente/35-do-desmatamento-da-amazonia-e-grilagem-de-terras

CULTURA >> Mostra Sesc exibirá 54 filmes de graça a partir desta segunda


Mostra Sesc - A Parteira


A difusão e acesso facilitado aos filmes de produção nacional são alguns dos objetivos da Mostra Sesc de Cinema, que acontece em Natal, Mossoró e Caicó, a partir de 25 de novembro. As sessões ocorrem nas unidades do Sesc RN.
O ano de 2019 marca a 3ª edição do projeto nacional, que valoriza a produção audiovisual brasileira e conta com representantes de todas regiões, com intuito de ampliar o acesso da população a filmes que expressem a diversidade da produção contemporânea.
As inscrições ocorreram no primeiro semestre deste ano, quando foram recebidas cerca de 1.200 inscrições de filmes, entre curtas, medias e longas-metragens, provenientes de 210 cidades e divididos em categorias de acordo com o público ou região.
Do panorama nacional, foram selecionadas 42 produções, sendo 10 infanto-juvenis. Além desses, serão exibidos 12 filmes potiguares no panorama estadual.
A Mostra compõe um circuito nacional que percorrerá todo o país entre novembro e dezembro. No Rio Grande do Norte serão exibidos entre os dias 25/11 e 04/12. Confira a programação, com horário, local e classificação etária no site do Sesc RN.

DESENVOLVIMENTO REGIONAL >> Semiárido Show debate inovações e desenvolvimento regional


A 8ª edição da Feira Semiárido Show, realizada em Petrolina/PE desde segunda-feira passada (18), traz como tema "Inovações e Dinâmicas de Desenvolvimento Regional", Na programação, uma diversidade de experimentações, palestras, seminários e minicursos para um público de agricultores/as, pesquisadores/as, estudantes, representantes de governos e organizações sociais. Exposição e comercialização de insumos e equipamentos, vitrines tecnológicas, estandes de instituições parceiras e a já tradicional Feira da Economia Solidária também compõem o evento. Este ano, uma novidade é o Espaço Sabores do Sertão, que apresenta pratos feitos com ingredientes regionais.

Durante a solenidade de abertura, Pedro Gama, chefe geral da Embrapa Semiárido, destacou a importância desta edição. "O evento busca conhecer e discutir políticas voltadas para o meio rural". Na oportunidade o Superintendente da Agricultura Familiar do Estado da Bahia, Ademilson da Rocha (Tiziu), reafirmou a importância da agricultura familiar na garantia da segurança alimentar do país. "É a agricultura familiar que coloca alimento na mesa dos brasileiros e brasileiras”. O representante do governo baiano também fez menção aos 20 anos de caminhada da Articulação do Semiárido Brasileiro (Asa): "são vinte anos de muita mudança da qualidade de vida de muitas pessoas, com muitas políticas [públicas] para nosso Semiárido, para nossa agricultora familiar e assim também é a caminhada da Embrapa".

A proposta da Convivência com o Semiárido está presente no evento a partir de aspectos que vão desde o debate político a ambientes educativos e espaços de demonstração, troca e comercialização de produtos. Temas como a preservação da Caatinga, captação e armazenamento da água da chuva, reuso de água, terra e território, valorização de sementes crioulas, educação contextualizada ao Semiárido, cultura e comunicação popular, economia solidária, turismo rural, foram trabalhados durante os quatro dias de evento.

Fonte: www.asabrasil.org.br

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

DESENVOLVIMENTO >> Pesquisa realizada pela UFERSA comprova viabilidade da produção de sorgo em ambientes com alta salinidade


Experimento ocupa uma área de 0,5 hectare no município de Upanema (RN) com as variedades Sudanense e Sacarino Forrageiro/Foto: Eduardo Mendonça
O sorgo, uma cultura voltada principalmente para a alimentação de animais, pode ser cultivado em ambientes com alta salinidade. Isso é o que aponta os dados preliminares de uma pesquisa que vem sendo realizada na Universidade Federal Rural do Semi-Árido ao comprovar a viabilidade de produção em grande escala no semiárido, região que possui água salobra em abundância. O trabalho denominado ‘Cultivo de sorgo submetido à irrigação deficitária e com águas de elevada concentração salina durante período seco e chuvoso no semiárido nordestino’ é coordenada pelo pesquisador da Ufersa, o engenheiro agrônomo José Francismar de Medeiros, sendo parte do Projeto Manejo do Sistema solo-água-planta em área do semiárido nordestino brasileiro,  aprovado pelo Edital Bolsa de Produtividade, do CNPq.
Francismar Medeiros, pesquisdor da Ufersa/Foto: Eduardo Mendonça
Segundo Francismar Medeiros o sorgo é reconhecido por sua tolerância moderada ao estresse salino, se tornando, portanto, uma alternativa para o cultivo em ambientes que apresentam deficiência hídrica. “A pesquisa tem a sua importância no sentido de trazer novas cultivares para a região ao constatarmos que podemos cultivar a planta utilizando a água salobra e em menor quantidade, ou seja, produzir sorgo com um manejo de irrigação usando menos água sem haver perda significativa de produção” afirma o agrônomo.
O experimento ocupa uma área de 0,5 hectare no município de Upanema (RN) com as variedades Sudanense e Sacarino Forrageiro (SF15), ambas,desenvolvidas pelo Instituto de Pesquisa Agropecuária de Pernambuco.  “O trabalho é voltado para trazer soluções para os agricultores que ainda têm resistência para o plantio do sorgo e que continuam insistindo na cultura do milho para forragem” frisa. Francismar lembra que as condições climáticas do nordeste não favorecem ao cultivo do milho, diferente do sorgo que é uma cultura bastante adaptada as condições do semiárido.
Outras vantagens são apontadas pelo pesquisador como, por exemplo, o sorgo sudão que tem precocidade elevada podendo ser colhido para alimentar os animais com 45 dias e, o sorgo sacarino forrageiro que apresenta alto teor de açúcar e de produtividade de massa, alcançando entre 60 a 80 toneladas por hectares.
Resultados preliminares mostram que as plantas têm tolerado a ambientes de alta salinidade/Foto: Eduardo Mendonça
Os resultados preliminares mostram que as plantas têm tolerado a ambientes de alta salinidade de até 4 gramas por litro de sais na irrigação, ou seja, o mesmo teor encontrado na água de rejeito de salinizadores sem que ocorra perda na produtividade da planta. A pesquisa avalia a produção, a qualidade, o crescimento, a rebrota, bem como as variáveis fisiológicas e bioquímicas das duas variedades de sorgo em diferentes lâminas de irrigação e de concentrações de sais na água de irrigação. O trabalho envolve três pesquisas de mestrado e uma de doutorado nos Programas de Pós-Graduação em Manejo de Solo e Água e, Fitotecnia da Ufersa.
 O pesquisador garante que o sorgo é uma planta que para a forragem é a melhor entre as diversas espécies disponíveis. “Com 300 milímetros de chuva o produtor consegue colher entre 20 a 25 toneladas por hectares, enquanto que com o milho, na mesma condição hídrica, não produziria nada” exemplificou. Ainda segundo Francismar Medeiros plantado em grande escala o sorgo pode ser utilizado para a produção de álcool e açúcar, como também para fazer silagem. “O desafio da pesquisa é contribuir para a solução de escassez de água e para o desenvolvimento de sistemas sustentáveis de produção com água salinas para a produção de forragem e outras culturas alimentares” pontua o pesquisador.

MEDICAMENTOS E SAÚDE >> Uso inadequado de antibióticos aumenta resistência de bactérias

medicamentos
O uso consciente de antibióticos requer a atuação de diversos atores, que vão desde a população em geral até profissionais da saúde e indústria farmacêutica. “Sem uma ação urgente, caminhamos para uma era pós-antibióticos, em que infecções comuns e ferimentos leves podem voltar a matar”, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).organização que promove até domingo (24) a Semana Mundial do Uso Consciente de Antibióticos. A programação teve início nesta segunda-feira (18).
Segundo a OMS, o uso inadequado de antibióticos faz com que as bactérias se alterem, tornando-se resistentes a medicamentos. Infecções como pneumonia, tuberculose e gonorreia, estão se tornando cada vez mais difíceis e, às vezes, impossíveis de tratar. A OMS estima que pelo menos 700 mil pessoas morrem por ano devido a doenças resistentes a medicamentos antimicrobianos e alerta que o número de mortes pode chegar a 10 milhões, a cada ano, até 2050, mantido o cenário atual.
“Isso é um problema que tem se tornado cada vez mais grave. A resistência bacteriana hoje em dia é considerada uma das 10 maiores ameaças à saúde pública global. Infecções para as quais antigamente a gente tinha tratamento, hoje praticamente não temos mais opções”, disse a chefe do Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz, Ana Paula Assef, em entrevista à Rádio Nacional.
A pesquisadora ressalta que vários atores podem contribuir para reverter esse cenário. Profissionais da saúde podem ter mais cuidado e prescrever antibióticos de forma correta e consciente, escolhendo melhor o medicamento na hora de receitá-lo.
E a população também pode se proteger. “Muitas vezes acontece de a gente usar o antibiótico que tem no armário da vizinha, ou da tia, que falou que usou aquele antibiótico para tratar uma infecção parecida. Não pode. A população tem que ter essa noção de que antibiótico só pode ser usado, que só adianta, para infecções bacterianas. E quem tem que receitar é o médico”, afirmou.

Consumo no mundo

Relatório da OMS publicado no ano passado aponta grandes discrepâncias nas taxas de consumo entre os 65 países analisados, variando de aproximadamente quatro doses diárias definidas (DDD) por cada mil habitantes para mais de 64 doses diárias definidas por cada mil habitantes.
Segundo a organização, a grande diferença no uso de antibióticos em todo o mundo indica que alguns países provavelmente estão usando antibióticos, enquanto outros podem não ter acesso suficiente a esses medicamentos que salvam vidas.
No Brasil, a taxa de consumo é 22,75, a maior entre os países americanos com dados disponíveis. O país é seguido por Bolívia, com taxa de consumo de 19,57 doses diárias definidas por cada mil habitantes; Paraguai, com 19,38; Canadá, com 17,05; Costa Rica, com 14,18; e Peru, com 10,26.
De acordo com o médico infectologista Hélio Bacha, grande parte do uso do antibiótico no Brasil, especialmente o ambulatorial, é desnecessária. “Há uma pressão muito grande por parte da população, que acha que antibiótico é medicação eficaz para todo tipo de infecção e há uma formação médica nem sempre adequada para distinguir o bom uso do antibiótico”, diestacou Bacha, que é consultor técnico representante da Sociedade Brasileira de Infectologia no Conselho Científico da Associação Médica Brasileira.
Bacha disse que grande parte das doenças infecciosas virais e mesmo infecções bacterianas tem cura espontânea. É preciso, portanto, “melhorar a prescrição por parte dos médicos. E isso não basta, se não houver consciência coletiva da população. [É preciso] melhorar o nível de saber dessa população dos limites do uso do antibiótico e das ameaças que isso traz.”
Segundo a OMS, há uma série de ações que podem ser tomadas por diversos setores da sociedade.

A população pode:

Prevenir infecções, lavando as mãos regularmente, praticando uma boa higiene alimentar, evitando contato próximo com pessoas doentes e mantendo atualizado o calendário de vacinação.
Usar antibióticos apenas quando indicado e prescrito por um profissional de saúde.
Seguir a prescrição à risca.
Evitar reutilizar antibióticos de tratamentos prévios que estejam disponíveis em domicílio, sem adequada avaliação de profissional de saúde.
Não compartilhar antibióticos com outras pessoas.

Profissionais de saúde podem:

Prevenir infecções ao garantir que as mãos, os instrumentos e o ambiente estejam limpos.
Manter a vacinação dos pacientes em dia.
Quando uma infecção bacteriana é suspeita, realizar culturas e testes bacterianos para confirmá-la.
Prescrever e dispensar antibióticos apenas quando realmente forem necessários.
Prescrever e dispensar o antibiótico adequados, assim como sua posologia e período de utilização.

Os gestores em saúde podem:

Implantar um robusto plano de ação nacional para combater a resistência aos antibióticos.
Aprimorar a vigilância às infecções resistentes aos antibióticos.
Reforçar as medidas de controle e prevenção de infecções.
Regulamentar e promover o uso adequado de medicamentos de qualidade.
Tornar acessíveis as informações sobre o impacto da resistência aos antibióticos.
Incentivar o desenvolvimento de novas opções de tratamento, vacinas e diagnóstico.

O setor agrícola pode:

Garantir que os antibióticos dados aos animais – incluindo os produtores de alimentos e os de companhia – sejam usados apenas no tratamento de doenças infecciosas e sob supervisão de um médico veterinário.
Vacinar os animais para reduzir a necessidade do uso de antibióticos e desenvolver alternativas ao uso de antibióticos em plantações.
Promover e aplicar boas práticas em todos os passos da produção e do processamento de alimentos de origem animal e vegetal.Adotar sistemas sustentáveis com melhor higiene, biossegurança e manejo dos animais livre de estresse.
Implementar normas internacionais para o uso responsável de antibióticos estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal, FAO [Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura] e OMS.

A indústria da saúde pode:

Investir em novos antibióticos, vacinas e diagnósticos.
Fonte: Agência Brasil

CLIMA >> Sertão do Cabugi: alerta de temperaturas altas para os próximos dias, população deve ter alguns cuidados

A população da Região Sertão Central Cabugi potiguar devem ficar de sobreaviso e adotar medidas de precaução por conta de uma massa de ar seco que se instalou na região. 

A umidade relativa do ar deve atingir valores abaixo de 30% nos períodos vespertinos em grande parte do Sertão do Cabugi. As altas temperaturas que devem chegar próximas a 40°C em algumas cidades da Região Central, como é o caso de Angicos, são um fator adicional de preocupação.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) adverte que as altas temperaturas e a baixa umidade do ar podem causar problemas como complicações alérgicas e respiratórias devido ao ressecamento de mucosas, sangramento pelo nariz, ressecamento da pele, irritação dos olhos, eletricidade estática nas pessoas e em equipamentos eletrônicos, e aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas.

Por conta dos riscos à saúde, os moradores da região devem evitar exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 16h, a umidificar o ambiente com vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, regar jardins, permanecer sempre que possível em locais protegidos do sol e áreas com vegetação, consumir água à vontade, além de sempre que puder utilizar soro fisiológico para umedecer olhos e narinas.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

O TIPO DE MENTALIDADE QUE PREVALECE NO GOVERNO BOLSONARO >> Latuff: se fazem isso contra um cartaz, imagine contra gente de pele negra!


O cartunista Carlos Latuff comentou o ato de vandalismo do deputado federal Coronel Tadeu (PSL) que destruiu um desenho seu no qual denunciava a violência policial contra a população negra.
A obra estava exposta na Câmara dos Deputados, fazendo parte de uma mostra sobre o Mês da Consciência Negra.
“Agressão de um policial militar, que por acaso também é um parlamentar, contra uma de minhas charges exposta no Congresso Nacional e que denuncia a violência policial, nos leva a seguinte reflexão: se fazem isso contra um cartaz, imagine contra gente de carne, osso e pele negra!”, escreveu o cartunista no Twitter.
Atenção: o deputado @CoronelTadeu destruiu há pouco a charge do @LatuffCartoons que estava exposta na Câmara e simbolizava um PM atirando em um jovem negro. Deputados estão neste momento protestando e prometem acionar Conselho de Ética para que o parlamentar seja punido
Vídeo incorporado
@LatuffCartoons
Agressão de um policial militar, que por acaso também é um parlamentar, contra uma de minhas charges exposta no Congresso Nacional e
que denuncia a violência policial, nos leva a seguinte reflexão. Se fazem isso contra um cartaz, imagine contra gente de carne, osso e pele negra!

OS RESULTADOS DA "REFORMA" DA PREVIDÊNCIA >> Pensão por Morte: Já está valendo o corte de 50% no valor dos benefícios

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Pensão por morte foi um dos benefícios mais afetados pela Reforma da Previdência. Com a nova regra, este benefício caiu pela metade. Existe ainda a possibilidade de aumentar um pouco o valor caso existam filhos menores de 21 anos.

PENSÃO POR MORTE, um benefício que já foi vitalício, independente, da idade do pensionista, e que já antes da reforma, com a Medida Provisória 664 de 2014 que posteriormente deu origem a Lei 13.135/2015, passou a ter período de concessão, dependendo da idade do pensionista, vai continuar sendo atrelada aos seguintes critérios:
Menos de 21 anos: duração máxima do benefício de 3 anos.
Entre 21 e 26 anos: duração máxima do benefício de 6 anos.
Entre 27 e 29 anos: duração máxima do benefício de 10 anos.
Entre 30 e 40 anos: duração máxima do benefício de 15 anos.
Entre 41 e 43 anos: duração máxima do benefício de 20 anos.
Acima de 44 anos: durante toda a vida.

Art. 23. A pensão por morte concedida a dependente de segurado do Regime Geral de Previdência Social ou de servidor público federal será equivalente a uma cota familiar de 50% (cinquenta por cento) do valor da aposentadoria recebida pelo segurado ou servidor ou daquela a que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente na data do óbito, acrescida de cotas de 10 (dez) pontos percentuais por dependente, até o máximo de 100% (cem por cento).

Como ficou a Regra para receber Pensão por Morte agora

Vejam, a esposa ou companheira o  esposo ou o companheiro receberá só a metade e, para cada dependente haverá um acréscimo de 10%. Caso existam filhos menores de 21 anos, cada um receberá 10% a mais, no limite de 100% daquilo que era o valor da aposentadoria.
Então se a pessoa morreu e deixou 2 filhos menores de 21 anos, a pensão será de 80%. Mas quando os 2 filhos completarem 21 anos, a pensão fica só nos 50% + 10%, para a esposa ou marido que ficou de pensionista.
Contudo, caso exista um dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, a pensão será integral. É isto o que prevê o inciso I, do § 2º, do mesmo art. 23 da Reforma, já citado acima.

CIDADANIA EM DESTAQUE >> Experiência de Museu Quilombola do RN ganha Prêmio Internacional



























O 10º PRÊMIO IBERMUSEUS DE EDUCAÇÃO
O Prêmio Ibermuseus de Educação tem objetivo de reconhecer, promover e recompensar iniciativas ibero-americanas mais inovadoras no campo da educação em museus. Em sua 10ª edição foram inscritos 158 projetos de 15 países.
Os projetos selecionados pelo Prêmio Ibermuseus são classificados de acordo com duas (02) categorias pré-estabelecidas: Categoria I: Reconhecimento de projetos concluídos ou em fase de execução e categoria II: Fomento à realização de novos projetos. Na categoria I, foram selecionados apenas 03 projetos e na categoria II 05 projetos conquistaram a premiação.
Na 10ª edição do Prêmio Ibermuseus, 08 projetos de 07 países foram premiados, são eles: Argentina, Brasil, Colombia, Chile, Equador e Portugal foram os vencedores contemplados nas 02 categorias.
Os projetos aprovados têm em comum a valorização da identidade comunitária, garantia de inclusão e coesão social, igualdade de gênero, sustentabilidade, e principalmente a valorização e fortalecimento do patrimônio cultural e de memória social.

A INSTITUIÇÃO PREMIADA
O Brasil conquistou o primeiro lugar na categoria I, destinado a projetos que estão em fase de desenvolvimento. O projeto vencedor foi o Museu Quilombola da Picada, trabalho que vem sendo desenvolvido pela ONG CECOP - Centro de Documentação e Comunicação Popular na Comunidade Quilombola da Picada no município de Ipanguaçu-RN.

A PROPOSTA DO MUSEU QUILOMBOLA
O Museu Quilombola da Picada está se constituindo a partir de um trabalho educativo realizado pela ONG CECOP junto a líderes da comunidade quilombola Agrovila Picada, estudantes e professores das escolas públicas, grupos culturais e associações comunitárias.
A iniciativa tem o objetivo de estimular que os atores locais se apropriem dos conhecimentos e técnicas da museologia social que possibilitam a implementação e operação do museu como estratégia para a valorização da memória local, fortalecendo a organização comunitária e o protagonismo de setores historicamente marginalizados.
A ONG tem trabalhado com ações de mobilização e formação de lideranças comunitárias, a fotografia como estratégia de registro e difusão da realidade local, oficinas de cultura e identidade afro brasileira, produção audiovisual e inventário participativo.
CONTATO DA INICIATIVA
RAIMUNDO MELO
84-99950-4984
TALITA BARBOSA
84-98762-2916

DEPOIMENTOS:

TALITA BARBOSA
COORDENADORA DA ONG

A comunidade da Picada com o apoio e o assessoramento da ONG CECOP - Centro de Documentação e Comunicação Popular, vem realizando um processo de mobilização e organização visando a concretização de um sonho: a implantação e o funcionamento de um Museu Quilombola.

Nesse processo já foram realizadas oficinas de capacitação em museologia social, oficinas de Fotografia, Memória e Identidade que resultaram na montagem de um acervo visual com a participação de alunos de escolas públicas, jovens e adultos da comunidade. Também já foi realizado o registro da memória local com o uso do audiovisual e definição com a comunidade de um planta baixa do Museu. Esse equipamento será construído em forma de mutirão utilizando a técnica da bioconstrução.


RAMUNDO MELO
COORDENADOR DA INICIATIVA

O Museu Quilombola da Picada é uma determinação da comunidade em registrar suas memórias de resistência e luta, seus saberes e fazeres populares. Esse espaço será um importante equipamento cultural, educativo, turístico e para o desenvolvimento sustentável da comunidade e região.

Nesse processo foi organizada uma comissão de implantação do museu, constituída por lideranças locais, representantes de associações, grupos culturais, juventude, escola, ONGs e instituições como a Secretaria de Estado da Educação e da Cultura do RN, através do Projeto da RPTV – Rede Potiguar de Televisão Educativa e Cultual, a Rede de Pontos de Memória e Museus Comunitários do RN  e a Prefeitura de Ipanguaçu através das Secretaria Municipais.

Com o Prêmio será construído um dos módulos do museu e será realizado um inventário participativo dos bens culturais locais.  Terá continuidade a documentação fotográfica e audiovisual da comunidade, será planejado e executado o projeto expográfico do Museu, um planejamento estratégico local e um programa educativo a ser desenvolvido com a comunidade.

PAULO MARQUES
Professor e Presidente da Associação Cultural

“A comunidade está num processo de mobilização para implantar  um espaço onde vai está registrado a sua identidade, a sua memória. Espaço esse que será de grande importância para o turismo comunitário”.

FRANCIMARA DA COSTA
Liderança Comunitária e artesã

“Um museu na Comunidade da Picada será de grande valia, porque vai resgatar a cultura, onde antes tinha as casas de taipa e hoje não tem nenhuma. E os filhos da gente vai conhecer a vivência que a gente tinha antes e as pessoas de fora irão visitar bastante, e a comunidade vai ficar mais reconhecida e turismo local vai cada vez mais desenvolver”.

JACIRA RIBEIRO
Professora e Liderança Comunitária

“O museu é importante porque ele vem contar a nossa história, contribuir com a educação e contar as nossas lutas”.

HELOISA HELENA
Artesã e Liderança Local

“... E com esse museu a gente vai ter um local próprio para quando uma pessoa quiser conhecer e chegar aqui a gente pode ir para o museu e lá nós vamos conhecer a história da comunidade toda. Desde o artesanato, à pescaria, como todo o trabalho da comunidade a gente vai ter exposto nesse museu. Então, pra mim, para a minha família vai ser um recurso de grande valor para dentro da nossa comunidade”.

Abaixo mais algumas imagens:





LUTA E RECONHECIMENTO >> Acontecerá na Câmara Municipal de Natal a entrega da comenda Zumbi de Palmares

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Companheiras e companheiros que atuam no combate ao racismo e lutam pela valorização da cultura negra na nossa cidade serão homenageados com a Comenda Zumbi dos Palmares, nesta quarta-feira, 20.
Como unica vereadora negra em atuação no legislativo natalense é uma honra participar dessa solenidade, que há anos é conduzida pelo vereador Fernando Lucena (PT-RN).
A atividade acontece a partir das 18h30, na sede do legislativo da capital potiguar, que fica no cruzamento da R. Jundiaí com a Av. Campos Sales.

ENTREGA DA COMENDA ZUMBI DOS PALMARES
Quarta-feira a partir das 18h30 - 20.11
Câmara Municipal de Natal (R. Jundiaí com Av. Campos Sales)

Extraído da página do Facebook da Vereadora Divaneide PT Natal/RN