A Casa da Mulher Brasileira foi criada em 2013 pela ex-presidenta Dilma Rousseff e faz parte do programa “Mulher: Viver Sem Violência” que tem como objetivo aumentar e integrar políticas públicas à mulheres em situação de violência
Para a ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo Dilma Rousseff, Eleonora Menicucci, a “fala da ministra de que seu Ministério não tem recursos para continuar com a política pública das Casas da Mulher Brasileira, além de ser desastrosa é lamentável para as mulheres que necessitam desses serviços, e representa o grau de misoginia que este governo trata as mulheres. Exatamente quando se sabe que nos 100 dias de desgoverno fascista, fundamentalista, misógino e ultraneoliberal o aumento dos feminicídios e estupros estarrecem todas as pessoas de bem”.
Até março de 2019, foram registrados 435 casos de feminicídio, 258 consumados e 177 tentados, segundo levantamento realizado pelo doutor em Direito Internacional pela Universidade de São Paulo (USP), Jefferson Nascimento.
“Não priorizar uma política pública fundamental que enfrenta, combate e acolhe as mulheres vitimas de violência é por que para este governo a ordem permissão para matar se tornou prioridade. Nos nossos governos investimos no total mais de 360 milhões no combate à violência por que para nós a vida das mulheres importam e a violência doméstica e sexual é uma violação dos direitos humanos”, afirmou Eleonora.
Durante a audiência, a ministra também fez, mais uma vez, declarações depreciativas às mulheres brasileiras. Ela afirmou que “a mulher deve ser submissa ao homem no casamento”. A fala foi feita pela ministra após se recusar a dar opinião sobre o quão a flexibilização da posse de armas pode aumentar os casos de feminicídio.
Depois, Damares tentou minimizar o impacto da declaração, afirmando que essa concepção está relacionada à sua fé, o que não lhe tornaria “mais incompetente” para ocupar seu cargo.
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