segunda-feira, 1 de abril de 2019

LUTA E RESISTÊNCIA >> Jornada Lula Livre serão realizados atos no Brasil e no mundo, pela liberdade do ex-presidente Lula.

Durante a Jornada #LulaLivre serão realizados atos no Brasil e no mundo, pela liberdade do ex-presidente Lula. Confira a programação em Natal e região metropolitana entre os dias 03 e 07 de abril. 

Participe!  Vamos demonstrar força e resistência por Lula e pela democracia brasileira!
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Por PT RN  

O CAMINHO PARA VENCERMOS O CAOS >> É preciso lutar pela história


Uma eleição por si só não é capaz de assegurar a estabilidade política e democrática de um país. A vitória de Jair Bolsonaro em outubro de 2018 – cercada de suspeitas de financiamento privado ilegal, uso de caixa 2 e divulgação em massa das chamadas fake news – tem mostrado a um Brasil cada vez mais atônito e polarizado que um líder não se fabrica a partir de notícias falsas.

O descompromisso de Bolsonaro com a democracia é real num país em que, a bem da verdade, os períodos democráticos foram exceção, não a regra. Das urnas, emergiu um presidente da República inapto para comandar a nação, subserviente ao mercado, que terceiriza as principais decisões de ordem econômica e que vem entregando as riquezas brasileiras aos estrangeiros.

Em três meses de governo, Bolsonaro já mostrou ser o presidente mais antipatriota da história da República.

Mas talvez o maior prejuízo em curso para o futuro do país seja a tentativa de um determinado setor conservador da sociedade de reescrever a história.

Entre 1964 e 1985, o Brasil viveu sob um regime militar em que generais se revezavam no poder sem eleições diretas. A ditadura começou com um golpe de Estado em 31 de março de 1964 que depôs um presidente da República legitimamente eleito pelo povo. João Goulart foi arrancado da presidência e, no lugar dele, assumiu o general Humberto de Allencar Castelo Branco, o primeiro dos cinco ditadores a subir a rampa do Planalto sem que o povo pudesse referendar a escolha do seu principal representante.

Em duas décadas, o país submergiu aos porões de delegacias e centros de tortura. Violência patrocinada por grandes empresas privadas e por uma parcela da imprensa tradicional. Sem os olhos da mídia, a corrupção era varrida para debaixo do tapete da República.

Entre mortos e desaparecidos, a Comissão da Verdade contabilizou 434 vítimas. Uma quantidade maior escapou da morte, mas não das sevícias da tortura, entre elas a ex-presidenta da República Dilma Rousseff, deposta num golpe artificialmente legalizado em 2016 por um grande acordo nacional envolvendo legislativo, imprensa, empresas privadas, o Ministério Público e o Judiciário.

Não há como apagar a história nem reescrever um capítulo tão trágico e sombrio para o país. Quando Jair Bolsonaro autoriza que o Ministério da Defesa comemore um golpe de Estado como o que aconteceu em 1964, o presidente da República está celebrando a tortura, a censura e reconhecendo o direito do Estado assassinar os opositores ao Governo.

Na mesma semana, como uma jogada ensaiada, veio à tona uma entrevista recente do ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo ligando à esquerda o nazismo e o fascismo, ideologias sabidamente relacionadas à extrema-direita. A declaração estarreceu a imprensa alemã, para quem os mais de 6 milhões de judeus mortos em câmaras de gás e paredões seguem vivos na memória do país

O delírio da ameaça comunista propalada por Bolsonaro, seus filhos e auxiliares é a repetição de um discurso falso usado, pelos militares em 1964, para justificar um período de exceção, uma ditadura.

São esses os fatos, é essa a verdade sobre o golpe e a ditadura.

Não basta mais conhecer e entender a história, é preciso também lutar por ela.

PARLAMENTO >> Bancada do PT se torna a maior da Câmara com 55 parlamentares

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Tomou posse na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (28), o deputado Merlong Solano (PT-PI), que assumiu a vaga no lugar do deputado Fábio Abreu (PR-PI) que deixa o Congresso Nacional para ocupar uma secretaria no governo do petista Wellington Dias, no Piauí. Com a vinda de Solano, a Bancada do Partido dos Trabalhadores passa a ser a maior da Casa, com 55 parlamentares.
Merlong Solano nasceu em Inhuma-PI, em 17 de setembro de 1958. Historiador e economista de formação, o parlamentar iniciou sua atuação política no Estado do Piauí. Filiado ao PT, participou do processo de fundação do partido em 1980. Foi deputado estadual entre 2011 e 2015. Na legislatura anterior, na Câmara Federal, Solano chegou a assumir a cadeira de deputado federal em alguns períodos.
O novo deputado deve ocupar a cadeira na Câmara por um período de 90 dias, quando deixará o cargo para assumir novas funções no governo de Wellington Dias. 
Com informações do PT na Câmara

domingo, 31 de março de 2019

Nossa Lajes na manhã desse domingo 31 de março, com uma neblina que ajuda a diminuir o calor e vai molhando a terra e ajudando a lavoura

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DITADURA NUNCA MAIS >> Lembremos disso hoje!

CHUVAS NO RN >> Emparn divulga dados sobre o acumulado de chuva no RN

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ATENÇÃO ESTUDANTES >> Validade da Carteira de Estudante 2018 termina domingo (31)


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A validade das Carteiras de Estudante 2018 termina domingo (31) e não será prorrogada de acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU).
A edição 2019 da Identidade Estudantil pode ser emitida na Central do Estudante, na Av. Salgado Filho, na região Sul, e para viabilização do documento é necessário que o estudante apresente a carteira de identidade e o CPF.
O aluno também pode solicitar a carteira através do Portal do Estudante, agendando a sua entrega. O valor da carteira é de R$ 25,00.

LITERATURA E DEMOCRACIA >> 10 livros sobre a ditadura militar no Brasil

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Democracia foi restabelecida após 20 anos de período militar. Conheça algumas obras sobre esta fase no país

Há 55 anos, iniciava a ditadura militar no Brasil. Entre os dias 31 de março e 1º de abril de 1964, os militares derrubaram o então presidente João Goulart, eleito de forma democrática, e instauraram um governo caracterizado por ações autoritárias e nacionalistas.
Durante 21 anos, os cinco presidentes que passaram pelo poder – Castello Branco, Costa e Silva, Emílio Médici, Ernesto Geisel e João Figueiredo – instauraram 17 Atos Institucionais (AIs), utilizados como mecanismos de legitimação e legalização das ações políticas dos militares.

Os presidentes da ditadura militar

Nos três primeiros anos, Castello Branco cassou os direitos políticos de deputados, governadores e ex-presidentes, além de aprovar a Lei de Imprensa, que limitava a liberdade de expressão e informação no país. Com planos iniciais de restabelecer a democracia, Costa e Silva assumiu o poder, em 1967, mas começou a ser mal visto pela linha-dura ultranacionalista.
Por isso, durante seu mandato, decretou o Ato Institucional nº 5, o qual fechava o Congresso e institucionalizava a repressão. Já Médici, que ficou no poder entre 1969 e 1974, foi considerado um dos presidentes mais autoritários da ditadura. Conhecido por seus slogans ultranacionalistas, o general censurou a imprensa e apoiou a tortura de opositores.
O governo de Geisel também foi marcado pelo “milagre econômico brasileiro”, quando houve um forte crescimento da economia e grandes obras de infraestrutura no Brasil. No entanto, neste mesmo período, a inflação ficou elevada, chegando a 20%.
Na década final do período militar, Geisel começou o projeto de abertura “lenta, gradual e segura” para a volta da democracia, enquanto Figueiredo assinou a Lei da Anistia, em 1979, a qual permitia o retorno de políticos exilados do país.

A volta da democracia

As medidas dos militares causaram inúmeras manifestações pelo país. Uma das mais significativas foi a “Diretas Já”, em 1984, que reivindicava as eleições presidenciais diretas no Brasil. Liderado por integrantes da sociedade civil, políticos e artistas, o movimento civil levou milhares de pessoas para as ruas do país.
Após duas décadas, a democracia voltou a partir da Constituição da República, em 1988. A Carta garantia novamente os direitos da população, a liberdade de imprensa e o direito ao voto direto.
Para conhecer e entender melhor a ditadura militar, veja dez livros que recordam essa época. A seleção inclui títulos de não ficção, como A ditadura envergonhada, de Elio Gaspari, e também os de ficção, como Ainda estou aqui, de Marcelo Rubens Paiva. Veja a seleção completa e boa leitura!

A ditadura envergonhada, de Elio Gaspari

Durante 30 anos, o jornalista Elio Gaspari reuniu documentos fez uma exaustiva pesquisa sobre os militares no Brasil. O resultado desse trabalho gerou um conjunto de quatro volumes que compõe uma obra sobre a história recente do país. Nos primeiros anos após o golpe de 1964, o governo militar ainda relutava em se assumir como uma ditadura, por isso, o título A ditadura envergonhada. Neste livro, são reconstituídos os momentos mais tenebrosos do regime, como a prática da tortura contra os opositores do regime e a violência empregada contra os guerrilheiros do Araguaia.

Meninos sem pátria, de Luiz Puntel

Meninos sem pátria é um dos principais livros da Coleção Vaga-Lume. Nesta obra, Luiz Puntel conta a história de Marcão e Ricardo, filhos de um jornalista perseguido durante a ditadura militar. Em plena adolescência, eles foram forçados a viver no exílio. Os dois e a família deixam o Brasil escondidos, seguindo para o Chile e, depois, para a França. Acompanhando os passos desses meninos sem pátria, você vai conhecer a difícil jornada de jovens forçados a abandonar o Brasil durante os anos de repressão do governo militar, em 1964.

A noite de espera, de Milton Hatoum

A noite de espera é o primeiro de três volumes de uma série que retrata um drama familiar que se entrelaça à história da ditadura militar. Nos anos 1960, Martim, um jovem paulista, muda-se para Brasília com o pai após a separação traumática deste e sua mãe. Na cidade recém-inaugurada, vira amigo de alguns adolescentes do qual fazem parte filhos de altos e médios funcionários da burocracia estatal. Às descobertas culturais e amorosas de Martim contrapõe-se a dor da separação da mãe, de quem passa longos períodos sem notícias.

Ditadura e democracia no Brasil, de Daniel Aarão Reis

Cinco décadas depois do golpe que instaurou a ditadura militar no Brasil, diferentes análises continuam divergindo quanto os fundamentos históricos do regime e de suas complexas relações com a sociedade. Neste livro, o professor Daniel Aarão Reis investiga o papel da sociedade civil durante os anos de chumbo e propõe uma leitura do período e das consequências da ditadura até a Constituição de 1988.

Cale-se: A MPB e a ditadura militar, de Manu Pinheiro

As décadas de 1960 e 1970 representaram para a MPB um período de intensa criatividade, produção e contestação. Este livro é uma análise de um dos períodos que mais marcaram a história do Brasil e a produção cultural do país àquela época. Em uma época em que a censura restringia o acesso da população brasileira à informação, a música torna-se, de fato, um importante porta-voz.

A resistência, de Julián Fuks

Neste livro, o leitor fica imerso numa memória pessoal que se revela também social e política. Do drama de um país, a Argentina a partir do golpe de 1976, desenvolve-se a história de uma família, num retrato denso e emocionante. Adotado por um casal de intelectuais que logo iriam buscar o exílio no Brasil, o menino cresce, ganha irmãos, e as relações familiares se tornam complexas. Cabe então ao irmão mais novo o exame desse passado e, mais importante, a reescritura do próprio enredo familiar.

Os fuzis e as flechas, de Rubens Valente

Os fuzis e as flechas é uma investigação jornalística que descreve centenas de mortes de indígenas durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985). Durante um ano, o autor entrevistou 80 pessoas, entre índios, sertanistas, missionários e indigenistas, percorreu 14 mil quilômetros de carro, esteve em dez estados e dez aldeias indígenas do Amazonas, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Ainda estou aqui, de Marcelo Rubens Paiva

Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho.

Brasil: Uma biografia, de Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling

Além da ditadura militar brasileira, Brasil: uma biografia nos ajuda a entender outros momentos históricos do país. Neste livro, as autoras Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling propõem uma nova e pouco convencional história do Brasil. Elas não abordam apenas a “grande história”, mas também retratam o cotidiano, as minorias, os ciclos econômicos, os conflitos sociais e as expressões artística e cultural. A história narrada nesta obra surgiu a partir de um longo processo de embates e avanços sociais inconclusos.

A ditadura militar e os golpes dentro do golpe, de Carlos Chagas

Carlos Chagas mais uma vez explora a história contada por jornais e jornalistas para destrinchar, com cores e vozes da época, num ritmo que só mesmo a pena de um grande narrador poderia imprimir, não apenas o espinhoso e sombrio período entre 1964 e 1969 como também os dez delicados anos que precederam a tomada de poder pelos militares.

DICA DE CULTURA >> A Jornada de Um Imbecil Até o entendimento nos palcos da EMUFRN neste 01 de abril

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Com o objetivo de abordar o momento de crise política que o país vivencia e desconstruir as verdades de um governo imerso em denúncias, o ADURN-Sindicato e o Grupo de Teatro Facetas trazem a fábula teatral bem-humorada "A Jornada de Um Imbecil Até o entendimento", de Plínio Marcos, para o palco da Escola de Música da UFRN.
A partir do entendimento de que o fazer teatral é um ato político, o Grupo de Teatro Facetas apresenta a peça às 20h da próxima segunda-feira, 01 de abril, dia da mentira, para revelar os bastidores, os conchavos, os segredos e as manobras políticas que estão por trás daqueles que exploram e iludem a sociedade para se perpetuarem no poder.
Apesar de ter sua primeira versão escrita na década de 60, sua história continua muito atual. Em uma realidade paralela, política e religião se unem para manter o poder na mão de seus líderes. Tudo parecia muito bem até que as coisas começam a mudar a partir da organização de seus trabalhadores.

Natália Bonavides cobra explicações do Ministro da Educação sobre os impactos da Reforma da Previdência nos profissionais da Educação.

“Eu gostaria de saber se a equipe econômica do governo Bolsonaro submeteu a PEC à avaliação do Ministério da Educação, e se o Ministro é a favor dessas mudanças ou se posiciona a favor das professoras e professores”, questionou Natália. (Foto: Lula Marques)
Em reunião da Comissão de Educação da Câmara Federal, realizada na última quarta-feira (27), a deputada federal Natália Bonavides (PT/RN) questionou o Ministro da Educação, Ricardo Vélez, a respeito dos impactos negativos da Reforma da Previdência na aposentadoria das professoras e professores da educação básica. Citou como exemplos a fixação do tempo mínimo de 30 anos de contribuição e de 60 anos de idade mínima, sem distinção entre homens e mulheres, para se aposentarem e a possibilidade de acesso a aposentadoria integral somente após de 40 anos de contribuição.
Bonavides ressaltou que a proposta, na prática, acaba com a aposentadoria especial do magistério na educação básica, desvalorizando ainda mais a profissão, que já se encontra bastante precária. “Eu gostaria de saber se a equipe econômica do governo Bolsonaro submeteu a PEC à avaliação do Ministério da Educação, e se o Ministro é a favor dessas mudanças ou se posiciona a favor das professoras e professores”, questionou Natália.
A parlamentar ainda lembrou que professoras e professores da educação básica possuem remuneração média inferior a outros profissionais com a mesma escolaridade. Destacou que o exercício da docência gera desgastes e causa diversos problemas de saúde, como doenças psiquiátricas, psicológicas, problemas cardiovasculares e calos nas cordas vocais. “Grande parte dos profissionais lecionam mais de um turno para completar a renda, ou seja, a reforma é incompatível com as exigências impostas aos profissionais da docência”, afirma a deputada.
O Ministro não soube responder os questionamentos da parlamentar e afirmou que a responsabilidade de votar a Reforma da Previdência é dos deputados e deputadas.