terça-feira, 17 de novembro de 2015

Wikileaks >> EUA armaram Estado Islâmico que agora combatem no Iraque

Militantes do Estado Islâmico na província de Raqqa na Síria.Os Estados Unidos da América recusaram ajuda ao Governo da Síria no combate a grupos radicais islâmicos como a Al-Qaeda e o EIIL (Exército Islâmico do Iraque e do Levante, que recentemente mudou de nome para Estado Islâmico). Além disso, segundo revelações feitas pela Wikileaks, a administração norte-americana armou grupos como o Estado Islâmico. Os quase 3 mil documentos sobre o assunto foram divulgados pelo site dirigido por Julian Assange na sexta-feira passada.

A 18 de fevereiro de 2010, o chefe dos serviços secretos sírios, o general Ali Mamlouk, apareceu de surpresa numa reunião entre os diplomatas norte-americanos e Faisal a-Miqad, vice-ministro das relações externas da Síria. A visita de Mamlouk foi uma decisão pessoal de Bashar al-Assad, presidente sírio, em mostrar empenho no combate aos grupos radicais islâmicos no Médio Oriente, afirma o documento.

Neste encontro com Daniel Benjamin, coordenador das ações de contra-terrorismo dos EUA, “o general Mamlouk enfatizou a ligação entre a melhoria das relações EUA-Síria e a cooperação nas áreas de inteligência e segurança”, afirmam os diplomatas norte-americanos em telegrama destinado à CIA, ao Departamento de Estado e às embaixadas dos EUA no Líbano, Jordânia, Arábia Saudita e Inglaterra.

Para Miqad e Mamlouk, essa estratégia passava por três pontos: com o apoio dos EUA, a Síria deveria ter maior papel na região, a política seria um aspeto fundamental para ações de cooperação contra o terrorismo e a população síria deveria ser convencida dessa estratégia com a suspensão dos embargos económicos contra o país. Para Imad Mustapha, embaixador sírio em Washington, “os EUA deveriam retirar a Síria da lista negra”. Nas palavras de George W. Bush, o país fazia parte do “eixo do mal”, junto com Coreia do Norte e Afeganistão.

Apesar da discordância entre os EUA e a Síria em relação ao apoio de Assad a grupos como o Hezbollah e o Hamas, os dois países concordavam quanto à necessidade de interromper o fluxo de guerrilheiros estrangeiros para o Iraque e impedir a proliferação de grupos radicais, como a Al-Qaeda, o EIIL e o Junjalat, grupo palestiniano com a mesma orientação política. Para Benjamin, as armas chegavam ao Iraque e ao Líbano contrabandeadas através do território sírio.

Mamlouk reforçou a “experiência síria em combater grupos terroristas”. “Nós não ficamos na teoria, tomamos atitudes práticas”, foram as palavras do chefe de inteligência de Assad.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

ATENÇÃO AOS PRAZOS >> Calendário Eleitoral para 2016

RESULTADOS DA POLÍTICA DE INCLUSÃO >> Índia formada em medicina em Cuba quer levar conhecimentos a aldeias

Maíra Yawanawá, de 27 anos, tem origem indígena do povo Yawanawá e amazonense (Foto: Arquivo pessoal)
Maíra sonha com a revalidação do diploma; ela fez 1ª prova em Rio Branco. ‘Ouvia piadas que eu andava entre cobras e onças’, diz ela sobre faculdade.


O sonho de cuidar da saúde de seu povo na aldeia deu força para a índia Maíra Yawanawá, de 27 anos, passar sete anos longe de casa para estudar medicina. Ela começou o curso em 2009, como cotista indígena da Escola Latino Americana de Medicina, em Cuba, e se formou em julho deste ano.
Hoje, o maior desejo de Maíra é validar o diploma e poder unir os conhecimentos adquiridos da faculdade com o da cultura indígena.

“Quero atender as comunidades indígenas e ribeirinhas. Nada melhor do que uma índia, que já conhece essa realidade, para trabalhar junto com eles. Acho que a gente conhece a nossa casa. Eu sei como meu povo funciona. Tenho os conhecimentos que adquiri como médica, mas também sei respeitar a cultura”, afirma.

A médica é um dos inúmeros candidatos formados em universidades fora do Brasil que buscam revalidar seus diplomas por meio do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida). No dia 1º de novembro ela fez prova em Rio Branco.
india_do_acre_formou_em_medicina_em_julho_de_2015_em_cuba_e_fez_1a_fase_do_revalida_em_rio_brancoSegundo Maíra, ter uma índia formada em medicina é um avanço para o seu povo.

“Os indígenas tinham mais a tradição de curandeiros, com o uso das ervas para tratar as pessoas. Hoje como as coisas estão modernas, existem doenças na aldeia que não existiam antes e não é possível resolver somente da forma indígena. A ideia é somar os conhecimentos tanto da cultura indígena quanto da ciência”, diz Maíra.



MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE >> Comprovando a importância das árvores para a regulação do clima nas cidades...


Foto de Antonio Guedes.
A reportagem mostra que durante a pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso, foi montado um posto de controle para medir a diferença do clima no parque e na região central de Cuiabá. 
“No parque os termômetros registraram -4°C comparado ao Centro no mesmo horário”. 
Outro ponto observado, conforme o pesquisador, foi em relação à umidade relativa do ar. “Se no Centro a medição era 20%, no parque a diferença era exorbitante chegando aos 60% de umidade". 

domingo, 15 de novembro de 2015

HOJE EM NATAL >> Feira Potiguar de Adoção de cães e gatos


DICA DE LAZER E TURISMO >> O encontro do rio com o mar, foz do Rio Punaú, no município de Rio do Fogo (Litoral Norte).

Foto de RNatural.
As belas paisagens de coqueirais, dunas e o encontro do rio com o mar, foz do Rio Punaú, no município de Rio do Fogo (litoral Norte), a 65 km de Natal, o complemento ideal para um dia especial com os amigos ou a família.

O local fica em uma propriedade privada. Para entrar, paga-se uma taxa de R$ 50,00 por carro, dos quais R$ 40,00 são revertidos em consumação. 

Entre as atrações do lugar, destacam-se os passeios de caiaque (R$ 10,00 o caiaque para uma pessoa e R$ 20,00 o que comporta 2 pessoas); andar de quadriciclo (R$ 60,00 o passeio por 30 minutos pelas dunas e praias circunvizinhas); descer na tirolesa (R$ 5,00 por descida) e no “esquibunda” (R$ 5,00 por descida); andar a cavalo (R$ 35,00 por 30 minutos); e o melhor, tomar banho no Rio Punaú, com suas águas calmas e mornas, perfeito para relaxar enquanto sente a brisa fresca do litoral.

Fonte: RNatural

A Vale mentiu >> A lama das barragens tem concentração de metais até 1.300.000% acima do normal

Resultado de imagem para A Vale mentiu: a lama das barragens tem concentração de metais até 1.300.000% acima do normal
“A lama não é tóxica, a alma não é tóxica, a lama não é tóxica”: este foi o mantra repetido pela Vale desde o início do crime. Ao contrário do afirmado pela companhia, de que a composição da lama seria predominantemente de sílica (areia), análises preliminares já mostram índices de ferro de até UM MILHÃO E TREZENTOS MIL POR CENTO acima do tolerável. E metais pesados não estão descartados.
Veja:
“A água coletada pelo SAAE (Serviço de Água e Esgoto) de Valadares aponta um índice de ferro 1.366.666% acima do tolerável para tratamento – um milhão e trezentos mil por cento além do recomendado, segundo relatório enviado à reportagem do R7. Os níveis de manganês, metal tóxico, superam o tolerável em 118.000%, enquanto o alumínio estava presente com concentração 645.000% maior do que o possível para tratamento e distribuição aos moradores. As alterações foram sentidas a partir de 8h, enquanto o pico de lama tóxica ocorreu às 14h no rio Doce.
Servidores da prefeitura esclarecem que não têm condições técnicas de verificar a ocorrência de materiais pesados (como arsênio, antimônio e chumbo, normalmente presentes em rejeitos que contêm ferro), e por isso aguardam análises da Copasa e de dois laboratórios para detalhar a situação.”

ARTIGO >> O intruso Lula Por que o filho do excluído Aristides difere radicalmente dos demais presidentes de uma República mal resolvida

Lula-e-FHC
Em relação a Lula, o príncipe dos sociólogos mais uma vez se enganou
Lula cometeu um “erro” fundamental, nos oito anos na Presidência da República, ao oferecer a 40 milhões de excluídos da sociedade o status de cidadãos brasileiros. Ele paga o preço.
Uma parcela da população facilmente identificável reage a isso e se horroriza, por exemplo, com a frequência dos novos passageiros de aviões. Eles teriam dado aos aeroportos uma aparência de rodoviária. Eis aí um preconceituoso ponto de vista. 
Mas há uma hostilidade precedente a esta. Foi motivada pela ascensão de Lula, um ex-operário metalúrgico que chegou ao topo do poder. Em 2002, na 19ª vez em que foi às urnas para eleger um presidente, o eleitor subverteu a regra imperante, em 103 anos de uma República mal resolvida, e elegeu o filho do excluído Aristides Inácio da Silva, falecido 15 anos antes. Por falta de documentação, foi enterrado como indigente. 
Antes de Lula, a regra para ingressar no “Clube dos Eleitos” exigia um diploma de bacharel. Em alguns casos, a porta foi arrombada por alguém com uma espada na mão. Excluída a intromissão ilegal dos militares valem, para esta constatação, os eleitos pelo voto popular.
Os presidentes-advogados prevalecem: Prudente de Morais, Campos Sales, Rodrigo Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Venceslau Brás, Epitácio Pessoa, Artur Bernardes, Washington Luís, Getúlio Vargas e Jânio Quadros. Além do médico Juscelino Kubitschek, do economista Fernando Collor de Mello e do sociólogo Fernando Henrique Cardoso.
A expressão “Clube dos Eleitos” é de FHC, criada muito antes de ele próprio chegar ao poder com o diploma de sociólogo em mãos. A porta do clube abriu-se comodamente para o vaidoso FHC, mas não engoliu um inesperado metalúrgico. 
Lula tornou-se um intruso ou, popularmente, um penetra no “Clube dos Eleitos”, mas não assinou a ficha de sócio. 
O pernambucano Lula, imbuído de alma popular, não migrou de classe. E tem a compreensão desse processo. Em entrevista recente, referiu-se a isso ao fazer o contraponto entre ele e FHC, chamado por seus pares de “príncipe da sociologia”. “Ele tem um problema comigo, que é um problema de soberba. Ele sofre com o meu sucesso.” 
Segundo Lula, o ex-presidente tucano, ao deixar o poder após dois mandatos, teria pensado assim: “O Lula vai ganhar, é um coitadinho. Não vai saber nada, não vai dar certo. Quando chegar em 2006, eu vou voltar pelos braços do povo (...) Acontece que, quando o meu governo teve sucesso, em vez de dizer ‘eu ajudei esse menino a vencer’, ele começou a ficar com bronca”.
Lula não tem alternativa política. De frase em frase, ele vai se aproximando da inevitabilidade da candidatura em 2018. A última declaração dele foi incisiva: “É importante defender um projeto político de inclusão. Para defender esse projeto, eu estou disposto a ser candidato”.
Em vez de cadeia, talvez a cadeira presidencial. 

TECNOLOGIA SOCIAL >> Projeto que reutiliza água para plantio no RN vence prêmio nacional

Tecnologia que reutiliza água para plantio no RN vence prêmio nacional

O sistema que reutiliza água servida para irrigação rendeu a um assentamento rural de Upanema, cidade da região Oeste do Rio Grande do Norte, o prêmio de melhor tecnologia social criada por mulheres do país. O projeto Água Viva, criado pelo Centro Feminista 8 de Março no assentamento Monte Alegre, receberá R$ 50 mil da Fundação Banco do Brasil, que promove o evento. E o recurso já tem destino certo: será reinvestido na ampliação do projeto para outros municípios potiguares. 
Assista o vídeo sobre o projeto aqui.
“A proposta inicial era a organização das mulheres e nesse processo percebemos a necessida de algo para construir a participação delas no processo produtivo do assentamento. Era uma autonomia muito demandada por elas”, explica a agrônoma Ivi Dantas, assessora técnica do centro feminista, que esteve em Brasília nesta terça-feira (10) para receber o prêmio.
Os imóveis instalaram tubos que captam a água servida, utilizada para práticas domésticas como lavagem de roupas, louça e banho. O líquido passa então por um processo de filtragem, chegando a um reservatório e sendo reaplicado na plantação de hortaliças e árvores frutíferas.
Criado como projeto piloto em 2013, o sistema de filtragem foi aplicado inicialmente nas casas de três moradoras, que além de reaproveitar água e plantar para consumo próprio, já produzem o suficiente para comercializar os alimentos com as cerca de 70 famílias do assentamento.
A cientista social Rejane Medeiros, também assessora técnica do centro feminista, detalha que as cidades de Tibau, Grossos e Porto do Mangue, todas na região Oeste, foram escolhidas como locais para reaplicação do projeto. “A ideia é reaplicar em novos espaços para apoiar a organização das mulheres na luta por autonomia. A geração de renda se mostrou fundamental nesse processo. Nos locais pretendemos implantar uma formato de capacitação autônoma”, avalia Medeiros.
Com o dinheiro da premiação, o centro feminista também planeja aprimorar a tecnologia social. Inicialmente a ideia é trocar o material de alvenaria usado no sistema por placas, as mesmas usadas na construção de cisternas.
Vencedor na categoria Mulheres, o Água Viva disputou o prêmio com os projetos Gente da Maré: Melhorando as condições de vida das marisqueiras do Nordeste, da Universidade Federal do Semi-Árido (Ufersa) na cidade de Mossoró, e Metodologia de Gestão de Empreendimentos Solidários por Meio de Indicadores, Instituto Consulado da Mulher (ICM), de São Paulo. Os dois demais finalistas receberam R$ 25 mil em premiação cada um.
A Fundação Banco do Brasil também entregou prêmios nas categorias comunidades tradicionais, agricultores familiares e assentados da reforma agrária; gestores públicos; universidades e instituições de ensino e pesquisa; juventude; e meio urbano. Além do prêmio, o Água Viva foi certificado e passou a integrar o banco de tecnologias sociais da Fundação Banco do Brasil, que pode ser consultada no site da instituição.

“Transgênicos não são alimentos, e sim mercadorias”, diz médico >> “A realidade dos agrotóxicos e transgênicos no Brasil e seus impactos sobre a saúde humana e ambiente”

Javier Foto
Em entrevista ao Saúde Popular, médico argentino analisa os danos causados por alimentos geneticamente modificados e agrotóxicos para as pessoas e a sociedade.
O médico argentino e membro da Rede Popular de Médicos da Argentina, Javier Balbea, esteve no Brasil para participar do seminário “A realidade dos agrotóxicos e transgênicos no Brasil e seus impactos sobre a saúde humana e ambiente”, que ocorreu durante Feira Nacional da Reforma Agrária, em São Paulo, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Em entrevista ao Saúde Popular, Balbea critica o uso dos transgênicos e agrotóxicos, pois acredita que eles são uma tecnologia que serve ao propósito de dominar os territórios dos países produtores.
Para o médico, o ato de comer e produzir alimentos está ligado diretamente à cultura dos povos, e isso está sendo ameaçado. “A produção transgênica é de mercadoria, não de alimentos. Isso vai na contramão da cultura dos povos”.
Confira abaixo a entrevista de Javier Balbea ao Saúde Popular:
– Qual o propósito de uma tecnologia como os transgênicos?
As tecnologias não são neutras. Elas são instrumentos políticos e algumas servem a determinados poderes para implementar determinadas ações.
Se uma tecnologia tem apoio de toda a indústria, vai ser criado um processo de legitimação social para que as pessoas a aceitem.
No caso dos transgênicos, eles servem para a dominação de alguns territórios pela produção de commodities [produtos primários] a favor do capital.
– Você disse que comer é um ato cultural. Como os transgênicos mudam nossa forma de comer e produzir?
O alimento é muito mais que nutrientes. Às vezes, comemos sem ter fome, por uma relação social que se estabelece ao redor de produzir e preparar os alimentos.
Quando deixamos de produzir alimentos e passamos aos produtos transgênicos, que são mercadorias, não existe essa relação, porque é uma produção que vai na contramão da cultura dos povos.
Na Argentina, por exemplo, não temos a cultura de comer soja, mas temos uma expansão da fronteira agrícola baseada no cultivo de soja. No Brasil é o mesmo. É uma produção feita, especialmente, para a exportação, que atende ao interesse de outras nações.
Além disso, vários estudos mostraram que ingerir produtos transgênicos gera doenças, como mudanças no tubo digestivo, além da química associada ao produto geneticamente modificado: não há transgênico que não tenha em sua composição agrotóxicos.
– Por que países como Brasil e Argentina continuam a usar agrotóxicos comprovadamente perigosos, que foram banidos em outros países?
Esses países, principalmente na Europa, decidiram por pressões populares e outros motivos que esses venenos causam danos à saúde. Mas em países como Brasil e Argentina, onde é mais fácil manipular a política, o uso continua.
São países que não são verdadeiramente soberanos, não podem articular suas próprias políticas; eles respondem às políticas que se desenvolvem nos países capitalistas centrais. Dependem dessa economia que se decide em outro lugar e é aplicada nos seus territórios. Há uma liberdade e impunidade que permite atravessar o direito dos povos.
Debate Javier

– Por que há um silêncio da comunidade científica sobre muitas denúncias e questionamentos em relação aos transgênicos?
Acredito que por é falta de conhecimento, pelo tipo de formação que existe, que naturaliza essas tecnologias como algo indispensável para a economia e a sociedade.
É o paradigma de que a economia pesa mais que a vida. Toda nossa vida passa pelo consumo. O econômico tem um valor que está acima de qualquer outro direito, é a forma de funcionar da sociedade.
E quando se pensa que não há alternativa, é uma vitória para essa forma de pensar dominante, que não nos deixa acreditar que há formas de produzir sustentáveis e que a saúde é algo utópico.
Mas, cada vez mais, o debate se vai dando de forma maior, em lugares mais importantes. O acúmulo de informação e o mal estar social que vai se gerando através desse tema já não permite que alguns olhem para o outro lado [e ignorem o assunto].
– E como a rede de médicos da Argentina contribui para esse debate?
Quando os cientistas vão contra os interesses da indústria, eles são perseguidos, deixados de lado de cargos e carreiras, apenas por publicar o que acreditam ser correto.
É preciso ter um espaço onde os médicos, os profissionais da saúde e outras disciplinas se sintam seguros de poder investigar e compartilhar a informação.
Já realizamos três congressos de saúde ambiental, com pessoas que participaram de discussões sobre transgênicos, agrotóxicos, de modelos produtivos diferentes.
Esse processo criou uma união de cientistas comprometidos com a saúde e a natureza da América Latina. A rede tem sido um espaço que permite criar e contestar, sem que essas pessoas se sintam perseguidas pela indústria, tenham apoio e espaço para pensar outra ciência que esteja a favor dos interesses do povo.

sábado, 14 de novembro de 2015

DEVERÍAMOS REFLETIR SOBRE ISSO >> O mundo "moderno" e a tecnologia da indiferença...


Formação Educacional em Lajes


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REPARAÇÃO HISTÓRICA >> Governo Federal Entregou aos Quilombolas de Patu Títulos Definitivos de Propriedades de Terras.

O Governo Federal, através do INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária entregou na última terça feira (10/11) títulos definitivos de propriedades de terras aos moradores da Comunidade Negra Quilombolas do Jatobá no município de Patu. 

A solenidade contou com a presença do Superintendente Estadual do INCRA, Dr. Vinícius Araújo, do diretor nacional de Recursos Fundiários do INCRA, Dr. Richard Torsiano, da Coordenadora Nacional de Regularização Fundiária de Territórios Quilombolas, Dra. Isabelle Picelli, dos Antropólogos do INCRA, André Garcia e Thiago Barros, do Engenheiro Agrônomo do INCRA , Dr. Rodrigues Filho, da Vice-prefeita de Patu, Gorete Forte Dantas, do Vice-prefeito de Messias Targino, Pôla Pinto, do Presidente do STR de Patu, Marcondes Pereira, da vereadora Lucélia Ribeiro, do Prof. da UERN, Aluísio Dutra de Oliveira, do artista plástico Ricardo Veriano, do ex-vereador Francisco Figueiredo "Bodinho", Sandra da Silva, representando a associação comunitária da comunidade Quilombolas do Jatobá e demais pessoas da comunidade.

O presidente da Associação Comunitária da Comunidade Quilombolas do Jatobá, Fernando Júnior, recebeu das mãos do Superintendente do INCRA, Dr. Vinícius Araújo, os títulos definitivas de propriedades de terras que pertencem agora a todos os moradores do território Quilombolas do Jatobá bem como foram entregues as DAPs - Declaração de aptidão ao Pronaf garantido aos moradores quilombolas o acesso ao crédito do PRONAF e outros benefícios governamentais. A comunidade Quilombolas do Jatobá recebeu também o mapa do território quilombola da comunidade.

Os moradores festejaram essa conquista pois se tratava de um sonho que agora se tornou realidade. 
O processo regularização de terras e entrega de títulos de propriedades de terras quilombolas teve início no ano de 2003 pelo presidente Lula e teve prosseguimento no Governo da presidenta Dilma. 

Movimentos assinam manifesto pela aprovação do Programa de Redução de Agrotóxicos

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Movimentos assinam manifesto pela aprovação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) construído pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida. O documento denuncia os impactos dos agrotóxicos no Brasil e questiona o fato do Programa ter o impedimento do MAPA, o único entre os nove Ministérios envolvidos, que na figura da ministra Kátia Abreu, afirma existir “uma incompatibilidade de princípios” entre o Pronara e o MAPA.
"Sabemos que o Pronara é incompatível com o Projeto de Lei n. 3200/2015, que atualmente tramita no congresso e representa a nova estratégia ruralista para acabar com a Lei dos Agrotóxicos e criar a “Lei dos Produtos Defensivos Fitossanitários e de Controle Ambiental”. A intenção é clara: destruir qualquer tipo de barreiras ao uso de agrotóxicos no Brasil. De fato, a mesma figura que vem apregoando um suposto “preconceito contra os agroquímicos” não poderia mesmo permitir nenhum dano ao patrimônio dos 1% de proprietários de terra a quem representa",  ressalta trecho do manifesto.

O manifesto ainda reivindica que a Presidenta Dilma honre seu compromisso com o povo e aprove o Pronara, uma vez que, não lançá-lo significa impor enormes barreiras ao desenvolvimento da agroecologia no Brasil.

Confira abaixo o manifesto na íntegra:

A Sociedade Brasileira Exige: Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos Já!

Há cerca de um ano, após intenso trabalho articulado entre sociedade civil e governo, foi finalizado o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara). Dividido em 6 eixos, o programa detalha 137 ações concreta que visam frear o uso de agrotóxicos no Brasil. Apesar de ainda estar longe ser um programa que possa dar um fim à tragédia dos agrotóxicos em nosso país, o Pronara foi considerado um avanço pois é o primeiro instrumento que obriga legalmente 9 ministérios a tomarem ações concretas contra os agrotóxicos.

O lançamento do Pronara já foi adiado três vezes, e era esperado durante a abertura da V Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, ocorrida no último dia 3 de novembro. No entanto, a expectativa foi frustrada. É de conhecimento geral que, dos 9 ministérios envolvidos – Agricultura, Saúde, Desenvolvimento Agrário, Meio Ambiente, Sec. Geral da Presidência da República, Trabalho, Educação, Fazenda e Ciência e Tecnologia – apenas o Ministério da Agricultura está impondo restrições ao Pronara. O MAPA está envolvido em metade das ações do Pronara.

Reduzir os agrotóxicos no Brasil significaria a possibilidade de nosso país deixar de ser um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Significaria também reduzir os 34.147 casos de intoxicação registrados entre 2007 e 2014, ou ainda reduzir o percentual de 64% de contaminação de alimentos detectado em 2013. Reduziria também os 7,3 litros de agrotóxicos que o país utilizou para cada habitante em 2014.

Ao mesmo tempo, as 914.220 toneladas de agrotóxicos utilizadas em 2014 sofreriam um revés, que certamente afetaria os 12,2 bilhões de dólares faturados pela indústria dos venenos no ano passado. Por isso mesmo, não é de se estranhar que a ministra da agricultura, Kátia Abreu, afirme que há “uma incompatibilidade de princípios” entre o Pronara e o MAPA. Sabemos que o Pronara também é incompatível com o Projeto de Lei n. 3200/2015, que atualmente tramita no congresso e representa a nova estratégia ruralista para acabar com a Lei dos Agrotóxicos e criar a “Lei dos Produtos Defensivos Fitossanitários e de Controle Ambiental”. A intenção é clara: destruir qualquer tipo de barreiras ao uso de agrotóxicos no Brasil. De fato, a mesma figura que vem apregoando um suposto “preconceito contra os agroquímicos” não poderia mesmo permitir nenhum dano ao patrimônio dos 1% de proprietários de terra a quem representa.

Acontece que nós, os que realmente trabalham a terra e produzem alimentos, não podemos mais esperar. O povo brasileiro, sobretudo moradores das zonas rurais não pode continuar cuidando de seus feridos – vítimas de câncer, má-formação fetal, abortos espontâneos e depressão – que cada vez mais adoecem à custas do lucro do agronegócio.

Presidenta Dilma: não queremos mais contar nossos mortos. Honre seu compromisso com o povo, assumido em diversos espaços, e reafirmado durante a Marcha das Margaridas deste ano. O Pronara é parte importante do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, e não lançá-lo significa impor enormes barreiras ao desenvolvimento da agroecologia no Brasil.

Nós, camponeses e camponesas, povos do campo, floresta e águas, cientistas, trabalhadores da cidade, consumidores e consumidoras de alimentos, dizemos que é preciso ter coragem para dar o primeiro passo: Pronara Já!

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Assinaturas até o momento:

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
Federação de Órgãos para Assistência Socail e Educacional - Fase
Movimento dos Pequnos Agricultores-MPA
Conselho Indigenista Missionário - CIMI
GWATÁ - Núcleo de Agroecologia e Educação do Campo/Universidade Estadual de Goiás
Rede de Núcleos de Agroecologia da Região Nordeste - RENDA/NE
Núcleo de Pesquisa , Ensino e Prátcias Agroecológicas no Semiárido (UFRPE/UAST/NEPPAS)
ASSOCIAÇÃO GAUCHA DE PROTEÇÃO AO AMBIENTE NATURAL - AGAPAN
Associação Brasileira de Agroecologia - ABA
Fórum Pernambucano de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos na Saúde do Trabalhador, Meio Ambiente e Sociedade
Coletivo Grão de Saúde do Campo
Centro Sabiá
Centro Ecológico
Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos - FGCIA
Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia - MAMA
Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia - RMERA.
RECID - Rede de Educação Cidadã
Coletivo Nacional de Agricultura Urbana
Casa da Cultura do Urubuí - CACUÍ
Coletivo Nossos Quintais - BH/MG
Grupo Aroeira - BH/MG
MLB - Movimento de Luta de Bairros, Vilas e Favelas
UP - Unidade Popular pelo Socialismo
CEDEFES - Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva - MG
REDE - Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas de MG
Fórum da Amazônia Oriental - FAOR
Associação de Apoioas Comunidades do Campo do RN - AACC/RN
Articulação de Mulheres Brasileiras - AMB
Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense - FMAP
Movimento e Articulação de Mulheres do estado do Pará - MAMEP
Terra de Direitos
Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento - FORMAD
Centro Burnier Fé e Justiça
Grupo de Intercâmbio em Agroecologia de Mato Grosso - GIAS
Centro de Tecnologia Alternativa - CTA
Grupo Semente de Chapada dos Guimarrães- MT
Núcleo de Agroecologia, Agricultura Orgânica e Desenvolvimento Sustentável do Instituto Federal de Pernambuco - Campus Barreiros
Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB
Escola LatinoAmericana de Agroecologia - ELAA
A ARTICULAÇÃO MINEIRA DE AGROECOLOGIA (AMA)
Grito dos Excluidos/as Continental
Programa Justiça Econômica
Movimiento em Defesa dos Direitos Sociais
Nùcleo Interdisciplinar UFBA de Agroecologia em Rede/AgroredeUFBA.
Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
Vigência/IIEP
Instituto EQUIT - Genero, Economia e Cidadania Global
Homa - Centro de Direitos Humanos e Empresas
Inesc - Instituto de Estudos Socioeconômicos
Centro de Estudos e Pesquisas Ruy Mauro Marini
Consulta Popular - Distrito Federal