quinta-feira, 15 de agosto de 2019

MAIS UMA MENTIRA DESLAVA TENTANDO ATRIBUIR ALGUMA AÇÃO A ESSE DESGOVERNO >> Montagem enganosa atribui a Bolsonaro obras na BR-163 feitas no governo Dilma


Montagem de fotos sobre os estágios das obras na BR-163 usa imagens de 2017 e 2015, anteriores à posse do atual presidente

A checagem abaixo foi publicada pelo Projeto Comprova. A verificação foi realizada por uma equipe de jornalistas da revista piauí e da agência de notícias AFP. Outras redações concordaram com a checagem, no processo conhecido como “crosscheck”. O Projeto Comprova é uma coalizão de 24 veículos de mídia, formada com o objetivo de combater a desinformação sobre políticas públicas federais. No ano passado, a iniciativa verificou alegações enganosas durante o período eleitoral. Você pode sugerir checagens por meio do número de WhatsApp (11) 97795-0022.
É falsa uma montagem feita com duas fotos para comparar a situação da rodovia BR-163nos governos petistas e no atual, do presidente Jair Bolsonaro (PSL). No conjunto de imagens, a foto de cima, da estrada em situação precária, é atribuída aos “16 anos de PT”; a de baixo, da estrada em pavimentação, é creditada aos “7 meses de Bolsonaro”. As fotos, porém, não correspondem aos períodos citados.

Esta verificação do Comprova investigou os dados de uma montagem encontrada pelo nosso monitoramento nas páginas “O Mito” e “Bolsonaro Bahia”, do Facebook. Como verificamos
Para esta verificação, o Comprova submeteu as fotos usadas na montagem ao mecanismo de busca de imagens do Google, funcionalidade que procura na internet outras versões de uma mesma imagem. Consultamos também reportagens sobre a obra e nos sites do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do Ministério da Infraestrutura e da concessionária que administra um dos trechos da BR-163.
Você pode refazer o caminho da verificação do Comprova usando os links para consultar as fontes originais ou visualizar a documentação que reunimos.
O Comprova descobriu que as fotografias usadas na montagem com os dizeres “16 anos de PT” e “7 meses de Bolsonaro” não foram capturadas nos momentos alegados. A imagem de cima é de 2017 e a de baixo, de 2015.
As duas fotos usadas na comparação são efetivamente da rodovia BR-163, mas elas também não comparam os mesmos trechos.
A foto de cima foi feita na região do município de Trairão, no estado do Pará, cuja obra de pavimentação é de responsabilidade do DNIT em convênio com o Exército brasileiro e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A imagem de baixo, por sua vez, foi capturada dois anos antes, na parte da rodovia que fica no Mato Grosso, conforme confirmou ao Comprova a concessionária Rota do Oeste, responsável pelas obras de pavimentação entre os municípios mato-grossenses de Itiquira e Sinop.

BR-163

A fotografia dos caminhões parados em um atoleiro, vista na parte superior da montagem, teve o seu primeiro registro encontrado pela equipe do Comprova em uma matéria publicada pelo site do Jornal Folha do Progresso, de 27 de fevereiro de 2017. Foi recebida pelo veículo por meio do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, segundo a sua descrição.
De acordo com a reportagem na qual se encontra a foto, o Exército havia ido para o trecho da BR-163 em Trairão após as fortes chuvas que atingiram a região no mês de fevereiro, como mostra esta matéria do portal G1.
Um dia depois, em 28 de fevereiro de 2017, o Ministério de Infraestrutura publicou uma notícia informando que o Exército e a PRF – em conjunto com o DNIT, responsável pelas obras no trecho em questão da BR-163 – estavam se dirigindo ao local para a manutenção da rodovia.
Em março do mesmo ano, o Ministério de Infraestrutura também informou sobre os níveis operacionais do trecho – entre as comunidades de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol – locais igualmente mencionados pelo Jornal Folha do Progresso.
Em 2017 o presidente que estava no poder era Michel Temer, do MDB, que assumiu o cargo após Dilma Rousseff, do PT, ser submetida a um processo de impeachment em 2016.
Em e-mail ao Comprova, o DNIT afirmou que o trecho de Trairão, no Pará, já está asfaltado. “A BR 163/PA, desde a divisa com o Mato Grosso até o Porto de Miritituba, tem a extensão de 706 quilômetros. Atualmente, essa extensão está praticamente toda pavimentada, restando pouco mais de 39 quilômetros a serem pavimentados. São 37 quilômetros do segmento sob a responsabilidade do Exército e 2,5 quilômetros sob responsabilidade de uma empresa contratada. O trecho sob responsabilidade do Exército está dividido em 4 lotes de obras. O cronograma prevê a conclusão dos serviços até o final de 2019, deixando a rodovia trafegável e sem pontos críticos”, disse o DNIT.
 Documento

BR-163

A fotografia de baixo, que mostra um trecho de estrada sendo pavimentado, foi tirada em junho de 2015, conforme a confirmação da concessionária Rota do Oeste ao Comprova por e-mail.
 Documento
De acordo com a explicação, a foto da realização da pavimentação consta no banco de dados do setor de Comunicação da empresa, arquivada no sistema em 17 de junho de 2015, às 18h12”.
Segundo a assessoria da concessionária, “a imagem é referente à matéria Rota do Oeste inicia pavimentação da segunda etapa de duplicação, que na época foi divulgada à imprensa para informar sobre o andamento das obras de duplicação da BR-163, na região sul de Mato Grosso.
No site da Rota do Oeste, a matéria explica que o trabalho foi realizado no quilômetro 74 da BR-163 e marcava o aniversário de um ano de obras da concessionária na rodovia.
Em 2015, Dilma Rousseff estava em seu segundo mandato no comando do Brasil, diferentemente do que foi afirmado no meme viralizado.

Repercussão nas Redes

O Comprova verifica conteúdos duvidosos sobre políticas públicas do governo federal que tenham grande potencial de viralização.
A publicação da montagem com as fotografias da BR-163 foi postada na página do Facebook “O Mito” em 5 de agosto de 2019 e até o dia 12 do mesmo mês já contava com mais de 700 compartilhamentos e quase 1.000 interações. O post não aparece mais na página “Bolsonaro Bahia”. Na captura de tela feita pelo Comprova, no dia 5 de agosto, a publicação já havia sido compartilhada 8,8 mil vezes.
O AFP Checamos, Aos Fatos e a Agência Lupa já haviam feito checagem das fotografias da BR-163 anteriormente.

ESCLARECIMENTO SOBRE O QUE ESTÁ EM JOGO >> Sindicato solicita à reitoria realização de amplos debates sobre o Future-se

A promoção de um ciclo de debates na Universidade Federal do Rio Grande do Norte sobre a proposta governamental denominada “Future-se”. Esta foi a reivindicação apresentada pela diretoria do ADURN-Sindicato em audiência com o vice-reitor da UFRN, o professor Henio Ferreira de Miranda, na tarde desta quarta-feira, 14 de agosto.
Para o Sindicato, que já se posicionou contrário ao projeto que pretende ampliar a participação de recursos da iniciativa privada nas instituições públicas de ensino superior, é preciso ampliar as discussões para que sejam esclarecidos todos os pontos do texto.
“Consideramos importante que todos estejam esclarecidos em relação ao “Future-se”, como condição básica para posicionar-se, e isso certamente se dará a partir do conhecimento minucioso do texto e das implicações do programa, das justificativas que o apoiam, das críticas que vêm sendo feitas e da análise do contexto em que é proposto”, pontua ofício endereçado ao reitor, José Daniel Diniz.
A avaliação preliminar do Sindicato é que a minuta de projeto apresentada pelo governo Bolsonaro ameaça as carreiras do Magistério Superior e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico e retira das Instituições Federais de Ensino Superior seu caráter público, propositivo e reflexivo.
O vice-reitor Henio Ferreira de Miranda disse que o projeto estará na pauta da reunião do Fórum de Reitores, a ser realizada ainda esta semana, em Mossoró, e do Conselho Pleno da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), e que em seguida deverão promover discussões amplas com a comunidade acadêmica.
Num contexto de sucateamento das Universidades, ambos acordaram em estabelecer uma linha permanente de diálogo para que a defesa da UFRN, frente ao desmonte já implementado pelo governo federal e que começa a ter impacto no cotidiano dos professores, seja um dos elementos principais na construção das pautas para o segundo semestre de 2019.
Participaram da reunião com o vice-reitor, o presidente do Sindicato, Wellington Duarte, e os diretores Oswaldo Negrão e Roberval Pinheiro.

COMO OS FASCISTAS TRATAM A UNIVERSIDADE >> Deputado do PSL: Universidades são antros; saem de lá com cabelo de arara e maconheiros

Foram duras as críticas feitas pelo deputado federal Julian Lemos (PSL), ao sistema educacional superior brasileiro.


Segundo ele, existe uma espécie de doutrinação esquerdista que transforma as pessoas que entram de um jeito, mas mudam os seus hábitos e comportamentos.


Em entrevista nesta terça-feira, Lemos disse que as universidades são “antros”.


– As universidades se tornaram antro de ideologias de esquerda. Conheço pessoas, professores que falam que é uma verdadeira loucura. Você entra de um jeito e sai de lá totalmente diferente, parecendo uma arara, com cabelo vermelho, maconheiro, muitas vezes é assim – apontou.


As declarações repercutiram na Rádio Arapuan FM.


Fonte: https://paraibaonline.com.br/2019/08/deputado-universidades-sao-antros-saem-de-la-com-cabelo-de-arara-e-maconheiros/?fbclid=IwAR0RonK_ZKgglzwVt4eb0uGJLiGDtMAsjG_PV

IGARN realiza vistoria técnica e autoriza aumento na vazão do Canal do Pataxó



A vazão do canal do Pataxó já foi elevada de 700 l/s para 1020 l/s.
A decisão tem base técnica com a segurança de que a barragem Armando Ribeiro Gonçalves terminará 2019 com mais de 100 milhões de m3 do que no final de 2018.
A definição contribui para a retomada do setor produtivo e beneficiará cerca de 250 agricultores/as familiares.

CRUELDADE EM NOME DA BELEZA >> Milhões de animais são queimados e maltratados no laboratório AVON! Ajude a acabar com a crueldade!

Avon é uma das empresas de cosméticos mais populares do mundo. Foi a pioneira de vendas, depois de optar por não vender seus produtos através de lojas de moda, mas optou por representantes que poderiam ir de porta em porta e ter uma interação face-a-face com potenciais clientes.
O que nenhum desses representantes da Avon assinalou é o fato de que a empresa está testando seus produtos em uma variedade de animais. Essas criaturas indefesas, presas nos laboratórios de pesquisa Avon para “fins científicos” são rotineiramente queimadas, aleijadas e envenenadas por causa da beleza! Depois que os testes são feitos alguns estão muito doentes para viver e são simplesmente sacrificados. Alguns são jogados fora e forçados a viver sozinhos com deficiências graves.
Uma boa parte desses testes ocorre na China, onde o teste em animais é uma exigência para todos os produtos de beleza. Mas em vez de se afastar do mercado chinês, Avon escolheu ter dinheiro e fama sobre a imoralidade. Outras empresas de beleza se recusaram a entrar no mercado chinês, enquanto testes obrigatórios de animais continuam a ser imposta e eu sinceramente desejo que a Avon siga o exemplo.
Este é o verdadeiro custo do nosso produto de beleza favorito. Eu realmente gosto da Avon e usei durante anos. Depois que fiquei sabendo das atrocidades fiquei profundamente entristecido.
A empresa foi endossada por celebridades como Salma Hayek, Olivia Wilde, Reese Witherspoon e Fergie ao longo dos anos, que tem visto a imagem da empresa dado um grande impulso.
Por favor, tome medidas comigo agora e para a Avon parar com todos os testes com animais imediatamente. O sofrimento desses animais não vale nada neste mundo! Exortamos a Avon a sair imediatamente de todos os mercados que exigem testes obrigatórios em animais e parar com tudo que traz um sofrimento enorme para esses animais inofensivos.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

A NOVA IMAGEM DO GOVERNO BRASILEIRO >> Como os demais países estão vendo esse desgoverno!


EM NATAL, O POVO FOI AS RUAS >> Mais uma vez a população saiu as ruas contra os cortes da educação, a reforma da previdência e a liberdade de Lula

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Estudantes, professores e trabalhadores de outras categorias ocuparam mais uma vez, nesta terça-feira, 13, as ruas de Natal em protesto contra os cortes na educação promovidos pelo governo Bolsonaro. Cerca de 10 mil pessoas, segundo os organizadores do ato, saíram em marcha do cruzamento das Avenidas Bernardo Vieira e Salgado Filho, até a Praça da Árvore de Mirassol. 

No trajeto, deram o recado em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade e contra o “Future-se”, o famigerado programa que ataca a autonomia das universidades federais, lançado recentemente pelo MEC.

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Fotos: Vlademir Alexandre e Alisson Almeida.

Primeira etapa da campanha contra febre aftosa imuniza mais de 97% do rebanho no Rio Grande do Norte


GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
INSTITUTO DE DEFESA E INSPEÇÃO AGROPECUÁRIA DO RN

 
Natal (RN), 13 de agosto de 2019.
 
Primeira etapa da campanha contra febre aftosa imuniza mais de 97% do rebanho no Rio Grande do Norte

A primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, que ocorreu durante todo o mês de maio 2019, no Rio Grande do Norte, termina com mais um saldo positivo. A cobertura do rebanho foi de 97% e se mantém entre uma das maiores coberturas do Brasil segundo o balanço final da campanha divulgado hoje (13), pelo IDIARN - Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN. 

Os resultados foram bastante positivos para a pecuária do Estado, indicando que a adesão dos produtores continua efetiva principalmente na primeira etapa onde todos os animais devem ser vacinados.

A febre aftosa é uma doença causada por vírus que provoca febre e aftas, principalmente na boca e entre os cascos dos animais, causando enorme perda na produção de leite e carnes.

“O RN foi reconhecido internacionalmente livre de aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio de 2014. Os bons índices de cobertura das campanhas de vacinações nos mantêm aptos para a exportação dos animais”, afirmou Mario Manso, Diretor Geral do Idiarn.

A segunda etapa da campanha de 2019 contra a aftosa acontecerá durante o mês de novembro em todos os municípios do Rio Grande do Norte. Nessa etapa a vacinação será obrigatória apenas para os animais de 0 a 24 meses, porém, os demais animais também deverão ser declarados. O criador que deixar de declarar seu rebanho, pagará multa e ficará impedido de movimentar seus animais, além de não ter acesso às linhas de créditos rurais e aos benefícios de órgãos estaduais e federais.

Para adquirir a vacina o produtor cadastrado junto ao IDIARN deverá comparecer em uma das lojas autorizadas a comercialização, e após isso, vacinar seus animais e declarar o rebanho em um dos escritórios do IDIARN, EMATER ou Secretárias Municipais de Agricultura.

Por Assessoria de Imprensa Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN 

O NORDESTE VAI SE ENCONTRAR NOVAMENTE EM MONTEIRO/PB >> Ricardo anuncia data para manifestação ‘SOS Transposição - Grito do Nordeste’

O ex-governador da Paraíba e atual presidente da Fundação João Mangabeira Ricardo Coutinho (PSB) divulgou, na tarde deste sábado (10), chamada para a manifestação “SOS Transposição – Grito do Nordeste”, marcada para 1 de setembro, às 10h, em Monteiro.
A manifestação acontece após o Governo Federal suspender o abastecimento d´água para a cidade, vindo da Transposição do Rio São Francisco. Monteiro foi a primeira cidade paraibana a receber as águas da transposição em março de 2017. Atualmente, o canal da transposição em Monteiro acumula apenas água das chuvas e apresenta rachaduras em vários pontos, além de lodo e blocos de areia.
No total, 35 cidades paraibanas dependem da água do São Francisco. Entre elas está Campina Grande, a segunda maior do estado.
A obra deste eixo teve a inauguração oficial realizada pelo presidente Michel Temer em 10 de março de 2017. Dias depois, foi realizada a inauguração popular com a participação de várias lideranças políticas estaduais e nacionais, como os petistas Lula e Dilma Rousseff.

MOBILIDADE URBANA >> MPF pede implantação de ciclofaixa na BR-101 entre Natal e Parnamirim


Resultado de imagem para Faixa compartilhada deve favorecer segurança de ciclistas a construção de ciclovia definitiva
Faixa compartilhada deve favorecer segurança de ciclistas até construção de ciclovia definitiva

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com Ação Civil Pública (ACP) que pede a implantação de ciclofaixa na BR-101/RN, entre os municípios de Natal e Parnamirim. O trecho – do km 95,9 ao 109,1 – passa por obras de reformulação que não oferecem solução para a circulação de veículos não motorizados e põem em risco a segurança de ciclistas.

Ao priorizar o tráfego de automóveis, as obras descumprem a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei n.º 12.587/2012), que estabelece como diretriz a “prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados” (art. 6º, II). As obras também estão em desacordo com a Lei Municipal n.º 349/2011, de Natal, que exige a destinação de espaço para ciclistas e cadeirantes em todas as construções de locomoção pública. Além disso, o projeto aprovado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não foi integrado aos planos de mobilidade urbana dos municípios.

Em pedido liminar, o MPF sustenta que o Dnit e as prefeituras devem implementar a faixa compartilhada como solução temporária, até haver disponibilidade de recursos para a construção de ciclovia – via segregada, com adequada separação de veículos motorizados e pedestres. Em parecer, o próprio órgão observou “a situação atual de severa restrição ao tráfego em condições seguras para os ciclistas no segmento (…), compreendendo uma extensão de 13,2 km de travessia urbana em área densamente povoada e em acelerado processo de urbanização”.

O Consórcio Natal-Parnamirim, responsável pelas obras, argumentou que o fluxo de ciclistas seria muito reduzido. No entanto, os estudos apontam curso de mais de 200 veículos não motorizados por dia no trecho, número considerado expressivo pelo MPF. A ação, de autoria do procurador da República Fernando Rocha, defende que “a maior preocupação do Dnit deveria ser com a segurança nos deslocamentos das pessoas, a qual é um dos princípios da Política Nacional de Mobilidade Urbana (…) No entanto, o que se observa é que a autarquia federal mais está preocupada com o quantitativo daqueles que se deslocam do que efetivamente garantir a segurança destes”.

São, ainda, princípios da política nacional a acessibilidade universal, o desenvolvimento sustentável e a segurança nos deslocamentos. Assim, “a implementação da ciclovia ou ciclofaixa além de representar uma inclusão social na mobilidade urbana, também representa a busca por uma maior segurança no trânsito, bem como a promoção dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil”, reforça a ação.

O MPF pede, também, que seja aplicada multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da decisão. A ACP tramita na 5ª Vara da Justiça Federal no RN, sob o número 0808367-57.2019.4.05.8400. 
Fonte:  http://www.mpf.mp.br/rn/sala-de-imprensa/noticias-rn/mpf-pede-implantacao-de-ciclofaixa-na-br-101-entre-natal-e-parnamirim

terça-feira, 13 de agosto de 2019

TRADUZINDO A MEDIDA ABAIXO >> O poder e o medo do povo!

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HOJE É DIA DE POVO NAS RUAS >> O Brasil mobilizado contra a destruição da Educação e as demais politicas do "governo" bolsonaro

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O recém-lançado ‘Future-se é um "projeto" desenhado e implantado apontando para as Universidades e Institutos Federais submissos ao grande capital

image.pngO recém-lançado ‘Future-se, Programa Institutos e Universidades Inovadoras deve ser analisado a partir de um projeto de País que vem sendo desenhado e implantado a passos largos. Esse projeto aponta para um Brasil submisso ao grande capital, colateral ao centro capitalista internacional, e reduzido, em sua essência, ao papel de exportador de matérias primas. Para manter e atrair investimentos propõe manter os altos patamares de juros praticadas no País, bem como adotar uma agenda acelerada de privatizações. No âmbito fiscal, sugere a manutenção e o aprofundamento de um sistema que penaliza o consumo e cobra pouco da renda e da propriedade, em comparação com os países ditos ‘desenvolvidos’.
O carro chefe para a viabilização dessa agenda foi a aprovação, ainda em 2016, da Emenda Constitucional 95, que pavimentou, de maneira precisa, o caminho para a redução progressiva da presença do Estado nas áreas sociais, de forma a produzir superávits fiscais capazes de sustentar o novo projeto.
Essa política foi se concretizando com a aprovação da Reforma Trabalhista, em 2017, instrumentalizada pela Lei nº 13.467, com a justificativa de ‘combater o desemprego’, que, ao contrário, se ampliou de lá para cá. Esta reforma promoveu mudanças fortemente prejudiciais aos trabalhadores, passando a permitir que convenções e acordos coletivos prevaleçam sobre a legislação.
Para levar a EC 95 à consecução, o governo passou a legislar no sentido de conter as despesas primárias, ao longo do período de sua vigência. Essas despesas são, basicamente, as previdenciárias relativas aos serviços públicos, como educação e saúde.

A Reforma da Previdência retira direitos históricos dos trabalhadores, reduz dramaticamente aposentadorias e, ainda, corta salários líquidos de servidores públicos ativos e aposentados, ao aumentar alíquotas de contribuição. 
O dimensionamento da ‘economia’ da Reforma da Previdência, de 900 bilhões de reais, em 10 anos, não é uma decisão desprovida de fundamento. É parte das adequações à EC 95. Para alcançar os cortes exigidos seguem-se outros projetos, com destaque ao Future-se.

Nas Universidades e Institutos Federais, em que os investimentos em custeio e capital são da ordem de 20% a 25% do total orçamentário, o projeto propõe a eliminação total da alocação de recursos de custeio e investimentos e a redução real da massa salarial, substituindo a Autonomia de Gestão Financeira’, constitucionalmente definida, pela ‘Autonomia Financeira’, entendida como o abandono das IFES, em termos de recursos públicos, naquilo que diz respeito a investimentos. A outra questão se refere à redução, em termos reais, da folha de pessoal, congelando salários em termos nominais e admitindo a progressiva substituição dos atuais professores por docentes contratados pela CLT – o que significa a paulatina destruição da carreira docente construída, com muita luta, desde a década de 1980 e garantia da qualidade do ensino.
Consequência direta do Future-se será o uso das IFES pelo setor privado, que passará a utilizá-las como matriz de pesquisa para assuntos de seu interesse específico. O programa fragiliza o sistema de ensino superior e tecnológico, sobretudo as instituições que estão fora dos centros industriais e financeiros do país aprofundando as desigualdades regionais.
É fato que parte do que o projeto propõe já é feito nas IFES, mas de outra forma, radicalmente distinta, sob controle autônomo, interno. Objetivamente, a implantação do programa irá eliminar ou dificultar fortemente a possibilidade de que se realize pesquisa de forma universal, o que caracteriza as instituições federais. As IFES são capazes de promover o desenvolvimento da ciência e da tecnologia necessários à soberania, de fomentar as atividades indissociáveis de ensino, pesquisa e extensão, de estimular a cultura, as artes e as humanidades, rumo a um País menos desigual e mais solidário.
O Brasil que serve à maioria dos brasileiros não é compatível com a EC 95 e nem com o Projeto Future-se, que cindirá o conjunto de IFES, jogando as instituições umas contra as outras.
Não é possível aceitar que a produção do conhecimento, em sua dimensão mais ampla, fique na dependência da flutuação e dos mecanismos especulativos de bolsas de valores. Não é possível aceitar caminhos que levem o Brasil à subalternidade, sem projeto estratégico de desenvolvimento científico, tecnológico, cultural e social. Não se trata aqui de exorcizar a interação – via de regra desejável e positiva - das Universidades e Institutos Federais com os mais diversos setores econômicos e sociais, mas de garantir a formação de profissionais altamente capacitados e, sobretudo, dotados de pensamento crítico – o que nem sempre será consoante com os interesses imediatistas do ‘mercado’.
É papel e dever da comunidade acadêmica, não apenas como principal interessada, mas, sobretudo com a responsabilidade que tem pelo futuro do País, alertar e esclarecer a população sobre o imenso retrocesso e as danosas consequências que o caminho trilhado vem trazendo para o Brasil. Há que vencer a batalha de narrativas, e, com forte mobilização, convencer a sociedade a recusar a destruição de um patrimônio que é de todos: as Universidades e os Institutos Federais brasileiros.
Para isso, será insuficiente somente ser contra o ‘Future-se’. Será necessário agir politicamente em pelo menos três direções:

Debater nas IFES as consequências da implantação desse programa, posto que é fundamental que os docentes e a comunidade universitária se conscientizem dos prejuízos que irá trazer e possam, coletivamente, pensar em alternativas;
Buscar aliados que, descontentes com os rumos da atual política, discorde também do papel que o atual governo reserva para o sistema de IFES, para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia – tais aliados incluem certamente todos os que defendem a existência de entidades de ensino superior de excelência, como a SBPC, a ABC, as sociedades científicas, os setores produtivos voltados para o mercado interno, que dependem de uma política de distribuição de renda para o seu florescimento e sabem que a produção de conhecimento de alto nível tem um impacto positivo sobre suas atividades – e, em geral, todos aqueles que acreditam em um projeto de País voltado para a soberania;
Propor, em conjunto com esses aliados, alternativas ao programa encaminhado pelo governo para discussão. Para isso, ressalta-se que o PROIFES Federação já tem debate acumulado sobre temas relevantes, como a defesa de uma Lei Orgânica para as IFES, conforme proposta já aprovada no X Encontro Nacional do PROIFES em 2018 que pode servir como importante subsídio:
Adoção de princípios e diretrizes para o funcionamento das IFES, reforçando-se o elo indissociável entre ensino, pesquisa e extensão, a gratuidade plena em todos os programas de graduação e pós-graduação, a igualdade de condições de acesso e permanência discente; a interação permanente com a sociedade e com o mundo do trabalho; a liberdade para pesquisar, para ensinar e para divulgar o pensamento, a arte, a cultura e o saber; e a gestão democrática e colegiada;
Exercício pleno do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
Valorização de docentes e técnico-administrativos, com a vigência e o aperfeiçoamento constante de planos de carreira, salários e condições de trabalho compatíveis com os princípios e diretrizes acima;
Definição das IFES como pessoas jurídicas de direito público, instituídas e mantidas pela União, dotadas de prerrogativas inerentes à autonomia universitária;
Autonomia e regulamentação da autogestão com a criação de um Conselho Interuniversitário; e
Garantia constitucional da vinculação de recursos para o seu funcionamento.
Este debate é de máxima urgência e fundamental para o futuro do Brasil, dada a importância de Universidades e Institutos Federais para a produção de conhecimento e formação de profissionais qualificados, elementos essenciais para o desenvolvimento científico, tecnológico, artístico, cultural, econômico e social do nosso País.
AGOSTO - 2019