terça-feira, 30 de maio de 2017

BRASIL, UM PAÍS SEM GOVERNO E SEM CONGRESSO

O Brasil literalmente se tornou um país ingovernável onde um governo golpista está sem moral e sem condições de governar e onde um Congresso, da mesma forma, não tem a mínima ética para, sequer, aprovar uma “Menção Honrosa”. Um governo que passa por cima da Constituição não pode mais permanecer a frente dos destinos da nação, e um Congresso que fere o seu próprio Regimento Interno não merece o voto das urnas.
O presidente Michel Temer, que já tinha a imagem maculada por participar do golpe contra a presidenta Dilma, sendo o seu anfitrião, agora rasga a Carta Magna do país ao convocar as Forças Armadas para “proteger” o Planalto, quando o povo é que deve ser protegido da roubalheira que impera neste Brasil varonil.
A convocação dos militares só pode ser feita após esgotar todas as opções de garantir a segurança pública com as polícias. E convocar as Forças Armadas precisa da anuência do Congresso.Temer sequer poderia ter editado o decreto. Ele feriu a Constituição. O presidente agora não está só cometendo os crimes comuns, mas está traindo a Constituição. Eu recorro  à memória de Ulysses Guimarães, que dizia: “traidor da Constituição é traidor da pátria”.
Já o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, passou por cima do Regimento Interno do Senado ao ter considerado lido o parecer de Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre a reforma trabalhista, quando a sessão havia sido suspensa pelo presidente da comissão devido ao bate-boca entre governistas e oposição. No relatório, o tucano sugere a aprovação do projeto. A decisão de Jereissatti, confirmada pela secretaria da CAE, foi tomada mesmo sem a efetiva leitura do texto.
Com a decisão do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, o relatório de Ricardo Ferraço poderá ser votado na próxima na terça (30), isso porque foi concedida a chamada vista coletiva, em que os senadores terão uma semana para analisar o parecer sobre a reforma.
A entrega do parecer de Ferraço, porém, acontece em meio à maior crise política do governo desde que o presidente Michel Temer assumiu.
Na semana passada, ele se tornou alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) após as delações dos donos e executivos da JBS. Ele será investigado pelos crimes de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.
O Brasil não merece isso. Cenas lamentáveis estão sendo levadas aos telejornais todos os dias que mais parecem crônicas policiais. Nem a notícia de que uma operação da Polícia Federal desmantelou a quadrilha liderada pelo traficante Beira-Mar de dentro do presídio em Porto Velho merece mais destaque. Isso fica em segundo plano diante da roubalheira política que assolou o país, com uma dinheirama em malas filmada pela própria Polícia Federal. Isso em via pública. Agora não são mais dinheiros em cuecas, são em malas mesmo tamanho é a quantidade de dinheiro.
Precisamos dar um basta nisso, não com vandalismo – apesar de que vandalismo maior é assaltar os cofres públicos sem a menor cerimônia -, mas com civilidade indo as ruas pedir o afastamento do presidente Temer, com eleições diretas já e, quiçá, a renovação deste Congresso podre que precisa urgentemente ser renovado.

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