sábado, 22 de julho de 2017

ARTE E LITERATURA LAJENSE >> Reproduzo aqui mais um excelente escrito do amigo Cícero Eleutério

AOS AMIGOS

Amigos (Cícero Lajes)

Amigo tenho um bocado
De juntar saco de monte
Desde o mais chegado
Ao covarde que se esconde.

Amigo pra toda hora
Amigos pras horas boas
Amigo que foi-se embora
Morar onde ave voa.

Amigo que trago no peito
Amigos e rivais
Amigo cheio de defeito
Dos quais não me lembro mais.

Amigo que é satisfeito
Amigo que chora miséria
Amigo de todo jeito
De amizade boa e sincera.

Amigo que dar patada
Que só tu quem aguenta
Aquele que dar vontade
De sentar a mão nas ventas
Amiga que é aluada
E amiga ciumenta

Amigo que paga a conta
E amigo que não perdoa
Amigo que tira onda
E amigo que a gente zoa 
Aquele amigo da onça
E aquela amizade boa.

Amigo que pede emprestado
E toma chá de sumiço
Amiga do namorado
Da namorada do amigo.

Amigo que é casado
Amigo que é solteiro
Amigo amancebado
E amigo namoradeiro.

Amigos que nos agradam
Amigo inconveniente
Amigos que pouco se falam
Amigo sempre presente
Amigo que deixa saudade
Pois amigo de verdade
É aquele que atura a gente.

Mas desde a antiguidade
Até os dias atuais
Os amigos de verdade
Pra toda eternidade
É só mamãe e papai.

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