sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

PL 3200 é mais veneno na sua mesa >> Projeto de Lei tem como objetivo substituir a atual Lei de Agrotóxicos (7802/1989), alterando completamente o sistema normativo de agrotóxicos no país.

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Da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos

O Projeto de Lei 3200/2015, que tem como objetivo substituir a atual Lei de Agrotóxicos (7802/1989), alterando completamente o sistema normativo de agrotóxicos no país, foi  protocolado no dia 6 de outubro pelo deputado Covatti Filho (PP/RS).

Um de seus pontos principais é a criação de uma Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários (CTNFito), nos moldes da CTNBio, que tem aprovado sistematicamente o uso de transgênicos no Brasil. O propósito dessa comissão seria o de agilizar a liberação de novos agrotóxicos no Brasil, impedindo que estudos sobre os efeitos na saúde e no ambiente possam ser feitos adequadamente.

Para que entender melhor o PL3200/2015, preparamos um guia com as principais questões que implicam sua aprovação:

Qual é a avaliação da atual lei de agrotóxicos?

O principal instrumento normativo sobre agrotóxicos no país é a Lei 7.802 de 11 de julho de 1989, popularmente chamada de Lei dos Agrotóxicos, e seu regulamento previsto no Decreto 4.074/02. A Lei de Agrotóxicos é resultado de um processo de lutas populares por normatizar a questão. Antes inclusive da Lei Federal, tivemos importante leis estaduais, como a Lei gaúcha nº 7.747, de 22 de dezembro de 1982, que aliás, foi a primeira lei a tratar especificamente da questão de forma abrangente. Após o Rio Grande do Sul, tivemos outras leis estaduais, tais como a Lei nº 7.827, de 29 de dezembro de 1983 no Paraná, e em São Paulo a Lei nº 4.002, de 05 de janeiro de 1986.

Frutos das lutas sociais e do debate ambientalista que ganhara força no final da década de 80, incluindo a visibilidade dada a questão ambiental com o assassinato de Chico Mendes, é que se constrói a Lei 7.802/89. Trata-se de uma lei pequena, com apenas 23 artigos, mas bastante completa. Ela conceitua o que são agrotóxicos e afins, prevê os casos em que fica proibido o registro de agrotóxicos no país, estabelece as normas referentes às embalagens de agrotóxicos, estabelece as informações que devem estar nos rótulos dos produtos, determina os parâmetros para a propaganda comercial, estabelece as competências da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, determina a obrigatoriedade do receituário agronômico para a comercialização dos agrotóxicos aos usuários. Além disso, prevê responsabilidades administrativas, civis e penais quanto aos danos causados à saúde das pessoas e ao meio ambiente, etc.

Portanto, estamos falando de uma lei que aponta diversos mecanismo que possibilitam o uso de agrotóxicos, buscando a maior proteção possível aos seres humanos e ao meio ambiente. É possível dizer que, em relação à América Latina, o Brasil tem uma das melhores legislações em relação à proteção da saúde e do meio ambiente equilibrado, tal qual prevê nossa Constituição.

Qual objetivo da nova lei proposta pelo PL3200/15?

Em síntese: facilitar o uso de agrotóxicos no país, abrindo diversas brechas na lei atual. Mas antes de mais nada, é preciso entender o contexto em que esta lei surge.

Os agrotóxicos são um dos pilares de sustentação do modelo de produção hegemônico no país: o agronegócio. A lógica de produção do agronegócio é completamente dependente do uso de venenos. Desde a década de 60, quando os agrotóxicos foram impostos no país, o que se percebe é que o uso de agrotóxicos causa um enorme desequilíbrio ambiental, e com isso, o aumento do número de insetos e plantas indesejados nas plantações. Isso faz com que a cada ano se necessite utilizar ainda mais agrotóxicos e com graus de toxidade cada vez maior. Chamamos isso de ciclo vicioso de uso dos agrotóxicos, ou seja, quanto mais se usa, mais se necessita utilizar.

Frente a essa necessidade de maior uso de agrotóxicos por parte dos ruralistas, a atual Lei de Agrotóxicos é como uma pedra no caminho. Hoje existem mais de 50 Projetos de Lei que tramitam no Congresso Nacional propondo alterações na legislação de agrotóxicos. A maioria destes PLs tem a intenção de flexibilizar a lei de agrotóxicos, tornando-a mais permissiva em relação a diversos aspectos do uso de agrotóxicos.

Qual a diferença então do PL3200/2015 para os demais PLs que hoje tramitam no Legislativo?

O PL3200 proposto no último dia 6 de outubro pelo Deputado Federal Covatti Filho do PP do Rio Grande do Sul, traz duas novidades principais, que o difere dos demais PLs e que o torna ainda mais perigoso para o sistema normativo de agrotóxicos.

A primeira delas deve-se ao fato de que os demais PLs que tramitam no Congresso Nacional propõem alterações na Lei 7.802/89. Ou seja, buscam a fragilização do sistema normativo, mas ainda dentro dos parâmetros gerais delimitados pela atual de agrotóxicos. Já o PL3200 consiste numa espécie de síntese do conjunto de propostas existentes nos demais PLs, no que diz respeito a flexibilização, e propõe não uma alteração específica, mas a alteração completa da atual lei de agrotóxicos. Dito em outras palavras, propõe expressamente a revogação da atual lei de agrotóxicos.

A segunda novidade não é tão nova assim, mas até então não havia sido proposta em PL, apenas circulava os espaços de bastidores em relação a temática dos agrotóxicos. O PL3200 propõe a criação de uma “Comissão Técnica Nacional de Fitossanitários” (CTNFito), que passaria a determinar praticamente tudo que diz respeito aos agrotóxicos, inclusive emitindo pareceres que seriam de cumprimento obrigatório para os órgãos reguladores e registrantes de agrotóxicos.

Quais os interesses por trás então destas propostas?

Os interesses são vários, no entanto, todos eles estão relacionados a preocupação da indústria de agrotóxicos, bem como dos ruralistas em obter maiores lucros com o modelo do agronegócio, independentemente dos problemas que isso pode gerar para o conjunto da população. Sejam eles problemas decorrentes do maior grau de contaminação dos alimentos, que hoje já chega a 64% segundo os dados do Programa de Análise de Resíduos de Alimentos (PARA) promovido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), ou mesmo problemas relacionados a impactos negativos no meio ambiente, como já se constata com a morte de comunidades de abelhas, ou ainda, (e para eles do agronegócio menos irrelevante) os resultados nefastos na saúde dos trabalhadores do campo.

Portanto, o que está por trás do PL é a necessidade do lucro em detrimento da vida de qualidade das pessoa do campo e da cidade, e do direito de produzir e consumir alimentos de qualidade.

Não há dúvidas de que com um Congresso Nacional tão reacionário, uma proposta absurda como esta do PL3200 tenha possibilidades reais de ser aprovada. Portanto, o que pesa para a aprovação de um PL dessa natureza, não é a preocupação com a saúde do povo e do meio ambiente, mas o quanto de lucro isso pode gerar.

Em relação a atual lei de agrotóxicos, o que vai mudar, caso o PL3200 seja aprovado?

O PL3200 juntou os dispositivos previstos na Lei 7.802/89 e no Decreto 4.074/02, suprimindo o que havia de protetivo e bom, e agregando um conjunto de questões extremamente ruins no que diz respeito aos cuidados com a saúde e o ambiente. O PL destrói completamente o atual sistema normativo de agrotóxicos.

Vejamos abaixo algumas das alterações propostas:

A primeira delas é a mudança da terminologia, ou seja, os agrotóxicos passam a ser chamados de “defensivo fitossanitário e de controle ambiental”. Perceba que a linguagem não é neutra. A terminologia proposta tira o peso tóxico dos produtos que em sua essência são biocidas, ou seja, feitos para matar. O termo agrotóxico adotado na lei atual foi uma das grandes conquistas em 89, pois deixa explicitar o grau de perigo que tais substancias oferecem.

Outra alteração notável diz respeito a centralização de várias competências que estão hoje distribuídas entre IBAMA, ANVISA e MAPA, nas mãos da CTNFito, que ficará alocada no MAPA.

A CTNFito seria a instância competência para à análise de propostas de edição e alteração de atos normativos referente aos agrotóxicos; apoiar tecnicamente os órgãos competentes no processo de investigação de acidentes e de enfermidades verificadas nas atividades com produtos; avaliar e homologar relatório de avaliação de risco de novo produto ou de novos usos em ingrediente ativo, além disso, avaliar os pleitos de registro de novos produtos técnicos, dos respectivos produtos formulados, pré-misturas e afins.

Também seria competente para emitir pareceres técnicos conclusivos nos campos da agronomia, toxicologia e ecotoxicologia sobre os pedidos de aprovação de registros de produtos, bem como as medidas de segurança que deverão ser adotadas; efetuar revisão de diretrizes e exigências; estabelecer as diretrizes para a avaliação agronômica, avaliação e classificação toxicológica e ambiental de produtos; estabelecer as diretrizes para os procedimentos de reavaliação dos ingredientes ativos relativos aos produtos registrados; bem como as diretrizes para à implementação da avaliação do risco de produtos; diretrizes para o desenvolvimento de atividades com produtos relacionadas à pesquisa, desenvolvimento, produção, armazenamento, embalagens, transporte, comercialização, importação, exportação, receita agronômica, rotulagem, uso, liberação, descarte, recebimento e destinação final de embalagens.

Além disso, será quem deve estabelecer e publicar a monografia de cada ingrediente ativo, bem como as alterações introduzidas, além de manifestar-se sobre os pedidos de cancelamento ou de impugnação de produtos. Caberia ainda a atribuição de promover, mediante pedido ou de ofício, a reavaliação de produtos, e de propor a sistemática de incorporação de tecnologia de ponta nos processos de análise, controle e fiscalização e em outras atividades cometidas aos órgãos registrantes.

Perceba que a CTNFito, passaria a ser um super-órgão a quem compete quase tudo que diz respeito aos agrotóxicos. Sua composição proposta é de 23 membros efetivos e respectivos suplentes, designados pelo MAPA. A divisão da composição é de 15 especialistas de notório saber científico e técnico, das áreas de química, biologia, produção agrícola, fitossanidade, controle ambiental, saúde humana e toxicologia. Além desses, completa a equipe representantes de cinco ministérios (Agricultura; Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Meio Ambiente; Saúde e; Ciência, Tecnologia e Inovação) e representantes de órgão legalmente constituído de proteção à saúde do trabalhador; de órgão legalmente constituído representativo do produtor rural (muito provavelmente este representante será da CNA) e ainda um representante de associações legalmente constituídas de produtores de defensivos fitossanitários (diga-se representante das empresas).

Existem outras alterações preocupantes propostas pelo PL?

Existem várias outras, algumas inclusive representam verdadeiras aberrações. Uma das aberrações propostas possibilita que o profissional habilitado possa prescrever receita agronômica antes da ocorrência da praga, de forma preventiva, supostamente visando o controle de alvos biológicos que necessitam de aplicação de produto. Sem dúvidas este mecanismo vêm para resolver a recorrência de emissão do que chama-se popularmente de “receituário de gaveta”, ou seja, quando o profissional emite a receita agronômica sem sequer haver ido na lavoura diagnosticar o problema. Este mecanismo é extremamente irresponsável. Será permitido também que o registro de um produto técnico possa ser feito por equivalência, com base nas diretrizes definidas pela CTNFito.

Passará a se permitir o uso de agrotóxicos já registrados para controle de outros alvos biológicos em culturas que estão chamando de “culturas com suporte fitossanitário insuficiente – CSFI”, também chamados de minorcrops.

Além disso, vários outras questões preocupantes são previstas, desde o desaparecimento no texto normativos de expressões como controle; equipamento de proteção individual (EPI); fiscalização; inspeção; intervalo de segurança ou período de carência em relação à cultura subsequente, etc. Obviamente as expressões não estão no texto normativo porque elas são descartadas da proposta de Lei.

E para a saúde é possível prever possíveis impactos?

O PL3200 tem algo que chama a atenção se comparada à lei em vigor, e que diz respeito diretamente a saúde. A Lei 7.802/89 em seu art. 3º, parágrafo 6º, reproduzido no Decreto 4.074/02 no art. 31, trata dos casos em que é expressamente proibido o registro dos agrotóxicos. O PL3200 praticamente reproduz o texto da lei em vigor, porém acrescenta o seguinte complemento: “que revelem um risco inaceitável”. Esse complemento muda drasticamente a questão. Por exemplo, segundo a lei atual é proibido o registro de agrotóxicos, seus componentes e afins “que revelem características teratogênicas, carcinogênicas ou mutagênicas, de acordo com os resultados atualizados de experiências da comunidade científica”. O mesmo dispositivo no PL tem a seguinte redação: “Fica proibido o registro de produto defensivo fitossanitário, de controle ambiental, seus componentes e afins que revelem um risco inaceitável para características teratogênicas, carcinogênicas ou mutagênicas, de acordo com os resultados atualizados de experiências da comunidade científica”.

Perceba que com esse acréscimo, passa-se a admitir um grau de risco aceitável em relação as características teratogênicas, carcinogênicas ou mutagênicas. O mesmo se repete para distúrbios hormonais, danos ao aparelho reprodutor, perigo para o homem em relação aos testes de laboratório. Passa-se ainda a aceitar um grau aceitável de risco para saúde humana, meio ambiente e agricultura.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

LAJES DE PARABÉNS >> Nossa querida terra comemora hoje 92 anos de emancipação

NOSSA QUERIDA LAJES!

Hoje nossa querida terra completa 92 anos de emancipação política. E mesmo com os obstáculos que ainda precisamos superar, temos a consciência e muito orgulho de que vivemos nessa cidade bonita e acolhedora, que traz marcas históricas que coloca Lajes em evidência no cenário histórico mundial.

Não apenas para para nós lajenses, mas também para todos aqueles que aqui vivem, que nossa querida terra venha a ter a cada ano que passa mais ações voltadas para o desenvolvimento social, econômico e cultural de nossa povo.

E nada melhor do que a letra do nosso belo hino para homenagearmos Lajes nessa data especial:

HINO DE LAJES (Letra: João Batista Martins)                   

“Intrépida cidade sertaneja,

Ó madre nobre de um povo varonil;
Labutas contra secas e estiagens
Engrandecendo o sertão do meu Brasil

Moldando com ternura tuas paisagens
O criador deu-te imagens belas mil,
Esculpindo num momento de louvor
Onde outrora foi um bravo solo hostil


Serra do Feiticeiro
Lajes, do Cabugi
Fauna inigualável
Flora, temos aqui


Teu povo agradece a Fortaleza
Que existe em cada natural desse sertão
Um povo bravo, insistente que não chora
Dedicando o seu amor a esse chão
Tens agora esperança pro futuro,
Com o amor, confiança e união.
Encorajado pela mão do onipotente
Ó povo forte de vigor e tradição.


Serra do Feiticeiro
Lajes, do Cabugi
Fauna inigualável
Flora, temos aqui".

TENTATIVA DE GOLPE >> Deputados denunciam estratégia ilegal da oposição para desestabilizar o governo.


Acuado pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou em entrevista coletiva nesta quarta-feira (2) que aceitou pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Parlamentares do PCdoB no Congresso denunciaram a tentativa de manchar a história de uma presidenta honesta, ferindo a legislação vigente.
À frente da Bancada do PCdoB na Casa, a deputada Jandira Feghali (RJ) questionou a credibilidade de Cunha e de setores da oposição para conduzir um processo de impeachment na Casa, tendo em vista que muitos foram denunciados por corrupção. “O PCdoB vai lutar com todas as forças para ajudar a construir um processo de luta que barre essa tentativa absolutamente ridícula de tentar interromper o mandato da presidenta. Estamos firmes na defesa da democracia e firmes contra essa atitude indecorosa, indigna e absolutamente revanchista.”
Das sete solicitações de afastamento que ainda estavam aguardando análise, Cunha aceitou o requerimento formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, que inclui as chamadas “pedaladas fiscais” do governo em 2015. Foi autorizada ainda comissão especial para tratar da matéria. 
Vice-líder do governo, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), diz que caiu a máscara da oposição brasileira. “Eles vieram aqui fazer jogo de cena, insinuando que estavam rompendo com Eduardo Cunha, mas servem ao mesmo propósito de atacar a democracia brasileira. Não subestimem a capacidade de luta do nosso povo. Voltaremos ao Supremo Tribunal Federal para que, por meio do Judiciário, possamos fazer cumprir as regras da democracia.”
Na avaliação da Bancada do PCdoB, o STF barrará a iniciativa de Cunha. “É um claro abuso de poder e desvio de finalidade de Cunha. Sem contar que não há processo sem rito previamente definido. O Supremo já decidiu que não há rito estabelecido para o impeachment e que, então, Cunha está proibido de decidir,” explica o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA), autor de mandados de segurança que suspenderam o rito do impeachment criado por Cunha.  
A falta de fundamento jurídico do pedido de impeachment é evidente, avalia a presidente nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE). “Nosso país não merece ficar refém daqueles que não tem compromisso com o bem-estar do nosso povo, com o desenvolvimento e com a defesa da democracia. O golpe não passará!"
Já a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) denuncia manobras sucessivas no Plenário na noite de quarta-feira (2). “Estamos numa sessão da Câmara dos Deputados ilegal. Neste momento, estamos reunidos para analisar a prorrogação de CPIs, mas na verdade é apenas um pretexto para possibilitar que Eduardo Cunha adentre a sessão e leia o requerimento de impeachment da presidenta, acatado por ele.”
Presidente da Câmara sinaliza desespero
Para a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), o presidente da Câmara está agindo com a perspectiva de que chegou ao final de sua caminhada. A decisão ocorreu no mesmo dia em que a bancada do PT na Câmara anunciou que vai votar pela continuidade do processo de cassação de Cunha no Conselho de Ética. “O presidente cria um clima que não podemos admitir nesta casa. O povo brasileiro defendeu o mandato da presidenta legitimamente eleita por 54 milhões de brasileiros e rechaçará esta atitude de retaliação de Eduardo Cunha, que só demonstra que não tem a menor condição de continuar na presidência da Câmara," afirma Jô Moraes.
A senadora Vanessa Grazziotin, líder do PCdoB no Senado, tem opinião semelhante. "A denúncia é fraca e apoiada pelo sentimento de vingança. A decisão de Cunha pode representar a ruptura de nossa jovem democracia". 
O deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA) lamentou a demonstração clara do nível em que chegou a política no Brasil. “Eduardo Cunha, presidente da Casa, denunciado com recursos na Suíça, resolve abrir processo de impeachment contra a presidente Dilma. Isso é uma demonstração clara da tentativa de desestabilização ainda maior da economia brasileira, da política no Brasil, e quem sofre é o povo. Estamos vendo que a oposição quer o pior para este país. Estamos defendendo a legalidade contra o golpe.”
Dilma demonstra indignação
A presidenta Dilma Rousseff se manifestou sobre o pedido de impeachment por meio de vídeo ao vivo no Facebook. Segundo ela, nos últimos dias, a imprensa noticiou que haveria interesse na barganha dos votos de membros da base governista no Conselho de Ética da Câmara. Em troca, haveria o arquivamento dos pedidos de impeachment. “Eu jamais aceitaria ou concordaria com quaisquer tipos de barganha, muito menos aquelas que atentam contra o livre funcionamento das instituições democráticas do meu país, bloqueiam a justiça ou ofendam os princípios morais e éticos que devem governar a vida pública. Tenho convicção e absoluta tranquilidade quanto à improcedência deste pedido”, garante Dilma.   

Cosern e Prefeitura de Upanema estão impedidos de cobrar iluminação pública de moradores de zona rural

O juiz Edino Jales de Almeida Júnior determinou que o Município de Upanema e a Companhia de Serviços Energáticos do Rio Grande do Norte (Cosern) se abstenham de cobrar a contribuição de custeio de iluminação pública de moradores da zona rural de Upanema, no prazo de cinco dias, tendo em vista que a fatura é emitida instantaneamente quando da leitura do consumo de energia elétrica, sob pena de multa diária no valor de R$ 8 mil, por dia de atraso, no cumprimento da obrigação para cada um dos condenados.
De acordo com o Ministério Público, no dia 14 de maio de 2015, através do despacho, instaurou-se no âmbito da Promotoria de Justiça de Upanema procedimento com o objetivo de apurar suposta ilegalidade na cobrança da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip) de consumidores da zona rural daquele município.
Consta no abaixo-assinado colacionado anexado aos autos processuais, assinado por cidadãos residentes no Projeto de Assentamento Bom Lugar I, que deste o mês de abril do ano em curso vem sendo incluído nas faturas de energia elétrica das residências localizadas naquela comunidade rural o valor da contribuição de iluminação pública, de acordo com o consumo de cada família.
Assim, por exemplo, em uma das faturas de energia elétrica anexada aos autos, houve a indicação do valor da contribuição de iluminação pública referente ao mês de abril, mesmo constatado no documento a indicação de se tratar de residência localizada na área rural do Município da região Oeste.
Contribuição
Devidamente notificado, o prefeito de Upanema fez juntar aos autos cópia da Lei Municipal nº 514, de 23 de dezembro de 2013, que dispõe sobre a instituição da Contribuição de Iluminação Pública no âmbito daquele Município.
No dia 10 de junho de 2015, durante o horário destinado ao atendimento ao público, uma Senhora que reside no Sítio Caraúba, compareceu a Promotoria de Justiça para reclamar que a cobrança da contribuição de iluminação pública também está sendo realizada na comunidade rural onde reside, fazendo juntar aos autos a fatura de energia elétrica referente ao mês de junho de 2015.
Ainda segundo o MP, é reclamação comum dos moradores daquela cidade a cobrança da COSIP em locais onde ainda não há a prestação do serviço público de iluminação pública.
Para o magistrado que analisou o caso, os motivos apresentados pelo Ministério Público revelam-se, numa primeira análise, convincentes. Os fatos delineados nos autos, corroborados por farta documentação, atestam uma série de indícios que podem resultar na procedência da ação.
Fonte: Jornal de Fato

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

História e Sociedade >> Referências nordestinas


Fonte: Imagens do facebook

O que há por traz do discurso imposto pela oposição e pela mídia?

51 anos separam a foto tirada neste ano nas manifestações contra o governo de 12 de março da foto tirada em 19 de março de 1964, a menos de duas semanas do golpe militar que instituiu uma ditadura de 21 anos no país.
Antes que alguém venha contra-argumentar que há diferenças fundamentais entre os dois momentos da vida nacional, quero dizer que concordo.
O país em que vivemos hoje impede que essa gente que saiu às ruas em 1964 dizendo as mesmas bobagens que hoje obtenha os mesmos resultados que obteve cinco décadas atrás.
As instituições e as garantias constitucionais são muito mais sólidas, apesar de combalidas pelas prisões arbitrárias e pelo uso da lei de forma seletiva que têm sido vistos nos últimos dois anos e pouco.
Não existe hoje no mundo condições para um país da importância do Brasil sofrer uma quartelada sem se isolar dramaticamente da comunidade internacional – um golpe militar, hoje, afundaria o país, que seria alijado de todas as instâncias multilaterais do mundo.
Então para que serve comparar essas fotos?.perguntará o internauta,
Será só pela coincidência perfeita entre as frases que exibem?
Em primeiro lugar, não há coincidência.
Quem manufaturou a faixa vista nas manifestações antigoverno deste ano certamente inspirou-se em dizeres que foram levados às ruas nas marchas “da família com Deus pela liberdade” de meio século atrás, as quais, paradoxalmente, levaram o país à maior falta de liberdade que sofreu no século XX.
Uma falta de liberdade que durou 21 anos, diga-se.
Em segundo lugar, a comparação serve para explicar a motivação de quem está protestando contra o governo.
Mais uma vez, outra comparação de imagens mostra que atribuir “repúdio à corrupção do PT” como razão para protestar, não passa de balela.
Mas se repúdio à corrupção não é a verdadeira motivação dessas manifestações antigoverno, então o que move essa gente?
Aí é que entram as duas fotos que encabeçam este texto.
Tanto em 1964 quanto hoje, o que move essa uniformidade étnica e de classe social que quer derrubar o governo é a preservação da desigualdade que essas pessoas conseguiram ampliar ao longo de 21 anos de ditadura.
O aumento da desigualdade durante os anos do Milagre Econômico foi tema de diversos estudos de economistas.
Veja o que especialistas escreveram, naquela época, sobre a concentração de renda no país.
Alberto Fishlow, professor da universidade de columbia
Em 1972, escreve artigo publicado na ‘American Economic Review’, mostrando o aumento da concentração de renda no Brasil entre 1960 e 1970. Era o período que a repressão do regime militar alcançava seu auge.

— De certa maneira (Carlos) Langoni replicou meu artigo, mas não utilizou as rendas maiores e mostrou uma situação um pouco melhor dos habitantes — afirma.
Carlos Langoni, doutor pela Universidade de Chicago
A pedido do então ministro da Fazenda Delfim Netto, ele fez um estudo sobre o tema e concluiu que a educação era fator preponderante para explicar a piora na distribuição de renda:

— Todos reconhecem que a educação é um fator fundamental para reconciliar desenvolvimento com melhoria da distribuição de renda — afirma o ex-presidente do Banco Central Carlos Langoni.
Rodolfo Hoffmann, doutor em Economia Agrária /USP
No Brasil, na mesma época que Fishlow, Hoffmann também constatou o aumento da desigualdade.

Todos nós deduzimos, matematicamente, que (o aumento da concentração) tinha a ver com a ditadura. O espantoso no livro do Langoni é que ele não fala do golpe. É o erro básico, como se o mercado funcionasse independentemente da política.
Vale ressaltar que quem diz isso não é esta pagina, mas o jornal O Globo.
Assim, recorremos de novo a uma imagem para explicar por que a extrema-direita, após mais de 50 anos, voltou a protestar com virulência ímpar contra um governo brasileiro.
O que preocupa é que quando imagens explicam melhor a política do que as palavras é porque a sociedade abandonou o campo do diálogo e mergulhou no da imposição de vontades.

DIVERSIDADE >> 1º Seminário em Gênero, Educação e Diversidade do IFRN acontece em dezembro

I Seminário em Gênero, Educação e Diversidade do IFRN acontece em dezembro
Interessado pode realizar a inscrição via preenchimento de formulário online
De 16 a 18 de dezembro, acontece no Campus Natal Central o I Seminário em Gênero, Educação e Diversidade do IFRN. O evento é organizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa em Educação, Gênero e Diversidade do campus e tem como tema “Construindo as relações étnico-raciais, culturais e de gênero, como instrumento de combate as opressões”. Interessado pode realizar inscrição via preenchimento de formulário online
O objetivo da iniciativa é fomentar e ampliar o debate na temática de estudos do núcleo, como as relações de gênero, étnico- raciais e da diversidade sexual, no âmbito da instituição e além de promover o debate, a troca de experiências e a interação com os segmentos da sociedade civil organizada.
Os participantes do seminário vão contar com uma programação bem diversificada, com Mesa redonda, Roda de conversas, Minicurso e palestra. As debatedoras e convidadas são das mais diversas instituições e movimentos do país. Mais informações pelo e-mail: negedi.ifrn@gmail.com.
Fonte: Portal do IFRN

EM DEBATE >> Plano Estadual de Educação será debatido nesta quinta (3)


Foto de Fernando Mineiro.O projeto de lei que cria o Plano Estadual de Educação do RN será debatido, nesta quinta-feira (03), às 15h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa. A atividade é uma proposição do deputado estadual Fernando Mineiro (PT), presidente da Comissão de Educação da Casa. 

A proposta foi formulada pelo Fórum Estadual de Educação e encaminhada pelo Governo do Estado para aprovação na Assembleia.
“Essas discussões servirão para que setores da sociedade possam corrigir, melhorar, aperfeiçoar o documento. Também devemos ouvir outras instituições que não tiveram ainda a oportunidade de opinar”, disse o deputado.
Foram convidados para a audiência os(as) representantes da secretaria de Estado da Educação e da Cultura, do Fórum Estadual de Educação e do Sindicato dos Trabalhadores Estaduais em Educação, da Promotoria de Educação e entidades da sociedade civil.

MAIS UMA PROPINA >> Coaf identifica R$ 169,4 mil em depósitos para Agripino

 


De acordo com o Coaf, que é o órgão de inteligência financeira vinculado ao Ministério da Fazenda, foram feitos vários depósitos em espécie de forma fragmentada, todos num mesmo dia: 27 de outubro de 2014, no fim da campanha eleitoral.

Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira (7) abertura de inquérito para investigar o senador que também é presidente nacional do DEM, sob a acusação de crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A Procuradoria-Geral da República solicitou a abertura de inquérito porque, de acordo com o órgão, Agripino recebeu vantagens indevidas por “auxílio na superação de entraves e liberação de recursos do financiamento” do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção da Arena das Dunas, em Natal (RN).

Para o Coaf, a movimentação "sugeriria tentativa de burla dos mecanismos de controle e tentativa de ocultação da identidade do depositante".

O relatório aponta que foram seis depósitos de R$ 9,9 mil cada e 44 depósitos em caixas eletrônicos, de R$ 2,5 mil. A suspeita de burla é justificada pelas regras do sistema bancário, que determina que os bancos devem identificar, em controles internos, os depositantes de valores acima de R$ 10 mil, e informar à Coaf depósitos acima de R$ 30 mil. Como os depósitos foram inferior a esse valor - R$ 9,9 mil e R$ 2,5 mil - não foram identificados.

O documento faz parte do inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o senador por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).

Há ainda depósitos identificados considerados suspeitos. De acordo com o Coaf, um motorista do Senado depositou R$ 95 mil, em espécie, em conta de Agripino. Houve ainda dois depósitos, de R$ 9 mil e R$ 9,1 mil na mesma agência.

Uma servidora pública do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte realizou quatro depósitos de R$ 9 mil. Foram identificadas também transferências entre familiares e empresas em nome de familiares.

De acordo com a PGR, as transações bancárias ocorreram no período das obras da Arena ds Dunas, entre 2011 e 2014. O nome de Agripino surgiu durante as investigações da Operação Lava-Jato, mas a PGR avalia que o caso não está diretamente relacionado à corrupção na Petrobras. 

Do Portal Vermelho, com informações de agências

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

EM LAJES >> Escola Estadual Pedro II realiza hoje e amanhã a Feira do Empreendedor


Hoje e amanhã, 01 e 02 de dezembro, a nossa escola estará realizando mais uma importante atividade de cunho pedagógica que tem por objetivo levar a as ações da escola à comunidade. Estamos nos referindo a Feira do Empreendedor, que anualmente realizamos e que já é um evento que tem se incorporado ao calendário cultural do nosso município.

Desde já agradecemos aos monitores da Oficina de Empreendedorismo (Professora Eliene Santos e o Professor Claudionor de Melo) e também aos alunos participantes dessa ação empreendedora juvenil que trabalharam bastante para a realização de mais essa atividade de nossa escola.

Contamos com a presença de todos!

Por Canindé Rocha - Diretor da Escola Estadual Pedro II

A Sabedoria Popular...


Hoje em Lajes


CONTRA O RETROCESSO >> Educadores enfrentam propostas contra reajuste do Piso Salarial


Resultado de imagem para Educadores enfrentam propostas contra reajuste do Piso Salarial
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação está mobilizando sindicatos de todo o país contra os ataques à Lei do Piso que estão sendo promovidos por gestores de estados e municípios.
Documento assinado conjuntamente pelos Secretários de Estado de Administração, Fazenda, Planejamento e Gestão, e enviado ao Ministro da Educação Aloizio Mercadante na semana passada, solicita do Executivo Federal a suspensão de qualquer reajuste ao piso salarial nacional do magistério, enquanto perdurar a crise econômica. Além disso, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em conjunto com outras organizações de Prefeitos, tem procurado apoio no Governo Federal e na Câmara dos Deputados para fazer aprovar em definitivo o PL 3.776/08, que vincula o reajuste do piso somente ao INPC-IBGE. E o principal argumento também é a crise econômica.
Com relação ao pedido dos órgãos estaduais, é impossível o Governo Federal deixar de “anunciar” o reajuste para 2016, com base na Lei 11.738, uma vez que não compete a ele suspender o preceito legal. O art. 5º da Lei do Piso é autoaplicável, e ao MEC somente é possível anunciar o percentual convencionado em 2010 à luz de Parecer exarado pela Advocacia Geral da União.
Já a pressão dos Prefeitos pode resultar na rejeição do Recurso apresentado pela ex-deputada Fátima Bezerra (RN), que suspendeu a tramitação do PL 3.776/08, finalizando a matéria no Congresso e remetendo-a a sanção presidencial. Caberia, então, à presidenta Dilma sancionar ou vetar a nova Lei, que visa vincular o reajuste do piso ao INPC. E nem é preciso dizer a força que a conjuntura econômica e a pressão política de estados e municípios terão na decisão presidencial.
Segundo o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, "isto vai na contramão de qualquer proposta de construção de uma educação pública de qualidade no País e a categoria não vai aceitar em hipótese alguma. Propor isso é ir contra a realidade que deveríamos estar construindo após a aprovação do Plano Nacional de Educação".
Na próxima reunião do Conselho Nacional de Entidades da CNTE, dias 10 e 11 de dezembro, a CNTE vai debater, com representantes dos 49 sindicatos filiados, além dessa pauta, a Base Nacional Comum Curricular, com foco na situação atual do financiamento público da educação, nas propostas de regulamentação do piso e nas diretrizes nacionais de carreira - no contexto do Custo Aluno Qualidade - e nas alternativas apresentadas para adequar o critério de reajuste do piso às receitas efetivas do Fundeb.
Entre as alternativas para o reajuste do piso para aplicação dos percentuais no ano de 2016, a proposta aprovada pela CNTE, em 2012, considera a reposição da inflação pelo INPC e mais a metade do crescimento da receita nominal do Fundeb, que daria um percentual aproximado de 12,94%; se mantido o critério da Lei 11.738 daria 11,36% e, com o INPC, seria próximo a 10%.
Leão reforça que os educadores vão seguir na luta em defesa da Lei do Piso e de sua vinculação aos planos de carreira da categoria (absorvendo também os funcionários da educação), "a fim de que a valorização profissional saia efetivamente do papel do Plano Nacional de Educação e alcance as realidades das escolas e dos profissionais que a constroem cotidianamente".

ECONOMIA E EMPREGO >> Brasil se mantém no grupo dos 10 países que mais atraem investimento estrangeiro

Brasil e o investimento estrangeiro
A lista das economias mais atraentes ao investimento é feita pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que inclui no grupo China, Estados Unidos, Reino Unido, Cingapura, Rússia, Canadá, Austrália e também da cidade Estado de Hong Kong. 
Os recursos vindos de outros países estão sendo direcionados no Brasil a segmentos diversos da economia como indústria de petróleo e gás, indústria extrativa, empresas do segmento de química e indústria alimentícia, setor de serviços, como as áreas de saúde e comércio, setor de telecomunicação e de energia elétrica e projetos da infraestrutura.
Nos nove primeiros meses do ano, os investimentos estrangeiros somaram US$ 48,211 bilhões; considerando um período maior, de 12 meses terminados em setembro, essa cifra está em US$ 71,807 bilhões, segundo dados do Banco Central.
Programa de infraestrutura
Para 2016, esses capitais devem se permanecer no nível atual ou aumentar. Entre os fatores que vão alavancar os negócios e manter o Brasil no radar dos investidores está a valorização do dólar frente ao real, que torna as empresas daqui baratas ao capital externo, favorecendo operações de fusão e aquisição entre o empresário nacional e o de fora do País.
Outro ponto que desperta a atenção do empreendedor estrangeiro são as oportunidades de ganhos com o Programa de Infraestrutura e Logística (PIL) do governo federal, com projetos nas áreas da infraestrutura e que movimentará R$ 200 bilhões nos próximos anos.  
Entre esses projetos constam melhoria de rodovias e portos, ampliação e construção de ferrovias, expansão e edificação de aeroportos.
“No momento temos a questão do câmbio (paridade dólar/real). O Brasil se tornou barato para o investimento estrangeiro direto e o país tem tudo para ser feito”, diz o coordenador-geral de Investimentos do Ministério do Desenvolvimento (Mdic), Mário Neves.  
Os países que mais investem no Brasil atualmente são Estados Unidos, China, Japão, França, Espanha e Itália.
“Temos o Programa de Infraestrutura Logística com uma série de projetos em portos, aeroportos, ferrovia e rodovias que soma R$ 200 bilhões e que tem atraído grande parcela desses investidores que olham para o Brasil com muita atenção”, acrescenta.
Neves comenta que a fase de desaceleração atual é transitória e não afeta a visão do investidor com projetos de longo prazo interessado em abrir uma empresa, construir uma fábrica ou se associar a uma empresa nacional existente. 
“Esse tipo de investidor vem para o longo prazo, não olha o Brasil para 2015 ou para 2016 olha para 2050”, comenta. “Podemos estar atravessando um cenário um tanto adverso por conta da crise econômica, mas isso tem prazo, isso acaba e o país retoma sua trajetória de crescimento.”
Fonte: Portal Brasil, com informação do MDIC

DESTAQUE >> Aluno do Campus Parnamirim conquista medalha de ouro na OBMEP 2015

Aluno do Campus Parnamirim conquista medalha de ouro na OBMEP 2015
Aluno Luiz Carlos, medalhista de ouro na OBMEP 2015

Participação do Campus na OBMEP 2015 resultou em um ouro e treze menções honrosas

Foi divulgado, hoje (27), o resultado da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP 2015. A premiação é dividida por nível e estado. O IFRN conquistou 29 medalhas e 162 menções honrosas. Todas as medalhas de ouro e prata no nível 3 (ensino médio) do estado são do IFRN.  

Os medalhistas de ouro foram os alunos Victor Moura de Britto do Campus Natal-Central (1º colocado no RN e 12º nacionalmente) e Luiz Carlos Viana Francelino Filho do Campus Parnamirim (2º colocado no RN e 28º nacionalmente).

O Professor Valdemiro Júnior, responsável pela realização da OBMEP no Campus Parnamirim, parabeniza os contemplados nesta olimpíada e ressalta que a OBMEP é o maior evento para os estudantes das escolas públicas do Brasil e relata que este Campus vem participando todos os anos, desde sua fundação, e ele - sempre estando à frente da organização - sente “uma alegria muito grande em poder participar destas conquistas, mesmo que de forma sucinta”.

O medalhista de ouro do Campus Parnamirim, o aluno Luiz Carlos, muito feliz com a conquista afirma que para a realização das provas buscou se preparar refazendo as provas aplicadas anteriormente nas olimpíadas, sempre dando mais ênfase nos estudos dos conteúdos que encontrava mais dificuldades.

Em sua 11ª edição, a OBMEP é uma realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada – IMPA – e tem como objetivo estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área.

Fonte: Portal do IFRN

RIO GRANDE DO NORTE GANHA DESTAQUE EM GUIA INTERNACIONAL

Turistas andam de bugue nas dunas de Natal (RN). Foto: Banco de imagens/Embratur

Turistas andam de bugue nas dunas de Natal (RN). Foto: Banco de imagens/Embratur

A revista National Geografic Traveler  trouxe, na edição de novembro, um guia com as 20 cidades que devem ser visitadas em 2016.  O Rio Grande do Norte foi o único estado brasileiro citado pelo periódico. De acordo com o texto, o local é famoso pelas dunas de areias brancas e pelo maior cajueiro do mundo. Localizada a três horas do Rio de Janeiro de avião, a capital é ensolarada durante 233 dias por ano – com intensa riqueza cultural e saborosa cozinha regional. A publicação destaca os pratos de carne de sol e mandioca frita; além do forró, estilo definido como uma mistura de “acordeão, zabumba e triângulo”.

A revista ainda dá dicas sobre como aproveitar o destino:

  • Quando ir: o ano todo. Na primeira semana de dezembro, acontece o Carnatal, carnaval fora de época.
  • Como se locomover: de carro alugado a partir do aeroporto de Natal. Para andar nas dunas, utilize o serviço de um bugueiro registrado.
  • O que comer ou beber: no mercado público de Redinha, peixe e camarão frito.
  • O que comprar: artesanato regional, como a renda de bilro e garrafas com areia colorida.
  • O que ler antes de ir: Nowhere People, de Paulo Scott, que fala sobre o povo Guarani.
  • Fato interessante: Pirangi do Norte é o local onde pode ser visto o maior cajueiro do mundo.
Acesse a publicação completa.

ESTRANGEIROS EM NATAL

Esta semana o Ministério do Turismo divulgou o perfil do viajante estrangeiro que visitou Natal no ano passado. O Rio Grande do Norte recebeu 38 mil estrangeiros, sendo que, na capital, a maioria foi de argentinos (14%), italianos (13%) e americanos (10%). A visita à cidade foi motivada principalmente por lazer (62%) e negócios (17%). O gasto médio por dia na cidade, a lazer, foi de US$ 104, e a permanência média desses visitantes no país foi de 16 dias. Hotéis, flats e pousadas foram os principais meios de hospedagem e receberam 55% do público estrangeiro que visita Natal e 22% ficaram na casa de amigos e parentes. Restaurantes e meios de hospedagens receberam avaliações positivas de 92% dos estrangeiros e a hospitalidade foi elogiada por 97% dos turistas. A pesquisa Demanda Turística Internacional foi feita em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e ouviu 44.080 entrevistados em todo o país, mais de 10 mil turistas apenas durante a Copa do Mundo, em 15 aeroportos brasileiros e 10 fronteiras terrestres, que representam mais de 90% do fluxo terrestre internacional.