sábado, 29 de junho de 2019

Natal recebe edição do Circuito de Saúde Geap


Atendimentos médicos, atividades físicas e aulas de dança fazem parte da programação do projeto Circuito de Saúde Geap, que oferece serviços de saúde e bem-estar a servidores públicos de todo o País. A próxima edição do evento acontecerá em Natal, dia 3 de julho, a partir das 9h, no Centro de Convivência da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A participação é gratuita. 



Organizado pela Geap, operadora de planos de saúde, o Circuito tem como objetivo promover um dia de práticas saudáveis para beneficiários e funcionários de órgãos públicos em Natal. No Centro de Convivência da UFRN, a estrutura contará com tendas para oferecer os atendimentos aos servidores presentes.
Os atendimentos serão feitos por profissionais qualificados, que ofertarão serviços gratuitos como consultas médicas preventivas - com clínico geral, orientações nutricionais e de saúde bucal, bioimpedância, teste de glicemia, aferição de pressão arterial, entre outros.

Além disso, o público contará com atividades de estimulação cognitiva, massagens, auriculoterapia, ventosaterapia e orientações psicológicas. Entre as atividades físicas, estão: alongamento e aulões de dança e zumba.


Circuito de Saúde Geap

Data: 03/07/2019

Horário: 9h

Local: Centro de Convivência - UFRN


Jean Carlos

Ascom Geap
(61) 2103-4614

sexta-feira, 28 de junho de 2019

NEGOCIAÇÃO >> Governo anuncia 3 folhas, volta dos consignados e descarta aumento; atrasados não têm previsão

Nesta quinta-feira (27) o governo do Estado se reuniu com o Fórum Estadual dos Servidores. Na ocasião, anunciou o pagamento de três folhas salariais, a volta dos empréstimos consignados para os servidores, descartou o aumento salarial para o funcionalismo e disse não ter previsão para pagar as três folhas ainda em atraso. Veja abaixo um resumo da audiência.
Calendário de pagamento
Foi anunciada a previsão de pagamento dos meses de julho, agosto e setembro. De acordo com a promessa do governo, os servidores vão receber os salários da seguinte forma:
Julho
15/07
Integral para quem ganha até 3 mil reais
30% para quem ganha acima de 3 mil reais
30/07
70% restante para quem ganha acima de 3 mil reais
Agosto
15/08
Integral para quem ganha até 3 mil reais
30% para quem ganha acima de 3 mil reais
30/08
70% restante para quem ganha acima de 3 mil reais
Setembro
16/09
Integral para quem ganha até 3 mil reais
30% para quem ganha acima de 3 mil reais
30/09
70% restante para quem ganha acima de 3 mil reais
Empréstimos consignados
O governo anunciou que até julho os empréstimos consignados, suspensos há mais de 3 anos, vão voltar a ser concedidos com seis meses de carência.
Aumento salarial para o conjunto do funcionalismo
O governo descartou qualquer possibilidade de aumentar os salários dos servidores de todas as áreas. A alegação é a crise financeira. O conjunto de servidores acumulam perdas salariais de quase 10 anos. Em resposta o Fórum criticou a medida e questionou o hipotético aumento que poderá ser concedido em breve a procuradores do Estado caso o projeto que está na Assembleia Legislativa seja aprovado pelos deputados.
Folhas em atraso
Não há previsão para quitar as 3 folhas que ainda estão em atraso (novembro, dezembro e 13º salário de 2018).
Adiantamento do 13° de 2019 para o conjunto do funcionalismo
O governo disse que só devem receber agora no meio do ano o adiantamento de 40% do 13º salário de 2019 apenas as categorias que dispõem de receita própria. Os trabalhadores em educação da ativa, conforme prometeu o Secretário Estadual de Educação em audiência com o SINTE/RN na última terça (25), deverão receber o adiantamento, uma vez que têm como fonte o FUNDEB. Já os aposentados ficarão para dezembro, prazo limite determinado por a lei para se pagar o décimo terceiro, pois têm sua arrecadação a partir dos recursos do Estado.

Fórum reúne-se na próxima terça-feira

As entidades que compõem o Fórum Estadual dos Servidores vão se reunir na próxima terça-feira, dia 02 de julho, para avaliar a audiência com o governo e traçar estratégias de luta. O diálogo está marcado para às 15h na sede estadual do SINAI-RN.

PREJUÍZOS PARA A EDUCAÇÃO >> Sob ameaça de ser inviabilizado por cortes, cinco anos do PNE é tema de seminário na Câmara



Ameaçado pelos cortes nos orçamentos das universidades e institutos federais, pela vigência da Emenda Constitucional 95 e pela falta da observância constitucional do princípio da garantia do financiamento à educação, os cinco anos do Plano Nacional de Educação (PNE) foi tema de Seminário da Comissão de Educação da Câmara nesta quarta-feira (26).
Requerido pelo deputado Pedro Uczai (PT-SC), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do PNE, em conjunto com a Frente Parlamentar Mista da Educação, o debate buscou traçar os caminhos, metas e estratégias para a consolidação do PNE em conjunto com organizações e entidades da Educação, entre elas o PROIFES-Federação.
“Há um projeto mundial para fazer da educação, dos professores e dos estudantes uma mercadoria. E se não entendermos o problema, não conseguiremos encontrar a solução adequada, as alternativas, e este foi um dos desafios desse seminário”, destaca o presidente do PROIFES-Federação, Nilton Brandão. O dirigente participou da Mesa III - PNE, Autonomia e Valorização dos Profissionais da Educação.
As diretrizes, metas e estratégias do PNE abrangem todas as etapas do ensino, do infantil até o superior. Flávio Alves da Silva, diretor da Federação, lembra que é dos avanços deste Plano que surgem a perspectiva de futuro de milhões de jovens que buscam ingressar nos institutos e universidades federais.
Estabelecido como lei em 2014, o PNE passou a nortear as políticas educacionais no Brasil até 2024. Contudo, de acordo com um estudo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, realizado em maio, as metas do PNE estão sob risco de não serem cumpridas. Além da vigência da emenda constitucional 95, que congela investimentos na área por 20 anos, o quadro é agravado pela redução e cortes no orçamento da Educação realizados pelo governo Bolsonaro (PSL). Com metade do tempo transcorrido, 80% das metas estão estagnadas e apenas quatro foram parcialmente cumpridas. 
No que diz respeito à autonomia, Brandão abordou aspectos que tratam da violação às Instituições e ao direito à ensinar e aprender. O dirigente lembrou o desrespeito do governo de Jair Bolsonaro à nomeação do primeiro nome da Lista Tríplice para as Universidades, a exemplo da nomeação do novo reitor da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Luiz Fernando Resende dos Santos Anjo, nome não indicado na consulta a acadêmicos, técnicos e professores.“A nossa defesa é que quem define as eleições das universidades é a própria comunidade universitária”, ressaltou Brandão.
Além da UFTM, na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), no Mato Grosso do Sul, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, designou a pedagoga Mirlene Ferreira Macedo Damázio como reitora em caráter temporário, e na   Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), o Colégio Eleitoral não seguiu o resultado das urnas e encaminhou o nome que não passou pela consulta eleitoral.
Para Brandão, trata-se de uma violação, sem precedentes, da autonomia das universidades públicas federais e é uma violência explícita contra a Educação. “Vivemos claramente em conflito aberto do Estado contra as Universidades e contra a escola. Violar a autonomia é ir de encontro ao direito de ensinar e aprender. E a educação é ameaçada pela censura ao conhecimento”, afirmou. 
Realizado durante toda esta quarta-feira, o seminário, na avaliação do deputado Pedro Uczai (PT-SC), foi mais um momento importante para reafirmar as 20 metas do PNE que, entre outras, estabelece o investimento de 10% do PIB em educação até 2024. Além de um balanço dos 5 anos do Plano, discussão pautou financiamento, Emenda Constitucional 95, metas do PNE, autonomia e valorização dos profissionais da Educação.

AMPLIANDO SERVIÇOS >> Governadora lança o Programa para que os Correios no RN possam emitir Carteias de Identidade

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Na manhã desta quinta-feira, 27, a governadora Fátima Bezerra, o vice-governador Antenor Roberto e o diretor geral do ITEP-RN, Marcos Brandão, participaram do lançamento estadual do Programa Balcão do Cidadão dos Correios. 

Em breve, o cidadão potiguar poderá emitir a carteira de identidade nas agências dos Correios do RN. 

Durante a solenidade houve assinatura da parceria entre a empresa estatal e o Governo do Estado. “Essa ação representa um momento de inclusão social, de democratização de mais um canal de acesso do cidadão a um serviço público”, destacou Antenor.

DESMONTE DO SETOR PÚBLICO >> Privatização da CBTU pode levar à extinção dos trens urbanos em Natal

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As ameaças de privatização das estatais, incluindo a CBTU, dada pelo ministro da fazenda Paulo Guedes e pelo 
Presidente Jair Bolsonaro colocam em risco o funcionamento dos trens urbanos em capitais menores.
O Sistema de trens urbanos de Natal, inaugurado em 1988 com operação da CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), atende por dia uma média de 13 a 16 mil pessoas da região metropolitana da capital potiguar sendo operada por duas linhas: a Sul (Natal/Parnamirim) e a linha Norte (Natal/Ceará-Mirim).
As ameaças de privatização das estatais, incluindo a CBTU, dada pelo ministro da fazenda Paulo Guedes e pelo Presidente Jair Bolsonaro (PSL) colocam em risco o funcionamento dos trens urbanos em capitais menores. É o caso de Natal, João Pessoa e Maceió, visto que o grande capital não tem interesse em manter uma empresa funcionando para gerar pouco lucro comparado ao que grandes cidades podem gerar, o que significa em prática a extinção das linhas de trens nessas cidades, prejudicando os trabalhadores e trabalhadoras que utilizam diariamente o sistema.
É o caso de Socorro Albuquerque, recepcionista, residente em Extremoz e usuária da linha norte. Ela relata a economia semanal e mensal utilizando o sistema de trens que tem tarifa de 0,70 centavos e a partir de 7 de Julho passará a ser R$ 1. ‘’Já contando com o próximo aumento, por semana, eu gasto em torno de R$ 10, enquanto de ônibus, saindo de Extremoz eu gastaria em torno de R$ 42. Ou seja, o dinheiro gasto por semana utilizando ônibus é o que eu gasto por mês usando o trem‘’, comentou.
Para Amaral, trabalhador aposentado da CBTU, tem que pensar o trem como facilitador da mobilidade urbana para a população mais pobre e afastada dos grandes centros e que de certo modo não tem condições de pagar as passagens intermunicipais dos ônibus diariamente ‘’O objetivo do trem em Natal é atender a população mais carente e mais afastada do centro, com a extinção do trem, você impede que a população vá aos locais de trabalho. A Privatização da CBTU vai ser um ‘caixão’ para os trabalhadores, semelhante ao que aconteceu na rede ferroviária, onde posterior às privatizações, as empresas que compraram as ferrovias começaram a tirar os investimentos‘’, afirmou o aposentado.
Como todo processo de privatização, um dos argumentos mais utilizados pelos que têm interesse é a precarização do sistema. Na CBTU não é diferente, Jorge Luiz da Silva, coordenador geral do Sindicato dos Ferroviários (SinteFern) comenta o descaso ‘’Aqui ainda teve conversas que em Julho, os trens parariam em Natal, por falta de recursos e que muitas peças já estavam faltando, porém, apesar disso a situação mais crítica de descaso não é aqui, mas em cidades como Recife e Belo Horizonte, onde cotidianamente os trens quebram, as estações estão abandonadas, existem emendas nas catenárias (caminhos de ferros), o que pode gerar acidentes. Além do PDV, que resultou na demissão de 600 funcionários. Vale salientar que nessas capitais existe um forte interesse das empresas na privatização da CBTU, devido o grande número de usuários‘’, declarou.
Além disso, Jorge explica que os editais de privatizações são inconstitucionais, pois segundo a constituição, a privatização do sistema tem que ser dado a nível estadual, ou seja, logo após a estadualização da CBTU. ‘’O Edital de privatização já saiu e está previsto para ser repassado para o setor privado no segundo semestre de 2022, mas eles estão fazendo de forma errada e inconstitucional, pois existe uma resolução na constituição que permite que o sistema primeiro fique na responsabilidade do estado, para depois, se for de interesse do governo local abrir concessão para a iniciativa privada. O que acontece no atual edital é uma privatização de forma atravessada, irregular e que vai prejudicar funcionários e usuários‘’ disse por fim.
Com os recursos congelados, os investimentos pararam e vários projetos da CBTU Natal foram arquivados, inclusive a primeira fase da modernização do sistema que visava aumentar o número de Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT’S) de 5 para 12, diminuindo consideravelmente o intervalo de um trem para outro, aumentando o fluxo de passageiro. A criação de novas linhas também ficou só no papel. Segundo o Sindicato dos Ferroviários, se os projetos que estão engavetados fossem colocados em prática, o número de passageiros poderia dobrar e o prejuízo alegado pelo governo federal não seria argumento para a privatização.
Recentemente, a justiça autorizou um aumento gradual nas passagens nas capitais onde a CBTU opera com a justificativa de suprir os prejuízos. Em Natal, por exemplo, essa ação já vai resultar num aumento de 0,30 centavos na tarifa a partir do dia 7 de julho deste ano, passando de 0,70 centavos para R$ 1 e com estimativa que em 2020 a passagem já saia de R$ 1 para R$ 2.

IFRN Campus Lajes divulga resultados do programa "Com Amor, IF"

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O programa “Com Amor, IF”, lançado em 2018 pelo Campus Lajes, avalia as turmas em acordo com sua organização do espaço de sala de aula, limpeza desse espaço, uso da biblioteca, número de notificações, médias de notas para encontrar quem dentre elas foi a turma melhor classificada.

Assim, é com muito orgulho, que o Campus Lajes comunica, à toda a comunidade acadêmica e comunidade externa à instituição, o resultado final do programa “Com Amor, IF” edição 2018-2019. Apesar de grande competição entre as turmas, de maneira saudável, apenas uma ocupa o primeiro lugar ao final do ciclo de avaliação. O resultado dos cinco primeiros classificados é o que se segue:

1° LUGAR– ADM3MB
2° LUGAR – INFO4V
3° LUGAR – INFO4M
4° LUGAR – ADM4V
5° LUGAR – INFO3V
A turma classificada em primeiro lugar será homenageada durante o ano tanto no espaço físico da escola (sala de aula, murais, etc), como nas redes sociais do Campus Avançado Lajes.
As ações do programa se focam no desenvolvimento cidadão, consciente e cooperativo dos discentes do Campus Lajes, celebrando a cultura de organização e bom uso dos equipamentos públicos nas suas esferas mais abstratas e conceituais até as mais concretas e aplicadas.
A edição 2019-2020 do programa terá início no semestre letivo de 2019.2 segundo o calendário acadêmico do Campus Lajes.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

EM LAJES >> Terá início hoje o Festival Junino. Mais uma vez nossa cidade fará um grande evento

A coca no avião presidencial ...


COISO SEM CAPACIDADE SEM CREDIBILIDADE >> Bolsonaro já acumula 7 grandes derrotas com Congresso e STF

bolsonaro pensativo
A decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, de suspender a Medida Provisória (MP) 886/19, que transferia a demarcação de terras da Fundação Nacional do Índio (Funai) para o Ministério da Agricultura, foi mais uma dura derrota do presidente Jair Bolsonaro nos últimos dias.
Antes, o governante já acumulava reveses impostos pelos outros Poderes na reforma da Previdência, na flexibilização da posse e porte de armas e na reorganização ministerial, entre outros.
Relembre outras 6 derrotas do governo, tanto no Congresso quanto no STF.
Decreto das armas
Foi uma das mais doloridas. O Senado aprovou por 47 votos a 28 projeto que revogou o decreto presidencial 9.785/19, que flexibilizava a posse e o porte de armas — entre outras medidas, estendia o direito a mais de 20 categorias profissionais e aumentava de 50 para 5 mil o número de munições para cada proprietário de arma de fogo.

No dia da votação, o presidente chegou a usar as redes sociais para pedir aos senadores que não derrubassem o seu decreto. Após a derrota, lamentou e perguntou se o Congresso estava querendo mandar um “recado” para ele. “Ninguém manda recado para mim”, disse. Depois, pediu que os deputados revertessem a decisão. Mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), praticamente enterrou a esperança presidencial ao dizer que a Casa deve manter o que foi decidido pelos senadores.
Coaf longe de Moro
Outra derrota doída, mais ainda para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, do que para o próprio presidente. O ex-juiz da Lava Jato chegou a fazer até o que não sabe muito: procurou deputados e senadores para conversar e pedir que mantivessem o Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) na sua pasta, como previa a MP 870/19, assinada por Bolsonaro — antes, era vinculado ao Ministério da Economia. Leia mais

Não adiantou o esforço do ministro. A Câmara e depois o Senado devolveram o Coaf ao Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes. Antes da derrota no Senado, Bolsonaro chegou a mudar de posição e a pedir que a Casa mantivesse o projeto como havia sido aprovado na Câmara para que ele não tivesse de voltar para os deputados — isso poderia levar à perda de validade da MP.
Funai com a “mamãe Damares”
A mesma MP 870/19, que promovia a reforma administrativa, também previa a transferência da Funai do Ministério da Justiça — Moro, inclusive, não queria ficar com o órgão — para o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves.

A ministra, aliás, chegou a fazer piada antes da votação. Ao lado de Moro, em evento da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos, ela afirmou que o lugar da Funai é na sua Pasta e pediu ajuda de parlamentares para que a mudança não ocorresse. “Estou brigando pela Funai. A Funai vai ficar comigo. A Funai não vai para o Ministério da Justiça. E aqui, os parlamentares que estão presentes, eu convoco os parlamentares. A Funai vai ficar com a mamãe Damares, e não com papai Moro. Lugar da Funai é nos Direitos Humanos”, disse.
Em meio a gargalhadas, Moro respondeu que não pretendia lutar pela Funai. A Câmara e o Senado, por fim, não atenderam ao apelo de Damares e devolveram o órgão para a Pasta do ex-juiz da Lava Jato.
Sistema de capitalização
Considerado o nome mais importante da esquadra ministerial, o ministro Paulo Guedes (Economia) também colecionou suas derrotas no projeto de reforma da Previdência, com o qual pretendia economizar mais de R$ 1,1 trilhão — as estimativas mais otimistas agora falam de R$ 800 a R$ 900 milhões.

Alguns pontos do projeto já eram dados como natimortos antes mesmo da tramitação, como as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural, e Guedes teve de engolir a retirada do sistema de capitalização. “Eu vou respeitar a decisão do Congresso, da Câmara dos Deputados. Agora é importante que, aprovada a reforma do relator, abortaram a Nova Previdência. Mostraram que não há o compromisso com as futuras gerações, é o compromisso com servidores públicos do Legislativo, que parece maior do que com as futuras gerações”, criticou Guedes.
Extinção de conselhos
Na última quinta-feira (13), o plenário do STF decidiu impedir, provisoriamente, que o presidente extinguisse conselhos da administração pública federal que tenham amparo em lei. Foi a primeira vez que o plenário da Corte analisou uma ação que contesta ato do atual presidente. Leia mais

A derrota foi acachapante, por unanimidade dos onze ministros. Para piorar, a ação foi apresentada pelo principal partido de oposição ao governo, o PT. O ato presidencial, assinado na comemoração dos cem dias de governo, determinava a extinção, a partir de 28 de junho, de conselhos, comissões, fóruns e outras denominações de colegiados da administração pública.
A maioria dos ministros do Supremo entendeu que o presidente da República não pode, por ato unilateral, como a edição de um decreto, por exemplo, extinguir conselhos da administração federal que tenham sido criados por lei e, portanto, aprovados no Congresso Nacional.
Orçamento impositivo
Contrariando a vontade do governo, que defende um manejo mais flexível das receitas da União, o Congresso desarquivou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estava parada no Legislativo desde 2015 e aprovou a ampliação do chamado Orçamento Impositivo.

Com a mudança, o governo passou a ser obrigado a executar todas as emendas feitas por bancadas no Congresso  antes, apenas as individuais eram de execução obrigatória. A derrota era tão certa que até o PSL, partido do presidente, orientou voto a favor para que o tamanho do revés imposto ao governo não ficasse tão evidente.
Mudança na tramitação de MP
Está no horizonte mais dificuldades para o governo, caso o Senado ratifique a decisão da Câmara dos Deputados, em relação à tramitação de medidas provisórias. O plenário da Casa aprovou, no início deste mês, dias 5, em 1º e 2º turnos, substitutivo à proposta de emenda à Constituição que altera o rito das votações de medidas provisórias (PEC 70/11). No 1º turno, a PEC foi aprovada por 394 votos favoráveis e 1 abstenção. No 2º, foram 351 votos favoráveis e nenhum contra.

CENTRAIS DEFINEM DIA 12 DE JULHO COMO DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

A CUT e demais centrais sindicais se reuniram na tarde desta terça-feira (25) para discutir a estratégia a ser adotada nos próximos dias na luta contra a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL). Ficou definido que o dia 12 de julho será o Dia Nacional de Mobilização Contra a Reforma da Previdência, com mobilização em Brasília e outras capitais. Nesta sexta-feira (28), as centrais sindicais voltam a se reunir para organizar a mobilização.
Os sindicalistas passaram o dia no Congresso Nacional para pressionar os parlamentares a não votarem a Proposta de Emenda à Constituição 006/2019. E a intensificação da luta nos próximos dias será uma resposta dos trabalhadores e trabalhadoras à pressa do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em aprovar o projeto.
A avaliação da bancada dos partidos de oposição ao governo é de que Maia irá acelerar o processo de votação e encaminhar a proposta ao Plenário da Câmara no dia 10 de julho, antes do recesso parlamentar, que tem início no dia 17.
O Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, acredita que a celeridade pretendida pelo governo de Bolsonaro é para garantir a aprovação da reforma da Previdência antes que os deputados mudem de opinião.
“Quanto mais o tempo passa, mais Bolsonaro fica com medo de perder votos, porque a pressão aos parlamentares e as crescentes mobilizações, como a greve geral do dia 14 junho, sensibilizam os deputados a não votarem contra os interesses dos trabalhadores”, avalia o dirigente.
O Secretário-Geral da CUT conta que a pressão aos parlamentares vai aumentar nos próximos dias, sobretudo nas bases eleitorais dos deputados, além das recepções nos aeroportos, em especial o de Brasília, por onde circulam vários parlamentares toda semana.
“Nossos sindicatos vão pendurar faixas em locais de grande circulação nas cidades e dialogar tanto com a população quanto com deputados sobre os efeitos nefastos da reforma”, reforça o dirigente.
Outro instrumento de mobilização que deve ser usado de forma intensiva nos próximos dias é a comunicação pelas redes sociais. O dirigente da CUT orienta a utilização da plataforma “Na Pressão”, que pode ser acessada de qualquer lugar pelo celular, tablet ou computador.
“Com apenas alguns cliques, o povo pode pressionar os parlamentares por e-mail, pelas redes sociais e até mesmo direto pelo Whatsapp. Vamos mandar mensagens para esses deputados que estão a favor da reforma. Funciona muito”, diz Sérgio Nobre.
Bolsonaro acredita ter 325 votos favoráveis. Para a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), como é o caso da reforma da Previdência, são necessários 308 votos, com aprovação em dois turnos de votação. O substitutivo da proposta deve ser apresentado à Comissão Especial da Câmara pelo deputado Samuel Pereira (PSDB-SP), relator do projeto, até esta quinta-feira (27).

 

Resistência

Para barrar a reforma, a CUT e demais centrais estão marcando presença no Congresso e dialogando com todos os partidos sobre os efeitos nefastos da reforma para a classe trabalhadora e para a economia brasileira.
“Tudo ainda é incerto. Os pontos que foram retirados da reforma pelo relator ainda podem voltar no Plenário e só a nossa mobilização é que vai barrar a reforma da Previdência”, explica o Secretário-Geral da CUT.
“Tirar do texto as alterações no Benefício de Prestação Continuada, a capitalização, os rurais e diminuir a idade mínima para aposentadoria de professoras não reduz a perversidade da reforma. Isso sem falar que esses pontos podem voltar por meio de decretos”.
O povo precisa entender o mal que representa essa reforma. Com a imposição da idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres e o aumento do tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos, o trabalhador nunca vai se aposentar. Essa é a essência da reforma que precisa ser barrada
- Sérgio Nobre
O dirigente explica que, em um mercado de trabalho marcado pela informalidade e altas taxas de desemprego, os trabalhadores e trabalhadoras têm cada vez mais dificuldade de conseguir contribuir para a Previdência de forma ininterrupta.
“Chega certa idade, lá pelos 50 anos, em que o trabalhador é expulso do mercado de trabalho e começa a encontrar ainda mais dificuldade para conseguir um emprego formal. E se volta a trabalhar, volta em trabalhos informais”, diz Sérgio.
“Sem emprego ou em trabalho precário não tem como contribuir para o INSS e, consequentemente, a aposentadoria fica ainda mais difícil para o brasileiro. Essa é a face mais perversa da reforma”.

12 de Julho

O Dia Nacional de Mobilização contra a reforma da Previdência no dia 12 de julho coincide com a realização do congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Brasília.
A UNE, que participou das mobilizações dos dias 15 e 30 de maio em defesa da educação e contra a reforma da Previdência, além da greve geral do dia 14 de junho, também apoiará a mobilização definida pelas centrais.  Além de um grande ato em Brasília, manifestações serão organizadas em várias capitais.
Nosso povo já está se organizando para o dia 12 e até lá vamos acompanhar permanentemente o rito de tramitação dessa reforma
- Sérgio Nobre

Nota das centrais

Centrais mobilizadas contra a Reforma da Previdência
As Centrais Sindicais, reunidas em Brasília na semana de 24 de junho, deram continuidade à mobilização e à atuação institucional junto ao Congresso Nacional para enfrentar a Reforma da Previdência e da Seguridade Social. Em reuniões com parlamentares de diferentes partidos políticos, reafirmamos nosso posicionamento contrário ao relatório substitutivo do deputado Samuel Moreira.
Renovamos e destacamos a importância de reforçar a atuação junto ao parlamento e parlamentares, visando argumentar e tratar das questões e do conteúdo dessa nefasta reforma.
A unidade de ação foi essencial para o sucesso das iniciativas até aqui coordenadas pelas Centrais Sindicais. Reafirmamos nosso compromisso de investir na continuidade da unidade de ação
As Centrais Sindicais conclamam as bases sindicais e os trabalhadores a intensificar e a empregar o máximo esforço para atuar junto às bases dos deputados e senadores, nos aeroportos, com material de propaganda, e marcar presença também nas mídias sociais, exercendo pressão contrária à reforma em debate no Congresso Nacional.
Nosso estado de mobilização permanente, que deve ser debatido e confirmado em assembleia nos locais de trabalho, é a resposta para barrar a aprovação do projeto e também evitar que os pontos críticos sejam reintroduzidos no texto.
Declaramos que, em 12 de julho, realizaremos um Dia Nacional de Mobilização, com atos, assembleias e manifestações em todas as cidades e em todos os locais de trabalho, bem como estaremos unidos e reforçando o grande ato que a UNE (União Nacional dos Estudantes) realizará nesta data em Brasília, durante seu Congresso Nacional.
Em 28 de junho, as Centrais Sindicais farão um balanço dos trabalhos da semana, do andamento do processo legislativo na Comissão Especial e dos preparativos para a mobilização de 12 de julho.
Investir na mobilização que cresce com a nossa unidade é reunir forças para convencer e vencer esta luta.
Com informações da CUT www.cut.org.br

COMO O BRASIL ESTÁ VISTO NO EXTERIOR >> "Vejo como dramático o que acontece no Brasil", diz Merkel


image.pngA chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, disse nesta quarta-feira (26/06) ver com "grande preocupação" a situação no Brasil, a qual descreveu como "dramática" sob o governo do presidente Jair Bolsonaro nas questões ambientais e de direitos humanos.  

A declaração da chefe de governo alemã foi dada em sessão no Parlamento em Berlim, em resposta ao questionamento da deputada do Partido Verde Anja Hajduk.

A parlamentar colocou em questão se o governo alemão deveria seguir investindo nas negociações de livre-comércio entre União Europeia e Mercosul, no momento em que ambientalistas, cientistas e defensores dos direitos humanos denunciam uma deterioração nessas frentes no Brasil.

Para a deputada, a União Europeia deveria usar seu peso econômico como instrumento de pressão para que direitos humanos e a defesa do meio ambiente sejam observados em outras partes do mundo, como a América do Sul.

Em resposta, Merkel reiterou seu apoio a um desfecho rápido para as negociações de livre-comércio e disse que, em sua visão, a resposta para a situação no Brasil hoje não está em abrir mão de um acordo com o Mercosul.

"Eu, assim como você, vejo com grande preocupação a questão da atuação do novo presidente brasileiro. E a oportunidade será utilizada, durante a cúpula do G20, para falar diretamente sobre o tema, porque eu vejo como dramático o que está acontecendo no Brasil", afirmou Merkel.

"Eu não acho que não levar adiante um acordo com o Mercosul vá fazer com que um hectare a menos de floresta seja derrubado no Brasil. Pelo contrário", completou a chanceler federal alemã. "Eu vou fazer o que for possível, dentro das minhas forças, para que o que acontece no Brasil não aconteça mais, sem superestimar as possibilidades que tenho. Mas não buscar o acordo de livre-comércio, certamente, não é a resposta para essa questão."

Não é a primeira vez que Merkel aborda a questão das negociações com o Mercosul. Em dezembro, ela havia admitido que o governo Jair Bolsonaro, quando tomasse posse, poderia dificultar as conversas. "O tempo para um acordo entre a UE e Mercosul está se esgotando. O acordo deve acontecer muito rapidamente, pois, do contrário, não será tão fácil alcançá-lo com o novo governo do Brasil", afirmou então.

A política de Bolsonaro para o meio ambiente é alvo constante de críticas na Europa. Em abril, mais de 600 cientistas europeus e cerca de 300 indígenas pediram que a União Europeia vincule as importações oriundas do Brasil à proteção do meio ambiente e dos direitos humanos. O pedido foi feito numa carta publicada na revista científica Science.

No início de junho, Alemanha e Noruega manifestaram contrariedade à proposta do governo Bolsonaro de alterar a estrutura de governança e o destino dos recursos do Fundo Amazônia, programa de financiamento à proteção da maior floresta tropical do mundo. Os europeus também rejeitaram as insinuações do governo brasileiro de que há indícios de irregularidades em contratos do fundo.

Em entrevista recente à DW, o eurodeputado alemão Martin Häusling, do Partido Verde, disse que presidente brasileiro não compartilha os mesmos valores democráticos da União Europeia e que por isso não haveria base para negociar um acordo com o Mercosul.

Negociações

Um desfecho das negociações entre UE e Mercosul, que se arrastam há mais de duas décadas, é dado como próximo por ambas as partes.

No último dia 13 de junho, a comissária da UE para o Comércio, Cecilia Malmström, afirmou que a conclusão das negociações é sua "prioridade número um" e que pretende fechar o pacto antes do término do atual mandato da Comissão Europeia, em 31 de dezembro.

Segundo a comissária, a UE estaria "pronta para fazer concessões" e "espera o mesmo" dos países do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Dias antes, durante visita ao presidente argentino, Mauricio Macri, em Buenos Aires, Bolsonaro havia afirmado estar "prestes a chegar a um acordo" com a UE.

Em 2004, os dois blocos chegaram a trocar propostas, mas a iniciativa fracassou diante da discordância sobre a natureza dos produtos e serviços que seriam englobados no acordo. Os sul-americanos queriam mais acesso ao controlado mercado agrícola europeu. Já a UE desejava avançar no setor de serviços e comunicações dos países do Mercosul.

Nos últimos três anos, as negociações tiveram um progresso mais significativo, mas ainda esbarram em várias divergências envolvendo a indústria automobilística e a circulação de produtos como carne bovina. Várias associações de produtores europeus temem a concorrência dos brasileiros, já que estes não ficaram satisfeitos com o sistema de cotas oferecido pelos europeus.

Pressão verde

A pressão do Partido Verde sobre Merkel acontece num momento em que o tema meio ambiente ganhou novo impulso na Europa, na esteira dos protestos semanais de adolescentes por políticas climáticas mais incisivas.

O Partido Verde é atualmente a maior força política da Alemanha, segundo uma pesquisa divulgada recentemente. Se as eleições fossem hoje, a legenda ambientalista teria 27% dos votos dos alemães, à frente do bloco conservador liderado por Merkel.

A pesquisa do instituto Forsa confirmou uma tendência já mostrada nas eleições ao Parlamento Europeu, no mês passado, quando o Partido Verde obteve o maior resultado de sua história numa votação nacional, 20,5%.

Os grandes partidos no poder na Alemanha, a conservadora CDU, de Merkel, e o social-democrata SPD, vivem um momento de declínio. Há temores de que a coalizão atualmente no governo desmorone, o que precipitaria novas eleições na Alemanha. E, nesse cenário, a julgar pelas pesquisas mais recentes, é uma possibilidade real que o próximo chanceler federal da Alemanha possa ser do Partido Verde, em parceria com outra legenda.

Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/brasil/merkel-descreve-situacao-sob-bolsonaro-como-dramatica,69186be1965ca92c25833f71906843f2ckkf4n4h.html?fbclid=IwAR1ePa8Sz0qPL54YRcKDV0jpIjmgwtsVKipF8uTXODHHMUEFfUn-pcVA0Cw

Juros do rotativo do cartão de crédito subiram para 299,8% ao ano

Cartões de crédito
Os consumidores que caíram no rotativo do cartão de crédito pagaram juros um pouco mais caros em maio. A taxa média do rotativo subiu 1,2 ponto percentual em relação a abril, chegando a 299,8% ao ano. Os dados foram divulgados hoje (26) pelo Banco Central. A taxa média é formada com base nos dados de consumidores adimplentes e inadimplentes.
No caso do consumidor adimplente, que paga pelo menos o valor mínimo da fatura do cartão em dia, a taxa chegou a 279,9% ao ano em maio, aumento de 1,9 ponto percentual em relação a abril. A taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura (rotativo não regular) subiu 0,4 ponto percentual, indo para 314% ao ano.
O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida.
Em abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu que clientes inadimplentes no rotativo do cartão de crédito passem a pagar a mesma taxa de juros dos consumidores regulares. Essa regra entrou em vigor em junho do ano passado. Mesmo assim, a taxa final cobrada de adimplentes e inadimplentes não será igual porque os bancos podem acrescentar à cobrança os juros pelo atraso e multa.
Enquanto a taxa de juros do rotativo chegou a 299,8% ao ano, o parcelamento das dívidas do cartão de crédito pôde ser feito com juros de 174,1% ao ano em maio. As taxas médias do crédito parcelado do cartão subiram 3,3 pontos percentuais em relação a abril.

Cheque especial

Já a taxa de juros do cheque especial caiu 2,4 pontos percentuais em maio, comparada a abril, e está em 320,9% ao ano. Mesmo com a queda no mês, o aumento no ano chegou a 8,3 pontos percentuais e a 9 pontos percentuais em 12 meses. De acordo com o Banco Central, essa taxa esteve em queda de maio a outubro do ano passado, mas essa dinâmica de diminuição mudou devido a um aumento nas taxas pelas instituições bancárias.
As regras do cheque especial também mudaram em julho do ano passado. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os clientes que utilizam mais de 15% do limite do cheque durante 30 dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.
As taxas do cheque especial e do rotativo do cartão são as mais caras entre as modalidades oferecidas pelos bancos. A do crédito pessoal não consignado é mais baixa, de 120,1% ao ano em maio, queda de 7 pontos percentuais em relação a abril. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) recuou 0,2 ponto percentual, indo para 23,2% ao ano em maio.
A taxa média de juros para as famílias caiu 1,5 ponto percentual em maio para 44,4% ao ano. A taxa média das empresas ficou em 19,5% ao ano, baixa de 0,4 ponto.

Inadimplência

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas, subiu 0,1 ponto percentual e ficou em 4,8% em maio. No caso das pessoas jurídicas, o indicador se manteve em 2,7% no mês. Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado.
No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito), os juros para as pessoas físicas oscilaram 0,1 ponto percentual para cima, para 7,8% ao ano. A taxa cobrada das empresas se manteve em 9,6% ao ano.
A inadimplência das pessoas físicas no crédito direcionado ficou estável em 1,8% e a das empresas subiu 0,1 ponto percentual, para 2,4%.

Saldo dos empréstimos

Em maio, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos ficou em R$ 3,286 trilhões, com expansão de 0,6% em relação a abril e de 0,9% no ano. Em 12 meses, a expansão foi de 5,5%. Esse estoque do crédito corresponde a 47,2% de tudo o que o país produz – o Produto Interno Bruto (PIB). Isso representa aumento de 0,1 ponto percentual em relação a abril, que foi de 47,1%.
Por Agência Brasil