quarta-feira, 4 de setembro de 2019

ALIMENTAÇÃO MAIS SAUDÁVEL >> Frente Parlamentar da Agroecologia foi lançada em Brasília

Crédito: Christian Braga/Greenpeace
As Comissões de Legislação Participativa, de Direitos Humanos e Minorias, de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realizaram, nesta terça-feira (3) o Seminário Terra e territórios: alimentação saudável e redução de agrotóxicos. As discussões acontecem a partir das 9 horas no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.
Para as entidades que apoiam o seminário, a crescente disputa pela terra nos territórios brasileiros está, cada vez mais, complexa e acentuada. De um lado, o governo estimularia o desmatamento para fins de produção rural e mineral quando corta recursos dos órgãos de fiscalização e controle ambiental. De outro, instituições internacionais estariam cada vez mais presentes, como grandes empresas ligadas ao agronegócio e mineradoras. Os resultados seriam a concentração fundiária, desmatamento, poluição das águas, presença de agrotóxicos nos alimentos e no meio ambiente e violência. A população urbana também estaria sendo atingida pelas consequências à sua saúde e à sua segurança alimentar. Uma das ideias para enfrentar essa situação seria a retomada da Política Nacional de Redução dos Agrotóxicos (PNaRA).
O Seminário Terra, Território, Diversidade e Lutas já ocorreu em São Paulo de 6 a 9 de junho. Agora, é a vez de Brasília. O objetivo principal é mostrar a importância da redução do uso de agrotóxicos para a produção de alimentos, lançar a Frente Parlamentar de Agroecologia e Produção Orgânica e propor uma agenda legislativa sobre os temas da terra, dos territórios, da alimentação saudável e da redução do uso de agrotóxicos.
Programação
9h Abertura
Leonardo Monteiro (PT/MG), Helder Salomão (PT/ES), Fausto Pinato (PP/SP) e Rodrigo Agostinho (PSB/SP)
Convidados: Bela Gil, nutricionista, chef e apresentadora, e Joe Valle produtor orgânico e empresário.
11h Lançamento da Frente Parlamentar da Agroecologia e Produção Orgânica
12h Coletiva de imprensa no Salão Verde
14h Terra e territórios
Joenia Wapichana (Rede/RR) Heitor Schuch m(PSB/RS)
Convidados: Sérgio Sauer (UnB) , Ronaldo dos Santos (CONAQ), Padre Paulo Renato Pereira (CNBB) e lideranças indígenas
15h15 Saúde, agroecologia e soberania alimentar: chega de agrotóxicos
Padre João (PT/MG) e Carmen Zanotto (Cidadania/SC)
Convidados: Pedro Serafim (Ministério Público / Fórum de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos), Idê Gurgel (Fiocruz), Maria Emília Pacheco (FASE /ANA)
16h15 Debate com a plenária
17h  Encerramento

Promoção
Comissão de Legislação Participativa
Comissão de Direitos Humanos e Minorias
Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural

ApoioAssociação Brasileira de Agroecologia – ABA
Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA
Articulação Nacional de Agroecologia – ANA
Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida
Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais da Agricultura – CONTAG
Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura Familiar – CONTRAF
GREENPEACE
Via Campesina
WWF
Frente Parlamentar Ambientalista
Frente Parlamentar da Saúde
Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional
Frente Parlamentar em Defesa da Convivência com o Semiárido
Frente Parlamentar Mista da Agricultura Familiar
Frente Parlamentar Mista em Apoio aos Objetivos de Desenvolvimentos Sustentáveis da
ONU
Frente Parlamentar Mista em Defesa da Economia Solidária
Frente Parlamentar Mista em Defesa das Comunidades Quilombolas
Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas
Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento da Agroecologia e Produção Orgânica

terça-feira, 3 de setembro de 2019

EM NATAL >> Você que busca um espaço um espaço de interação e harmonia com a natureza, viste esse espaço e aproveite tudo isso!


CAERN completa 50 anos presando serviços ao povo potiguar!


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A Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) completa 50 anos de prestação de um serviço essencial à população do Rio Grande do Norte. 

A empresa, responsável pelo abastecimento d’água em 152 municípios, é um patrimônio não só econômico, mas também social do povo potiguar. 

Nossos parabéns aos homens e às mulheres que constroem essa história valorosa. 

#Caern50Anos

DESTRUIÇÃO DA EDUCAÇÃO >> Governo Bolsonaro corta mais de 5.600 novas bolsas da Capes



Somente em 2019, mais de 11 mil bolsas de estudo foram suspensas. O CNPq, do Ministério da Ciência, também está em situação crítica

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) anunciou nesta segunda-feira 2 que irá cortar 5.613 bolsas de estudo para a pós-graduação no ano de 2019. As bolsas em questão começariam a valer a partir de setembro, mas, agora, somam-se num total de aproximadas 11.800 bolsas que estão suspensas pelo órgão, já que este é o terceiro anúncio de contingenciamento somente neste ano.
De acordo com o informado por Anderson Correia, presidente da Capes, serão congelados 37,8 milhões de reais nessa rodada. “A elevação do orçamento da Capes depende da elevação do orçamento do ministério da Educação”, disse Correia em uma coletiva de imprensa.
O presidente também comentou sobre o orçamento para o órgão em 2020, que, segundo o Projeto de Lei Orçamentária já enviado para o Congresso Nacional, ficou em 2,2 bilhões de reais. Para incrementar o valor, que é quase a metade do que foi previsto para 2019 antes dos contingenciamentos do governo federal, Correia afirmou que o MEC e a Capes buscam “alternativas para compor o orçamento, se possível, de maneira integral ou próximo a isso”.
Questionado sobre o impacto da medida na pesquisa brasileira, o presidente do órgão disse que o País se mantém com os números previstos na formação de mestres, mas que precisa avançar no número de doutores formados todos os anos.

Bolsas do CNPq sob ameaça

Outro grande financiador de bolsas de estudo no País também encontra-se no limite orçamentário. O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) correu o risco de não pagar os pesquisadores que já recebem os recursos logo no mês de agosto.
O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que repassa valores para o órgão, afirmou que as bolsas foram pagas em agosto. Já para setembro, apenas com a liberação de 330 milhões de reais, valor apontado como o rombo para a sobrevivência dos projetos financiados pelo CNPq – que também não admitirá mais novos pesquisadores este ano.

CONTRA A ENTREGA DO PATRIMÔNIO PÚBLICO >> Privatização de empresas prejudica os mais pobres


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O dia a dia dos brasileiros tem participação importante dos serviços prestados pelas empresas estatais brasileiras como, por exemplo, a utilização de combustíveis, o recebimento de alimentos pelos serviços de abastecimento, a comunicação para quem mora longe e também a proteção de dados dos cidadãos.
Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), apresentou um projeto que tem por objetivo privatizar, até agora, 17 estatais. Na lista, entre os destaques para projetos em estudo, os Correios e o Serpro – Serviço Federal de Processamento de Dados, além de Eletrobrás, Casa da Moeda, Telebrás, entre outras (veja lista). Representantes dos setores já demonstram preocupação, pois consideram, que a população que mais precisa será a maior prejudicada, sobretudo analisando a falta de compromisso por parte do atual governo com a finalidade pública e soberania nacional.
O Brasil de Fato Paraná conversou com representantes dos trabalhadores que serão impactados pelas privatizações e levantou alguns dos principais serviços que podem ser comprometidos negativamente. Do Sindicato dos Correios do Paraná, Marcos Rogério Inocêncio, diretor jurídico do Sindicato, diz que o principal objetivo agora é fazer com que a população compreenda os impactos negativos dessa proposta: “Quem sairá prejudicado é aquele que mais precisa dos serviços. No caso dos Correios, posso dar um exemplo bem prático: levamos cartas, remédios e documentos importantes lá para Amazônia, nos lugares mais distantes aqui do Paraná também, onde o governo nem sequer está preocupado”, disse. “Realizamos através dos correios, as eleições em todos os municípios do Brasil, assim como provas como o ENEM e campanhas de vacinação.”
Na opinião de Marco, um projeto de privatização visa o lucro e não terá preocupação, por exemplo, com a logística que temos montada há anos para atender à população. “O que Bolsonaro quer é vender o patrimônio brasileiro, é destruir soberania nacional e prejudicar o trabalhador. Tem só interesses internacionais. Quando se vende uma empresa, não tem compromisso com a continuidade da qualidade na prestam dos serviços. Vão gastar com gente que mora longe?”.
Atualmente os Correios têm o monopólio do serviço postal e do correio aéreo nacional (serviço postal militar) assegurado pela Constituição. Ou seja, sua privatização passa, obrigatoriamente, pelo Congresso, através da aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC).  No próximo dia 03, a categoria dos Correios entra em greve contra a privatização e pelo reajuste salarial.
Dados sigilosos dos cidadãos em risco 
Além dos Correios, outras empresas constam na lista da proposta do governo federal, como a Serpro, por exemplo, que é responsável pela guarda das informações. Segundo o analista de sistemas e funcionário do SERPRO, Flavio Cassas, tanto o Estado e suas informações estratégicas, como o cidadão, estão em risco se a empresa for privatizada. “A entrega destas informações na mão de grandes corporações e do mercado abre margem para problemas graves para a vida das pessoas, desde espionagem e uso de informações sigilosas”. Além disso, complementa Flávio, não há projeto, não tem mais compromisso com a finalidade pública, quando se vendem empresas: “Temos, por exemplo, possibilidade de ocultação de informações em processos licitatórios, o que hoje não é permitido. Vamos perder longos anos de Governo Digital que aproximou cidadão do governo, etc…”.
Audiência Pública 
Os sindicatos e movimentos Sociais prometem mobilização para conseguir apoio da população contra o projeto de venda das estatais. Na última quinta-feira, dia 29, houve uma Audiência Pública na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, no Congresso Federal, em Brasília, que debateu o tema e contou com a mobilização de movimentos sociais e sindicatos para dizerem não à privatização.
Brasil de Fato

MOBILIZAÇÕES POR JUSTIÇA E PAZ >> Depois do sucesso do último dia 13 de agosto, temos que intensificar a luta até a derrota final desse (des)governo Bolsonaro

grito dos excluidos noticia site 4O último dia 13 de agosto foi mais um estrondoso sucesso de nossa mobilização de rua e de massas no Brasil. A data que foi um indicativo original da própria CNTE, em deliberação que tiramos em reunião de nosso Conselho Nacional de Entidades (CNE), e que depois veio a ter a adesão de muitas outras entidades do campo educacional, mostra que estamos no caminho certo. A defesa da educação pública em nosso país, e da própria democracia roubada de nós desde o golpe de 2016, que terminou por descambar em um processo eleitoral marcado por disseminação de notícias falsas (fake News) e a prisão do principal candidato do campo democrático e popular, exige de nós protagonismo.

É por isso que, ao final do último dia 13, a CNTE já indicou um calendário de lutas e mobilização para que nossas entidades continuem a assumir o papel central nesse atual processo de resistência política que estamos promovendo em todo o Brasil. Nosso papel, enquanto entidades sindicais, é promover a luta em defesa dos interesses de nossa categoria, entendendo que essa pauta será mais vitoriosa quanto mais garantirmos a própria democracia em nosso país. Um governo autoritário, que empurra goela abaixo todas as atrocidades que têm sido implementadas no campo educacional do país, inclusive os cortes de gastos na educação, não combina com o modelo educacional livre, autônomo, democrático e plural que defendemos.


Aproveitando a Semana da Pátria, indicamos o engajamento de todos/as para uma semana inteira de mobilização em nossas bases, no que estamos a chamar de mobilização Em Defesa da Soberania Nacional, contra a Reforma da Previdência e o (des)governo Bolsonaro. O objetivo é que nessa próxima semana, que vai do dia 01 a 07 de setembro, estejamos todos envolvidos nessa missão de conversar com nossos companheiros e companheiras nas escolas, além de debater com os estudantes e a própria comunidade escolar. Sugerimos a promoção de aulas públicas, seminários e debates em nossos locais de trabalho e em locais de grande concentração popular das cidades. Temas como o financiamento da educação, o futuro do FUNDEB, precatórios do FUNDEF e outros tantos devem entrar em nossa pauta de conversas. Estamos disponibilizando em nossa página eletrônica da Internet farto material que pode ser acessado e usado por nossas entidades nas atividades dessa semana.


Essa semana deverá culminar com a participação ativa e massiva de nossas entidades nos atos do dia 07 de setembro, quando ocorrerá em todo o Brasil o Grito dos Excluídos. Procure se informe se em sua cidade já está sendo organizada alguma atividade referente a esse movimento. Os estudantes e suas entidades de representação (UNE, UBES e ANPG) também estão organizando em várias cidades atos e mobilizações em defesa de nossa educação pública e, junto com todas as Centrais Sindicais, já deliberaram por aderir ao Grito dos Excluídos no dia 07 de setembro.


A nossa luta é pela educação pública, mas também é por uma país democrático e justo para todos! Que façamos a nossa parte enquanto entidades sindicais que pensam e lutam para além de nossas pautas corporativas! Um projeto de país soberano e livre, e de uma democracia plena que garanta os direitos sociais de todos/as, é também uma bandeira nossa, que tremula junto com a da educação pública, democrática, laica e plural!

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

EXPOLAJES 2019 >> SEMAGMA faz balanço de sua participação durante a XXV Expolajes




Terminada mais uma edição da Expolajes, ocorrida durante esse final de semana em Lajes, a  Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (SEMAGMA), vem prestar contas das atividades realizadas por esta secretaria durante esse evento.  Buscando fomentar o desenvolvimento das diversas atividades agrícolas, a SEMAGMA realizou várias ações, de caráter formativo e cultural, as quais destacamos:

Entrega de 550 pintos e palestra com técnico da EMPARN sobre o manejo desses animais, para uma melhor produtividade;

Demonstração de como funciona um Sistema de Produção Integrado e sua utilização em quintais produtivos;

Distribuição de 150 mudas frutíferas (coco, goiaba, mamão, graviola, pinha e acerola) a pequenos agricultores locais;

Entrega de cheques pela AGN (Agência de Fomento Governo do RN) para pequenos empreendedores locais;

Realizamos um curso com duração de dois dias sobre produção queijos, em parceria com o SENAI / SEBRAE;

No tocante ao Meio Ambiente, viabilizamos, no sábado pela manhã, um excelente momento cultural para as escolas que realizam visitas a esse evento;

Foi realizada mais uma edição da Feira da Agricultura Familiar durante toda Expolajes;

Realizamos ainda, uma roda de conversa sobre: MEIO AMBIENTE E AGRICULTURA, onde tivemos como público alvo: agricultores e várias entidades do campo, dentre as quais destacamos: Sindicatos de Trabalhadores, Território Sertão Central Cabugi e EMATER;

Queremos aqui agradecer a todos os parceiros e ao público contemplado com essas ações,acreditando que dessa forma estamos contribuindo para o desenvolvimento do meio rural.

Segue abaixo, imagens das referidas atividades:










RESULTADOS DO GOVERNO BOLSONARO >> Após uma década de queda na desigualdade, milhões retornam à miséria








Faz pouco mais de um ano que o pernambucano José Maílson Pereira deixou o sertão para tentar uma vida melhor em São Paulo. Não demorou para conseguir uma vaga como ajudante de pedreiro, o mesmo ofício que exercia na terra natal. Ganhava o bastante para pagar um quarto modesto em uma pensão. Há quatro meses, foi demitido após um desentendimento com a chefia. Sem conseguir voltar ao mercado formal de trabalho desde então, passou a fazer bicos como catador de papelão. Cada quilo lhe rende 30 centavos.


Sem a renda garantida todo mês, José Maílson perdeu quase que imediatamente a capacidade de pagar por um teto. Tornou-se mais um entre milhões de brasileiros que, nos últimos anos, foram lançados de volta à pobreza extrema.
Desde o dia em que deixou o canteiro de obras, divide o vão escuro e úmido de um viaduto com outros companheiros de desventuras, habitantes da mais rica cidade brasileira que não podem contar com chuveiro quente, comida na mesa ou uma cama para dormir. Um “vizinho” que acompanhava a conversa pergunta: “Como pode ser um problema da pessoa se a cada dia tem mais e mais gente na rua?”
Após uma década de uma redução jamais vista na desigualdade, o Brasil cava, de novo, o fosso social que sempre caracterizou a sua história. Em dois anos, quase 2 milhões de indivíduos passaram a enfrentar o mesmo drama de José Maílson. Segundo dados do IBGE, aqueles que vivem abaixo da linha de pobreza extrema, cujos ganhos não passam do equivalente a 7 reais diários, saltaram de 13,5 milhões em 2016 para 15,2 milhões no ano seguinte. Se consideradas as famílias que vivem com menos de 406 reais por mês, o total subiu de 53,7 milhões para 55,4 milhões. Este é o contigente de miseráveis lançados à própria sorte em um país que optou por desmantelar as tênues redes de proteção social desde o impeachment de Dilma Rousseff.
Melhor para a porção abastada do Brasil. Um estudo publicado em junho pelo Instituto Brasileiro de Economia, ligado à Fundação Getulio Vargas, mostra que nos últimos três anos o desemprego arrasou os ganhos dos mais pobres e ampliou a desigualdade no mercado de trabalho. De lá para cá, a renda dos 10% mais ricos cresceu 3,3%. Já a fatia mais vulnerável da população amarga uma perda acumulada de mais de 20%.
José Maílson Pereira tem apenas 32 anos, mas o rosto marcado pela rotina dura o faz aparentar pelo menos dez a mais. Para ultrapassar a média internacional do Banco Mundial, que considera miserável quem sobrevive com menos de 1,90 dólar por dia, os tais 7 reais, o pernambucano teria de recolher todos os dias ao menos 30 quilos de lixo reciclável. Sem falhar sábado, domingo ou feriado. “Nunca trabalhei com carteira assinada”, lamenta. Um retrato perverso da miséria que corrói especialmente as grandes e médias cidades no Brasil.Só em São Paulo, o número de indivíduos em situação de rua abordados pelos assistentes sociais da prefeitura cresceu 66%. Ao longo de todo o ano passado, segundo esses dados, ganharam as ruas mais de 105 mil pessoas. Esses são os indicadores mais recentes da explosão nas ruas da capital paulista. Em 2015, o Censo calculava 16 mil moradores de rua. Naquele mesmo ano, os abordados foram 56,1 mil. Hoje, as projeções mais recentes estimam que esse total ultrapasse os 25 mil. Quase mil seriam crianças.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL >> Recuperação da vegetação nativa pode criar 2 milhões de empregos em dez anos


Estudo mostra os benefícios socioeconômicos e ambientais do planejamento integrado da paisagem que concilia produção agrícola, conservação e restauração; além de reverter a degradação, processo aumenta a resiliência climática, assegura a presença de polinizadores – incrementando a produtividade agrícola nacional em até 90% –, e ainda fornece produtos madeireiros, frutos e bioativos florestais  que diversificam o mercado e geram renda aos proprietários rurais
A Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) e o Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS) lançam hoje o sumário para tomadores de decisão do relatório temático “Restauração de Paisagens e Ecossistemas”. Elaborado por 45 pesquisadores de 25 instituições, o estudo reúne o conhecimento científico sobre iniciativas, práticas e políticas públicas que visam o uso mais sustentável do solo no Brasil, contribuindo diretamente para a mitigação das mudanças climáticas e o alcance de metas globais. O objetivo é informar governantes, empresários e demais gestores e lideranças, das esferas pública e privada, sobre o melhor caminho a ser seguido.
Diante da crescente alteração de ambientes naturais por atividades humanas, a restauração de paisagens e ecossistemas tem se tornado prioritária em âmbito internacional. Tanto é que a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o período entre 2021 e 2030 como a Década sobre Restauração de Ecossistemas. E, em meio a uma conjuntura crítica para a agenda ambiental brasileira, o documento da BPBES e do IIS apresenta dados e propostas para demonstrar o benefício mútuo entre produção agrícola, conservação e restauração. O estudo está sendo lançado em um momento oportuno: duas semanas após o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da ONU, ter divulgado um relatório especial que aborda as relações entre o uso da terra e as mudanças do clima, alertando para a importância de se combater o desmatamento, proteger os ecossistemas naturais e promover a recuperação da vegetação nativa.
O Brasil perdeu 70 milhões de hectares de vegetação nativa nos últimos 30 anos. Em sua maior parte, são terras abandonadas, mal utilizadas, em processo de erosão e que pouco agregam ao país. “Essas áreas não contribuem para a produção de alimentos, para qualquer outra atividade econômica e nem para os serviços ecossistêmicos. Sua restauração deveria ser uma prioridade nacional!”, pontua Bráulio Dias, professor da UnB e ex-secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU. O estudo observa que cada bioma e seu respectivo nível de degradação requerem métodos específicos de restauração ecológica para garantir melhor relação custo-eficiência, e detalha as técnicas mais indicadas para cada área, incluindo a condução da regeneração natural.
Sinergia e interdependência – Segundo o documento, a restauração de paisagens e ecossistemas não compete com atividades agrícolas; ao contrário, são ações sinérgicas. O coordenador do relatório, Renato Crouzeilles, professor do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da UFRJ e do Centro de Ciências da Conservação e Sustentabilidade do Rio na PUC-Rio e associado ao IIS, salienta que ciência e política andam juntas e se beneficiam. “O planejamento inteligente e o manejo integrado da paisagem levam a uma situação de ganha-ganha, onde ganha o meio ambiente, ganha a produção agrícola e ganha a sociedade”, explica.
Na mesma linha, Ricardo Rodrigues, professor da Esalq/USP, onde coordena o Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal (Lerf), e também um dos coordenadores do estudo, argumenta que agricultura e meio ambiente não são concorrentes e, sim, interdependentes. Por isso, devem ser abordados de forma conjunta, sob a ótica da ‘adequação ambiental e agrícola de propriedades rurais’, conceito que pratica há mais de 20 anos no Lerf, obtendo como resultado benefícios ambientais e produtivos. Para tanto, ele defende que o conhecimento científico precisa se aproximar da sociedade e a sociedade deve se apropriar melhor desse conhecimento. “Temos que quebrar essa barreira. Não podemos continuar gerando conhecimento de qualidade para nós mesmos, discutindo entre pares. Acredito que esse estudo é um instrumento interessante para essa aproximação”. Para Rodrigues, o diferencial da agricultura brasileira deveria ser a tecnologia de ponta, a alta produtividade e o baixo impacto ambiental, em um ambiente rico em biodiversidade e, portanto, com sustentabilidade ambiental e socioeconômica.

domingo, 1 de setembro de 2019

MACHISMO E PODER >> Excelente reflexão sobre as relações familiares e o poder político

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas em pé, sapatos e terno
Jair Bolsonaro é um homem idoso, xenófobo, que declarou quando deputado na TV em rede nacional num programa humorístico que praticava zoofilia com galinhas e cabritas na adolescência. Deixou sua segunda esposa para se casar com a amante vinte anos mais nova e disse a repórter que usava do dinheiro público para comer gente.
Donald Trump é um homem idoso, xenófobo, dono de bordéis, cassinos e boates de estriper, que explora a prostituição e ficou milionário com isso. Casou pela "décima" vez com uma mulher mais nova que a filha caçula dele.
E vocês falam mal do Presidente Macron por que a mulher dele é mais velha que ele 25 anos, e ele se declara para ela e a trata com respeito, amor e carinho. Ele se casou com a mulher que ele amava desde a adolescência, lutou e batalhou por esse amor. E seu orgulho é caminhar ao lado dela.
Eu vejo um monte de mulher brasileira concordando com isso, debochando e falando mal de outra mulher por que ela envelheceu mas ainda assim é amada e vive feliz !!!!
Aqui alguns homens compõem "músicas" para nos chamar de cadelas, não assumem compromissos, precisam ser processados para assumir seus próprios filhos ... e vocês acham normal.
Que inversão de valores ... o problema do Brasil é realmente o brasileiro ... 🤢🇧🇷#desculpaBrigitte
Texto extraído do facebook de Fabiana Santiago

MISSA DE 30º DIA >> A família Moura, convida familiares e amigos para participarem da missa de 30ª dia de Vércio Moura

INTERIORIZAÇÃO DO TURISMO >> Treze novos municípios do RN passam a integrar o Mapa do Turismo Brasileiro

turismoAo todo, treze municípios do RN passaram a integrar o novo Mapa do Turismo Brasileiro 2019 - 2021, totalizando 79 cidades distribuídas nos cinco polos do estado. Em dezembro do ano passado, o Governo Federal estabeleceu critérios para a atualização do Mapa. Passam a integrar os municípios: Pedro Velho, Santo Antônio, Tapi, Riachuelo, Upanema, Serra do Mel, Pendências, Fernando Pedroza, Vila Flor, São Francisco do Oeste, Olho d’água dos Borges, Jardim do Seridó e São João do Sabugi.
Para a secretária de Turismo do RN, Aninha Costa, aumentar o número de municípios contemplados pelo Mapa é fundamental para interiorização do turismo no estado. “Enquanto o país teve uma redução no número de municípios que atingiram as exigências do Mtur para participarem do Mapa, o Rio Grande do Norte aumentou. Resultado de muito trabalho da Secretaria de Turismo que fez a orientação aos municípios para que cumprissem todos os critérios”, explicou a titular da pasta.
O Ministério do Turismo divulgou na última segunda-feira (26), no Diário Oficial da União (DOU), o novo Mapa do Turismo Brasileiro 2019-2021. Totalizando 2.694 cidades de 333 regiões turísticas do país foram validadas e incluídas na atualização da plataforma. Neste ano, os estados e municípios contaram com novos critérios, compromissos e recomendações estabelecidas pelo MTur, entre elas a obrigação de participação em instância de governança e em Conselho Municipal de Turismo (COMTUR).
O trabalho da Secretaria de Turismo para orientar os municípios no que diz respeito à formalização das instâncias de governança vem sendo realizado ao longo das reuniões dos polos turísticos do estado. “É um trabalho minucioso, que exige atenção e compromisso. Para tanto, iremos promover um seminário em Natal no próximo dia 19 de setembro para detalhar todos os passos de formalização das instâncias regionais”, ressaltou a subsecretária Solange Portela.
O novo Mapa do Turismo está disponível para consulta no site www.mapa.turismo.gov.br e conta ainda com a emissão de certificado digital para os municípios que o compõem. A certificação é uma maneira de comprovar que o município está inserido no Mapa e faz parte do rol de 2.694 destinos brasileiros que trabalham o turismo como política de desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda.
Assecom/RN

VNHA PARTICIPAR >> Neste domingo, "1º Abraço no Parque da Cidade", localizado no prolongamento da Av. Prudente de Morais, no horário das 9h às 11h30.

Resultado de imagem para 1º Abraço no Parque da Cidade

Participe neste domingo, dia 1/9, do "1º Abraço no Parque da Cidade", localizado no prolongamento da Av. Prudente de Morais, no horário das 9h às 11h30.

O objetivo desta ação é alertar a população sobre a gravidade que vem ocorrendo no Parque da Cidade, onde se encontra mais da metade da água que abastece as zonas leste, oeste e sul de Natal. No Parque existem 10 poços da CAERN que representam cerca de 65% do volume de água consumido pela população. Para se ter uma ideia, só na Região Oeste moram aproximadamente 400 mil habitantes.

O Parque da Cidade foi criado, em 2006, na Zona de Proteção Ambiental 1, para proteger as águas subterrâneas situadas no local e seu entorno. Naquela época, a área estava livre de contaminação por nitrato.

Ocorre que, ao longo dos anos, com a expansão urbana, a intensificação da ocupação dos bairros do entorno e a não finalização do sistema de tratamento de esgotos do Parque, essa situação se modificou totalmente. Análises realizadas neste ano de 2019 revelam que em vários poços situados naquela área o índice de contaminação da água por nitrato já supera os limites permitidos pela legislação.

Diante deste quadro, várias entidades se reuniram para criar um abaixo-assinado solicitando ao Prefeito Álvaro Dias, que adote todas as providências necessárias para que o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, possa continuar exercendo as suas relevantíssimas funções ambientais, sociais, culturais e turísticas para a nossa saúde e qualidade de vida.

Lembre-se que o Parque se constitui uma Unidade de Conservação do Município de Natal, que honrosamente recebeu da UNESCO, em julho/2019, o título de Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

A programação para o "1º Abraço no Parque da Cidade", consta da concentração às 9h, reunião com os presentes às 9h30, o Abraço começa às 10h, em seguida das 10h30 às 11h30, será realizado a blitz de adesivação nos carros, distribuição de árvores e panfleto “Salve a Água de Natal”.

Serviço
1º Abraço no Parque da Cidade
Data: 01.09.2019 (domingo)
Local: Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, localizado no prolongamento da Av. Prudente de Morais, Natal RN
Horário: 9h às 11h30
Concentração: 9h
Reunião: 9h30
Abraço: 10h
Blitz: 10h30 - Adesivação/carro, distribuição de árvores e
panfleto “Salve a Água de Natal”
Encerramento: 11h30
Cobertura fotográfica: Canindé Soares
Levar: alegria, água mineral, protetor solar, camisa UV, boné e fruta.

Realização:
ONG Baobá
ACIRN
ASPOAN
Rede EuSouDoAmor
Santuário Ecológico de Pipa
UNI RN
Gamboa do Jaquaribe
Dez Mulheres
SOS MangueRN
Museu de Ciências Morfológicas da UFRN
Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social