É por isso que, ao final do último dia 13, a CNTE já indicou um calendário de lutas e mobilização para que nossas entidades continuem a assumir o papel central nesse atual processo de resistência política que estamos promovendo em todo o Brasil. Nosso papel, enquanto entidades sindicais, é promover a luta em defesa dos interesses de nossa categoria, entendendo que essa pauta será mais vitoriosa quanto mais garantirmos a própria democracia em nosso país. Um governo autoritário, que empurra goela abaixo todas as atrocidades que têm sido implementadas no campo educacional do país, inclusive os cortes de gastos na educação, não combina com o modelo educacional livre, autônomo, democrático e plural que defendemos.
Aproveitando a Semana da Pátria, indicamos o engajamento de todos/as para uma semana inteira de mobilização em nossas bases, no que estamos a chamar de mobilização Em Defesa da Soberania Nacional, contra a Reforma da Previdência e o (des)governo Bolsonaro. O objetivo é que nessa próxima semana, que vai do dia 01 a 07 de setembro, estejamos todos envolvidos nessa missão de conversar com nossos companheiros e companheiras nas escolas, além de debater com os estudantes e a própria comunidade escolar. Sugerimos a promoção de aulas públicas, seminários e debates em nossos locais de trabalho e em locais de grande concentração popular das cidades. Temas como o financiamento da educação, o futuro do FUNDEB, precatórios do FUNDEF e outros tantos devem entrar em nossa pauta de conversas. Estamos disponibilizando em nossa página eletrônica da Internet farto material que pode ser acessado e usado por nossas entidades nas atividades dessa semana.
Essa semana deverá culminar com a participação ativa e massiva de nossas entidades nos atos do dia 07 de setembro, quando ocorrerá em todo o Brasil o Grito dos Excluídos. Procure se informe se em sua cidade já está sendo organizada alguma atividade referente a esse movimento. Os estudantes e suas entidades de representação (UNE, UBES e ANPG) também estão organizando em várias cidades atos e mobilizações em defesa de nossa educação pública e, junto com todas as Centrais Sindicais, já deliberaram por aderir ao Grito dos Excluídos no dia 07 de setembro.
A nossa luta é pela educação pública, mas também é por uma país democrático e justo para todos! Que façamos a nossa parte enquanto entidades sindicais que pensam e lutam para além de nossas pautas corporativas! Um projeto de país soberano e livre, e de uma democracia plena que garanta os direitos sociais de todos/as, é também uma bandeira nossa, que tremula junto com a da educação pública, democrática, laica e plural!
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