quinta-feira, 15 de outubro de 2015

RN tem, proporcionalmente, maior oferta de hospedagem do País

A Secretaria de Estado do Turismo (Setur RN) concluiu levantamento sobre oferta de meios de hospedagem no Rio Grande do Norte, totalizando mais de 52,5 mil leitos, sendo proporcionalmente uma das maiores do Brasil. O estudo ajudará a embasar o direcionamento de recursos e o planejamento de ações pelo Governo do RN, via Setur RN e Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur).

“A oferta de hospedagem é um dos itens fundamentais para acolher bem o turista. E esse estudo nos proporciona uma ideia de onde há melhor infraestrutura turística em nosso Estado e ratifica um dos nossos diferenciais com relação aos nossos vizinhos ou mesmo para qualquer Estado do Brasil: temos não só qualidade, mas quantidade mais do que suficiente de leitos”, comenta o secretário Ruy Gaspar.
A presidente da Emprotur, Aninha Costa, ressalta ainda que os roteiros elaborados pelo órgão para divulgar nos eventos nacionais e internacionais de turismo dependem, também, dessa oferta de leitos. Por isso, a importância de municípios melhorarem esse quesito para atender bem a demanda crescente de turistas no Estado. “Se há variedade de preços, de estilos, o turista volta”, recomenda.
Segundo o estudo, o RN possui 52.545 leitos. O pólo Costa das Dunas detém praticamente 80% desse número com 42.892 leitos. O alto percentual é justificado pelos dois destinos internacionais do Estado, Natal e Pipa, ofertando 29.354 e 7.357 leitos, respectivamente. O pólo abriga ainda o quarto e quinto municípios com maior oferta: Nísia Floresta (1.796) e Parnamirim (1.314).
O pólo Costa Branca vem em seguida com 4.771 leitos, sendo Mossoró o terceiro município com maior oferta de hospedagem, com 2.512 leitos. Na sequência, o pólo Seridó, com 1.730 leitos (Caicó, 600 leitos; Currais Novos, 520 e Lagoa Nova, 230), pólo Serrano, com 1.493 leitos (Martins, 772; Portalegre, 208), e pólo Agreste/Trairi , com 1.076 leitos (Santa Cruz, 512; Santo Antônio, 220; Serra de São Bento, 116).
Os quatro municípios não integrantes de pólos somam 523 leitos, sendo 265 em Alto do Rodrigues, 233 em João Câmara, 15 em Triunfo Potiguar, e 10 em Cruzeta. E 41 dos 167 municípios potiguares, todos integrantes de pólos turísticos, não possuem leitos de hospedagem. São seis do pólo Costa das Dunas, cinco do pólo Costa Branca e do pólo Agreste/Trairi, oito do pólo Seridó, e doze do pólo Serrano.
Para o secretário, alguns números chamam a atenção. Mesmo no pólo Costa das Dunas, potencialmente turístico, seis dos 21 municípios sequer possuem um leito. Ou municípios com potencial e atrativos turísticos com pouca infraestrutura para receber o turista. Já Santa Cruz, que abriga a maior estátua católica do mundo, tem investido no setor e obtido mais emprego e renda.
O levantamento detalha não só a capacidade de hospedagem por cada município de cada pólo (além dos quatro municípios não integrantes dos pólos), mas também o número de leitos em cada pousada, hotel, flat, resort, hostel ou albergue. O estudo foi confeccionado a partir de pesquisas telefônicas, sites e com o auxílio do sistema do Cadastur (cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor do Turismo).

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

ANA embarga captações irregulares de água no rio Piranhas >> Talvez os que estavam roubando essa água, vivam a criticar a corrupção na política....

Durante campanha de fiscalização na última semana, especialistas da Agência Nacional de Águas (ANA) lacraram as bombas de três usuários de água do rio Piranhas, que estavam captando para irrigação em desacordo com a Resolução Conjunta nº 640/2015, assinada pela ANA, pela Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA) e pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN) para preservar os estoques de água nos açudes da região para abastecimento. A medida está em vigor desde 1º de julho.

Os três usuários tiveram as bombas lacradas imediatamente por terem sido flagrados captando água para irrigação em descumprimento à Resolução Conjunta nº 640/2015, que proíbe desde 1º de julho a captação de água para irrigação e aquicultura nos rios Piancó e Piranhas a partir da barragem Corema até o reservatório Armando Ribeiro Gonçalves. A medida busca garantir água para o consumo humano e animal na região, considerados usos prioritários em situação de escassez, conforme definido pela Lei nº 9433/97, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos.

No caso dos autos de interdição cautelar, para impedir preventivamente o uso da água para irrigação, os usuários recebem a solicitação para desmontar seus sistemas de irrigação ou separar os sistemas mistos de captação que contenham as finalidades de irrigação e consumo (humano ou animal).

Desde o último mês de julho, a ANA executa semanalmente campanhas de fiscalização e sobrevoos em helicóptero cedido pelo IBAMA, em coordenação com a AESA e o IGARN. A iniciativa tem como objetivo assegurar o cumprimento da Resolução Conjunta nº 640/2015. Nas campanhas, 203 usuários foram vistoriados e houve a aplicação de 44 autos de interdição cautelar e cinco embargos provisórios.

Além disso, as ações de fiscalização já resultaram na redução de mais de 70% da área irrigada por captações superficiais nesse trecho do rio Piranhas, em comparação a 1º de julho de 2015, quando entrou em vigor a suspensão da irrigação e da captação para aquicultura. A área irrigada atualmente corresponde a menos de 15% dos 2500 hectares cadastrados pela ANA em 2014, quando não havia restrições de uso.

As restrições de uso da água deverão vigorar mesmo durante o próximo período chuvoso e até o fim de 2016, tendo em vista as expectativas de chuvas abaixo da média decorrente da influência do fenômeno El Niño sobre a região, que atravessa um dos períodos secos mais longos já observados.
Texto:Raylton Alves - ASCOM/ANA

ALERTA >> Rio Grande do Norte tem 95 municípios com incidência alta de dengue

O Programa Estadual de Controle da Dengue da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou, nesta terça-feira (13), o boletim referente à Semana Epidemiológica 40, no qual foi verificada uma expressiva diminuição no número de notificações da doença. A queda foi identificada a partir da semana epidemiológica 14, o que indica que o Estado permanece num quadro não epidêmico.
No Rio Grande do Norte foram notificados 26.183 casos suspeitos de dengue do início do ano até o dia 10 de outubro, dos quais 5.390 foram confirmados. Em relação ao ano passado, no mesmo período, se observa um aumento de 118,78% no número de casos notificados. Entretanto, apesar desse aumento, constatado nos dados acumulados, percebe-se uma diminuição de casos nas últimas semanas.
De acordo com o Programa Estadual de Controle da Dengue (PECD), de 4 de janeiro a 10 de outubro de 2015, o RN tem 95 municípios com incidência alta de dengue (aqueles que notificaram mais de 300 casos da doença por 100.000 habitantes), 29 estão com incidência média, 31 com baixa e 12 com incidência silenciosa (não notificaram os casos).
Os casos considerados suspeitos, de acordo com o Ministério da Saúde, são: pessoa que viva ou tenha viajado nos últimos 14 dias para área onde esteja ocorrendo dengue ou que tenha a presença de Aedes Aegypti, que apresente febre, usualmente entre 2 a 7 dias, e apresente duas ou mais das seguintes manifestações: náuseas, vômitos, exantemas, mialgias, artralgia, cefaleia, dor retroorbital, petéquias ou prova do laço positiva e leucopenia.
* Fonte: Sesap/RN

A LADAINHA DO "MENOS IMPOSTOS" E A CRETINICE DA ELITE E SEUS SEGUIDORES

ESSE PARLAMENTAR SE ENCAIXA PERFEITAMENTE NAQUELA FRASE: FAÇO O QUE EU DIGO MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO! A FAVOR DO PROJETO LEI QUE AUTORIZA O GOVERNO ESTADUAL MEXER NO FUNDO PREVIDENCIÁRIO DOS SERVIDORES DO RN. AGORA SE FAZ DE VÍTIMA!
O Brasil parece ser o país da "sem-vergonhice" mesmo. Nesses dias vi um outdoor do deputado candidato a anjo da honestidade, Kelps Lima, ex-auxiliar do tsunami que devastou Natal, Micarla de Sousa, e que, eleito deputado estadual, com o estranho apoio do PDMB, vive fazendo discursos da moralidade. Em breve talvez o deputado-monge-da-honestidade proponha que a Assembleia Legislativa feche suas portas e se instale em tendas.
O outdoor do deputado-vestal, reclamando do anunciado aumento dos impostos estaduais e com a bravata de uma foto com carinha feia e dizeres "sou contra" foi acompanhado por outros outdoor's, das corporações empresariais potiguares com uma campanha, hipócrita, é verdade, contra o aumento dos impostos. Sem falar dos pequenos dizeres espalhados nos carros da classe média, cheios de raivinha, com "não vou pagar a conta".
Essa ladainha contra os impostos vem desde o surgimento dos impostos, no limiar da civilização, pois nenhuma classe que detenha mais recursos quer perder esses recursos para um ente em que não está diretamente ligado aos interesses dela. Portanto nada de novo nesses queixumes.
Mas, sejamos francos, o empresariado e os vestais anti-impostos são, no mínimo, espertos e no limite, cretinos, com essa campanha. Quando o governo desonera impostos, como o governo federal fez entre 2010 e 2014, que resultou em MENOS R$ 100 bilhões no Caixa do governo, não se viu um aumento em igual proporção, no número de postos de trabalho ou sequer um incremento de melhorias que pudesse elevar a competitividade das industrias nacionais.
O que se viu, de forma bem descarada, foi a elevação da margem de lucro e a reestruturação produtiva sim, mas para melhorar o custo unitário das empresas e o processo de fusão e centralização do Capital, fulminando as pequenas empresas. A "farra" da desoneração fiscal foi acolhida silenciosamente pela elite e por boa parte da classe média, que entulhou suas casas com equipamentos eletro-eletrônicos. Tudo bem silencioso.
O modelo esgotou-se, por erro de previsão do governo, e isso é passível de crítica. E eis que partes da classe média se viram, coitados, "õrfãos do consumo". Abandonados pela "malvada Dilma", não poderão trocar seus carros e suas quinquilharias eletrônicas, nem tomar mais vinhos estrangeiros com a volúpia de antes; nem ir torrar a moeda nacional no exterior, deixando negativa a Balança de Serviços e forçando o governo a compensar o déficit do Balanço de Pagamentos com captação de recursos via endividamento. Tadinho dos empresários.
Ao primeiro sinal de crise o que os empresários fizeram? Encolheram suas margens de lucro? Não. Encolheram os empregos e fazem as pilantragens de sempre, como aumentar o preço do combustível em cima de estoques antigos, garantindo pelo menos de 15 a 30 dias de ganhos gordos com a diferença de preços.
As atitudes de Kelps e dos empresários potiguares não são novidades. Nem o surto da classe média, sempre desejosa de consumir ad infinitum num sistema em que a instabilidade é o seu motor de acumulação.
O choque de realidade pegou a todos, mas o conceito de "realidade" varia de acordo com o grau de participação de cada segmento na apropriação da riqueza produzida pelos TRABALHADORES.

POSICIONAMENTO >> Carta Aberta faz apelo pela continuidade das políticas para a Convivência com o Semiárido.

Foto de Articulação no Semi-Árido.

Confira o texto na íntegra clicando no link a seguir: 
http://migre.me/rKFyr

Uma das principais representantes do agronegócio Senadora Kátia Abreu é denunciada por trabalho escravo, crime ambiental e grilagem de terras

A senadora é conhecida por sua fervorosa atuação pela bancada ruralista no Congresso Nacional, tendo encabeçado o projeto do novo código florestal que prevê amplo desmatamento das florestas brasileiras
A senadora do PSD Kátia Abreu (ex-DEM), uma das principais representantes da bancada ruralista no Congresso Nacional, foi denunciada recentemente por trabalho escravo, crime ambiental e grilagem de terras.
Conforme denúncia do MST – ao qual a senadora se refere como  “milícia” e “movimento dos sem lei” em seus ataques ao movimento – Kátia Abreu possui uma quantidade enorme de hectares de terras e coloca seus bens em nomes de “laranjas”.
Os dados da senadora no Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Tocantins encobrem os favores que ela recebeu do governador do estado, José Wilson Siqueira Campos (PSDB-TO).  
O governador Siqueira Campos grilou vários hectares de terra no município de Campos Lindos, em 1999, e distribuiu as terras por preço simbólico entre amigos e parte da família de Kátia Abreu, tendo emitido um decreto que tornou de “utilidade pública” 105 mil hectares de terra.
Em suas terras, registradas no nome de familiares, Kátia Abreu também mantém trabalhadores em condições de escravo.
Não por acaso, Kátia Abreu é uma das principais representantes dos latifundiários e do agronegócio, tendo presidido várias associações rurais, sendo atualmente presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
A senadora foi uma das principais pessoas que comandou junto com Aldo Rabelo (PCdoB) e outros senadores a aprovação do novo Código Florestal que vai garantir anistia aos desmatadores e retirar as áreas de preservação permanente da proteção do governo.
Kátia Abreu teve propriedades embargadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) justamente por desmatamento de área de preservação permanente.
Outra atuação de destaque da senadora foi a tentativa de barrar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Escravo, que prevê a desapropriação de imóveis rurais que tenham trabalhadores escravos.
No ano passado, 56 trabalhadores escravos foram descobertos na Fazenda Água Amarela, em Araguatins (TO), registrada no nome do irmão de Abreu, André Luis de Castro Abreu.
Outra denúncia envolvendo a senadora é o envolvimento em casos de crime ambiental em Tocantins.
A fazenda da senadora ocupada por mulheres sem-terra no Dia Internacional da Mulher, como protesto contra os ruralistas já foi embargada em 2010 e seus proprietários registrados foram levados a julgamento por desmatamento de áreas de preservação permanente.
Ao migrar do DEM para o PSD, Kátia Abreu se tornou parte da base do governo e era um dos nomes mais bem cotados para assumir o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o que mostra a enorme capitulação do PT à direita, entregando postos estratégicos no governo a esses setores. Acontecimento que também foi visto durante a aprovação do código florestal.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

VITÓRIA DA MOBILIZAÇÃO PELO MEIO AMBIENTE >> Conseguimos! A Reserva do Tinguá está protegida!

Resultado de imagem para A Reserva do Tinguá está protegida!Em recente manifestação, o Ministério do Meio Ambiente descartou essa ameaça, garantindo que o Tinguá vai permanecer com sua categoria atual de reserva biológica federal, pela qual foi elevada à categoria de “Patrimônio Natural da Humanidade - Reserva da Biosfera" pela UNESCO. Sua importância está ligada à riqueza de sua biodiversidade de flora e fauna, onde se destaca o "sapo-pulga", o menor anfíbio do mundo, catalogado pela Ciência e que foi descoberto em suas matas em 1965 por um pesquisador da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Além disso, a Reserva do Tinguá possui formidável manancial hídrico, constituindo-se em bacia hidrográfica abastecedora das populações do Grande Rio e parte da Baixada Fluminense.


A vitória dessa petição deve-se aos mais de 23 mil apoiadores, que nela colocaram suas assinaturas e a divulgaram em seus círculos de amizade pelas redes sociais. A todos que se dispuseram a apoiar essa causa, o meu sincero e agradecido abraço ecológico! Sem a ajuda de vocês, esse santuário de vida pulsante chamado Reserva do Tinguá corria sério risco de destruição e descaracterização.



Nunca é demais lembrar que a Rebio-Tinguá foi resultado de uma mobilização popular sem precedentes na história da Baixada Fluminense e que ocorreu em 1988, quando mais de dez mil assinaturas foram reunidas num abaixo-assinado em defesa de sua preservação, numa época em que não havia petições online.



Vamos permanecer mobilizados em defesa da Reserva do Tinguá, Patrimônio de Vida do povo brasileiro!