segunda-feira, 14 de julho de 2014

Algumas lições deixadas pela Copa do Mundo no Brasil

A princípio seria caos (Ainda bem que quebraram a cara aqueles poucos que apostaram nisso)!

Imagem do Facebook
Na verdade o Brasil mostrou que é mesmo um dos melhores lugares do mundo. E que mesmo com algumas falhas (o que cabe a seguinte pergunta: onde é 100%?). Porém, conseguimos realizar a Copa das Copas, segundo a própria FIFA e também a mídia internacional.

Além da imagem do Brasil para o mundo, projetada positivamente com a realização vitoriosa desse grande evento, o nosso pais ficou com mais infraestrutura urbana, com melhores estádios de futebol e com uma excelente taxa de empregos gerados em diversos setores contribuindo assim, para o fortalecimento da nossa economia.

Quanto aos nossos visitantes:

Os japoneses nos deram a lição da forma educada como cuidam dos lugares onde estão; os africanos mostraram bastante raça dentro de campo... E assim cada um dos países que aqui esteve mostrou um pouco de seu modo de vida nessa grande festa que foi a Copa. Deixou claro que também que o Futebol evoluiu, vale como exemplo disso, lembrarmos a grande campanha realizada pela seleção da Costa Rica.

E para nós brasileiros, apaixonados por futebol...

Ficou bem claro que não somos mais o país do melhor futebol do mundo, precisando melhorar muito para que voltemos a esse patamar... E, sobretudo, espero que tenha ficado a GRANDE LIÇÃO DA FORMA HARMONIOSA COMO SER TRATADO O ESPORTE, tanto para os torcedores, como também para os atletas.

Basta lembrarmos as grandes festas feitas pelas torcidas que sempre estavam juntas e misturadas mostrando que o futebol nada mais é do que uma disputa esportiva, e não uma guerra em que vemos “alguns” irem para os estádios no intuito de brigar, destruir e até matar o outro... E as bonitas confraternizações (lições de educação e esportividade), entre os jogadores, antes, durante depois de cada partida.

Por tudo isso, parabéns Brasil por essa grande realização!!!!

Por Canindé Rocha - Professor da Rede Pública de Ensino em Lajes/RN.

Curso das 1000 pessoas do Plebiscito Popular pela Constituinte será realizado próximo sábado (19/07).

















Estamos praticamente em contagem regressiva para a realização do Plebiscito Popular pela Constituinte para reforma do sistema político, a ser realizado de 01 a 07 de setembro em todos os estados brasileiros. Por isso mesmo cada comitê estadual está convocando o Curso das 1000 pessoas, momento formativo, organizativo e que tem como principal objetivo animar lutares e lutadoras do povo a construir o Plebiscito Popular, convocando a população a dizer SIM, em defesa de uma Constituinte Exclusiva e Soberana para reforma do sistema político. 

No Rio Grande do Norte o Curso das 1000 pessoas será realizado próximo dia 19 de julho (sábado), a partir de 08h, no Campus Central da UFRN (Natal). Segue abaixo programação e link para inscrição de participantes.

Programação do Curso das 1000 pessoas - 19 de julho (sábado)

Ginásio do Campus Central da UFRN, próximo ao Campo de Futebol:
08h - Início do credenciamento e café da manhã;
09h - Mística e animação;
09h30 - Exposição de programação, metodologia e objetivos;
09h45 - Exposição sobre o que é o Plebiscito, a Constituinte e como construir;
10h15 - Divisão em grupos de discussão por região para responder algumas perguntas, com mediadores articulados pela Secretaria Operativa (os grupos já serão divididos no momento do credenciamento);
11h15 - Socialização do debate nos grupos (realizado pelo mediador/sistematizador de cada grupo);
12h15 - Mística de comprometimento;

Praça Cívica do Campus Central da UFRN:
12h45 - Feijoada e atividade cultural na praça cívica do Campus da UFRN.

Link para inscrição de participantes:
https://docs.google.com/forms/d/1KfGSklK3aJnMKMomEcQNkeE2NGdt98s_MfWaXQ3EirA/viewform?usp=send_form


Fonte: http://www.jptrn.com.br/2014/07/curso-das-1000-pessoas-do-plebiscito.html

Parabéns Mecão, 99 anos de história e conquitas, orgulhando o povo potiguar


Hoje, 14 de julho, o América Futebol Clube completa mais um ano de glórias, lutas e tradição. São 99 anos de história!

É dia de comemorar!

VIVA O ORGULHO DO RN! VIVA O MECÃO!

Terrorismo de Estado de Israel multiplica destruição e morte na Palestina

https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQXvaotNrNFbhihkB5P2jAwpoOt30-gqgy5sD5NjH3RYLMHWINfEm nota oficial, CUT repudia agressão israelense e defende direito do povo palestino à autodeterminação

Escrito por: CUT

Dando continuidade à sua política de terrorismo de Estado, o governo de Israel lançou sobre a população de Gaza mais de 400 toneladas de bombas em 36 horas. A partir de então, a multiplicação dos ataques fez com que o número de palestinos mortos já ultrapasse os 70, com mais de 500 feridos e mutilados, grande parte idosos, mulheres e crianças, atestam organizações médicas internacionais.

É inadmissível que o governo de Israel continue se utilizando da inaceitável e lamentável execução de três colonos israelenses, ocorrida recentemente, como justificativa para continuar com sua política de “punição coletiva”. É completamente absurdo que um Estado queira comportar-se como “xerife”, assassinando impunemente, enquanto mantém a odiosa ocupação militar com milhares de presos políticos e centenas de milhares sob cerco, com o muro do apartheid.

No momento em que Israel afronta uma vez mais a legislação internacional e insiste em manter a ocupação de terras que não lhe pertencem, estendendo suas colônias, humilhando um povo inteiro em seus postos de controle, desviando a água dos rios, cortando a energia elétrica, e atentando contra direitos humanos básicos, cresce a nossa responsabilidade em apoio à resistência palestina.

Assim como o regime de segregação racial caiu na África do Sul com a pressão dos povos e governos somada ao boicote econômico, precisamos ampliar a mobilização pelo rompimento de qualquer acordo com empresas israelenses, como a Elbit - que desenvolve a tecnologia dos drones – ou a Mekorot - responsável por violações e discriminações no direito à água na Palestina desde a década de 1950. Acordos deste tipo servem apenas para aumentar o poder de um regime que se sustenta na agressão.

Neste momento de luto e de dor, redobramos nosso compromisso com a luta pela afirmação de uma paz duradoura a partir da construção de dois estados –um israelense e um palestino - assegurada pelas fronteiras internacionais de 1967, garantindo também o retorno dos refugiados, conforme resolução da ONU.
Pela paz!
Pelo direito da autodeterminação da Palestina!
Pelo fim da agressão israelense!
Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores
Secretaria de Relações Internacionais da CUT-Brasil

Mais da metade da Câmara será de novos deputados em 2015, diz Diap



Sete em cada 10 deputados federais vão tentar permanecer no Congresso Nacional pelos próximos quatro anos. A ambição da maioria dos parlamentares, entretanto, deve esbarrar no desejo dos milhões de pessoas que foram às ruas em 2013 para reivindicar, entre outros temas, a renovação na política. 
Na análise de especialistas, os protestos do ano passado ecoarão nas urnas em outubro. A projeção inicial do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) é de que a mudança de nomes na Câmara bata recorde em comparação às últimas quatro eleições e supere a taxa de 50%.
De acordo com o Diap, 77,97% dos deputados federais serão candidatos à reeleição este ano. O percentual é praticamente o mesmo de 2010, quando 79% dos parlamentares tentaram se reeleger na Câmara. A renovação costuma ser inversamente proporcional à quantidade de deputados que tentam a reeleição dos mandatos. Desta vez, no entanto, a situação tende a ser diferente, segundo levantamentos do instituto.
Fonte: Correio Brasileinse

O Brasil realizou a copa das copas >> Dilma Rousseff: “Convidamos todos a voltarem para as Olimpíadas e Paraolimpíadas 2016″


Mensagem da presidenta em entrega simbólica da Copa do Mundo do Brasil para a Rússia
 
Por Agência PT

Em entrega simbólica da Copa do Mundo do Brasil para a Rússia, a presidenta Dilma Rousseff disse orgulhar-se de o Brasil ter sido palco de uma celebração que emocionou tanta gente. Na mensagem, ela ressaltou que o Brasil esteve conectado com o mundo, que comemorou centenas de gols e se surpreendeu com resultados inesperados. “Muita emoção foi vivida nos estádios e em todas as 12 cidades-sede, fazendo deste campeonato a Copa das Copas”, destacou. 

Segundo a presidenta, essas mesmas atenções serão, agora, voltadas para a Rússia, próxima sede do Mundial, a qual ela deseja “ao povo russo muito sucesso na organização e realização da Copa do Mundo FIFA 2018″. E para finalizar, Dilma agradeceu e convidou os turistas a voltarem ao País para as Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016.

Leia a íntegra da mensagem:
Entrega Simbólica da Copa do Mundo do Brasil para a Rússia
Rio de Janeiro, 13 de Julho de 2014.

Em cerca de duas horas, chegará ao fim a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014. O Brasil se orgulha muito por ter sido, mais uma vez, palco da celebração maior do futebol, esse esporte que tanto nos encanta e emociona.

Nos últimos 30 dias, o mundo esteve conectado ao Brasil, assistindo jogos emocionantes, celebrando quase duas centenas de gols, se surpreendendo com resultados inesperados. Muita emoção foi vivida nos estádios e em todas as 12 cidades sede, fazendo deste campeonato a Copa das Copas.

Estou certa que todos os que vieram ao Brasil – delegações, seleções, turistas – levarão de volta a experiência de ter conhecido um belo país, feito por um povo carinhoso e receptivo, e onde impera a diversidade. Nós, brasileiros, guardaremos a emoção e satisfação de ter realizado um evento muito bem sucedido, uma Copa que só não foi perfeita porque o hexacampeonato não veio.

A partir de agora, os fãs do futebol voltam sua atenção para a Rússia, um país especial, de uma cultura rica, e que terá a honra de sediar o maior dos espetáculos do futebol. Desejo ao povo russo muito sucesso na organização e realização da Copa do Mundo FIFA 2018.

Nós, brasileiras e brasileiros de todos os cantos deste imenso e adorado País, convidamos todos a voltarem para as Olimpíadas e Paraolimpíadas 2016, que sediaremos com a mesma competência e hospitalidade dedicadas à Copa do Mundo FIFA Brasil 2014.
Muito obrigada.

Dilma Rousseff - Presidenta da República Federativa do Brasil

domingo, 13 de julho de 2014

DICA CULTURAL >> Livros melhores que filmes

Foto: Em Christian Petermann seleciona dez livros que são ainda melhores que suas já ótimas adaptações para o cinema.

Em "A Hora da Estrela", de Clarice Lispector, Christian Petermann diz que "a leitura para cinema respeita a rica intimidade humana criada por Lispector".

Com a recente morte do Nobel de Literatura Gabriel García Márquez, muito se pensou sobre sua obra e vida. Ambas tiveram um forte pé fincado também no cinema, com roteiros por ele escritos e colaborações eventuais desde meados dos anos 1960. Pensando nisto, não são muitas as boas adaptações para cinema feitas a partir de sua obra. Recorrendo ao acervo e memória acumulados em 28 anos de crítica profissional de cinema, escolhi dez longas-metragens de qualidade, mas que são adaptações de obras literárias ainda melhores - ou seja, dicas obrigatórias de cinema e leitura. A começar por um García Márquez...

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. A Incrível e Triste História da Cândida Erêndira e Sua Avó Desalmada

Autor: Gabriel García Márquez
Adaptação: Erêndira (1983), de Ruy Guerra

O próprio escritor colombiano García Márquez escreveu o roteiro do filme a partir de um de seus principais best-sellers. O diretor moçambicano radicado no Brasil Ruy Guerra iniciaria então uma forte amizade com o autor, que renderia ainda duas outras parcerias cinematográficas, A Bela Palomera (88) e O Veneno da Madrugada (09). Erêndira ainda é a melhor, uma tradução inspirada do realismo fantástico tipicamente latino que permeia a obra. Sonhos e superstições costuram a história da adolescente-título (numa forte licença poética interpretada pela então esposa de Guerra, Claudia Ohana), que vive numa tenda isolada no deserto apenas com sua avó, de forte temperamento (antológica atuação da grega Irene Papas). Quando por negligência a jovem provoca um incêndio na tenda, ela é obrigada a se prostituir até quitar o prejuízo da avó.
2. A Hora da Estrela

Autor: Clarice Lispector
Adaptação: A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral

Clarice Lispector, uma das grandes escritoras da literatura brasileira, tem em A Hora da Estrela talvez seu livro mais famoso. Este é, nas palavras da autora, "sobre uma inocência pisada, de uma miséria anônima": o comovente relato de vida de Macabéa, uma datilógrafa alagoana que tenta a sorte no Rio de Janeiro. Na versão para cinema escrita pela diretora Suzana Amaral, o cenário se desloca para São Paulo, e é talvez por isso mais impiedosa com a jornada trágica da protagonista (impecavelmente interpretada por Marcelia Cartaxo). A leitura para cinema respeita a rica intimidade humana criada por Lispector.
3. Lavoura Arcaica

Autor: Raduan Nassar
Adaptação: Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho

Narrado em primeira pessoa, este romance publicado em 1975 foi por anos considerado impossível de ser transposto para as telas, por causa de seus tempos narrativos aleatórios, raros diálogos e descrições minuciosas de espaços e estados de espírito. Em seu primeiro trabalho em cinema, o diretor Luiz Fernando Carvalho trabalhou sem um roteiro prévio e usou o livro como fonte rigorosa para as falas do filme. André (Selton Mello) rebela-se contra as imposições autoritárias do pai e foge para a cidade. Tempos depois, o primogênito Pedro (Leonardo Medeiros) o localiza numa pensão suja, e André confidencia a natureza de seu conflito com a figura paterna. Tanto livro quanto longa-metragem não são de fácil absorção, mas ambos proporcionam ao leitor/espectador instigante imersão em poesia e sugestão.

Humor na Net >> Uma boa campanha para a final de hoje a tarde...


Fátima Bezerra >> A futura SENADORA do nossa estado tem o que apresentar a população do RN.

Artigo: "Valeu o sonho, valeu a luta!", por Fátima Bezerra http://bit.ly/1mXgfYj

A última década foi marcada por grandes conquistas na área da educação. Transformamos o frágil FUNDEF no FUNDEB, um poderoso fundo de investimento na educação básica, das creches e pré-escolas ao ensino médio; superamos o entulho político que impedia a expansão da educação profissional e tecnológica, possibilitando a multiplicação dos institutos federais de educação pelos mais variados recantos do país; implementamos a mais audaciosa política de reestruturação e expansão das universidades federais já testemunhada em nossa história, em detrimento da política de sucateamento das universidades públicas implementada na década de 90; aprovamos a Lei de Cotas, reservando vagas para estudantes oriundos de escolas públicas e de grupos étnico-raciais historicamente excluídos do ensino superior; criamos o Piso Salarial Nacional do Magistério, um marco significativo na luta pela valorização dos trabalhadores em educação; enfrentamos a demanda reprimida de acesso ao ensino superior através do PROUNI e do FIES; estamos mudando a realidade do acesso às creches e pré-escolas através do Proinfância; transformamos a riqueza finita do petróleo numa riqueza infinita para o povo brasileiro através da Lei dos Royalties, que destinará bilhões à educação brasileira no próximo período. São inúmeros avanços e conquistas que comprovam o caráter mudancista dos governos do campo democrático e popular liderados pelo Partido dos Trabalhadores, a despeito de uma maioria conservadora instalada no Congresso Nacional e avessa às reformas estruturais.

Às vezes, entretanto, o Congresso Nacional parece ser afetado por lapsos de sensibilidade, permitindo que antigas reivindicações dos movimentos sociais e que bandeiras erguidas nas jornadas de junho de 2013 se transformem em políticas de Estado. Tais lapsos de sensibilidade talvez sejam explicados pela própria pressão popular e pela capacidade de articulação dos partidos progressistas, pois em determinados momentos da história é tão vergonhoso não avançar que até mesmo o conservadorismo se rende ou silencia.

O dia 03 de junho de 2014 foi um desses dias em que pudemos nos orgulhar, enquanto parlamentares, de ter assento no Congresso Nacional. Após anos de tramitação, debates, audiências públicas, seminários e mobilizações sociais, a Câmara dos Deputados concluiu a votação do PL 8035/10, que cria o novo Plano Nacional da Educação, com 20 metas e vigência de 10 anos.

Tenho muito orgulho de ter participado ativamente de mais uma importante conquista para a educação brasileira, como professora, como ex-presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN, como deputada federal, como presidenta da Comissão de Educação da Câmara em 2011 e como atual coordenadora do Núcleo de Educação e Cultura da bancada do PT na Câmara. Também tenho muito orgulho da luta travada no último período pelos movimentos sociais ligados à área da educação, a exemplo da UNE, da UBES, da UNDIME, da CNTE e da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Sem o protagonismo dos movimentos sociais não estaríamos comemorando a aprovação de um PNE à altura dos desafios da educação brasileira, com metas como a destinação de 10% do PIB à educação e a equiparação do valor do Piso Salarial Nacional do Magistério ao rendimento médio das demais categorias com formação equivalente.

Parabenizo ainda a atuação dos parlamentares do Núcleo de Educação e Cultura da bancada do PT, intransigentes na defesa da educação pública brasileira, e em especial o deputado federal Angelo Vanhoni (PT/PR), que desempenhou de forma exemplar o papel de relator, dialogando com os diversos segmentos da sociedade e articulando a aprovação da matéria.

O novo Plano Nacional de Educação será sem dúvida um dos principais legados do governo da presidenta Dilma, um dos principais instrumentos para construção de um Brasil socialmente desenvolvido. Aos meus colegas professores e trabalhadores em educação, aos estudantes e a cada brasileiro que foi às ruas erguendo um cartaz em defesa de educação pública e de qualidade, gostaria de deixar uma mensagem. Valeu o sonho, valeu a luta, valeu ainda mais a vitória. Paulo Freire e Florestan Fernandes estarão sempre presentes em nossas conquistas. Viva a educação brasileira!
A última década foi marcada por grandes conquistas na área da educação. Transformamos o frágil FUNDEF no FUNDEB, um poderoso fundo de investimento na educação básica, das creches e pré-escolas ao ensino médio; superamos o entulho político que impedia a expansão da educação profissional e tecnológica, possibilitando a multiplicação dos institutos federais de educação pelos mais variados recantos do país; implementamos a mais audaciosa política de reestruturação e expansão das universidades federais já testemunhada em nossa história, em detrimento da política de sucateamento das universidades públicas implementada na década de 90; aprovamos a Lei de Cotas, reservando vagas para estudantes oriundos de escolas públicas e de grupos étnico-raciais historicamente excluídos do ensino superior; criamos o Piso Salarial Nacional do Magistério, um marco significativo na luta pela valorização dos trabalhadores em educação; enfrentamos a demanda reprimida de acesso ao ensino superior através do PROUNI e do FIES; estamos mudando a realidade do acesso às creches e pré-escolas através do Proinfância; transformamos a riqueza finita do petróleo numa riqueza infinita para o povo brasileiro através da Lei dos Royalties, que destinará bilhões à educação brasileira no próximo período. São inúmeros avanços e conquistas que comprovam o caráter mudancista dos governos do campo democrático e popular liderados pelo Partido dos Trabalhadores, a despeito de uma maioria conservadora instalada no Congresso Nacional e avessa às reformas estruturais.

Às vezes, entretanto, o Congresso Nacional parece ser afetado por lapsos de sensibilidade, permitindo que antigas reivindicações dos movimentos sociais e que bandeiras erguidas nas jornadas de junho de 2013 se transformem em políticas de Estado. Tais lapsos de sensibilidade talvez sejam explicados pela própria pressão popular e pela capacidade de articulação dos partidos progressistas, pois em determinados momentos da história é tão vergonhoso não avançar que até mesmo o conservadorismo se rende ou silencia.

O dia 03 de junho de 2014 foi um desses dias em que pudemos nos orgulhar, enquanto parlamentares, de ter assento no Congresso Nacional. Após anos de tramitação, debates, audiências públicas, seminários e mobilizações sociais, a Câmara dos Deputados concluiu a votação do PL 8035/10, que cria o novo Plano Nacional da Educação, com 20 metas e vigência de 10 anos.

Tenho muito orgulho de ter participado ativamente de mais uma importante conquista para a educação brasileira, como professora, como ex-presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN, como deputada federal, como presidenta da Comissão de Educação da Câmara em 2011 e como atual coordenadora do Núcleo de Educação e Cultura da bancada do PT na Câmara. Também tenho muito orgulho da luta travada no último período pelos movimentos sociais ligados à área da educação, a exemplo da UNE, da UBES, da UNDIME, da CNTE e da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Sem o protagonismo dos movimentos sociais não estaríamos comemorando a aprovação de um PNE à altura dos desafios da educação brasileira, com metas como a destinação de 10% do PIB à educação e a equiparação do valor do Piso Salarial Nacional do Magistério ao rendimento médio das demais categorias com formação equivalente.

Parabenizo ainda a atuação dos parlamentares do Núcleo de Educação e Cultura da bancada do PT, intransigentes na defesa da educação pública brasileira, e em especial o deputado federal Angelo Vanhoni (PT/PR), que desempenhou de forma exemplar o papel de relator, dialogando com os diversos segmentos da sociedade e articulando a aprovação da matéria.

O novo Plano Nacional de Educação será sem dúvida um dos principais legados do governo da presidenta Dilma, um dos principais instrumentos para construção de um Brasil socialmente desenvolvido. Aos meus colegas professores e trabalhadores em educação, aos estudantes e a cada brasileiro que foi às ruas erguendo um cartaz em defesa de educação pública e de qualidade, gostaria de deixar uma mensagem. Valeu o sonho, valeu a luta, valeu ainda mais a vitória. Paulo Freire e Florestan Fernandes estarão sempre presentes em nossas conquistas. Viva a educação brasileira!