terça-feira, 13 de agosto de 2019

F O I P R A I S S O ? A triste situação por que passa o Brasil no governo bolsonaro


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E N T Ã O ... foi pra ISSO que golpearam o Brasil, golpeando Dilma ... golpeando Lula ... golpeando a Democracia ... para colocar na presidência da República (através de uma diabólica engenharia) um ser desprezível, um autêntico mentecapto, genuíno escroque ... ligado à milícias e grupos de extermínio?
F O I P R A I S S O ?

H O J E o Brasil não mais debate-se entre esquerda ou direita. Hoje o debate é sobre 'que tipo de gente' habita o nosso país. O povo vem sofrendo com um desemprego recorde, indústria e comércio fechando as portas, o PIB - Produto interno Bruto - caindo verticalmente, leis que destroem direitos básicos da cidadania, nosso petróleo sendo entregue em condições absolutamente inacreditáveis ... e 

AINDA HÁ quem defenda este sistema (sistema?). Encontramos entre tais defensores até mesmo (ou principalmente?) generais garantidores e fiadores desta dantesca situação, eles que agora integram este valhacouto de democracia, opinando e ameaçando-nos com suas armas, que são as nossas armas.

P A U L O G U E DE S repete a todo instante que o Brasil vivia um período semelhante ao "voo de galinha" (para 'des' classificar Lula e Dilma), que só dura alguns segundos.

O R A ! Foram doze anos de plena prosperidade para o país ... em meio a uma fortíssima crise mundial, a crise das hipotecas, que abalou os alicerces da economia mundial com inédita contundência. Depois ... o Brasil foi vítima de um boicote feito por gente como Eduardo Cunha e Aécio Neves, que montaram gigantesco esquema e conseguiram - com vários auxílios - atacar de morte, nossa democracia e nosso Estado de Direito.


F O I P R A I S S O ?
Sabotaram o Brasil. E ... até mesmo nossa Soberania foi perdida. Muitas gerações serão necessárias para a reconstrução da nossa Pátria. Ou ... o novo formato é esse mesmo que estamos observando. Não haverá reconstrução alguma. O neoliberalismo nos aprisionou. Governarão para ... dez, talvez vinte por cento da população. O resto que vá morrendo e morrendo rápido para não atrapalhar. O Plano deles é este. Já não restou dúvida alguma.

PRESSÃO MUNDIAL POR JUSTIÇA >> Supremo é pressionado a soltar Lula por juristas e ex-ministros de 8 países

Por causa das práticas ilegais e imorais da Lava Jato, diz a carta,a Justiça brasileira vive atualmente uma grave crise de credibilidade dentro da comunidade jurídica internacional
Jornal GGN – O Supremo Tribunal Federal é o alvo de uma carta assinada por 17 juristas, advogados, ex-ministros da Justiça e ex-magistrados de cortes superiores de 8 países, que pedem a libertação de Lula e criticam seu processo.
Eles afirmam, no texto, que as mensagens trocadas entre os procuradores de Curitiba e o ex-juiz Sergio Moro, detonando conluio na Lava Jato, “estarreceram todos os profissionais do direito.”
“Hoje, está claro que Lula não teve direito a um julgamento imparcial”, avaliaram. “Não foi julgado, foi vítima de uma perseguição política.”“Num país onde a Justiça é a mesma para todos, um juiz não pode ser simultaneamente juiz e parte num processo”, defenderam.“Ficamos chocados ao ver como as regras fundamentais do devido processo legal brasileiro foram violadas sem qualquer pudor”, afirmaram.     
“Por causa dessas práticas ilegais e imorais, a Justiça brasileira vive atualmente uma grave crise de credibilidade dentro da comunidade jurídica internacional”, dispararam. Os juristas que assinam o manifesto são de países como França, Espanha, Itália, Portugal, Bélgica, México, EUA e Colômbia.  “Entre os signatários está Susan Rose-Ackerman, professora de jurisprudência da Universidade de Yale, nos EUA. Ela é considerada uma das maiores especialistas do mundo em combate à corrupção.”    
Dallagnol já recomendou leituras da professora. O marido dela, Bruce Ackerman, foi professor do ministro do STF Luis Roberto Barroso, em Yale.  “Outros nomes de peso que assinam a carta são o professor italiano Luigi Ferrajoli, referência do garantismo jurídico no mundo, o ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, que condenou o ex-ditador chileno Augusto Pinochet por crimes contra a humanidade, Alberto Costa, ex-ministro da Justiça de Portugal, e Herta Daubler-Gmelin, ex-ministra da Justiça da Alemanha.”
As informações são da jornalista Monica Bergamo, na Folha deste domingo (11).

HISTÓRIA E LITERATURA COMO MOBILIZADORAS DO TURISMO >> Fazenda Não Me Deixes, em Quixadá, é opção turística que resguarda vida de Rachel de Queiroz

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Em pleno Sertão Central cearense, o espaço é afetuoso relicário de histórias e conserva, imaculada, a herança da autora em nossas letras

Antes de dobrar à direita, despedindo-se do asfalto irregular, o sol ainda mora no céu. Passado o limite, confunde-se com os tons do chão. Parece lá residir, junto à poeira amarelada, alicerce das árvores de galho retorcido. A paisagem ali, ao passo que engole, também abraça. Guarda a expectativa para o lar mais à frente, avolumado por ter pertencido durante tanto tempo sob posse de pessoa ilustre, dama maior das letras cearenses e inveterada personalidade nos escritos brasileiros, de hoje e sempre.
Fato é que Rachel de Queiroz continua lá, refletida nesse cenário, em linhas e lendas. Causos à boca miúda ou anunciados em alta voz por gente que faz questão de perpetuar o legado construído por ela

VERSO


"Não nasce mais uma pessoa como Rachel de Queiroz", diz amiga da autora, que a conheceu aos 9 anos

A Fazenda Não Me Deixes, enquanto recanto preferido da escritora - falecida em 2003 e, embora natural de Fortaleza, com forte apego a Quixadá, município em que construiu a morada em questão - abriga memórias vivas da primeira mulher a adentrar a Academia Brasileira de Letras. Cada cômodo da casa sinaliza o aconchego que a autora transmitia, a paz de estar bem. Lá, é como que se o tempo, sossegado, esperasse. Senti isso de forma plena.
img2Na biblioteca de Rachel de Queiroz, livros, fotografias e pinturas dividem espaço

A percepção brota desde que avisto a porteira azul, ao longe. É destaque bonito e característico: nenhuma das outras propriedades do distrito de Daniel de Queiroz possui aquela marca cromática. Quem me explica é Daniel Victor, guia da fazenda, responsável por apresentar os detalhes da habitação. É ele também - pertencente à sétima geração de famílias que trabalham ao lado de Rachel - que brada ao céu, olhando para as outras pessoas ali reunidas:
Visitante mui amigo/ Pode entrar, a casa é sua/ Ah! É tão bom nesta vida/ Abrir a porta da rua/ Como quem abre num abraço/ Fazendo assim como faço/ Entre a gosto, a casa é sua
Os versos, escritos outrora pela anfitriã e transmitidos gerações adentro, são onipresentes em cada canto do domicílio. A arquitetura, por exemplo, traduz esse aspecto com maestria. Quando forem lá, percebam: as portas e janelas abrem para fora. É que, na mente de Rachel, quando fossem fechadas, significaria receber, do lado de dentro, um grande e afetuoso abraço.
Tem também o alpendre, um dos mais conhecidos ambientes por quem minimamente conhecia o jeito afetuoso da literata de tratar a quem chegasse. Lá sentando, em um dos parapeitos, a brisa parece sussurrar os diálogos de outros tempos, aproximando épocas distantes, fazendo tudo ganhar mais presença. É preciso parar para contemplar.
Conhecimento
A última visita à fazenda aconteceu recentemente, no dia 28 de julho, configurando-se como uma das atividades da programação da Mostra Sesc de Culturas Sertão Central, perpetuando um projeto iniciado há cinco meses.
Intitulado "Nessa tarde não me deixes" e idealizado por Edelson Santos, funcionário do Memorial Rachel de Queiroz, busca, mediante agendamento, apresentar à população - sobretudo àqueles que residem em Quixadá, mas ainda desconhecem a casa - o refúgio primeiro de Rachel, adentrando as peculiaridades de sua produção e alcance. Na ocasião, era a quarta edição da iniciativa, com previsão de ser realizada novamente em outubro ou novembro deste ano.
O feito de tocar foi cumprido com sucesso. Com a excursão - saída do memorial dedicado à autora, no Centro do município - mais de 50 pessoas, incluindo este que vos escreve, ansiosas por explorar o relicário afetivo da artista, potencializaram o momento de caravana literária por meio de contato com o mobiliário e os aposentos do lar.
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Na casa, a memória caminha lado a lado com olhares curiosos sobre a vida de Rachel


Visita guiada, diálogos e apresentações artísticas permitiram a imersão. A tríade de ações tinha objetivo uno: engrossar o tecido de olhares sobre Rachel de Queiroz a partir dos espaços que ela percorreu.
No total, a fazenda - inaugurada em 1954, com área de 928 hectares e distante 30 km da sede de Quixadá - possui sete cômodos, ocupados com peças originais da mobília, fabricadas a partir de materiais retirados da própria fazenda, que deu origem também a tijolos, portas e janelas. O primeiro recinto o qual somos convidados a conhecer é a biblioteca, com estantes à direita e à esquerda.
No espaço, Daniel explica que as obras fizeram parte do acervo pessoal da escritora, e muitas delas são autografadas por grandes nomes da literatura nacional. Compõem ainda o cômodo fotografias e objetos de decoração, driblando a fronteira do tempo presente e passado.
Um dos ambientes mais significativos do domicílio é apresentado logo em seguida. A sala de estar recebia convidados de longe e de perto, pessoas de diferentes classes sociais e munidas de diversidade de apelos - desde um simples prosear até pedido de alimento. Todos e todas tinham oportunidade de sentar e comer com Rachel.
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Na cabeceira desta mesa, na cozinha da fazenda, Rachel de Queiroz gestou duas obras

Vale mencionar que, na cabeceira da mesa, junto à irmã, Maria Luíza (Isinha), a autora deu início a duas importantes obras: "Tantos anos" e "O Não Me Deixes: Suas histórias e sua cozinha". Nesta última, constam também receitas da bisavó do guia, Daniel Victor.
Mais à frente, a cozinha detém fogão a lenha ainda em funcionamento - o instrumento já preparou refeições para Luiz Gonzaga e Castelo Branco, por exemplo - e potes, moedor e utensílios de barro, que também resguardam narrativas de tantas receitas preparadas ali. Instrumentos ressignificados a partir do uso pelos sobrinhos da literata.
Recanto
Igualmente fica ao alcance do público o local geralmente utilizado para passar roupa - onde está uma mesa que abatia os animais para as festas dadas na fazenda; a prensa de queijo, famosa por traduzir o apreço de Rachel pela iguaria; e o quarto dos empregados, mantido ainda com camas e criados-mudos. Tudo praticamente intacto.
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Sentada neste banco e defronte ao açude Não Me Deixes, Rachel de Queiroz se interiorizava e escrevis
Mas é alguns metros fora da residência principal que a magia parece ganhar mais cor - a harmonia e ternura talvez provenientes do azul, respingado por todos os cantos. No recinto designado Chalé da Rachel, observamos um banquinho e uma mesa defronte ao açude Não Me Deixes. Era nesse ambiente que as inspirações fluíam, matéria-prima para a construção de várias histórias. Um recanto de repouso inquieto: por onde andava o pensamento de Queiroz quando ali, em meio ao silêncio, na intimidade das linhas?
Foi questão que dez alunos do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) de uma das escolas públicas de Quixadá levantaram, junto a mim. De distintas faixas de idade, eles estavam pela primeira vez atravessando o ambiente e queriam, a partir do contato, conhecer mais sobre a obra da escritora.
Ouvi da boca de Edinete do Nascimento, faxineira de 39 anos:
Na sala de aula, já vimos algumas coisas sobre ela. Mas estar aqui é diferente. Dá vontade de ficar. É muito aconchegante, um lugar gostoso. Saber da história dela é ótimo porque é uma inspiração para o ser humano.
De repente, saindo dali, caminhamos juntos para o alpendre novamente, elencando a magia de cada canto. Pensei algo diferente. Há poucos dias, tinha ficado sabendo, a casa de outro grande vulto das letras estava com risco de ser demolida, em Belo Horizonte. Guimarães Rosa possivelmente não terá mais lar físico, coisa triste demais. Rachel, não: aquela morada ainda estava ali. É preciso visitá-la, conhecê-la. Preservá-la.
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                                          Atividades artísticas marcam projeto "Nesta Tarde Não Me Deixes"
Após a passagem pelo lar, voltamos ao início, onde todos que chegam são bem-vindos. Paira uma serenidade em cada pessoa. As crianças silenciam e os adultos olham para o céu. Está quase chovendo, o sol se encobriu numa nuvem. Não está mais no chão. Parece morar agora no azul, mais reluzente. É sinal do tanto que aquela visita muda a gente. Feito aconteceu comigo e com tantos naquele dia belamente registrado na memória.
>> ROTEIRO
Como chegar

De Fortaleza, há ônibus das empresas Fretcar e Guanabara saindo da Rodoviária Engenheiro João Thomé diretamente para Quixadá. Da sede do município, são 30 minutos até chegar a fazenda. É possível acessar o local via BR-116 (vai para Quixadá e, depois de lá, segue na CE 060 sentido Canindé; no primeiro triângulo antes do município de Choró, dobra à direita) ou BR-122 (na estrada de Baturité).
Por meio do projeto

Agendamento com, no mínimo, 30 dias de antecedência. Contato: (88) 99980-8276, com Edelson Santos, idealizador do projeto “Nessa tarde não me deixes”. Também é possível agendar por meio das redes sociais da ação (Facebook e Instagram). Valor: R$ 30 por pessoa. Capacidade máxima: 50 visitantes. Duração da visita: de 13h às 18h. O pacote inclui série de atividades, saindo do Memorial Rachel de Queiroz, no centro de Quixadá. 
Por conta própria

A casa também está aberta para visitas nesse formato, embora não conte com as atividades do projeto e necessite de agendamento com, no mínimo, um dia de antecedência. O translado, nesse caso, só é possível por veículo próprio. Não há linhas de ônibus para lá e é cobrada uma taxa para entrada no espaço. Para carros pequenos, R$ 60; micro-ônibus, R$ 80, e ônibus, R$ 100. Agendamento com Aldemir Silva, por meio do número (88) 99607-3804.
>> SAIBA MAIS: POR QUE "NÃO ME DEIXES"?
A origem do nome da fazenda, “Não Me Deixes”, guarda história interessante. O tio de Rachel, Miguel, era dono do território. Ele deu a propriedade para que Rafael, seu sobrinho, pudesse exercitar a pecuária e agricultura. Certa vez, o rapaz disse que ia vender a propriedade para tentar a sorte na Amazônia. Assim o fez. Quando chegou lá, antes de conseguir investir o que tinha, contraiu doença, que o estava matando aos poucos. Miguel ficou sabendo e mandou buscá-lo.
Quando Rafael chegou, estava pobre e doente. Então, o tio o encarou e disse que ia devolver o terreno, não sem antes lhe dizer: “Eu vou lhe dar, mas não me deixes mais”. Com a morte do proprietário da fazenda, que não tinha filhos, a terra voltou para as mãos do avô de Rachel, dando-a de herança ao pai da escritora, Daniel de Queiroz Lima. Por iniciativa da escritora, parte da fazenda foi transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural e foi erguida com o marido, o médico goiano Oyama de Macedo. Caracterizado por elementos rústicos, o projeto da casa é da própria Rachel, e maquete específica foi elaborada para deixar tudo aos moldes do que a artista queria.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

UMA IMPORTANTE AÇÃO PARA O RN >> Emenda do Senador Jean Paul (PT/RN) visa duplicar trecho Natal-Mossoró da BR 304

Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional aprova emenda do senador. “Vitória para o Rio Grande do Norte e o Nordeste”, comemora.
A Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, aprovou, nesta quinta-feira, 8, emenda do senador Jean Paul Prates (PT-RN) ao Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2020 para a duplicação da BR 304, no trecho entre o entroncamento da BR 226 e a divisa com o Ceará.
“Uma vitória para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte e da região Nordeste”, comemorou Jean Paul. A rodovia permite a integração do estado não apenas com o Ceará, mas também com Paraíba, Pernambuco e Alagoas, por meio da ligação com a BR 101 e a BR 116. A emenda ainda precisa ser aprovada pelo plenário do Congresso.
“A BR 304 é fundamental para o escoamento dos produtos fabricados no Rio Grande do Norte, especialmente na Grande Natal, Mossoró e demais cidades com maiores atividades econômicas no entorno da rodovia”, justificou o senador.
A rodovia federal é a principal ligação entre Natal e Mossoró, cruzando os municípios de Bom Jesus, Santa Maria, Riachuelo, Caiçara do Rio do Vento, Lajes, Fernando Pedroza, Angicos, Assú e Upanema. O trecho incluído na duplicação tem extensão de 218 quilômetros.
Jean Paul destacou ainda o impacto que a duplicação terá no incremento do turismo regional, na redução dos custos logísticos e na diminuição no tempo de deslocamento entre RN e CE.
“Isso sem falar no aumento da segurança para os motoristas, o que certamente vai contribuir para reduzir o número de acidentes na rodovia, salvando muitas vidas”, comentou.
A LDO é uma lei de vigência anual que orienta a elaboração da proposta orçamentária e a execução no exercício seguinte do Orçamento Geral da União. A tramitação começa na Comissão Mista de Orçamento, onde são apresentadas emendas, terminando em sessão conjunta de deputados e senadores no Congresso.

MULHERES EM MOVIMENTO >> As caravanas já estão a caminho


A DEVASTAÇÃO DA NATUREZA ACIMA DE TUDO >> Presidente do Ibama rejeita análise e autoriza leilão próximo a Abrolhos


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O presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, decidiu ignorar recomendações técnicas feitas pela equipe do próprio órgão de fiscalização ambiental e autorizar o leilão de sete blocos de petróleo localizados em regiões de alta sensibilidade, em áreas que incluem o pré-sal.
À reportagem, ele negou ter ignorado recomendação sobre risco de vazamento de óleo em uma das regiões de maior biodiversidade do Oceano Atlântico e disse que a regra do leilão previsto para outubro é igual à de outras áreas já licitadas. A reportagem, porém, teve acesso aos dois documentos: a análise técnica que recomenda a exclusão dessas áreas em licitação e o parecer em que ele rejeita a orientação.
As sete áreas fazem parte do pacote de blocos de petróleo incluídos na 16.ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A área técnica do Ibama apontou que quatro blocos localizados na bacia Camamu-Almada, na Bahia, ficam entre as cidades de Salvador e Ilhéus. Em caso de incidente com derramamento de óleo, a dispersão do material pode atingir “todo o litoral sul da Bahia e a costa do Espírito Santo, incluindo o complexo de Abrolhos”.
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A região compreende área de 32 mil km² de água rasa, com recifes de coral e manguezais. Vazamentos atingiriam ainda, e em poucas horas, manguezais e recifes de corais, comprometendo a fauna e pesqueiros relevantes. Na região está o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, onde ocorrem espécies endêmicas. Aves, tartarugas e baleias também habitam o local.
No caso de outros três blocos localizados nas bacias de Jacuípe e Sergipe-Alagoas, os técnicos alertaram que as áreas são alvo de estudo de avaliação ambiental ainda não concluído. A orientação era de que se aguardasse esse detalhamento para levar as áreas a leilão. Bim, porém, decidiu que a falta dos estudos “não se configura como fundamento técnico para a negativa de se levar blocos a leilão”.
Ele disse que há normas que dispensam a necessidade de conclusão desses estudos. “Meu despacho é expresso no acatamento das indicações técnicas da equipe quando do licenciamento.”
Ao todo, a rodada prevê a oferta de 36 blocos nas bacias marítimas de Pernambuco-Paraíba, Jacuípe, Camamu-Almada, Campos e Santos, totalizando 29,3 mil km² de área.
Conforme apurou a reportagem, a decisão de Bim de não seguir o parecer técnico do Ibama ocorreu após o órgão ser questionado pelo Ministério do Meio Ambiente, que cobrou a autorização para que todos possam ser leiloados. Questionado, ele negou que tenha recebido a orientação para manter a oferta dos blocos.
O posicionamento técnico do Ibama não tem poder de excluir áreas em leilões, mas é documento fundamental para sinalizar a complexidade do que está sendo oferecido. Por isso, normalmente os pareceres são apoiados pelo Ibama. A análise ambiental prévia às rodadas de licitações da ANP é feita desde 2004, conforme resolução do Conselho Nacional de Pesquisa Energética, formado por membros do governo

domingo, 11 de agosto de 2019

RELAÇÃO PAI E FILHO >> Verdades mostradas pelo tempo!

NOSSA HOMENAGEM TAMBÉM NESSE DIA >> Lula, de pai de família, a também pai de muitos brasileiros

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O SURGIMENTO DA VERDADE COMPROVANDO A PERSEGUIÇÃO CONTRA LULA E O PT >> Promotor desmente ‘fake news’ de negociação entre PT e PCC


image.pngPromotor responsável por investigar a organização criminosa PCC, Lincoln Gakiya afirmou que não há indícios de negociações entre a facção e o Partido dos Trabalhadores (PT), conforme matéria divulgada na última sexta-feira (9) pelo jornal Estado de São Paulo. 

 “Não há nenhum indicativo de negociação do governo PT com o PCC. Aliás, é bom que se diga que os presos não foram transferidos em décadas de governo PSDB em São Paulo”, afirmou o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Alexsandro Roberto Pereira, conhecido como “Elias” ou “Veio” é apontado como um dos líderes do PCC, o que é rechaçado por Gakiya, segundo o portal UOL.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) compartilhou na última sexta-feira, em seu Twitter, uma matéria sobre o assunto, ironizando que “a esquerda sempre alegou defender o diálogo”, em referência às conversas do suposto integrante do PCC divulgadas.
Nas gravações, é possível ver o suspeito se referir ao ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro.

OS DADOS DO INPE E O RETROCESSO VIGENTE NO BRASIL >> O Meio Ambiente, a Ciência e a ignorância de bolsonaro


QUANDO OS POBRES NO BRASIL ESTIVERAM NO ORÇAMENTO >> Luz para Todos completa 15 anos atendendo 16 milhões de pessoas

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Programa criado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem como objetivo levar energia elétrica para famílias que vivem em áreas rurais “Quando você leva luz na casa de uma pessoa, você está tirando essa pessoa das trevas e colocando essa pessoa no mundo mais claro, você está tirando essa pessoa do século XVIII e trazendo para o século XXI”, a declaração foi feita por Lula, em discurso no interior da Bahia, em 2006, quando inaugurou a implementação do programa Luz para Todos no local.





Criado por Lula, o Luz Para Todos completa 15 anos neste domingo com o saldo de ter retirado cerca de 16 milhões de pessoas da escuridão, segundo estimativas do governo.
Desde 2003, quando foi criado, pode ser considerado um dos programas de políticas públicas mais bem sucedidos do governo federal. Coordenado pelo ministério de Minas e Energia, tem também a participação daEletrobras e de cooperativas, organizações sociais, agentes e das próprias comunidades.
O Luz para Todos foi lançado pela necessidade de levar luz elétrica para famílias rurais brasileiras. Cerca de 90% dessas famílias estavam abaixo da linha de pobreza. Agora, renovado até 2022, o programa deve atender mais 2 milhões de pessoas.
Com a criação do programa, Lula levou mais do que energia elétrica para as pessoas, levou também novas oportunidades de trabalho.
O Nordeste é a região com o maior número de novas ligações feitas, com o total de 1,69 milhões ou 152% da meta original estabelecida em 2003, segundo dados da Aneel.
O programa já atendeu cerca de 35 mil famílias indígenas, 29 mil famílias de quilombolas e 14 mil escolas em áreas rurais.
Para que a energia chegasse e fosse utilizada nas aldeias indígenas, o programa fez uma parceria com a Funai e elaborou cartilhas bilíngues sobre o uso da energia elétrica de forma racional, segura e produtiva, em português e nos idiomas das etnias Terena, Guarani Kaiowá, Kaingang, Kinikinau e Kadiwéu.
Para atender comunidades isoladas, o Ministério de Minas e Energia fez parcerias que resultaram em estudos de geração descentralizada a partir das minicentrais e microcentrais hidrelétricas, usinas térmicas com queima de biomassa, energia solar, eólica, e também sistemas híbridos que reuniam duas ou mais dessas tecnologias.
O maior objetivo do programa é contribuir para o desenvolvimento econômico e social e redução da pobreza e da fome nas comunidades atendidas.

HOJE O BRASIL VAI NA DIREÇÃO CONTRÁRIA DESSA META >> ONU declara a Década sobre Restauração de Ecossistemas

Bacia do Rio Guandu, Rio de Janeiro (foto: Marcelo M. Matsumoto/ WRI Brasil)

Bacia do Rio Guandu, Rio de Janeiro (foto: Marcelo M. Matsumoto/ WRI Brasil)

A restauração florestal ganhou um reforço institucional importante: a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou a Década da ONU sobre Restauração de Ecossistemas de 2021 a 2030. Ao reconhecer a importância da atividade para combater a crise climática global e melhorar a segurança alimentar, o fornecimento de água e a biodiversidade, a organização estimula lideranças políticas, do setor privado e da sociedade civil a reforçarem suas atenções aos dois bilhões de hectares de áreas degradadas com potencial de restauração no mundo.
O objetivo do anúncio é dar corpo às metas existentes, como o Desafio de Bonn, por exemplo, que busca restaurar 350 milhões de hectares de ecossistemas degradados até 2030. Atualmente, segundo a ONU, 57 países, governos subnacionais e organizações privadas já se comprometeram a executar 170 milhões de hectares de restauração. 
A meta global, se cumprida, pode gerar US$ 9 trilhões em serviços ambientais e retirar de 13 a 26 bilhões de toneladas de gases do efeito estufa da atmosfera.