terça-feira, 12 de novembro de 2019

O PT/RN realizou seu 7º Congresso Estadual comemorando a liberdade de Lula!

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Na sexta (8) e no sábado (9), aconteceu em Natal a etapa estadual do 7º Congresso Nacional do PT - Lula Livre, com a participação de delegados/as, filiados/as e militantes petistas de todas as regiões do RN.

Logo após uma carreata pelas ruas de Natal em comemoração a Liberdade de Lula, aconteceu a abertura do Congresso Estadual do PT/RN, às 19h, na sede social do América e contou com a presença dos deputados estaduais: Isolda Dantas e Francisco, dos vereadores natalenses: Divaneide Basílio e Fernando Lucena, além da presença da Governadora Fátima Bezerra e do Vice-Governador Antenor Roberto (PCdoB). A deputada Federal Natália Bonavides justificou sua ausência em virtude dela está juntamente com outros membros do PT nacional acompanhando o ato pela liberdade de Lula em Curitiba/PR. Em virtude disso, foi adiado um debate que estava previsto para acontecer no sábado pela manhã entre as candidaturas que disputam a Presidência Nacional do PT: Gleisi HoffmannMargarida SalomãoValter Pomar e Paulo Teixeira.

No sábado contamos com a presença do Senador do PT/RN Jean Paul Prates e recebemos a visita dos companheiros do PSOL/RN, do PCdoB/RN e de representantes de movimentos sociais e sindicais que estiveram prestigiando esse momento. Ainda em clima de comemoração aconteceu a plenária em que foram discutidas questões internas do partido, apresentações de teses, resoluções moções e por fim a eleição para escolha do presidente estadual do PT/RN, que reelegeu o companheiro Júnior Souto. Em novembro, entre os dias 22 e 24, acontecerá a etapa final do Congresso, que irá escolher a nova Direção Nacional do PT - Partido dos Trabalhadores.

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LULA ESTÁ LIVRE, INCRÉDULOS, APESAR DOS CASUÍSMOS! >> O homem do povo, nos braços do povo!

Pra não ter que usar um termo pejorativo, até por respeito aos leitores, digo: Lula está livre, incrédulos, apesar do casuísmo que tentam agora promover para mudar a Constituição no que diz respeito a prisão após condenação em segunda instância, conforme reza a Carta Magna do país. Já está em discussão no Congresso uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para mudanças.

O Palácio do Planalto escalou Sérgio Moro, o ex-juiz que foi o algoz de Lula e responsável pela prisão do ex-presidente para pilotar a estratégia de enfrentamento e perseguição contra o líder das forças populares e progressistas brasileiras. 

O ministro da Justiça do governo de extrema-direita está confrontando a decisão do STF de proibir a prisão após condenação em segunda instância e vai exercer pressão sobre o Congresso Nacional para reverter a decisão da Suprema Corte através de uma emenda à Constituição.   

Lembro aos incrédulos que a suspeição de Moro será julgada pelo STF.   A defesa do ex-presidente Lula questiona a imparcialidade de Moro na condução da Lava Jato. O caso deve ser julgado neste mês na Segunda Turma do Supremo. Esse julgamento, que pode anular a condenação do tríplex, tornaria Lula novamente elegível, o que representaria uma ameaça a Bolsonaro em 2022.

Esse o grande medo da ultra-direita, porque sabem que se Lula obtiver seus direitos políticos recuperados, dificilmente num embate eleitoral ele seria vencido.

Lula já se prepara para percorrer o Nordeste, região que sempre teve um perfil de esquerda. Agora livre, leve e solto, o ex-presidente vai poder falar ao eleitorado. A direção do PT prepara a primeira viagem de Lula para à região. Será no próximo dia 17, para Recife (PE), onde o ex-presidente deve participar do Festival Lula Livre.

O ex-presidente Lula já está em plena ação política depois que deixou a prisão em Curitiba no último sábado (8). Ele vai tomar a frente dos entendimentos com outros partidos de esquerda visando fechar coalizões eleitorais para as eleições municipais de 2020. Lula sempre foi um grande articulador político, e agora livre do cárcere vai trabalhar isso com maior liberdade.

DESTAQUE EDUCACIONAL >> Escola Municipal Profª Marta Bezerra em Lajes foi a São Paulo receber premiação por projeto desenvolvido sobre os ODS

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Neste último final de semana, 08 a 10/11, aconteceu em São Paulo/SP, a premiação do concurso "arte com energia" que tem foco nos ODSs - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, realizado pelo programa da empresa de energias renováveis EDP. Concurso este onde a empresa EDP energias renováveis veio até a escola municipal prof° Marta Bezerra de Medeiros.
Este concurso aconteceu em várias escolas de todo Brasil, e aqui em Lajes, a escola Marta Bezerra foi a única contemplada.
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Conseguimos conquistar duas premiações no concurso, que tem foco nas ações ambientais através dos ODSs - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável deste ano:

✅  2° "B", da professora Jussara Fabiana, com o tema de sua ação: Jardim e arte na escola. ODS 15 - Vida sobre a terra.
5° "A", da professora Angélica Necilda, com o tema de sua ação: Mais atitude, menos lixo. ODS 14 - Vida debaixo d'água.


As professoras Jussara e Angélica, juntamente com as diretoras da escola, Janete e Selma, estiveram na capital paulista, recebendo a premiação, trocando experiências e resultados do programa com foco nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODSs.
Além disso, ainda levaram o título de uma das "melhores escolas do país", segundo a EDP


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MEDICINA NATURAL >> Cidreira tem efeito relaxante, calmante, analgésico, diurético, digestivo, antidepressivo e mais























Essa sem dúvidas, é a planta da vovó, não é mesmo, quem nunca tomou um chazinho dessa maravilhosa folinha verde. A Cidreira é uma erva que é nativa do Sri Lanka e sul da Índia, mas agora cresce em muitos países ao redor do mundo.
Os talos da planta são um ingrediente comum na culinária asiática, mas também é possível fazer capim-limão para fazer chá.
A planta tem folhas longas que são semelhantes às das ervas marinhas. Embora existam 55 espécies de capim-limão, apenas as variedades das Índias Orientais e das Índias Ocidentais são adequadas para uso na culinária.
Vários pesquisadores estão interessados nos benefícios de saúde e medicinais de beber chá de capim-limão. Neste artigo, vamos dar uma olhada em alguns dos benefícios de saúde que este chá pode oferecer e considerar as evidências que sustentam as alegações.
A inflamação é um fator em muitas condições adversas de saúde, incluindo dor e doença cardíaca. Como tal, o chá de capim-limão pode ser uma bebida benéfica para as pessoas incorporarem em sua dieta.

Abaixo estão sete benefícios adicionais de saúde que podem resultar de beber chá de capim-limão.

1. Aliviando a ansiedade
Muitas pessoas acham que beber chá quente é relaxante, mas o chá de capim-cidreira pode oferecer mais propriedades para reduzir a ansiedade.
De acordo com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center, cheirando capim-limão pode ajudar as pessoas com ansiedade. Embora algumas pessoas já inalem óleo essencial de capim-limão para aliviar o estresse e a ansiedade, os pesquisadores ainda precisam de mais evidências para confirmar esse benefício.
2. Abaixando o colesterol
De acordo com um artigo no Journal of Advanced Pharmaceutical Technology & Research, o consumo de extratos de capim-limão parece diminuir o colesterol em animais.
O estudo observa que a reação é dose-dependente. Isso significa que quantidades maiores de capim-limão podem diminuir ainda mais o colesterol.
3. Prevenindo a infecção
De acordo com o Centro de Câncer Memorial Sloan Kettering, os resultados do estudo sugerem que o capim-limão pode ter algumas capacidades de prevenção de infecção.
Por exemplo, a erva parece reduzir a incidência de aftas, uma infecção fúngica que comumente afeta pessoas com sistemas imunológicos debilitados, como aqueles com HIV.
4. Aumentando a saúde bucal
Em muitos países onde a planta de erva-cidreira é nativa da região, as pessoas pegam os talos de capim-limão e os mastigam como uma maneira de melhorar a saúde bucal e manter a boca limpa.
A revista Food Chemistry publicou um estudo confirmando esses achados. Os autores analisaram 12 ervas e descobriram que os extratos vegetais de capim-limão eram um dos mais potentes inibidores do crescimento bacteriano em amostras de laboratório.
Eles usaram bactérias que podem causar cavidades na boca, incluindo Streptococcus sanguinis.
5. Aliviar a dor
De acordo com um estudo, o capim-limão pode ser capaz de bloquear a dor. Isso significa que beber chá de erva-cidreira pode ajudar a impedir que uma pessoa sinta dor.
6. Aumentando os níveis de glóbulos vermelhos
Os resultados de um estudo de 2015 sugerem que a ingestão diária de infusões de chá de capim-limão por 30 dias pode aumentar a concentração de hemoglobina, o volume globular e a contagem de glóbulos vermelhos no corpo.
Os pesquisadores fizeram exames de sangue de 105 pacientes humanos no início e, depois, aos 10 e 30 dias de estudo. Eles concluíram que beber chá de capim-limão aumenta a formação de glóbulos vermelhos.
Embora eles não tenham identificado exatamente como o capim-limão faz isso, eles sugeriram que as propriedades antioxidantes do chá poderiam ter um papel importante.
7. Aliviar o inchaço
Beber chá de erva-cidreira pode ter efeitos diuréticos, o que significa que estimula os rins a liberarem mais urina do que o habitual.
De acordo com um estudo de pequena escala no Journal of Renal Nutrition, beber chá de capim-limão aumenta a produção de urina mais do que outras bebidas.
Este efeito diurético no corpo pode ser benéfico nos casos em que a retenção de água leva ao inchaço. Este é um sintoma comum da síndrome pré-menstrual (TPM).

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

MAIS UM GOLPE NO CONTINENTE AMERICANO >> Lula, Nicolás Maduro e Cristina Kirchner denunciam golpe contra Evo



Na manhã deste domingo (10), Evo Morales convocou novas eleições, mas o anúncio não foi suficiente para conter o golpe de Estado / Divulgação/Governo da Bolíviagolpe de Estado na Bolívia gera repercussões neste domingo (10), mobilizando políticos, movimentos populares, especialistas e militantes em geral. Por meio de seu perfil no Twitter, o ex-presidente Lula (PT) destacou que Evo Morales foi “obrigado a renunciar”. “É lamentável que a América Latina tenha uma elite econômica que não saiba conviver com a democracia e com a inclusão social dos mais pobres”, completou o petista, classificando o contexto boliviano como “golpe de Estado”.
Adotando tom semelhante, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) provocou a Organização dos Estados Americanos (OEA): “A OEA abriu caminho para o golpe na Bolívia. Podia se manifestar sobre o que acha dos últimos acontecimentos”. A declaração é uma referência à proposta feita pelo organismo de anular o primeiro turno das eleições bolivianas, com realização de um novo pleito no país.
A líder da minoria na Câmara dos Deputados, Jandira Feghali (PCdoB-RJ), afirmou que teme pelos segmentos indígenas, mulheres, camponeses e organizações sociais e ressaltou que o país de Morales é “uma das economias que mais cresciam, garantidora de direitos e recuperação da seguridade social”. Em um posicionamento oficial, a Secretaria De Relações Internacionais do PCdoB disse condenar “energicamente o golpe perpetrado contra o legítimo presidente da Bolívia, Evo Morales” e prestou solidariedade ao povo do país.
O líder do PSOL Guilherme Boulos seguiu a mesma linha e disparou críticas à oposição do país. “A quartelada boliviana virou golpe militar. E isso depois de Evo ter aceitado a convocação de novas eleições Inacreditável que em 2019 a América Latina volte a viver cenas de 50 anos atrás. Onde está agora a OEA, tão ‘preocupada’ com a democracia boliviana? Não ao golpe”, declarou Boulos, que também é um dos líderes nacionais do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST).
Internacional
Os protestos e manifestações de solidariedade a Morales e à população do país vizinho vieram também de outros chefes de Estado, como é o caso de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Via Twitter, ele disse condenar o “golpe de estado” contra Morales, a quem chamou de “irmão”. “Os movimentos sociais e políticos no mundo nos declaramos em mobilização para exigir a preservação da vida dos povos originários bolivianos vítimas de racismo”, destacou.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel também se solidarizou com Evo Morales. Os dois países mantém forte relação política. O mandatário repudiou o que chamou de “estratégia golpista opositora que começou na Bolívia, que custou mortes, centenas de feridos e manifestações condenáveis de racismo contra os povos originários”.
Em outra manifestação de solidariedade vinda de Cuba, o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, disse que a chancelaria de Havana “condena energicamente o golpe de Estado na Bolívia”. “Nossa solidariedade com o irmão presidente Evo Morales, protagonista símbolo da reivindicação dos povos originários de nossa América”, disse Rodríguez, convocando ainda uma “mobilização mundial pela vida e pela liberdade de Evo”.
Já a ex-presidenta da Argentina Christina Kirchner adotou um tom de ironia e afirmou que “manifestações violentas sem nenhum tipo de limitação por parte das forças policiais incendeiam casas e sequestram pessoas enquanto as Forças Armadas ‘sugerem’ ao presidente indígena e popular Evo Morales que renuncie”. Ela também cobrou “ações claras em defesa da democracia, independentemente de qual seja a orientação política dos governos que surgem da vontade popular”.
Movimentos populares
Com a frase “ditadura nunca mais”, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) destacou a ocorrência de “um golpe militar” e sustentou que “quem deve decidir o futuro de seu país é o povo”. Dirigente nacional da entidade, João Paulo Rodrigues lembrou Simón Bolívar. “Ao mesmo tempo em que as tempestades do golpismo dos Estados Unidos atormentam nossos povos, os ventos da esperança e da luta contra o fascismo e o neoliberalismo ecoam em todos os países”, afirmou, em manifestação feita pelas redes sociais.
A vice-presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Jessy Dayane, também somou sua voz aos protestos contra a oposição boliviana. Ela afirmou que “setores empresariais e as oligarquias racistas e misóginas, que nunca aceitaram as conquistas populares do governo de Evo Morales, vinham numa crescente de violência que se intensificou nos últimos dias, forçando a renúncia de Evo em nome da preservação da vida do povo boliviano”.
Brasil de Fato

COM LULA LIVRE >> O país respira melhor

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O presidente Jair Bolsonaro fez de conta que não viu. Natural que tenha sido assim. O dia, ontem, era de Lula. E ele, Bolsonaro, nada ganharia se tentasse disputar os holofotes com um adversário que deixava a prisão depois de 580 dias e na condição de mártir.

Bolsonaro pode ser bom de bico nas redes sociais onde mesmo assim, vez por outra, costuma derrapar. É bom também nas entrevistas diárias à saída do Palácio da Alvorada onde fala o que quer e se recusa a responder a perguntas incômodas.
Faltavam-lhe, porém, imaginação, versatilidade e domínio da língua para encarar debates ao vivo e de improviso. Teve a sorte de escapar ao confronto com os demais candidatos à presidência da República na reta final da campanha do ano passado. Muita sorte.
Sem a experiência do pai, os moleques Eduardo e Carlos, embora aconselhados a guardar silêncio, rangeram os dentes. O deputado atirou no seu alvo preferido, o Supremo Tribunal Federal. E o fez, por hábito, valendo-se de uma fakenews. Escreveu no Twitter:
“Cagam na cabeça da sociedade, ignoram o risco de botar em liberdade 160.000 presos. Não esqueçam que latrocidas, por exemplo, cometem seus crimes independente da vítima ser de direita ou esquerda”.
O número de presos a serem postos em liberdade é de menos de 5 mil. E nem todos sairão do cárcere. Eduardo sabe disso. Mas o que importa é tocar terror entre os devotos do pai. Lula livre é uma oportunidade imperdível para reunir a tropa dispersa.
Estranhamente, o vereador reagiu como se tivesse perdendo o jogo. Para variar, foi curto e grosso. Enalteceu o pai que, por sua vez, havia enaltecido o ex-juiz Sérgio Moro ao admitir que deve a ele a sua eleição. E tascou no Twitter:
“Não tenho dúvidas que esse jogo virará! O Brasil não aceita mais o show dos bandidos do PT, PCdoB, Piçóu (PSOL) etc! Paciência e inteligência! Sei que o jogo virará rapidamente”.
Para o bem ou para o mal, só agora o show vai começar. Há 10 meses que os Bolsonaros governavam sem dispor de algo chamado oposição. Não havia sequer um arremedo dela. O PT navegava desnorteado. Os demais partidos batiam cabeça no Congresso.
Faltava alguém para dizer: “É por aqui”. Não falta mais, goste-se ou não dele. O governo dos números será obrigado a enxergar que por trás deles escondem-se pessoas. Ciro Gomes será obrigado a repensar seu papel. E o chamado Centro a apressar o passo.
As ruas ficarão mais coloridas porque, para muita gente que se refugiou desanimada em casa e no trabalho, a esperança voltou. E, com ela, a retomada das discussões sobre os problemas que dilaceram o país e a construção de alternativas não contempladas.
É fato que, vencidos os primeiros dias de alumbramento, Lula ficará frente a frente com a realidade de ser um ficha suja impedido de se candidatar a qualquer coisa, e um condenado por corrupção que responde a uma penca de processos.
Mesmo que se livrasse de todos eles, ainda dependeria de uma decisão do Supremo para resgatar o sonho de presidir o país pela terceira vez a partir de 2023– e desta, com o discurso de que lhe imputaram crimes que jamais cometeu. Será possível?
Por ora não importa. Sextou. Façam a festa. Desde ontem o Brasil respira melhor.

PROTESTO E REJEIÇÃO >> Contra homenagem a Rogério Marinho, movimentos sociais e sindicais bloqueiam acessos à Assembleia

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Manifestantes são contra a realização da sessão solene que homenageiaria o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia  
Manifestantes ligados a movimentos sociais e sindicatos realizaramm um protesto na manhã da sexta-feira, 8, na praça dos Três Poderes, em Natal, e bloqueiam os acessos à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
O protesto foi contra a sessão solene marcada em homenagem ao secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e ex-deputado potiguar Rogério Marinho. 
O ato foi convocado pela Central Única dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte (CUT/RN) e pelo movimento Frente Brasil Popular. Em nota, os manifestantes classificaram a homenagem a Rogério Marinho como um “insulto”.
“Tal homenagem é um desrespeito aos trabalhadores e trabalhadoras do RN, que sofrem diariamente com a reforma trabalhista, da qual Rogério Marinho foi o relator enquanto era deputado federal”, escreveu o movimento.
As quatro portas da Assembleia foram bloqueadas pelos manifestantes, que não querem permitir a homenagem. Na porta da garagem, policiais militares chegaram a lançar gás de pimenta contra os manifestantes.
O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte), professor José Teixeira, disse que o movimento não vai permitir que Rogério Marinho entre na Assembleia. “Ele é o pivô da reforma trabalhista, que tirou direitos classe trabalhadora, e pivô da reforma da Previdência, que acaba com o direito de os trabalhadores se aposentarem. É um traidor dos trabalhadores e da pátria brasileira”, declarou.
Do lado de fora, políticos de diversas cidades do Estado, como prefeitos, que vieram a Natal para participar da sessão solene, mas foram impedidos de entrar, reclamou o ex-governador Geraldo Melo.
Crítico da homenagem, o deputado estadual Sandro Pimentel (PSOL) se uniu aos manifestantes. De acordo com o parlamentar, Rogério Marinho é um “traidor”. “É uma agressão a Casa Legislativa homenagear um cidadão desse. Já que foi aprovada a homenagem, que faça em outro local. Mas aqui é uma agressão. Rogério Marinho deveria receber algo como o título de persona non grata. Uma homenagem é demais”, afirmou o deputado.
Pelo Twitter, Rogério Marinho comentou as manifestações contra ele. “Estamos no caminho certo”, se limitou a dizer.
HOMENAGEM
A sessão solene na Assembleia Legislativa de homenagem a Rogério Marinho foi proposta pelo deputado estadual Gustavo Carvalho (PSDB). No requerimento em que solicita a realização da homenagem, o parlamentar justifica que o secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia tem “serviços prestados ao País”.
Um dos idealizadores da proposta de reforma da Previdência que foi enviada pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso, e de outras medidas do atual governo nas áreas de previdência e trabalho, Rogério Marinho foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte entre 2007 e 2012, na primeira vez, e entre 2015 e 2018, no segundo momento.
Além disso, o tucano foi secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte durante a gestão da ex-governadora Rosalba Ciarlini (2011-2014). Em sua passagem pelo cargo, desenvolveu projetos como o Pró-Sertão, de interiorização da indústria têxtil.
Na legislatura passada, durante o governo do ex-presidente Michel Temer, o potiguar foi relator na Câmara da reforma trabalhista. A pauta polêmica lhe causou desgaste político, o que atrapalhou sua reeleição. Nas eleições 2018, obteve apenas 59,9 mil votos e, por isso, não conseguiu conquistar novo mandato. Atualmente, ele é 2º suplente.

ME DIZES COM QUEM ANDAS ... >> Todos os homens do presidente e os riscos à democracia, por Luis Nassif

Resultado de imagem para Todos os homens do presidente e os riscos à democracia, por Luis Nassif"Uma das grandes dificuldades da análise prospectiva é encontrar o rumo em momentos de ruptura.
Em geral, economistas, cientistas políticos, se valem do passado para prever o futuro. Entendem todo fenômeno político, econômico ou social, como uma linha progressiva. Como se A (ontem) + B(hoje) = C (amanhã).
Em 1994 e 2015, por exemplo, nos dois momentos vinha em curso um pesado processo de endividamento das empresas e famílias, com base nas expectativas de manutenção do crescimento econômico do período anterior. Com a reversão do cenário, e ainda uma inflação renitente no horizonte, a maneira de trabalhar a situação seria flexibilizar o crédito, induzindo a renegociações de dívida, para permitir a empresas e famílias voltarem ao patamar anterior de endividamento.
Mas decidiu-se partir para os tratamentos convencionais, aplicando um choque de crédito e juros na economia. As consequências foram quedas drásticas do PIB, festivais de inadimplência e quebras de empresa, tanto em um caso como em outro.
No campo político, a mesma coisa ocorreu na análise da ascensão social da classe C. A física ensinou que um corpo qualquer, submetido a mudança de uma partícula que seja, se transmuda em um novo corpo. Entendeu-se que o incluído continuava a ser um cidadão com cabeça de Classe C e bens de consumo de Classe B. E foram eles que engrossaram os protestos das ruas.
As eleições comprovaram a precariedade das análises baseadas no histórico de outras eleições. Em todas elas, depois de Fernando Collor, havia uma polarização em torno do PSDB e do PT. No início de campanha, havia espaço para um outsider. Depois, ocorria a polarização. Ambos os partidos, PT e PSDB, detinham os maiores horários de TV. Logo, associaram-se os horários maiores aos resultados das eleições. E concluiu-se que, em 2018, passado o entusiasmo inicial com Bolsonaro, as eleições seriam decididas entre o PT e o PSDB. Deu no que deu.
O mesmo pode estar ocorrendo agora, com análises otimistas de que a democracia brasileira não corre riscos – não estou me referindo às declarações de Luis Roberto Barroso, que têm tanto valor científico quanto qualquer conversa de pub. A visão otimista é que podem ser cometidos abusos verbais, mas as instituições continuam fortes para impedir qualquer aventura. Os argumentos em favor da tese são os recuos dos Bolsonaro, a cada exagero maior. E o fato de que, passando pelo 5º andar, o corpo que despenca ainda estar incólume.
Em sua última palestra, Barroso e valeu do livro “Como  as democracias morrem”, para sustentar que a democracia brasileira não corre riscos. A mauior lição do livro é que as democracias morrem quando as leis passam a ser interpretadas de acordo com o viés político do intérprete e se naturalizam os discurso contra direitos e contra a própria democracia.
Na outra ponta, há a hipótese de que, a cada dia os Bolsonaro vão testando os limites das instituições. Onde não há resistência, avançam. Onde há, ensaiam desculpas, mas não desistem; se preparam para novas rodadas. A comprovação é que, simultaneamente ao pedido de desculpas, através de seus perfis ou de seus tuteiros, reiteram as provocações, mantendo a militância mobilizada em guerra permanente contra as instituições.
Foi assim que passaram a controlar a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República, a impor vetos políticos nos patrocínios culturais do governo, a aparelhar o IBAMA, a Funai, a coordenar, a partir do próprio Palácio, assassinatos de reputação de inimigos ou dissidentes, a ameaçar anunciantes de jornais, a desmontar conselhos de participação e a tentar intimidar o próprio Supremo Tribunal Federal (STF). Não avançaram mais por ausência de competência – não ausência de intenção ou de ousadia.
A minimização do risco se deve a uma análise histórica que mostra que, em todos os golpes, o poder foi compartilhado, com o Exército, com lideranças políticas regionais, com a plutocracia, impedindo o exercício do poder absoluto.
Não há outro momento na história similar ao atual. Há uma correspondência no período 1964-1970, com a repressão por cima encontrando eco por baixo, mas restrito a classe média universitária, nos Comandos de Caça aos Comunistas, e nos delatores de cidades menores. Havia os porões da ditadura cometendo crimes, debaixo de um comando central, mas não um potencial de violência difusa, como nos tempos atuais.
O que se tem, hoje em dia, é a disseminação do bolsonarismo por todos as instâncias do Estado e da sociedade nacionais, potencializado pelos efeitos explosivos das redes sociais. Há bolsonaristas militantes na 1ª instância do Judiciário, dos Ministérios Públicos, das Policias Militares, na mídia, nas associações empresariais, nas cidades do interior. Há um braço armados nas milícias, em grupos de ruralistas, no baixo clero das forças policiais. E aí já se está falando em grupos que obedecem a Escritórios do Crime e quetais, em braços armados. Até o 5º andar ainda não resolveram partir para a luta aberta.

domingo, 10 de novembro de 2019

NOTA DE AGRADECIMENTO pela realização do ato comemorativo a Liberdade de Lula em Lajes na tarde/noite desse sábado!

Mesmo eu não podendo estar presente no belo ato que realizamos pela Liberdade de Lula na tarde/noite de ontem, em virtude de enquanto presidente do Diretório Municipal do PT em Lajes, estar em Natal participando do Congresso Estadual do PT/RN.

Na oportunidade aproveito para agradecer a grande ajuda dos companheiros do PT lajense: Raimundo Manoel, Jean e Lidiane Oliveira e também a integrantes de outros partidos que são reconhecedores da importância de Lula para o Brasil, os amigos:  vereador Mael Querino e  o blogueiro Robson Cabugi  que ajudaram bastante na organização para que esse momento acontecesse em nossa cidade.

E quero aqui agradecer de coração, principalmente a TODA POPULAÇÃO que compareceu ou que foi para as ruas acenar positivamente para a nossa caravana, demonstrando assim a importância, o carinho e o respeito que o povo tem por nosso eterno presidente Lula!

              Atenciosamente,

Canindé Rocha - Presidente do PT/Lajes

O BRASIL E SEU POVO FELIZES>> Em discurso histórico, Lula convoca o povo para as ruas e fala em retomar a alegria: “estou de volta”.

Lula terminou o discurso nos braços do povo, como no dia da prisão (foto: Elineudo Meira)

“Estou de volta”. Em um discurso histórico para cerca de 50 mil pessoas em frente a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, o ex-presidente Lula atacou so ex-juiz Sérgio Moro e o atual presidente Jair Bolsonaro, convocou o povo para lutar nas ruas por outro Brasil e reafirmou que vai percorrer o país com alegria:

– Quero construir esse país com a mesma alegria que nós construímos quando estivemos no Governo. Cá estou, livre como um passarinho”, disse sob uma multidão de aplausos.

O petista ainda ressaltou que o momento é de organização e citou partidos e políticos aliados que estavam no ato, a exemplo de Marcelo Freixo e Guilherme Boulos, ambos do PSOL, e Jandira Feghali e Luciana Santos, do PCdoB.

– Se a gente tiver juízo e souber trabalhar direitinho, a esquerda que o Bolsonaro tem tanto medo vai derrotar a ultra-direita que nós tanto queremos derrotar. Esse país não merece o governo que tem, esse país não merece um governo (de um presidente) que manda os filhos contar mentira através do fake news”, afirmou, em alusão aos filhos do presidente da República Jair Bolsonaro.

A região no ABC paulista ficou pequena para tanta gente e nem todos conseguiram ver ex-presidente em cima do trio elétrico. Vários políticos do PT e partidos aliados como PSOL e PCdoB, acompanharam o ato ao lado de Lula, entre eles a governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra.

Ex-presidente Lula discursou ao lado de personalidade e políticos de partidos de centro-esquerda
Muitos simpatizantes de Lula se amontoaram dentro do Sindicato para acompanhar as palavras dele pela televisão. Ao final do discurso, repetindo a cena que antecedeu a prisão dele em 7 de abril de 2018, Lula saiu nos braços do povo carregado e com o nome gritado. O ato gerou imagens semelhantes às registradas pelos fotógrafos.Apesar de ter sido anunciado como um pronunciamento oficial ao povo brasileiro, Lula avisou que pretende elaborar com calma esse discurso endereçado à nação
– Quero fazer um pronunciamento ao povo brasileiro em 20 dias. Vou pensar, escrever, rabiscar. Não queria fazer hoje porque qualquer coisa que eu falasse de forma mais dura vão dizer que estou com ódio. E com 74 anos eu não tenho o direito de ter mais ódio no coração. Estou com energia de 30 e tesão de uns 20 anos. Não tenho porque ficar nervoso. Estou de bem com a vida. A única coisa que me motiva nesse país é que é possível governar para o povo mais necessitado, que é possível colocar o pobre na universidade, colocar o povo nas escolas técnicas, melhorar o ensino fundamental. Em 12 anos, geramos 22 milhões de empregos com carteira profissional nesse país. Mas só iremos salvar esse país se tivermos coragem de fazer um pouco mais”, afirmou.
Lula também posicionou o Brasil como parte integrante da América Latina. Citou o caos e a reação do povo ao modelo neoliberal semelhante ao que o ministro Paulo Guedes tenta implementar no Brasil, criticou a oposição na Bolívia que não aceita o resultado das eleições que deram o quarto mandato consecutivo ao presidente Evo Moraes, destacou a vitória de Alberto Fernandez e Cristina Kirchner na Argentina e criticou a interferência dos EUA nos governos latino-americanos:
– A direita na Bolívia está fazendo a mesma coisa que o Aécio fez aqui quando perdeu a eleição para a Dilma. O Chile é o modelo de país que o Guedes quer construir, que está fazendo com que pessoas velhas morram porque não tem salário. Eles não foram eleitos para destruir, mas para governar. Vocês viram que o companheiro Alberto Fernandez e a companheira Cristina deram uma surra no Macri e ganharam as eleições ? Precisamos ser solidários com a Bolívia, com o Chile, a pedir a Deus que o companheiro Daniel ganhe as eleições no Uruguai e precisamos ser solidários ao povo da Venezuela. Quem decide o problema do país é o povo do país. Que o Trump resolva o problema dos americanos e não encha o saco do povo latinoamericano. Não devemos aceitar isso”, disse.
Bandeirão “Lula Livre” foi aberto pelo público ao final do discurso de Lula (foto: Elineudo Meira)

Já na segunda metade do discurso, diante de vaias e xingamentos do público contra Jair Bolsonaro, Lula pediu que o público não ofendesse o presidente.

– Sou um cara traumatizado porque duvido que um filho da minha mãe dissesse um palavrão contra Bolsonaro. (Até porque ele) já é um palavrão. Não temos que brigar ou xingá-los. Temos que dizer em alto e bom som: “não vamos permitir que eles destruam o nosso país”. A juventude, ou briga agora ou futuro será um pesadelo. A luta não é de um ou de três dias. E saibam que esse jovem de tesão de 20 e energia de 30 estará na rua junto com vocês”, afirmou, antes de encerrar reiterando que não quebrará o elo de confiança com o povo brasileiro:

– Eles não sabem o tesão que eu estou (para lutar). Temos que seguir o exemplo do povo da Bolívia, do Chile, atacar e não apenas se defender. Podem contar comigo. A única coisa que não vou fazer da vida é trair a confiança que vocês”, disse, antes de sair carregado nos braços do povo.

MONITORAMENTO >> Comissão do Senado e governo debatem crime ambiental no litoral potiguar

O desastre ambiental que atinge o litoral do Nordeste brasileiro há mais de dois meses foi avaliado e debatido durante este sábado (9) entre o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, senadores, órgãos ambientais e entes envolvidos no enfrentamento ao derramamento de óleo no Rio Grande do Norte. O trabalho foi coordenado pelo vice-governador Antenor Roberto e pelo senador Fabiano Contarato (REDE), do Espírito Santo, que preside a Comissão Temporária Externa para acompanhar as Ações de Enfrentamento às Manchas de Óleo no Litoral Brasileiro (CTEOLEO).

O trabalho contou com dois momentos, uma visita a locais atingidos pelo petróleo seguida de uma reunião técnica realizada na Governadoria. Inicialmente, a comissão, que também contou com a presença dos senadores Jean-Paul Prates, que é relator da comissão externa, e Zenaide Maia, além do deputado federal Rafael Motta, coordenador da bancada federal potiguar, visitou a praia de Tabatinga, em Nísia Floresta, um dos pontos mais atingidos no estado.

À beira-mar, acompanhando o trabalho de membros da Marinha do Brasil e da prefeitura local, a equipe técnica do Governo fez um relato para a comissão sobre as ações tomadas desde os primeiros dias, como a formação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) requisitado pela governadora Fátima Bezerra, a montagem do Plano de Mitigação e Resposta de Desastre e o treinamento de mais de 400 voluntários, sob a coordenação da Defesa Civil Estadual e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

"O acompanhamento diário que é feito aponta que não há chegada de novos materiais ao litoral. Desde o início procuramos enfrentar, com articulação e trabalho, todo o problema, até a montagem de um plano de mitigação e protocolos de segurança que se mostram muito eficientes. Vamos fazer todo o esforço possível também para trazer o menor prejuízo para a nossa economia", destacou o vice-governador Antenor Roberto.

As ações coordenadas pelo Governo, em parceria com entes municipais e federais, foram elogiadas pelo presidente da comissão externa, que é composta por mais sete senadores. "Neste primeiro momento o trabalho de mitigar os efeitos é essencial. O plano montado no Rio Grande do Norte, como não vimos em outros estados, mostra o empenho. Agora nosso papel é apurar de forma eficiente a omissão da União, que é um fato. Queremos respostas", cobrou o senador capixaba.

Indicado para a relatoria da comissão, o senador Jean-Paul Prates afirmou que os primeiros resultados do trabalho devem ser apresentados em breve. "Faremos um relatório preliminar em dezembro e voltaremos para completar no ano seguinte, para não deixar o assunto sumir do debate. Até agora não há documentos ou informações concretas do Governo Federal e precisamos cobrar", disse o parlamentar. "Precisamos também pensar na questão da saúde da população e requisitar as ações do Governo Federal. Vimos que o Governo do Estado montou um trabalho, com protocolos e ações, que os municípios estão agindo, mas até agora pouco foi feito pela União", ressaltou Zenaide Maia.