quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Fátima apresenta projeto para criação de novas agências da CEF no RN

do portalfatimabezerra.com.br

Deputada Fátima Bezerra com a presidenta da CEF, Maria Fernanda.

                     Deputada Fátima Bezerra com a presidenta da CEF, Maria Fernanda. 
























A deputada Fátima Bezerra apresentou Projeto de Indicação na Câmara dos Deputados sugerindo à Caixa Econômica Federal a criação de agências desse Banco em nove municípios do Rio Grande do Norte: São José do Mipibu, Parnamirim, Alto do Rodrigues, Guamaré, Touros, Canguaretama, São Paulo de Potengi, Parelhas e Lajes.

Segundo a deputada, os municípios brasileiros enfrentam o grande desafio de atender, com maior rapidez e eficiência, as crescentes demandas da população por bens e serviços públicos, como os prestados pela Caixa Econômica Federal, tanto na área social, como econômica.

“Diante dessa nova conjuntura, consideramos que a instalação de agências da Caixa Econômica Federal em mais nove municípios do Rio Grande do Norte vai oferecer melhor atendimento aos usuários da Caixa, sobretudo a população beneficiada com os programas sociais do governo federal, que é a mais carente e não dispõe de recursos para se deslocar para resolver pendências bancárias em agências da CEF de outras cidades”, destacou.

Henrique Eduardo Alves deu um tiro no pé

Fonte: Nominuto.com


A manobra do deputado norte-rio-grandense Henrique Eduardo Alves, criando na Câmara um superbloco partidário a reboque do seu PMDB "com o único e claro objetivo de isolar o PT, pressionar o governo e turbinar a sua candidatura à sucessão de Michel Temer",  havia irritado o Palácio do Planalto, surpreendido Dilma Roussef e provocado a transformação de um dito popular em mantra preferido de dez entre dez políticos aliados à presidente eleita - "A esperteza, quando é muita, vira bicho e come o dono". 

Hoje, lendo os jornais do dia e pesando as reações que vieram daqui e dali, inclusive dos correligionários mais próximos do líder peemedebista, chego à conclusão de que Henrique deu um tiro no próprio pé e saiu arranhado, machucado, do episódio que ele criou.

A Folha de S.Paulo, por exemplo, dedica ao superbloco, ou blocão, um editorial - chamando o amontoado partidário de "fisiológico" e acusando o deputado potiguar de colocar o "bode na sala", uma "imagem popular de quem cria dificuldades para vender facilidades".

Na mesma Folha, a colunista Renata Lo Prete lembrou que há alguns dias o presidente do partido, Michel Temer, agora vice de Dilma, lembrou a Henrique que só ele deveria falar em nome do partido e informou que o parlamentar do Rio Grande do Norte "recebeu ontem outro conselho para ficar calado, desta vez de seu médico, preocupado com a voz do deputado."  

No jornal O Globo, está lá estampada com destaque a notícia de que Dilma aconselhou Temer a cuidar dos seus "radicais" - e o nome de Henrique encabeça a lista. 

E do Estadão, na coluna de Dora Kramer, uma das jornalistas políticas mais lidas e respeitadas do país, partiram os tiros mais certeiros e mortais contra o deputado potiguar.

Primeiro, Dora sepulta o sonho de Henrique chegar agora à presidência da Câmara - "Na realidade bem objetiva da divisão de poder no Congresso, PT e PMDB não querem confusão e sabem perfeitamente bem que nenhum dos dois presidirá as duas casas. Portanto, petistas ficam com a presidência da Câmara, onde têm a maior bancada, e pemedebistas pelo mesmo motivo ficam com o comando do Senado."

Depois, a colunista diz que "requintado o gesto realmente não foi" e acrescenta, cheia de veneno: "Ainda mais partindo de um PMDB que outro dia mesmo assumia a vaga de Vice-Presidência na chapa de Dilma tecendo loas ao caráter programático de tal aliança."

E por fim, especificamente sobre o deputado norte-rio-grandense, a jornalista dispara sem dó nem piedade: "Não é sempre que o fisiologismo explícito do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, agrada à cúpula do PMDB - Michel Temer à frente -, cujo modelo de fisiologismo implícito é tido como padrão ideal de conduta."           

Pelo que se lê, se vê e se ouve nos caminhos e descaminhos brasilienses, a esperteza comeu o dono. E o dono, o deputado Henrique Eduardo Alves, ainda levou um tiro no pé. De canhão.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ano da Juventude: Rebeldes sim, mas com causa!

por Fernanda Winter, do blog da Gisele.



A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou o período de 12 de Agosto de 2010 a 11 de Agosto de 2011 como o Ano Internacional da Juventude, com o tema “Diálogo e Compreensão Mútua”.
Segundo dados do Programa das Nações Unidas para Juventude, os jovens estão entre as populações mais vulneráveis em diferentes aspectos da vida social, tais como violência urbana, drogas, abuso e exploração sexual. Cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes com menos de 15 anos viram alvos de exploração sexual todos os anos; no que diz respeito à contaminação de doenças sexualmente transmissíveis e HIV/AIDS, em 2008, jovens com 15 anos ou mais representavam 40% do total de novas infecções.
Mas o Ano Internacional da Juventude não pretende chamar atenção apenas para os aspectos negativos que fazem parte do cotidiano dessa faixa-etária. Afinal, a juventude tem o mérito de ser a população que mais exerce a participação e o controle social em termos locais e globais.
Basta olharmos para ONGs como Greenpeace e movimentos sociais como o movimento gay, movimento de mulheres, da população negra e tantos mais. Sem contar as participações políticas que fizeram história no Brasil e no mundo. Quem foi às ruas protestar contra a ditadura militar do nosso país e contra muitos outros sistemas autoritários na América Latina e no mundo? Quem se mobilizou na oposição à guerra do Vietnã? Quem pintou a cara e saiu às ruas mudando os rumos da política brasileira?
Se formos listar toda a trajetória dos jovens de todo o mundo que revolucionaram o curso da história, teríamos que dedicar muito mais que um ano de comemoração. Ainda assim, muitas pessoas continuariam o discurso moralista que pinta uma juventude descompromissada e baderneira.
É por tudo isso que a ONU tem como objetivos, nesse ano da juventude, mostrar a contribuição dos jovens no desenvolvimento global e mostrar a importância de sua participação ativa em todos os aspectos da sociedade.
A data não se destina somente aos jovens. Ela tem como alvo diferentes organizações governamentais e não-governamentais que possam apoiar e estabelecer parcerias com as organizações juvenis e possibilitar, assim, um quadro favorável à realização dos “Objetivos do Milênio”, um plano de ação global para redução da pobreza que tem como focos principais as questões da fome, da saúde e da educação.
Parece-me contraditório que as pessoas que mais contribuam para o desenvolvimento mundial sejam as mais atingidas em seus direitos humanos mais fundamentais. Espero que os órgãos internacionais, o governo e a população em geral utilizem essa oportunidade como um mecanismo de escuta e diálogo com os jovens e que essa comemoração possibilite o reconhecimento dos mesmos como peças fundamentais para o crescimento econômico e amadurecimento político, que merecem apoio substancial de todos os setores da população.
Quer saber mais sobre o Ano Internacional da Juventude e os eventos que já estão rolando? Visite o site http://unicrio.org.br/juventude2010/.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

VOCÊ SABE QUE ESTÁ FICANDO LOUCO NO SÉCULO XXI QUANDO... (crítica ao uso da tecnologia em nosso dia a dia)

1.  Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua;

2. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as  compras;

3. Esquecendo seu celular em casa (coisa que você não tinha há 10 anos), você fica apavorado e volta logo para buscá-lo;               

4. Você levanta  pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o  café;    

5. Você conhece o significado de naum,  tbm, qdo, xau, msm, dps, Cc, Cco,...;                

6.  Você não sabe o preço de um envelope comum;     

7. A maioria das piadas que você conhece,  recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho...);

8. Você fala o nome da firma onde trabalha  quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o  celular !!); 

10. Você vai ao  trabalho quando o dia ainda está clareando e volta para casa quando  já escureceu de novo;  
11. Quando seu  computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que  parou;

11. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo;     

12.  Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que nessa lista não tem o número 9;               

13. Você  retornou à lista para verificar se é verdade que falta o número  9 e nem viu que tem dois números 11;          

14. E agora você está rindo consigo mesmo;     

15.  Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem;             

Feliz  modernidade...

União e consciência negra

A comemoração da memória do Zumbi é importante em um Brasil que ainda mantém uma herança de forte desigualdade social.

Por Marcelo Barros - Revista Brasil de Fato

No Brasil, esta semana começa pela recordação do dia em que foi implantada a República (15 de novembro) e se encerra com o dia consagrado à União e Consciência Negra. Segundo historiadores recentes, no Brasil, a mudança da Monarquia para a República aconteceu quase por engano ou por acaso. Não era a opção profunda do Marechal Deodoro e de seus companheiros. E não significou uma verdadeira transformação da forma de exercer o poder que continuou com as elites (Cf. Fábio Konder Comparato em Caros Amigos, nov. 2010). O segundo fato recordado nesta semana ocorreu em 20 de novembro de 1696.  Neste dia, Zumbi dos Palmares, líder da resistência negra contra a escravidão, foi martirizado. Atualmente, em várias cidades, este dia é feriado e conclui uma semana de comemorações culturais. Uma criança perguntou à mãe se união tem cor e o que significa “consciência negra”. A unidade das raças e a igualdade entre os seres humanos supõem que cada cultura e cada povo tenham consciência de sua dignidade. Chama-se “consciência negra” o fato das pessoas afro-descendentes assumirem sua identidade cultural, conscientes do imenso valor de sua cultura, para contribuir com as outras na riqueza intercultural do Brasil.
A comemoração anual da memória do Zumbi é importante em um Brasil que ainda mantém uma herança de forte desigualdade social. Em inúmeros casos, na realidade brasileira, ser negro é quase sinônimo de ser pobre e ter menos acesso à escolaridade e às condições sociais de outros brasileiros. José Vicente, reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, afirma: “A cor negra da pele de homens e mulheres, assim como sua raça e cultura própria, foram motivos de crueldade humana e de barbárie que mancharam e continuam manchando a dignidade da humanidade” (Carta Capital, 12/11/2008,p. 60). Por isso, são sempre importantes e oportunos os programas que fomentam a igualdade de condições e a integração social de negros e brancos. Conforme a Constituição Brasileira devem ser respeitadas e valorizadas as comunidades remanescentes de Quilombos. São grupos que, desde os tempos da escravidão, reúnem negros, seus aliados e descendentes, em uma comunidade com cultura e valores próprios. Eles devem ter direito à terra coletiva e merecem das autoridades públicas a proteção e o apoio necessários. Estas comunidades estão organizadas em quase todos os estados e somam mais de dois mil grupos e comunidades. Algumas delas mantêm elementos de idioma, de danças e costumes ancestrais que são de uma riqueza incalculável para todo o Brasil.  

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

CALEM A BOCA, NORDESTINOS!

POR JOSÉ BARBOSA JUNIOR, no B log do Carlos Escóssia


A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.

Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. 

A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.

Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.

Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.

E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!

Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?

Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial  Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!

E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.

Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…

Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…

E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…

Ah! Nordestinos…

Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.

Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!

Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!

Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!

Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!

Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.

Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.

Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”

Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos! 

* José Barbosa Junior é estudante de Teologia no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Também é músico, letrista e escritor

Jovens, privacidade e a internet

Pesquisa realizada por empresa de segurança da informação mostra que as redes sociais dominam as atividades dos adolescentes na rede
Uma pesquisa desenvolvida pela McAfee, empresa especializada em segurança da informação, analisou o comportamento dos jovens na internet. Com o título A vida secreta dos adolescentes: o comportamento dos jovens na Web, o trabalho indica que navegar nas redes sociais é hoje a principal atividade do público de 13 a 17 anos na rede, com 83% de adeptos. Logo atrás, com 82%, aparecem os programas de mensagem instantânea, como MSN Messenger, seguido por e-mails e compartilhamento de fotos.
O Brasil tem 17 milhões de jovens nessa faixa-etária, sendo que 12,5 milhões afirmam terem acessado a internet nos últimos três meses. Destes, 77% são os chamados heavy users, ou seja, se conectam mais do que seis vezes por semana.
Encomendada à TNS, empresa de pesquisa de mercado, o levantamento deu especial atenção aos riscos que o compartilhamento de informações pode representar aos jovens. O primeiro nome é a identificação mais divulgada pelos usuários (54%), seguido de perto pelo e-mail e pela idade; um quarto deixa visível o nome da escola, 9% o número do telefone de casa, 7% o endereço da residência e 4% o número do CPF, o que pode, segundo os realizadores da pesquisa, facilitar ações de ameaça virtual.
Bullying e segurança na rede
Quando perguntados sobre segurança no ambiente virtual, 72% disseram conhecer alguém próximo que tenha sofrido ciberbullying, agressão e intimidação online realizada por outros jovens, principalmente do ambiente escolar. Já 20% tiveram suas senhas roubadas pelo menos uma vez e 50% tiveram seus computadores afetados por vírus.
A relação com os pais também foi abordada. Dos adolescentes, 54% disseram que são questionados pelos responsáveis a respeito dos sites visitados, sendo que metade realizou acordos com os pais sobre o que é permitido acessar na internet. Apesar da grande maioria (88%) afirmar que os adultos acreditam que eles usam a Web corretamente, 39% não revelam o que fazem na internet. Além do mais, 32% tem como costume limpar o histórico do navegador e 39% minimizam o conteúdo acessado toda vez que um adulto se aproxima.
A pesquisa amostral foi realizada, por meio de formulário online, com 400 jovens com idade entre 13 e 17 anos que se conectam pelo menos uma vez por semana.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Senado aprova substitutivo de Fátima ao Plano Nacional de Cultura

Senadora Marisa Serrano, dep. Gilmar Machado e dep. Fátima
Senadora Marisa Serrano, dep. Gilmar Machado e dep. Fátima
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 9, em caráter terminativo, o projeto de lei que institui o Plano Nacional de Cultura (PNC). A relatora, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), não alterou o substitutivo ao projeto feito pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN) na Câmara dos Deputados. O Plano estabelece um novo modelo de gestão da política cultural do país e cria o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais. Agora o projeto será enviado para sanção do Presidente Lula.
O objetivo do PNC é integrar as iniciativas do Poder Público que conduzam à defesa e à valorização do patrimônio cultural. O texto visa também garantir a produção, promoção e difusão dos bens culturais; a formação de pessoal qualificado para a gestão do setor; a democratização do acesso aos bens culturais e a valorização da diversidade étnica e regional.

A deputada Fátima Bezerra acompanhou e defendeu a aprovação do projeto no Senado. Fátima explicou que a proposta original do Plano, apresentada pelo deputado Gilmar Machado (PT-MG) e pela ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP), teve como base as sugestões apresentadas durante a 1ª Conferência Nacional de Cultura, realizada em 2005.
Como foram identificadas algumas lacunas da agenda cultural do século XXI, Fátima apresentou um substitutivo à proposta, incorporando assuntos como a cultura digital, a cultura e o desenvolvimento sustentável e o turismo cultural.

O projeto aprovado traz como princípios norteadores do Plano Nacional de Cultura: liberdade de expressão; diversidade cultural; respeito aos direitos humanos; direito de todos à arte e à cultura; direito à informação, à comunicação e à crítica cultural; direito à memória e às tradições e responsabilidade socioambiental.
Do blog da fatima

O que realmente ocorreu com as provas do ENEM

Ministro da Educação Fernando Haddad identificou entre 1.800 e 2.000 provas que deverão ser refeitas no ENEM deste fim de semana.

A gráfica contratada produziu 10 milhões de provas.

Houve problema num lote de 20 mil provas.

Dessas 20 mil provas, 10% podem ter problema.

Ou seja, seria uma relação de dois problemas em mil provas produzidas.

Um horror !

É preciso Privatizar a educação no Brasil, diriam a elite branca e os donos de cursinhos.

O Ministro Haddad agora vai examinar caso a caso a situação destas 1.800 provas.

Identificados aqueles efetivamente prejudicados eles farão uma nova prova.

O Ministro Haddad usa o chamado método TRI, que permite aplicar provas em dias diferentes com o mesmo grau de dificuldade.

No ENEM 2009, isso foi feito com pleno sucesso em presídios e em duas cidades do Espírito Santo que, no dia do exame, foram alagadas.

Não há problema nenhum !

O único problema é que o ENEM cria uma mudança estrutural no acesso à universidade brasileira.

O ENEM facilita e estimula o acesso dos pobres.

É por isso que uma inovação bem sucedida e importada dos Estados Unidos se transforma no Brasil numa guerra de classes.

Bendito o segundo turno.

Foi no segundo turno que caíram algumas das máscaras.

Uma delas é a ideologia da Casa Grande que sobrevive instalada na alma e no bolso de uma elite que pensa que o Brasil é bicolor.

A diplomacia generosa de Lula

Do blog do nassif
Lula se despede da África inaugurando fábrica de medicamentos

Pablo Uchôa - Enviado especial da BBC Brasil a Maputo

Expectativa é de que Dilma mantenha linha de atuação de Lula para a África
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta terça-feira uma visita de dois dias a Moçambique, a última a um país africano durante seus oito anos de governo.
A programação do presidente em Maputo visa realçar a agenda positiva que o país tem buscado no continente africano sob Lula.
O presidente fará uma aula magna na Universidade Pedagógica de Moçambique, a primeira instituição estrangeira a fazer parte da Universidade Aberta do Brasil, que capacita professores por meio do ensino à distância.
Na quarta-feira, Lula visita as instalações do que será a primeira fábrica de antirretrovirais financiada com dinheiro público em toda a África, instalada com recursos e treinamento brasileiros em cooperação com Moçambique.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dilma fala em reajuste maior para o mínimo e Bolsa Família

ESPECIAL
[Foto: ]
Em sua primeira entrevista coletiva, a presidente eleita, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (3) que está avaliando uma "compensação" que dê ao salário mínimo um reajuste maior do que o que está previsto nas regras utilizadas nos projetos do Orçamento desde 2006. É que houve queda do Produto Interno Bruto em 2009. A variação do PIB é um dos índices que compõem o reajuste do mínimo.
Para 2011, o valor do salário mínimo previsto até agora é de R$ 538,15. De acordo com o relator-geral do Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF), a discussão para definir o valor entra em fase decisiva nesta semana.

 Da Redação / Agência Senado

Três mitos sobre a eleição de Dilma


Por Marcos Coimbra*,
Na CartaCapital

Enquanto o País vai se acostumando à vitória de Dilma Rousseff, uma nova batalha começa. Nem é preciso sublinhar quão relevante, objetivamente, é o fato de ela ter vencido a eleição, nas condições em que aconteceu. Ela é a presidente do Brasil e, contra este fato, não há argumentos.
Sim e não. Porque, na política, nem sempre os fatos e as versões coincidem. E as coisas que se dizem a respeito deles nos levam a percebê-los de maneiras muito diferentes.
Nenhuma versão muda o resultado, mas pode fazer com que o interpretemos de forma equivocada. Como consequência, a reduzir seu significado e lhe diminuir a importância. É nesse sentido que cabe falar em nova batalha, que se trava em torno dos porquês e de como chegamos a ele.
Para entender a eleição de Dilma, é preciso evitar três erros, muito comuns na versão que as oposições (seja por meio de suas lideranças políticas, seja por seus jornalistas ou intelectuais) formularam a respeito da candidatura do PT desde quando foi lançada. E é voltando a usá-los que se começa a construir uma versão a respeito do resultado, como estamos vendo na reação da mídia e dos "especialistas" desde a noite de domingo.
O "economicismo"O primeiro erro a respeito da eleição de Dilma é o mais singelo. Consiste em explicá-la pelo velho bordão "é a economia, estúpido!".
É impressionante o curso que tem, no Brasil, a expressão cunhada por James Carville, marqueteiro de Bill Clinton, quando quis deixar clara a ênfase que propunha para o discurso de seu cliente nas eleições norte-americanas de 1992. Como o país estava mal e o eleitorado andava insatisfeito com a economia, parecia evidente que nela deveria estar o foco do candidato da oposição.
Era uma frase boa naquele momento, mas só naquele. Na sucessão de Clinton, por exemplo, a economia estava bem, mas Al Gore, o candidato democrata, perdeu, prejudicado pelo desgaste do presidente que saía. Ou seja, nem sempre "é a economia, estúpido!".
Aqui, as pessoas costumam citar a frase como se fosse uma verdade absoluta e a raciocinar com ela a todo momento. Como nas eleições que concluímos, ao discutir a candidatura Dilma.
É outra maneira de dizer que os eleitores votaram nela "com o bolso". Como se nada mais importasse. Satisfeitos com a economia, não pensaram em mais nada. Foi o bolso que mandou.
Esse reducionismo está equivocado. Quem acompanhou o processo de decisão do eleitorado viu que o voto não foi unidimensional. As pessoas, na sua imensa maioria, votaram com a cabeça, o coração e, sim, o bolso, mas este apenas como um elemento complementar da decisão. Nunca como o único critério (ou o mais importante).
A "segmentação"O segundo erro está na suposição de que as eleições mostraram que o eleitorado brasileiro está segmentado por clivagens regionais e de classe. Tipicamente, a tese é de que os pobres, analfabetos, moradores de cidades pequenas, de estados atrasados, votaram em Dilma, enquanto ricos, educados, moradores de cidades grandes e de estados modernos, em Serra.
Ainda não temos o mapa exato da votação, com detalhe suficiente para testar a hipótese. Mas há um vasto acervo de pesquisas de intenção de voto que ajuda.
Por mais que se tenha tentado, no começo do processo eleitoral, sugerir que a eleição seria travada entre "dois Brasis", opondo, grosso modo, Sul e Sudeste contra Norte, Nordeste e Centro-Oeste, os dados nunca disseram isso. Salvo no Nordeste, as distâncias entre eles, nas demais regiões, nunca foram grandes.
Também não é verdade que Dilma foi "eleita pelos pobres". Ou afirmar que Serra era o "candidato dos ricos". Ambos tinham eleitores em todos os segmentos socioeconômicos, embora pudessem ter presenças maiores em alguns do que em outros.
As diferenças no comportamento eleitoral dos brasileiros dependem mais de segmentações de opinião que de determinações materiais. Em outras palavras, há tucanos pobres e ricos, no Norte e no Sul, com alta e com baixa escolaridade. Assim como há petistas em todas as faixas e nichos de nossa sociedade.
Dilma venceu porque ganhou no conjunto do Brasil, e não em razão de um segmento.
O "paternalismo"O terceiro erro é interpretar a vitória de Dilma como decorrência do "paternalismo" e do "assistencialismo". Tipicamente, como pensam alguns, como fruto do Bolsa Família. Contrariando todas as evidências, há muita gente que acha isso na imprensa oposicionista e na classe média antilulista. São os que creem que Lula comprou o povo com meia dúzia de benefícios.
As pesquisas sempre mostraram que esse argumento não se sustenta. Dilma tinha, proporcionalmente, mais votos que Serra entre os beneficiários do programa, mas apenas um pouco mais que seu oponente. Ou seja: as pessoas que tinham direito a ele escolheram em quem votar de maneira muito parecida à dos demais eleitores. Em São Paulo e Minas Gerais, por exemplo, os candidatos do PSDB aos governos estaduais foram eleitos com o voto delas.
Os três erros têm o mesmo fundamento: uma profunda desconfiança na capacidade do povo. É o velho preconceito de que o "povo não sabe votar" que está por trás do reducionismo de quem acha que foi a barriga cheia que elegeu Dilma. Ou do argumento de que foram o atraso e a ignorância da maioria que fizeram com que ela vencesse. Ou de quem supõe que a pessoa que recebe o benefício de um programa público se escraviza.
É preciso enfrentar essa nova batalha. Se não, ficaremos com a versão dos perdedores.
(*) Sociólogo, é presidente do Instituto Vox Populi

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Serra venceu em apenas 77 cidades do Nordeste. No RN, venceu em 19 cidades

O candidato a Presidência da República, José Serra, só conseguiu vencer em 77 dos 1.787 municipios dos Nordeste. No Rio Grande do Norte, ele venceu em 19 cidades. No estado do Ceará ele ganhou apenas em uma: Viçosa do Ceará. E nos estados de Pernambuco e Maranhão, Serra perdeu em todas as cidades.

FONTE: pontodepauta.com

A imprensa perdeu


Por Luciano Martins Costa em 1/11/2010
Comentário para o programa radiofônico do OI, 1/11/2010
Os principais jornais do país anunciam a vitória da candidata petista Dilma Rousseff como a última obra do presidente Lula da Silva.
O Estado de S.Paulo é o mais explícito: "A vitória de Lula", diz a manchete. O Globo se arrisca em adivinhações: "Lula elege Dilma e aliados já articulam sua volta em 2014", diz o jornal carioca. A intenção é claramente minimizar o cacife político da presidente eleita. Já a Folha de S.Paulo destaca o fato de o Brasil ter escolhido a primeira mulher "e primeira ex-guerrilheira" para a Presidência da República.
Lendo as edições do domingo e de segunda-feira (1/11), alguém que estivesse desembarcando no Brasil depois de três meses de viagem nem chegaria a desconfiar que a imprensa havia sido, até a véspera, protagonista das mais ativas na campanha eleitoral.
Desejo manifesto
Os jornais inauguram a semana pós-eleitoral com cara de jornais, não dos panfletos em que se transformaram nos últimos meses. Cada um conforme seus recursos, os diários tentam interpretar a vontade das urnas e adivinhar o que virá a ser o futuro governo. No entanto, alguns pontos em comum podem ser ressaltados.
A chamada grande imprensa procura afirmar que a oposição, apesar de derrotada na eleição principal, cresceu em número de eleitores, mesmo perdendo na maioria dos estados. A maioria feita pela candidata governista no Congresso Nacional seria equilibrada pela eleição de governadores oposicionistas nos estados mais populosos, segundo interpretam os jornais.
Como sempre, o viés ideológico direciona as escolhas da imprensa, que perdeu a disposição para arriscar opiniões fora da sua própria caixinha de convicções. Basta lembrar como foi a manada de adesões ao governo central nas duas eleições do presidente Lula da Silva para colocar em dúvida as afirmações dos jornais sobre a suposta solidez do bloco oposicionista.
Com o histórico do adesismo que marca a República desde a redemocratização, parece arriscado demais apostar em configurações de forças políticas com base no resultado quente das urnas. No caso, essas análises representam muito mais a manifestação dos desejos da imprensa, de não parecer assim tão derrotada pela realidade da votação, do que a expressão de uma visão realista do resultado eleitoral.
Dissimulando a derrota
Os jornais citam o desgaste que foi produzido nas bases da oposição por conta de divergências entre o candidato derrotado José Serra e o senador eleito de Minas Gerais Aécio Neves, considerado por analistas do próprio PSDB como o grande trunfo desperdiçado pela campanha oposicionista. Sobram indícios de que os dois personagens criaram um fosso intransponível entre si, e que daqui para frente a consolidação da carreira de Aécio Neves implica a diminuição do papel a ser exercido por Serra.
Some-se a isso o fato de que Serra também tem divergências com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, para se construir uma análise muito menos animadora sobre o seu futuro como líder da oposição. Além disso, ainda resta dentro do armário o esqueleto do suposto dossiê que teria sido montado no período da escolha do candidato do PSDB, e que teve como objetos de bisbilhotices pessoas ligadas a José Serra.
Serra perdeu em Minas Gerais e ninguém sabe quanto desses votos foram para a candidata oposicionista como vingança dos mineiros pela maneira como ele passou por cima das ambições políticas de Aécio Neves. A imprensa também destaca que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anda fazendo planos para se descolar de seus padrinhos políticos e prepara o lançamento de um novo partido, montado com os restos da liderança do peemedebista Orestes Quércia no estado.
Assim, em poucas linhas, pode-se observar que os principais jornais do país, que tiveram praticamente todo o final de semana para preparar suas análises pós-eleitorais, perderam a oportunidade de surpreender o eleitor explorando as amplas possibilidades que se armam nas relações políticas com a vitória de uma candidata que nunca havia disputado uma eleição, cuja biografia tinha tudo para reduzir suas chances de vitória – dado o conhecido conservadorismo da imprensa e de grande parte do eleitorado – e que foi vítima de uma campanha sórdida e preconceituosa. Não há como dissimular o papel da imprensa tradicional no jogo sujo que termina. Também fica difícil disfarçar o ressentimento da imprensa com o resultado das urnas. Não há análise, por mais que se pretenda distanciada, que esconda o fato de que a imprensa tradicional foi fragorosamente derrotada nestas eleições

Do Blog DESABAFO BRASIL.

Charge Online do Bessinha

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O pós-Lula é Dilma


Carta Maior
- Terça-Feira, 02 de Novembro de 2010

Os brasileiros decidiram que depois do Lula querem a continuação e o aprofundamento do seu governo. Preferiram a Dilma – a coordenadora e responsável central pelo desempenho ascendente dos últimos 5 anos do governo, que desemboca no recorde de 83% de apoio e 3% de rejeição – para sucedê-lo.

O dilema colocado pelas eleições brasileiras era a definição sobre se o governo Lula seria um parênteses na longa história de dominação das elites no país ou se se constitui numa ponte para sair definitivamente do modelo
herdado e construir um Brasil solidário, justo e soberano.

Triunfou esta via, pelo voto majoritário dos brasileiros, prioritariamente os dos beneficiários das politicas sociais que caracterizam o governo de Lula: os mais pobres, os que vivem nas regiões tradicionalmente mais pobres – o norte e o nordeste do Brasil.

Foi um voto claramente direcionado pela prioridade do social que caracterizou centralmente o governo Lula. No país mais desigual do continente mais desigual, a maior transformação que o Brasil viveu nestes oito anos foi a diminuição da desigualdade, da injustiça, como resultado das políticas sociais do governo. Nunca havia acontecido, seja em democracia ou em ditadura, em ciclos expansivos ou recessivos da economia. Aconteceu agora, de forma contundente, transferindo para o centro da pirâmide de grupos na distribuição de renda, a maioria dos brasileiros.

Esse foi o fator decisivo para que, mesmo tendo praticamente toda a imprensa, em bloco, militantemente, contra seu governo e sua candidata, Lula e Dilma saíram vencedores.

A oposição, derrotada na comparação dos dois governos, buscou um atalho para chegar por outra via aos setores da população: a questão do aborto, valendo-se dos preconceitos reinantes e da ação de religiosos.

Conseguiram um sucesso efêmero, que levou a eleição para o segundo turno, mas uma vez que a politica voltou ao centro da campanha, a comparação entre os dois governos e a condenação das privatizações levaram à vitória da Dilma.

Que representa não apenas a eleição da primeira mulher presidente da república, mas também de uma militante da resistência contra a ditadura, presa e torturada pelo regime militar. Que representa o primeiro presidente que consegue eleger seu sucessor.

Depois da reeleição de Evo Morales e de Pepe Mujica sucedendo a Tabaré Vazquez, o Brasil se soma ao grupo de países que reafirmam o caminho da integração regional e não do TLC com os EUA, da prioridade das politicas sociais em relação ao ajuste fiscal, com Dilma sucedendo a Lula.

O povo brasileiro decidiu, em meio a fortes pressões do monopólio privado da mídia e de forças obscurantistas, que o pós-Lula terá na presidência do Brasil aquela que Lula escolheu para sucedê-lo, para continuar e aprofundar as transformações que tem feito o Brasil ser um país mais justo, solidário e soberano.

*Emir Sader. Sociólogo e cientista político..

82 anos antes de Dilma, Alzira Soriano abriu espaço feminino no Executivo

Em 1928, Alzira foi eleita prefeita no RN, a primeira da América Latina.

Confira histórico das primeiras mulheres no comando da política nacional.

Marília Juste e Mirella Nascimento Do G1, em São Paulo
Alzira Soriano, a primeira mulher eleita para um cargo executivo no país 
Alzira Soriano, a primeira mulher eleita para um
cargo executivo no país (Foto: Arquivo Pessoal)
Mais de 80 anos antes de Dilma Rousseff ser eleita a primeira mulher presidente do Brasil, Alzira Soriano foi a primeira escolhida pelo povo para um cargo executivo no país – quando mulheres nem sequer tinham o direito de votar. Em 1928, Alzira, viúva e mãe de três filhas, conquistou 60% dos votos e em 1º de janeiro do ano seguinte foi empossada prefeita de Lajes, no Rio de Grande do Norte. Foi a primeira mulher da América Latina a assumir o governo de uma cidade, segundo notícia publicada na época pelo jornal americano “The New York Times”.
A distância no tempo não é apenas grande entre Alzira e Dilma, mas entre ela e todas as outras mulheres que assumiram cargos executivos no país. A primeira prefeita de uma capital, Maria Luiza Fontenele, de Fortaleza, tomou posse 57 anos depois de Alzira, em 1986. A primeira governadora, Iolanda Fleming, do Acre, em maio do mesmo ano. A primeira prefeita da maior cidade do país, Luiza Erundina, em 1989.
Além de uma bisneta de Alzira, Maria Luiza Fontenele, Iolanda Fleming, Luiza Erundina e duas cientistas políticas conversaram com o G1 e deram suas avaliações sobre o papel das mulheres brasileiras no Executivo.
“Alzira foi uma mulher à frente de seu tempo, que empurrou a história do país para frente”, diz Erundina, que atualmente é deputada federal. “Toda a evolução da participação da mulher na política brasileira nasce com a ousadia dela”, afirma.
A bisneta da primeira prefeita, a médica Lana Patrícia, de 40 anos, não chegou a conhecê-la pessoalmente, mas sabe bem as histórias sobre a personalidade da primeira prefeita. “Ela não levava desaforo para casa. Era uma mulher muito rígida, muito séria, que comandava com respeito”, conta.
“Depois de prefeita, ela ainda foi eleita vereadora. Não era o comum da época, mas ela não se importava com nada disso”, diz Lana. A família guarda as históricas fotos de Alzira Soriano. Em uma delas, a prefeita aparece em meio ao seu gabinete formado exclusivamente de homens.
Alzira Soriano em seu gabinete no governo de Lajes 
Alzira Soriano em seu gabinete no governo de Lajes (Foto: Arquivo Pessoal)

Alzira ficou apenas um ano no cargo, pelo então Partido Republicano. Em 1930, descontente com a eleição de Getúlio Vargas, ela deixou a função. Apenas dois anos depois disso, em 1932, mulheres conquistariam o direito de votar.

“O voto feminino no Brasil foi conseguido muito tardiamente”, avalia a cientista política Jussara Prá, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “Mesmo depois dessa conquista, a restrição ao voto dos analfabetos limitou muito o voto das mulheres – que, em sua maioria, não estudavam. A participação das mulheres cresceu depois dos anos 70”, explica.
Nota no jornal americano 'New York Times' sobre a eleição de Alzira Soriano 
Nota no jornal americano 'New York Times'
sobre a eleição de Alzira Soriano
(Foto: Reprodução/NYT)
E mesmo após os anos 1970, segundo ela, o voto da mulher era marcado pelo conservadorismo e pela resistência a apostar em algo novo. “Ainda hoje há essa cultura de que mulher não vota em mulher e que política é assunto de homem. Temos muitos casos de representantes ligadas a características masculinas – com o traço da cultura política, que é masculina”, afirma Jussara Prá.
Para Maria Luiza Fontenele, primeira prefeita de uma capital, pelo PT, a experiência rendeu apenas desilusão. Oriunda do movimento estudantil e de organizações feministas, ela conta que mudou sua visão da política após a passagem pela prefeitura de Fortaleza, marcada por intensas greves e protestos violentos.

“Descobri que não adiantava apenas ser honesta e querer o melhor para o povo, porque a lógica do sistema é contrária a isso”, afirma. “A experiência da prefeitura me ajudou a perceber que as coisas não mudavam não porque nós, mulheres, não tínhamos poder. Não era questão de ter poder”, afirma.
Maria Luiza deixou a política e hoje participa de um grupo chamado “Crítica Radical”, que prega “uma nova força de organização das relações humanas.” Para ela, a eleição de Dilma Rousseff tem “pouco impacto.” “Achar que uma mulher no Brasil, como um negro nos Estados Unidos, vá mudar alguma coisa é ingenuidade,” diz.
(Arte/G1)
Para a primeira mulher a tomar posse de um governo estadual, no entanto, a avaliação é diferente. Iolanda Fleming, do PTB, foi eleita vice-governadora do Acre em 1983. Quando o governador Nabor Júnior deixou o cargo em 1986 para disputar o Senado, ela se tornou a primeira mulher a governar um estado brasileiro – mais tarde, em 1995, Roseana Sarney, do Maranhão, se tornou a primeira governadora eleita do país.
“Enfrentei dificuldades e, não vou mentir, preconceito”, conta. “Mas tive o apoio bem próximo do movimento feminista e conseguimos superar o atraso na mentalidade de alguns para fazer um bom governo”, afirma.
A ex-prefeita Luiza Erundina também revela preconceito – um “preconceito triplo”. “Somam-se em mim várias características: eu sou mulher, nordestina e de esquerda”, conta. “Tudo isso dificultava as pessoas a enxergarem o momento histórico que era ter uma mulher na prefeitura de São Paulo”, conta a deputada reeleita em 2010, agora no PSB.
Erundina afirma que sofreu com o machismo até mesmo dentro de seu então partido, o PT. “Os dirigentes do partido não esperavam que eu vencesse a prévia. Depois, que eu vencesse a eleição. Foi um momento complicado”, afirma.
Para ela, o PT e a sociedade brasileira evoluíram muito até a eleição de Dilma Rousseff. “Vão aí 20 anos e 20 anos de muitas mudanças. Mas ainda assim é um processo lento. Se você vir a eleição da Alzira até hoje, são 82 anos”, conta.
A cientista política Maria do Socorro Souza Braga, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), concorda. “O Brasil demorou muito para levar uma mulher à presidência. Argentina, Chile, Nicarágua fizeram isso antes. Nesses 80 anos, o país se modernizou em muitas áreas, mas essa questão demorou.”
Dilma Rousseff 
Dilma Rousseff, a primeira presidente do Brasil
(Foto: Roberto Stuckert Filho)
Erundina comemorou a eleição de Dilma. “É uma mulher presidente e não é qualquer mulher. É uma mulher que tem o histórico, a competência e a responsabilidade de Dilma Rousseff. É um momento muito importante para a história do Brasil e a para a história das mulheres do Brasil”, diz ela.
“É para celebrar. No entanto, não podemos ter a ilusão de que, por isso, as mulheres conquistaram a igualdade. As mulheres ainda são menos de 9% da Câmara dos Deputados e a nossa representação caiu. Na Argentina, as mulheres são 40% da Câmara”, afirma.
Jussara Prá faz a mesma avaliação. “No Brasil, ainda há uma sub-representação da mulher nos cargos políticos”, afirma. “Em países nórdicos, por exemplo, há uma equiparação de homens e mulheres nos órgãos representativos. A Argentina, aqui do lado, é mais avançada com relação a isso. O Brasil é dos mais atrasados”, diz.
Maria do Socorro Braga diz que o governo Dilma será “muito simbólico”. “Por tudo isso, Dilma tem a responsabilidade de mostrar que é capaz. Aos homens, que pode governar como eles e às mulheres de que outras também podem. Será um exemplo para as próximas que virão”, afirma.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A VERDADE VENCEU A MENTIRA!!!

No RN Dilma vence em 148 municípios

A presidente eleita, Dilma Rousseff, venceu o pleito no âmbito do Rio Grande do Norte com 59,54% (979.772) das intenções do eleitorado contra 40,46% (665.726) do candidato José Serra, do PSDB – uma maioria de 314.046 votos. No Estado, 2,46% dos eleitores optaram pelo voto em branco, enquanto que 4,56% se decidiram pela anulação. A abstenção foi de 21,55%. Dilma Rousseff venceu em 148 dos 167 municípios potiguares. José Serra obteve êxito em 19, incluindo-se a capital, onde a petista havia vencido no primeiro turno.  A derrota da representante do PT em Natal se deu após a adesão da prefeita Micarla de Sousa (PV), que apoiou Marina Silva (PV) na primeira fase.
As principais lideranças políticas do Rio Grande do Norte, em geral, não conseguiram transferir para os aliados os votos somados no primeiro turno. Além de Natal, que deu a Dilma Rousseff a mais substancial derrota do estado em termos absolutos – José Serra somou 13.461 votos a mais – a  governadora eleita, Rosalba Ciarlini (DEM), também viu o seu candidato com uma votação inexpressiva em Mossoró, seu principal reduto eleitoral, sobretudo se for o caso de comprar a expressiva votação da democrata na eleição para o governo.
Mossoró deu a José Serra apenas 39% (46.701) dos votos válidos, enquanto Dilma alcançou 61% (73.046) da preferência do eleitorado. O município natal do vice-governador eleito, Robinson Faria (PMN), Monte Alegre, também deu ao candidato tucano – Robinson apoiou Rousseff – maioria dos votos com o percentual de 55,89%.
A região do Alto Oeste deu à ex-ministra da Casa Civil do governo Lula da Silva, em termos percentuais, a mais expressiva votação. No município de Água Nova, no Alto Oeste, ela obteve 92,26% do votos, enquanto que José Serra apareceu com 7,34%.
Dilma Rousseff teve ainda a preferência entre os eleitores das nove cidades-pólo do Rio Grande do Norte. Ela ganhou em Pau dos Ferros, Macau, Nova Cruz, Currais Novos, Caicó e Assu, João Câmara.
Entre os municípios da região metropolitana de Natal José Serra se saiu melhor em termos de número de votos absolutos. Além de Monte Alegre, ele venceu ainda em Parnamirim e São Gonçalo do Amarante. Em número de cidades a vitória maior foi de Dilma, que venceu em Extremoz, Ceará-Mirim, Macaíba, Nísia Floresta e São José de Mipibu.
O município de Parelhas, na região do Seridó, cujo prefeito Francisco Medeiros é do PT no Rio Grande do Norte, reverteu a votação desfavorável do primeiro turno e consolidou a vantagem de Dilma Rousseff  na segunda fase da campanha.
Os petistas comemoraram durante a noite de ontem e  madrugada de hoje na avenida Engenheiro Roberto Freire, em Ponta Negra. No Tribunal Regional Eleitoral (TRE), durante a apuração, militantes do partido já faziam uma pequena aglomeração no pátio montado com telão para acompanhar as parciais do pleito. A prefeita Micarla de Sousa, o senador Garibaldi Alves e os deputados Henrique Alves e João Maia acompanharam a apuração em Brasília, em um hotel reservado para aliados políticos, entre eles o vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB).
Além de Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, Serra venceu em Barcelona, Boa Saúde, Brejinho, Caiçara do Rio do Vento, Espírito Santo, Galinhos, Goianinha, Jaçanã, Monte Alegre,  Passa e Fica, Rio do Fogo, Ruy Barbosa, São Bento do Trairi,  Senador Georgino Avelino, Serra de São Bento e Vera Cruz.
Em Mossoró, Dilma teve uma maioria de 26.345 votos. Em termos percentuais, a candidata do PT teve 61% dos votos válidos enquanto o candidato da governadora eleita Rosalba Ciarlini somou apenas 39%. Em Parnamirim, Serra já havia ganho no primeiro turno e repetiu a dose no segundo.

Fonte: Tribuna do Norte

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sérgio Guerra e Agripino afundam no lixo de Brasília



    Agripino e Guerra, a turma do Arruda (vote num careca e leve dois)
    Depois do Paulo Preto.

    Da concorrência de carta marcada do metrô do Serra – aquele que afunda.

    Agora tem mais essa preciosidade: o presidente do PSDB (*) Sérgio Guerra e o senador do DEMO do Rio Grande do Norte, Agripino Maia afundam no escândalo do lixo de Brasília.

    Ex-secretária devassa esquema Qualix

    Carlos Carone
    carone@jornaldebrasilia.com.br

    A ex-secretária Domingas Gonçalves Trindade, 40 anos, foi ouvida ontem na Divisão de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap), da Polícia Civil do Distrito Federal, sobre as acusações que faz contra o ex-governador Joaquim Roriz; o presidente do PSC-DF, Valério Neves; os senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE) e José Agripino Maia (DEM-RN); o empresário Eduardo Badra; e o ex-diretor da Belacap (estatal responsável pelo serviço de ajardinamento e limpeza urbana do DF), Luís Flores. Todos são acusados de se servirem de um esquema de desvio de dinheiro envolvendo a Qualix, empresa que faz o recolhimento do lixo no DF.

    O depoimento foi acompanhado da apresentação de uma série de provas documentais. Domingas denunciou um esquema que, até então, não tinha o respaldo de tantos elementos. Ela acusa Roriz, Valério, Agripino e Guerra de receberem propina proveniente de contratos firmados entre o GDF e a Qualix.

    O Jornal de Brasília obteve um vídeo (cujos trechos estão ao lado) no qual Domingas faz as mesmas acusações que confirmou à polícia e apresenta as mesmas provas documentais. Ela apresentou aos delegados extratos telefônicos que confirmam contatos constantes entre os envolvidos. A ex-secretária fazia o serviço a mando de seu chefe, Eduardo Badra – que, à época, era diretor da Qualix. Domingas tinha como função organizar a agenda do patrão, além de fazer depósitos bancários e o que chamou de “serviços particulares”.

    Enquanto era ouvida pelos investigadores, Domingas ainda apresentou lacres bancários emitidos pelo Banco Central que tinham a marcação de R$ 50 mil cada – são seis, num total de R$ 300 mil.
    “Depois de dois, três meses, o doutor Eduardo passou a confiar em mim e fiquei responsável pela chave de um quarto, em uma casa no Lago Sul, onde guardavam o dinheiro. Era tanto dinheiro que ocupava uma cama de casal inteira. Eu cheguei a pegar um dos maços e pensar que ele seria capaz de resolver a minha vida”, contou, em certo trecho.

    Fonte: Blog Conversa Afiada

    terça-feira, 26 de outubro de 2010

    Datafolha:Dilma mantém 12 pontos de vantagem


    Esse é o cara: com 83%, aprovação ao governo Lula bate recorde histórico, mostra Datafolha



    Maior cabo eleitoral da presidenciável Dilma Rousseff (PT), o presidente Lula também está se beneficiando do período eleitoral.

    Pela terceira semana consecutiva, a avaliação de seu governo obteve um patamar recorde de aprovação na série histórica do Datafolha na pesquisa realizada e divulgada hoje pelo instituto.

    No levantamento atual, 83% dos eleitores brasileiros avaliaram sua administração como ótima ou boa.

    Na semana passada, essa aprovação chegava a 82%. No mesmo período, o patamar dos que consideram seu governo regular passou de 14% para 13%, enquanto 3% dizem que ele é ruim ou péssimo, índice que se manteve.

    Dois de cada três eleitores de Serra (67%) avaliam a gestão de Lula como ótima ou boa. Entre os eleitores de Dilma, esse índice chega a 96%.

    Para 80% dos eleitores que votaram em Marina no primeiro turno, a gestão do petista é ótimo ou bom.

    A nota atribuída ao governo Lula no atual levantamento é 8,2, a mesma registrada na semana passada.

    Derrota da Casa Grande




    A vitória de Dilma, que se anuncia, significará, mais que o fim de carreira do Serra, uma derrota do bloco conservador da grande imprensa.
    Em 2010, o comportamento da nossa imprensa é ainda pior do que nas eleições anteriores, pior até do que na eleição de 1989, com Collor e tudo.
    Se os atuais partidos colaboram para despolitizar a eleição, e é verdade, a imprensa e suas variáveis (como a internet) interferem na política, jogam contra, embrutecem e criminalizam a política.
    A vitória de Dilma, se ocorrer, nem será uma vitória classista. Mas a derrota da grande mídia, como se prevê, será, sem dúvida, um baque na Casa Grande - arrogante, intolerante e racista.
    (*) Editorial da Agência Sindical

    segunda-feira, 25 de outubro de 2010

    Caern assina convênios com prefeituras para reposição de pavimentação

    A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) está assinando convênios com as prefeituras para que se responsabilizem pela reposição de calçamento após serviços executados nas redes de distribuição de água e de esgotos. Em troca, a Caern faz abatimento do valor do serviço nas contas de água. Um total de 11 municípios já assinaram o documento e outros 12 municípios estão em entendimento com a Caern também para assinar o convênio.
    Já assinaram o convênio as prefeituras de Assu, Campo Grande, Grossos, Pendências, Parelhas, Macau, Caraúbas, Baía Formosa, Acarí, Currais Novos e Guamaré. Conforme o convênio, logo após a execução de serviços de retirada de vazamentos, corte ou religação de água e esgotos, implantação de ramal predial de água e esgotos, realizados pela Caern, a prefeitura fica com a responsabilidade de repor a pavimentação.
    A Caern deve comunicar ao setor de obras da prefeitura a execução do serviço com uma antecedência de 48 horas, exceto em casos de vazamentos que são urgentes. O ressarcimento dos serviços de pavimentação executados pela prefeitura conveniada, será feito em regime de compensação, mediante a quitação pela Caern, das contas mensais de consumo de água e serviços de esgotos de responsabilidade do município, após a apresentação das faturas com as planilhas de custo emitidas pelo executivo municipal.

    Fonte: Jornal Diário de Natal