quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

ALERTA IMPORTANTE >> Jovens estão perdendo a audição por causa dos fones de ouvido.


A cada dia, mais jovens estão apresentando perda de audição causada pelo uso irregular de fones de ouvido. O alerta é feito pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). “Os adolescentes usam esse equipamento de som com volume muito alto. A gente vem notando que a audição deles não é tão normal como antigamente, já tem mais perda. E se continuar a usar esse som alto, eles terão uma perda irreversível, não volta mais ao normal”, disse a presidente do CFFa, Thelma Costa.

Segundo ela, as perdas auditivas por causa de ruído estão aumentando entre a população, tanto por ruído industrial, quanto por equipamentos de som. Ela cita como exemplo o caso dos músicos, lembrando que existem protetores auditivos que selecionam o som. "Então, eles conseguem seguir com a profissão e estão se prevenindo, o que não acontece com os adolescentes.

A presidente do CFFa orienta os pais e responsáveis a monitorar o volume dos fones de ouvido. “Se você estiver a 1 metro da pessoa e ouvir o que ela está escutando, ela provavelmente terá uma perda de audição. A 1 metro de distância, você não deve ouvir o que a pessoa está escutando no fone de ouvido”, reforçou Thelma, que é especialista em audiologia.

A orientação é baixar o volume. Segundo ela, já houve uma proposta de projeto de lei no Congresso Nacional para que esses equipamentos tenham controle máximo de volume, mas ele não foi aprovado. Além disso, a fonoaudióloga explicou à Agência Brasil que as escolas precisam pensar melhor na estrutura das salas de aulas, para que sejam construídas em locais mais silenciosos ou com melhor acústica.

Prevenção e tratamento

Hoje (10), no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, o CFFa alerta que existem várias situação que podem causar problemas de audição e muitos delas são preveníveis. Thelma explica que as causas para a perda de audição dependem da fase da vida. Os bebês, por exemplo, podem nascer com deficiência auditiva por problemas na gestação, quando a mãe é usuária de drogas, teve sífilis ou rubéola durante a gravidez, ou problemas no parto. “Por isso é importante fazer o teste da orelhinha na maternidade, para saber se nasceu surdo ou não e intervir, se necessário”, disse.

No caso das crianças, as otites devem ser tratadas com cuidado e a vacinação deve estar em dia. Doenças como meningite e caxumba podem causar perda de audição, por exemplo, e há vacinas disponíveis na rede pública. No caso dos adolescentes, além do uso irregular dos equipamentos de som, eles podem ter as mesmas patologias das crianças.

Há causas que não são preveníveis, como algumas doenças em adultos, otosclerose e AVC por exemplo, e em casos de AVC, além das perdas progressivas causadas pela idade. “Mas há muitas que se consegue prevenir, principalmente por exposição ao ruído”, enfatizou Thelma.

Segundo a presidente do CFFa, a tecnologia de aparelhos auditivos melhorou muito ao longo do tempo, inclusive sendo implantada dentro do ouvido. Entretanto, mais importante que a amplitude do som é a qualidade desses equipamentos. “Antigamente, se colocava o aparelho e ele aumentava o som. O paciente escutava, mas continuava sem compreender. Hoje é como se aumentasse o volume com um som estereofônico muito melhor. O paciente ouve e tem uma qualidade sonora muito boa”, disse.

Thelma explicou ainda que, antigamente, só usava aparelho quem apresentava uma perda moderada de audição. Hoje, qualquer pessoa com perda leva, dependendo da necessidade, é um paciente em potencial para o uso de aparelho de amplificação. “Mas o uso do aparelho não previne a progressão da perda de audição. A prevenção, no caso de exposição a ruído, é parar de se expor, então aquela perda estaciona, mas não melhora”, ressaltou.

Tema do Enem

A fonoaudióloga comentou também o tema da redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano - “Desafios para a Formação Educacional de Surdos no Brasil”. Segundo ela, muitas pessoas argumentaram que o aluno do ensino médio não tem conhecimento para discorrer sobre o tema, mas para Thelma, o assunto da inclusão deveria ser debatido por todos, inclusive porque o deficiente auditivo faz parte da comunidade escolar, assim como qualquer pessoa com deficiência.

“Já os desafios são vários, porque existe a questão da formação do professor. O aluno, seja surdo ou com qualquer deficiência, é colocado na sala de aula, mas não é incluído, muitas vezes porque o professor não tem formação para incluir. É muito mais fácil incluir pessoas com deficiência física, mas com relação ao surdo, é preciso ter um intérprete e uma maneira diferente de dar aula. É um desafio, sim, e muitos professores terão que saber lidar com a educação do surdo”, disse.

As questões da inclusão e do preconceito devem ser debatidas não só nas escolas, mas em toda a sociedade, pois pessoas com perdas profundas de audição precisam ser compreendidas em todos os lugares. “Muitas vezes, o surdo, que é quem tem perda profunda, se depara com situações onde não consegue compreender e ser compreendido”, explicou Thelma.

O preconceito existe ainda na própria pessoa com deficiência auditiva. “A primeira pergunta que ela faz é se o aparelho vai aparecer. Como se, desaparecendo o aparelho, desaparece o problema. Isso é preconceito da própria pessoa. E a gente pergunta: 'Mas você usa óculos? Qual é a dificuldade e a diferença?'”, acrescentou a especialista.


SOBRE O PRESIDENTO COISO >> 'Novo governo é o triunfo da ignorância e da estupidez', diz Leonardo Boff

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Para o teólogo Leonardo Boff, o início do governo de Jair Bolsonaro mostra "todo o despreparo" do presidente eleito. "É contraditório, não sabe bem o que quer, nem sequer conhece as reais necessidades do país." Mais do que isso, ele acredita que o novo presidente, que tomou posse no dia 1° de janeiro, "é a maior desgraça que ocorreu em nossa história". Para Boff, a chegada dos atuais comandantes do país "é o triunfo da ignorância e da estupidez".

Depois de o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) divulgar, no dia 8, memorandos nos quais determinou a paralisação da reforma agrária, o presidente do órgão, Francisco Nascimento, revogou os documentos no dia seguinte, em mais um dos muitos recuos do governo em menos de 10 dias.

Uma eventual confirmação da suspensão da reforma agrária, que, de qualquer maneira, seria coerente com o ideário de Bolsonaro e seus apoiadores,  principalmente o agronegócio, é anticonstitucional, diz Boff. "A Constituição de 1988 prevê a reforma agrária. Bolsonaro não possui autonomia pessoal. Obedece ao agronegócio, à velha oligarquia que vive de privilégios. São, na verdade, os descendentes da casa-grande."

Apesar de tudo, o teólogo ainda acredita no país. "Tenho esperança de que o Brasil seja muito maior do que as pequenas cabeças dos que agora vão governar dentro de um rígido fundamentalismo de corte religioso com um projeto econômico-político ultraliberal", afirma, em entrevista respondida por e-mail à RBA.

Como o senhor avalia esse início de governo Bolsonaro?

Esse início de governo mostra todo o despreparo do presidente eleito. É contraditório, não sabe bem o que quer, nem sequer conhece as reais necessidades do país. É a maior desgraça que ocorreu em nossa história. É o triunfo da ignorância e da estupidez. Ele não está à altura da grandeza e da complexidade do Brasil.

Acredita que o governo ameaça a democracia?

Ele nunca falou em defender a democracia. Suas falas na campanha se orientaram por tudo aquilo que destrói uma democracia, mesmo a nossa, que é de baixa intensidade: desrespeito a minorias políticas que são maiorias numéricas, como os negros e negras, desprezo pelos indígenas e quilombolas, ameaça aos LGBT. Não possui o sentido da igualdade de todos em dignidade e direitos. É preconceituoso e pensa que os problemas se resolvem com a pancada. Isso é contra qualquer sentido democrático.

O que acha de uma eventual suspensão da reforma agrária, conforme ordenada pelo governo na terça-feira (8), apesar do recuou posterior?

É um ato anticonstitucional. A Constituição de 1988 prevê a reforma agrária. Ele não possui autonomia pessoal. Obedece ao agronegócio, à velha oligarquia que vive de privilégios e são, na verdade, os descendentes da Casa Grande. Temo apenas que essa exclusão da reforma agrária produza muita violência no campo e os sem-terra sejam criminalizados como terroristas.

E o papel desempenhado pelos movimentos sociais e pela esquerda brasileira diante do novo governo?

Acho que todos ficaram aturdidos se perguntando: como pode acontecer tudo isso e tanta insensatez em nosso país? Onde nós erramos? Como não conseguimos prever esse salto rumo à Idade Média? Creio que as esquerdas e os que compõem o campo progressista não encontraram ainda uma estratégia concreta para enfrentar tanto caos que já está se criando e que possivelmente aumentará.

Acredita na "união da esquerda", na luta pela manutenção de direitos?

Na minha opinião, é preciso criar uma frente ampla democrática, de partidos progressistas e de forças sociais para defender a democracia, os direitos fundamentais dos cidadãos e os bens públicos, que são a base de nossa soberania e da construção de uma nação com menos desigualdades sociais e, por fim, para impedir que se acrescente mais sofrimento aos que sempre sofreram em nossa história.

Mas tenho esperança de que o Brasil seja muito maior do que as pequenas cabeças dos que agora vão governar dentro de um rígido fundamentalismo de corte religioso com um projeto econômico-político ultraliberal que sempre favoreceu o mercado e os poderosos à custa da marginalização das grandes maiorias de nosso povo.

Qual sua maior preocupação na atual conjuntura?

Preocupo-me com a eventualidade de um golpe militar brando que afaste o atual presidente por vê-lo como um estorvo às políticas minimamente sensatas e nacionalistas. Já sabemos como funciona a cabeça do militar acostumado a identificar o inimigo e dar-lhe combate constante, especialmente contra os que se opõem a um tal governo.

*Publicado originalmente na Rede Brasil Atual

CARAMURU PAIVA FALA SOBRE AS PRIORIDADES PARA O IGARN >> Reúso de águas está entre prioridades do novo gestor do Igarn

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O reúso da água está entre as prioridades do novo presidente do Instituto de Gestão de Águas do Rio Grande do Norte (Igarn), Francisco Caramuru Paiva. Em entrevista nesta quarta-feira (16) ao programa RN Acontece, o novo gestor explicou que qualquer região do mundo que tem carência de água – seja árida ou semiárida, como é o caso do RN - precisa avançar nessa questão de utilizar a água por mais de uma vez, quando possível.

Caramuru lembrou que o Estado possui tecnologias para esse reúso da água. “A Ufesa, por exemplo, desenvolveu, junto com o projeto Dom Hélder Câmara, o Bioágua, que é o reaproveitamento da água cinza, da limpeza da casa. O presidente do Igarn coordenou esse projeto, no período de 2003 a 2008, promovendo a inclusão social e o desenvolvimento sustentável de cerca de 2.000 famílias agricultoras em 17 municípios do RN.
Outro programa importante, desenvolvido pelo Igarn, segundo Francisco Caramuru, é o “Água Nossa”, uma das atividades da componente para a educação ambiental em Recursos Hídricos. Entre os seus objetivos, disse ele, está conscientizar o cidadão sobre o uso racional da água, além de levar informações às escolas tanto públicas como privadas, membros de comitês de bacias hidrográficas, empresas e aos usuários em geral.

Segundo o presidente do Igarn, as inscrições foram abertas esta semana e se estendem até o dia 28 de fevereiro, no site do órgão (www.igarn.rn.gov.br). “Uma face importante para aperfeiçoar a gestão das águas é a compreensão de que cada um precisa fazer o seu papel, usando bem esse recurso natural”, disse.

Caramuru destacou ainda que o quadro encontrado por ele, ao assumir o Igarn, é de preocupação, pois em torno de 20% é o quantitativo de água disponível nos reservatórios do Estado, apesar de 2018 ter sido um ano bom de chuva. “Regiões como o Alto Oeste e o Seridó apresentam situação bem crítica, pois os reservatórios não tomaram água”, destacou. 

Para ele, se uma houver chuva correspondente à de 2018, o sistema irá ficar com uma capacidade maior que o período chuvoso do ano passado. “A expectativa do Igarn é que o quantitativo fique entre 30% a 50%”, revelou.
Francisco Caramuru é graduado em Agronomia pela Universidade Federal do Semi-árido (Ufersa), com  especialização em Gestão Ambiental. Ele exerceu a função de delegado federal do Desenvolvimento Agrário do RN, através do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do governo federal, e recentemente assessorou o mandato de Fátima Bezerra como senadora para os temas de agricultura, segurança hídrica e, em especial, ações relativas ao projeto de integração do Rio São Francisco.

CULTURA >> Casa da Ribeira inicia temporada 2019 com teatro e música

No ano em que completa 18 anos, a Casa da Ribeira, Espaço Cultural autônomo, localizado no histórico bairro da Ribeira, em Natal, RN, abre o ano de 2019 com 2 peças de teatro, 2 shows e um espetáculo que une teatro e música.
A Casa por onde já passaram mais de 2.600 atrações, totalizando cerca 231.000 pessoas de todas as idades ocupando seus eventos, começa o ano da comemoração de seus 18 anos através de parcerias com artistas e público. “Falar da ausência de políticas públicas para ações continuadas na área da cultura no Rio Grande do Norte é chover no molhado. Sabemos que não é interessante para nenhum governante uma ação cultural durar tanto tempo e se consolidar com públicos críticos e formadores de opinião”, disse Henrique Fontes, Diretor Artístico da Casa da Ribeira e único que se mantém desde o início do projeto, em 1997.
“A Casa atingiu a maioridade e eu percebo que crianças e jovens que vem nos frequentando nesses 18 anos, já refletem sobre suas escolhas de uma outra forma. Para elas(es) arte e cultura é parte fundamental das suas vidas”, disse Fontes. Mesmo sem qualquer patrocínio governamental ou privado, a Casa da Ribeira, através de parceria direta com os artistas, onde ambos correm o risco e dividem o arrecadado da bilheteria, trazem uma programação para todos os gostos.
PROGRAMAÇÃO:
Dias 18 e 19 de janeiro de 2019 o Grupo de Teatro Facetas Mutretas e Outras Histórias apresenta seus dois novos espetáculos: “Jornada de um imbecil até o entendimento” às 20 horas e, no sábado às 16h, o grupo também apresenta o seu infantil “Sal, Menino Mar”
Jornada de um imbecil ao entendimento (Sexta e Sábado | 20h | 18 anos)
“Jornada de um imbecil até o entendimento” teve sua primeira versão escrita na década de 60, mas sua história continua muito atual. Em uma realidade paralela, política e religião se unem para manter o poder na mão de seus líderes. Tudo parecia muito bem até que as coisas começam a mudar a partir da organização de seus trabalhadores. Essa fábula teatral bem-humorada teve sua primeira versão escrita na década de 60, mas sua história continua muito atual. Movido pelo desejo de montar um espetáculo que se relacionasse com o momento de crise política que vive o Brasil, e com o entendimento de que o fazer teatral é um ato político, o Grupo de Teatro Facetas mergulha no texto de Plínio Marcos para revelar os bastidores, os conchavos, os segredos e as manobras políticas que estão por trás daqueles que exploram e iludem a sociedade para se perpetuarem no poder.
Serviço
Jornada de um imbecil até o entendimento
18 e 19 de janeiro às 20 h na Casa da Ribeira
Ingressos: R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira)
Classificação 16 anos.
VENDA ANTECIPADA: https://www.sympla.com.br/a-jornada-de-um-imbecil-ate-oentendimento-na-casa-da-ribeira__435663
Sal, menino mar (Sábado | 16h)
SAL é uma criança apaixonada pelo mar, vive numa prainha, passa o tempo livre observando os seres marinhos e se banhando nas águas do mar. De repente, a praia em que vive começa a ser invadida por um monte de lixo. Então, Sal, para descobrir o que está acontecendo, se aventura nas águas e descobre que a mudança que queremos para o nosso planeta depende de algo que está em terra firme.
Serviço
Sal, Menino Mar
19 de janeiro às 16 horas
Ingressos: R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira)
Classificação LIVRE
VENDA ANTECIPADA: https://www.sympla.com.br/sal-menino-mar-na-casa-da-ribeira__435665

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

QUEM MANDA NO GOVERNO DO COISO >> Não, não estamos na Idade Média, nem no velho oeste...


UMA DAS PRIORIDADES DO GOVERNO FÁTIMA BEZERRA >> Secretaria de Segurança do RN anuncia investimentos de quase R$ 80 milhões



Nos próximos meses o Rio Grande do Norte receberá uma série de investimentos na Segurança Pública, através de um convênio firmado com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A informação é da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed). De acordo com a pasta, será um total de R$ 79.973.763,73 milhões destinados para diversos setores e órgãos que fazem parte da segurança pública.
“O dinheiro já está empenhado e será depositado assim que fomos assinando os contratos. Os processos de licitação também já foram iniciados”, afirma o secretário de Segurança Pública, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva.
Para modernização dos sistemas utilizados no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), setor responsável pelo recebimento e monitoramento de ocorrências, foi destinado R$ 1.928.105,28 milhão. Já para Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) e o Centro de Inteligência da Sesed, o aporte foi, respectivamente, de R$ 5.092.927,38 milhões e R$ 2.877.717,48 milhões. O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) vai comprar um novo helicóptero e mais duas viaturas, somando R$ 21.777.286,93 milhões.

O restante dos recursos foi assim destinado:

Polícia Militar
  • Valor: R$ 29.977.330,89 milhões
  • Investimentos: 2 mil coletes balísticos; 179 viaturas; 1.306 armas; 80 escudos balísticos, entre outros equipamentos.
Polícia Civil
  • Valor: R$ 12.209.780,77 milhões
  • Investimentos: 90 armas; 87 viaturas; 10 escudos balísticos; mais investimentos em tecnologia
Corpo de Bombeiros Militar

PARTIDO DOS TRABALHADORES NO RN >> Nota em solidariedade ao deputado estadual eleito Sando Pimentel (PSOL)


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O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte manifesta sua irrestrita solidariedade ao Deputado Estadual eleito pelo PSOL/RN, Sandro Pimentel, impedido de ser diplomado por meio de uma decisão liminar.
A conquista desta representação é significativa para a classe trabalhadora potiguar, devendo prevalecer a supremacia da vontade popular expressada através do voto.

As inconsistências de ordem técnica apontadas na prestação de contas do eleito, não justificam, nem legitimam a decisão judicial que impediu a sua diplomação.
É temerosa a postura de parte do judiciário, quando estabelece determinações que impactam em resultados eleitorais legítimos e incontestes, extrapolando as pretensões de resguardar a legalidade do pleito.
Nos últimos anos o PT vem denunciando os constantes ataques à ordem democrática, protagonizados por setores que, sob uma falsa cortina de legalidade, tentam a todo custo interditar suas lideranças políticas, como ocorreu com o ex-Presidente Lula, impedido de disputar o pleito eleitoral de 2018.
Recentemente, o 3º deputado federal mais votado do RN, Fernando Mineiro, teve o mandato retirado às vésperas da diplomação por meio de uma decisão monocrática. Ainda, tentou-se levantar suspeitas sobre a legitimidade das eleições das companheiras Fátima Bezerra (Governadora do RN) e Natália Bonavides (Deputada Federal), situações brevemente reparadas.
Sobrepor o entendimento de um magistrado à soberania do voto popular, principalmente quando prejudicado o direito à ampla defesa, tem consequências imensuráveis à democracia. Nesse sentido, o PT/RN considera urgente a reparação do ocorrido, com a consequente diplomação do Deputado Estadual eleito Sandro Pimentel.
Natal, 15 de janeiro de 2019.
Executiva Estadual do PT/RN
Mandado Popular Isolda Dantas PT
Mandato Popular Francisco PT

Curtindo férias em Natal? Cuidado com a exposição demasiada ao sol; veja dicas

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O verão chegou, as férias escolares também e com eles começa a temporada de problemas na saúde da pele. A exposição ao sol, os banhos de mar e piscina e outras atividades comuns nas férias requerem uma atenção especial à pele, principalmente se você está em Natal. A cidade do sol recebe uma das maiores incidências de raios ultravioletas no Brasil por isso o uso do protetor solar e outros acessórios é indispensável e a sua pele agradece.
De acordo com a médica dermatologista Renata Leite (CRM-7304), do Centro Médico Saúde da Família, para se ter uma fotoproteção adequada deve-se usar um protetor que tenha fator solar no mínimo de número 30. Além disso, o protetor deve ser reaplicado se a pessoa suar ou tomar banho. Se não fizer nada disso, reaplicar pelo menos a cada três horas.
“Dependendo do tipo de pele, se for uma pele mais clara, deve-se usar um fotoprotetor de proteção maior, como 50, 70, além de chapéu, óculos e camisas com proteção. Muito cuidado também com as crianças. Deve-se usar nelas sempre essas proteções físicas, como camisas, chapéus, para aumentar a proteção”, explica a dermatologista. Além do uso de protetores, a ingestão de bastante líquido também é essencial para o cuidado com a pele, pois evita a desidratação.
E não pense  que, se está embaixo da barraca, só tomando uma cervejinha e comendo uns petiscos, não é necessária proteção solar. Errado! “A areia reflete a radiação, por isso às vezes a pessoa fica embaixo do guarda-sol, acha que não vai queimar a pele e quando chega no final do dia está bronzeada, porque a radiação reflete na areia e queima do mesmo jeito”, alerta Drª Renata, do Centro Médico Saúde da Família de Igapó, que funciona na Av. Tomaz Landim, 510, Zona Norte de Natal. O centro oferece serviços de várias especialidades a preços populares e uma nova unidade será inaugurada na próxima segunda-feira (14/01) no cruzamento das avenidas Prudente de Morais e Bernardo Vieira.

QUEIMADURA DE SOL

Se você ultrapassou os limites, não atentou para a proteção da pele, ficou muito tempo exposto ao sol e a pele ficou vermelha, você sofreu uma queimadura de primeiro grau. Dependendo da intensidade, essa queimadura pode evoluir para o aparecimento de bolhas. Em casos como esses, as recomendações são: usar bastante hidratante na pele (de preferência aqueles sem fragrância e sem cor), beber bastante água e fazer uso de água termal borrifada na pele, o que serve para acalmar a epiderme.
Para que isso não aconteça novamente, além do cuidado redobrado com a proteção da pele, é preciso evitar a exposição ao sol em horários de maior incidência da radiação ultravioleta, que são das 10h às 16h.
Agora, se você tiver dor de cabeça, febre e astenia (fraqueza física) podem ser sinais de insolação. A recomendação aqui é procurar um médico, pois este é um caso mais grave e pode até levar à morte.
Drª Renata Leite, do Centro Médico Saúde da Família do Igapó, recomenda o uso de protetor solar e ingestão de bastante líquido nesse verão.

PRINCIPAIS PROBLEMAS DO VERÃO

Os principais problemas de pele no verão são os relacionados ao calor. Pessoas que têm a pele mais sensível estão mais sujeitas ao aparecimento de brotoejas e dermatite atópica, que é quando a pele apresenta erupções que coçam, aliadas ao surgimento de crostas.
As micoses podem tornar-se uma verdadeira dor de cabeça nessa época do ano. Com o calor em excesso, a pele fica mais úmida, oleosa e isso favorece alguns tipos de micoses, como o pano branco e as chamadas “tinhas”, micoses que apresentam manchas vermelhas de superfície escamosa, bordas nítidas e que coçam bastante. Quando acomete os pés, a “tinha” pode ser chamada de “pé-de-atleta”, mas pode aparecer em qualquer lugar do corpo.
“Nesse caso também deve-se procurar um médico, que vai prescrever um tratamento específico, dependendo da micose. Geralmente essas micoses são mais fáceis de se tratar, desde que o paciente siga as recomendações e tome os cuidados necessários”, afirma a dermatologista.

CÂNCER DE PELE

Ao mínimo aparecimento de alguma lesão suspeita na pele, não existe outra recomendação: é procurar um médico dermatologista para que seja analisada adequadamente a gravidade ou não daquele problema e para que o paciente seja encaminhado a um local adequado para o tratamento.
Os cânceres de pele mais comuns são os chamados não-melanomas; também são os que estão mais relacionados à radiação ultravioleta. Os primeiros sinais de câncer de pele geralmente são feridas que não cicatrizam, sangram, machucam com facilidade e crescem rapidamente. Em relação aos melanomas, geralmente há o aparecimento de manchas mais escuras e de aparências mais irregulares.
“Quanto mais precoce o diagnóstico, menor o tamanho da lesão, menor o tamanho da cirurgia e mais fácil será de resolver o problema. Então geralmente aqui no Centro Médico Saúde da Família nós damos o diagnóstico e, dependendo do tipo de lesão e do local, nós encaminhamos para um hospital”, acrescenta Renata.

URGENTE >> A demarcação de terras indígenas deve voltar para a FUNAI!



O Presidente da República Jair Bolsonaro publicou uma Medida Provisória transferindo as funções de demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura. A Funai (Fundação Nacional do Índio), que possuía tais prerrogativas, foi enfraquecida com a MP, causando diversos riscos à população indígena . Na prática, uma das funções mais importantes para a proteção da cultura e da dignidade dos índios, que é a demarcação de suas terras, saiu do Ministério da Justiça e foi para o Ministério da Agricultura. 

Essa mudança pode causar um efeito nefasto não apenas contra os índios, mas também contra todos os brasileiros. As terras indígenas são um objeto de disputa antigo, sendo cobiçadas, sobretudo, por ruralistas. Essas terras possuem riquezas naturais, no solo e no subsolo, que precisam ser protegidas pelo Estado.

A exploração dessas riquezas traria consequências gravíssimas não só para o Brasil, como também para o mundo. Por isso, colocar a demarcação das terras indígenas sob a tutela do Ministério da Agricultura é eliminar completamente a mediação que a FUNAI exercia nesse conflito, concedendo aos ruralistas o poder absoluto de delimitar as terras que são do interesse deles. 

Por isso, é preciso que a Medida Provisória seja revogada imediatamente, ou pelo Presidente, ou pelo Congresso Nacional e o STF. A luta não é contra os agricultores, que são trabalhadores honestos com a dura responsabilidade de alimentar o planeta. A luta é contra os ruralistas que querem explorar as terras que não foram conquistadas por eles, eliminando a cultura indígena e sugando as riquezas naturais do solo e subsolo que, historicamente, são cobiçadas por grandes corporações e grupos de políticos. 


"Não dê aos ruralistas o direito de acabar com as terras indígenas" foi um dos comentários escolhidos como justificativa para apoiar esta petição. Você concorda? Clique e assine.

JUSTA HOMENAGEM >> Professora Helley, que salvou crianças de incêndio em Janaúba, é homenageada e dá nome a rodovia


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A professora Helley de Abreu Batista, que morreu quando salvava crianças da Creche Gente Inocente, durante um incêndio criminoso em Janaúba, no Norte de Minas, agora dá nome a uma rodovia em Montes Claros, onde nasceu. A homenagem foi feita por meio da Lei 23.231, publicada no Diário Oficial de Minas Gerais no último sábado (5). 
A norma é derivada do Projeto de Lei 4.900/18, e foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em dezembro. A rodovia batizada com o nome da professora é a LMG-631, que liga o município de São João da Ponte à BR-122, no município de Francisco Sá. 
Na ocasião, dia 5 de outubro de 2017, a professora teve 90% do corpo queimado e morreu devido aos ferimentos. Ela salvou 25 crianças ao retirá-las das chamas. Além disso, enfrentou o vigilante noturno Damião Soares dos Santos, 50 anos, que provocou o incêndio. O segurança ateou fogo no próprio corpo e também morreu horas depois.
A professora nasceu em Montes Claros e mudou-se para Janaúba na juventude. Deixou o marido Luís Carlos Batista, com quem foi casada 23 anos, e três filhos. Um deles era um bebê de um ano e três meses, na época do crime.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

COMPORTAMENTO >> “Por que pobre que deixa de ser pobre gosta de pisar em pobre?”


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Uma coisa que eu, infelizmente, observo muito: pessoas que melhoram sua situação financeira e sobem um ou alguns degraus da escada social parecem esquecer rapidamente que há pouco tempo também eram pobres e sofreram o mesmo desprezo que agora estão dispensando a quem é mais pobre que elas.
Já vi gente que saiu da favela e falava mal dos favelados e motorista de primeiro carro novo comprado em sessenta prestações rindo de quem esperava na chuva pelo ônibus, o mesmo ônibus que ele pegava para ir trabalhar, em um passado não muito remoto.
Tem gente frustrada em seu emprego por ser maltratada pelos patrões, mas que não perde a oportunidade de esnobar ela mesma outras pessoas, assim que se vê do outro lado (do lado “mais forte), tratando mal vendedores em lojas, zeladores em prédios ou pedintes na rua.
Já é incompreensível ver gente rica de muito tempo tratando pobre como gente de segunda categoria, numa desumanidade que assusta. Isso já é difícil de entender, mas, agora, ver gente que conheceu a pobreza se vestindo de arrogância e prepotência para se achar melhor que outros que (ainda) não conseguiram sair da pobreza é que não dá para entender mesmo.
Parece que isso está enraizado na cabeça de nosso povo, essa mentalidade arcaica de que quem tem mais é mais, como se ter e ser fossem a mesma coisa. E quem quer ser mais necessita de alguém que seja menos, já que quem se compara precisa de uma referência e seria meio amargo alguém se comparar com quem tem mais que ele. Assim, a consequência lógica é rebaixar quem tem menos para se sentir mais elevado, enfeitando um pouco sua pobre existência.
Tem a história do Dr. Armando, que era advogado, mas não era doutor coisa nenhuma, porém, ele fazia questão de ser chamado assim. Um rapaz pobre do interior da Bahia, que foi para Salvador para estudar e que, para se formar, comeu o pão que o chifrudo amassou, limpou fossa e foi ajudante de pedreiro, serviu comilões no Habib’s na Praia de Piatã, foi placa de anúncio ambulante para os novos condomínios na Avenida Paralela e até picolé na praia ele vendeu.

ONU cobra resposta de Bolsonaro sobre morte de Marielle

A vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes foram assassinados no Rio em 14 de março de 2018O governo de Jair Bolsonaro recebeu, em seu primeiro dia no cargo, uma carta enviada por relatores da Organização das Nações Unidas (ONU) que cobraram dele respostas urgentes para esclarecer o assassinato de Marielle Franco (PSOL). O assassinato da vereadora e de seu motorista, Anderson Gomes, completa 300 dias sem que ninguém tenha sido detido.

Mantida em total confidencialidade até março, a comunicação foi emitida no dia 31 de dezembro de 2018 em Genebra, e chegou ao gabinete do novo governo em seu primeiro dia de trabalho.

Apesar do sigilo do material, o Estado apurou com três fontes diferentes que o texto da carta cobra do governo explicações sobre o andamento das investigações sobre a morte da vereadora do Rio de Janeiro e pergunta o motivo pelo silêncio até agora sobre os resultados do inquérito.

O texto ainda faz um alerta ao governo: os relatores, apesar do sigilo, poderiam considerar fazer uma declaração pública à imprensa internacional para alertar sobre a queixa dirigida ao Brasil.

O sigilo na carta será suspenso em março, quando a queixa e a eventual resposta do governo brasileiro serão publicadas nos sites da ONU. O Estado apurou que, por enquanto, nem o Palácio do Planalto e nem o Itamaraty deram uma resposta à cobrança feita pelos relatores.

Mas o documento foi interpretado como um sinal por parte dos especialistas internacionais de que irão acompanhar de perto a aplicação da política de segurança e de direitos humanos por parte do novo governo.

Entre os relatores, os comentários de Bolsonaro sobre a forma de lidar com a violência no Brasil e seu questionamento sobre direitos humanos tem sido alvo de extrema preocupação.

No final do ano passado, a viuva de Marielle, Mônica Benício, esteve na ONU para também pedir o apoio da entidade no que se refere à falta de esclarecimentos na morte da vereadora.

Essa não é a primeira vez que os relatores da ONU questionam o Brasil no que se refere ao assassinato. Marielle foi morta no dia 14 de março de 2018. No dia 22 daquele mês, dez relatores da ONU se uniram para emitir uma carta dura às autoridades brasileiras, pedindo que a intervenção federal no Rio de Janeiro fosse repensada e exigindo respostas diante do assassinato de Marielle Franco.