segunda-feira, 26 de agosto de 2019

VIVA A CULTURA POPULAR >> Trabalho literário realizados pelas Escolas de Lajes criam cordeltecas e dão nomes de poetas locais a esses espaços

Lino Sapo é patrono de cordelteca escolar no Rio Grande do Norte
A imagem pode conter: 15 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé

O poeta Lino Sapo, membro da Academia de Cordel do Vale do Paraíba, teve seu nome escolhido como patrono da cordelteca da Escola Marta Bezerra, na cidade potiguar de Lages do Cabugi, em ato realizado no dia 23 de agosto..
A Escola montou a cordelteca para incentivar a leitura entre alunos e valorizar a cultura nordestina através do cordel. O espaço de leitura de folhetos recebeu o nome de Lino Sapo porque “é um grande poeta popular do Rio Grande do Norte e Paraíba e vive na região, espalhando seu trabalho nas comunidades”. 
O cordelista esteve presente no ato de inauguração da cordelteca, quando explicitou aos alunos sobre a importância da literatura de cordel para a cultura brasileira e declamou trechos de sua obra. “Prometo dar o melhor de mim e de minha poesia para construir um mundo com mais leitores e mais literatura”, disse Lino Sapo.


Cícero Eleutério é patrono da Cordelteca da Escola Monsenhor Vicente

As palavras do homenageado:

"Manifesto aqui meu muito obrigado à Escola Municipal Monsenhor Vicente de Paula, pela homenagem prestada hoje na III Mostra Folclórica de Lajes, na qual fui apresentado como Patrono de sua Cordelteca."

Governo bolsonaro inclui Parque dos Lençóis Maranhenses no plano de privatização

Governo anuncia inclusão do Parque dos Lençóis Maranhenses no plano de privatização  — Foto: Reprodução/TV Mirante

O governo federal anunciou em Brasília na quarta-feira (21) que o Parque dos Lençóis Maranhenses, que é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza, será incluído no plano de privatização. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto após uma reunião do presidente Jair Bolsonaro com o conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).
Os Lençóis Maranhenses é conhecido por ser um dos portais turísticos mais importantes do Maranhão. Situado a 252 km de São Luís, o local é bem estruturado para receber os visitantes, a cidade é cercada pelas águas escuras do rio Preguiças – que leva o nome por causa da presença do simpático bicho-preguiça.
Além do rio Preguiças, os visitantes ainda podem contemplar as dunas e as lagoas naturais que são formadas pela combinação da água das chuvas e pela elevação dos lençóis freáticos.
Atualmente, o Parque dos Lençóis Maranhenses é monitorado por meio do voucher digital, que é um dispositivo que controla o acesso de turistas e ainda permite que o município arrecade investimentos que fazem a gestão da unidade de conservação.
A tecnologia reúne todos os dados do visitante que passeia pelo local como a origem, o destino, o tempo de permanência no parque, a agência de viagens a qual ele está vinculado e ainda o hotel onde está hospedado. Com isso, o visitante passa por um scanner e os dados são compartilhados em tempo real pelos operadores do sistema.

Segundo a secretária de Turismo de Barreirinhas, Virlene Camargo, recentemente a atual gestão do Parque dos Lençóis Maranhenses foi trocada e busca melhorias por meio de parcerias. Ela também acredita que a privatização deve ser documentada de forma correta.

Lençóis Maranhenses fica situado no município de Santo Amaro — Foto: Reprodução/TV Globo












"Recentemente o diretor do parque nacional foi trocado e fez uma reunião na prefeitura com a gente. A reunião foi muito boa, ele busca a junção do poder público com o ICMBio e estamos esperançosos que bons dias virão com a chegada dele. Sobre uma possível privatização vai depender da documentação e de como for redigido. Não sabemos se ocorrerá uma concessão. Fato é que queremos que inclua a mão de obra local, o pessoal do turismo que já está trabalhando aqui. Tudo isso tem que ser muito bem documentado", finalizou.

FRUTICULTURA >> Ufersa promove II Simpósio Potiguar de Fruticultura

























A Universidade Federal Rural do Semi-Árido abriu inscrições para o II Simpósio Potiguar de Fruticultura que vai acontecer no Campus Sede, em Mossoró, nos dias 03, 04 e 05 de setembro. O evento contará com a publicação de dezenas de resumos expandidos produzidos no estado do Rio Grande do Norte, bem como em outros estados do Nordeste, o que permitirá aos alunos de graduação e pós-graduação da área de Agronomia/Fitotecnia/Fruticultura e demais alunos de área de outras instituições obter maiores informações técnicas e científicas relevantes sobre o tema.

“Tendo em vista a importância da fruticultura na região Nordeste, sobretudo no estado do Rio Grande do Norte, onde se destaca importantes pólos frutícolas, como o Pólo do Açú, a região de Mossoró e a chapada do Apodi, com produção de frutíferas como Melão, Banana, Mamão, Manga, Cajú, Abacaxi, entre outras, para mercado interno e exportação, será um momento de troca de experiências e conhecimentos entre estudantes, pesquisadores e produtores, contribuindo desta forma com tecnologias de produção, além de dinamizar o segmento de mercado tão significativo para o Estado e Região”, considerou o professor da Ufersa, Francisco Sidene de Oliveira Silva.

A programação do Simpósio de Fruticultura contempla palestras, oficinas, minicursos e apresentação de trabalhos científicos. As palestras serão ministradas por estudantes da Universidade e fruticultores. Na programação constam ainda visitas à Fazenda Experimental e ao Pomar Didático da Ufersa, possibilitando ao publico maiores informações práticas sobre as principais frutíferas produzidas na região, bem como frutíferas de clima subtropical e temperado, adaptadas como citros e uva, respectivamente e, em adaptação como o figo e a pitaia. Frutas que poderão constituir alternativas promissoras de produção local e regional.

O Simpósio Potiguar de Fruticultura será direcionado, principalmente aos produtores de frutíferas da região. Além da comunidade acadêmica interessada, tanto da graduação como pós-graduação, bem como pesquisadores e extensionistas. “Esperamos que o Simpósio de Fruticultura resulte na publicação de dezenas de trabalhos científicos de relevância, além de contribuir com tecnologias relevantes para a produção de frutíferas e dinamizar a troca de experiências entre academia e campo”, acredita o professor Sidene Silva.

Fonte: https://assecom.ufersa.edu.br/2019/08/22/ufersa-promove-ii-simposio-potiguar-de-fruticultura/

domingo, 25 de agosto de 2019

NOSSO FUTURO NA TERRA >> Talvez essa seja a imagem que melhor retrata nosso futuro, caso não cuidemos da natureza!

O POVO SAINDO ÁS RUAS PELA AMAZÔNIA >> As pessoas mostrando que não concordam com a política de devastação de bolsonaro!

A imagem pode conter: texto

Não podemos esperar mais para defender a Amazônia. 


Neste domingo, 25/08, vamos todos e todas às ruas do Rio de Janeiro. Concentração à partir das 14h, na Rua Teixeira de Melo, em Ipanema. 

Vá vestido com roupas verdes e leve seu cartaz. Evento para toda a família. Crianças são bem vindas!

Leve seus amigos, amigas, vizinhas e vizinhos. Todos precisam de oxigênio. 

A MÍDIA E SUA PARCERIA COM O FASCISMO DE TRUMP >> Política Externa: O que há em comum entre os bloqueios a Cuba e Venezuela?

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Cuba e Venezuela sentiram a hostilidade da política de Trump. Ambos os países sofreram sanções. Em entrevista à Sputnik Mundo, cientista político comenta os pontos iguais entre ambos países.
Na década de 1960, os EUA impuseram um embargo contra Cuba que durou mais de 50 anos. A proibição de comércio com o país foi com o tempo consolidada por mecanismos legais, como a lei Helms-Burton. A vigência da lei é baseada na tentativa do Congresso norte-americano de forçar o governo cubano a "respeitar" os direitos humanos.
Em 2015, o presidente dos EUA, Barack Obama dirigiu-se ao Congresso de seu país para suspender o embargo a Cuba. Obama ressaltou a caducidade dessa política reconhecendo o fracasso da estratégia. No entanto, o embargo ao país é fundamentado pela lei Helms-Burton, o que dificultou a política de reaproximação de Obama.
Venezuelanos saem as ruas para protestar contra bloqueio econômicoVenezuelanos saem as ruas para protestar contra bloqueio econômico
Desde que tomou posse em 2017, o atual presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro que pensa diferente de seu antecessor. No último dia 5 de agosto, seu governo impôs um bloqueio aos ativos de autoridades venezuelanas nos Estados Unidos.
Em seguida, o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, apoiou uma política de sanções, semelhante à usada contra Cuba e aplicada a outros países que mantenham comércio com a Venezuela, durante a Conferência Internacional pela Democracia realizada em junho em Lima, Peru.
A Sputnik Mundo conversou com o cientista político cubano Arturo López-Levy da Universidade Holy Names em Oakland, Califórnia, sobre o tema. Ele explicou o erro por trás dos termos "embargo" e "bloqueio". Na verdade, ambos são usados tanto para suavizar como para maximizar o impacto das sanções no campo ideológico.
"Não se trata de um bloqueio no sentido militar, como o Direito Internacional descreve. Tampouco é um embargo, porque isto implicaria o fim de transações somente entre os dois países, sendo que em ambos os casos ocorreram sanções a países terceiros. Sendo assim, se trata de uma política de sanções", disse López-Levy.

Violações ao Direito Internacional

Antes de tudo, a maior semelhança que há entre as políticas contra Cuba e Venezuela é o fato de se tratar de violações ao Direito Internacional, segundo o cientista.
"Nenhuma nação tem o direito de ter como objetivo a queda do governo de outro país, nem tem o direito de aplicar unilateralmente sanções sem a aprovação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ou pelo menos de um órgão regional competente", comentou.
Apoiadores do governo da Venezuela empunhando cartazes contra o presidente dos EUA, Donald Trump, durante o protesto contra as sanções norte-americanas
Pelo menos dois membros do Conselho de Segurança da ONU, China e Rússia, são absolutamente contra as sanções impostas à Venezuela. Enquanto que Havana conta com o apoio de quatro membros contra as sanções a seu país.
Por sua vez, Michelle Bachelet, alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, declarou que as sanções dos EUA à Venezuela são pouco construtivas.
Embora o aumento das sanções tente afligir o governo de Maduro, foi a população que sofre os maiores danos.
"Agora só há alguma exceção para os alimentos e remédios, entre os quais se estabeleceram inclusive sistemas de licença, mas o golpe na economia em geral é inegável. Já não se trata só de transações de pessoas alegadamente corruptas associadas ao governo", afirmou López-Levy.
No caso cubano, a situação ainda foi mais dramática, segundo Arturo López-Levy. Tais sanções teriam afetado os mais necessitados em Cuba. Mesmo assim, em Cuba a reação a nível nacional não aconteceu conforme o esperado. Enquanto esperava-se uma revolta contra o governo, Fidel Castro se fortaleceu com o apoio do Partido Comunista do país, enquanto que na Venezuela as sanções poderiam causar efeitos semelhantes com os partidários de Maduro.

NOSSA SAÚDE >> Chá da casca do limão reduz gordura no fígado, controla ansiedade e previne câncer


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Além de ser excelente fonte de vitamina C, ácido fólico e potássio, o limão possui uma série de fitoquímicos ativos que traz diversos benefícios para a saúde.
Em seu perfil no Instagram, a nutricionista Ana Paula Pujol destaca o limoneno, um antioxidante poderoso presente na casca do limão que pode evitar o acúmulo de gordura no fígado, reduzir ansiedade, aliviar azia e refluxo e até mesmo prevenir câncer.
De acordo com a especialista, para obter os efeitos positivos do limoneno em longo prazo é necessário que seu consumo seja diário, já que sua meia vida (tempo que fica no corpo) é de 12 a 24 horas. Uma boa maneira de garantir a dose de limoneno é por meio de um chá da casca do limão. 

Como preparar chá da casca do limão

O chá da casca de limão precisa ser preparado de forma um pouco diferenciada para que o limoneno não seja perdido. O ideal, segundo a nutricionista, é fazer infusão da casca do limão em água pré-fervura, por 3 minutos, sem ferver a casca.
Isso porque os terpenos (mirceno e limoneno) presentes na casca do limão são leves e voláteis e são os primeiros a evaporar com o aquecimento. Além disso, os glicosídeos de flavonas (outros compostos da casca da fruta) também podem ser destruídos quando aquecidos a temperaturas mais altas por um longo período.
A profissional ainda indica consumir o chá da casca de limão antes de uma refeição para que seja estimulada a liberação de enzimas pancreáticas e conteúdo biliar, que podem melhorar a digestão.

sábado, 24 de agosto de 2019

MOBILIZAÇÕES >> Várias cidades do Brasil se mobilizam pressionando bolsonaro a tomar uma atitude em defesa da Amazônia

MOSTRANDO AO COISO O QUE E COMO FAZER >> A floresta amazônica e mundo agradecem ao presidente Evo Morales!


NOITE MÁGICA NO SERTÃO >> A projeção do filme Bacurau movimentou o Sertão do Seridó


Ontem aconteceu a projeção de Bacurau no Sertão do Seridó - a mais importante para mim. Voltamos ao povoado da Barra, onde filmamos. 

Na plateia estavam reunidas pessoas de toda a redondeza que participaram do filme, com suas famílias, pessoas que se tornaram nossos amigos.

Foram muitos abraços apertados. Um momento mágico sob um céu estrelado.

Obrigada povoado da Barra por nos receber com tanto carinho e nos proporcionar essa alegria.
Levo hoje na estrada meu coração repleto de amor e carinho por todos vocês que lá estiveram.
Infelizmente não consegui tirar fotos com todos, como gostaria, mas voltarei e teremos a chance de nos vermos com calma.

Gostaria de agradecer a Rosangela Salustio e sua família, que me receberam com carinho e batata doce, em sua casa, que foi também a casa de Domingas, minha personagem. E Alcineide Azevedo, obrigada pelo seu texto belíssimo, pela verdade e paixão que você carrega. 

Agradeço a presença da Governadora Fátima Bezerra, que no seu discurso enfatizou o seu profundo apego e carinho à região e reafirmou seu compromisso com o povoado.

Foi uma noite mágica! com todo meu carinho ❤

LUTA, RESISTÊNCIA E SUCESSO >> Asa celebra 20 anos de convivência e resistência no Semiárido Mineiro


A partir de ações efetivas na construção de tecnologias sociais, promoção de espaços de formação e mobilização das comunidades do campo, a ASA reflete hoje a história de mais de 100 mil famílias, que a partir da organização da sociedade civil, teve a realidade transformada. “Nós não trazemos nada para ninguém, isso é conquista. É uma conquista de cada um e cada uma que se envolveu nas mobilizações, nas formações, nas reuniões da ASA, nas reuniões dos Fóruns, nos intercâmbios. Isso é conquista, isso é direito e direito a gente não negocia”, disse Valquíria Lima, da coordenação estadual e nacional da Articulação no Semiárido.

Valquíria relembrou a participação dos povos e comunidades do campo na trajetória da ASA na construção de cerca de 80 mil cisternas em Minas Gerais. Essa foi uma das falas que marcaram o Encontro Estadual da ASA Minas, que acontece entre os dias 21 e 23 de agosto, em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha. O evento celebra os 20 anos de construção de estratégias de convivência com o Semiárido e pauta importantes debates no campo da soberania e segurança alimentar, acesso à água, educação no campo, acesso ao mercado, garantia da agrobiodiversidade e respeito às comunidades tradicionais.
Para Élzio Alves Pereira, agricultor da Comunidade Caatinga, em Varzelândia, fazer parte dos 20 anos da ASA é gratificante. Ele afirma que o trabalho da Articulação é um exemplo: “A ASA tem feito muita coisa para servir de inspiração para os governos. Se construíssem uma caixa [cisterna de captação de água de chuva] em cada casa de brasileiro, era muita água armazenada”.
Agricultores e agricultoras mineiros(as) (Foto: Matheus Durães)
Além das organizações que fazem parte da rede e parceiros, ao todo o Encontro reúne mais de 100 agricultores e agricultoras do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha. O sentimento de pertencimento também foi algo que transpareceu na fala dos participantes. “Eu sou fruto desse espaço da ASA. Hoje, estou em diversos espaços, mas tenho muita gratidão porque a ASA me torna uma pessoa melhor, uma militante melhor, uma sindicalista melhor”, conta Marilene Faustino, coordenadora da FETAEMG, de Capitão Enéas.

Fonte: www.asabrasil.org.br

NENHUM VOTO >> Os 3 senadores do RN são contra a indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixador nos EUA


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Os senadores potiguares Zenaide Maia(Pros), Jean Paul Prates (PT) e Styvenson Valentim (Podemos) são contra a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos segundo apurou o BG.

Da bancada potiguar não vai sair nenhum voto para Eduardo virar embaixador

A CNBB urge o governo a tomar “medidas sérias para salvar uma região determinante no equilíbrio ecológico do planeta”

Depois da nota lançada pelo episcopado latino-americano, através do Conselho Episcopal Latino-americano – CELAM, na quinta-feira, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB acaba de emitir uma outra nota onde diante dos “absurdos incêndios e outras criminosas depredações”, vê a necessidade de “posicionamentos adequados e providências urgentes”.
Seguindo os princípios recolhidos pelo Papa Francisco na encíclica Laudato Si, a nota, assinada pela presidência do episcopado, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Presidente da CNBB, Dom Jaime Spengler, OFM, 1º Vice-Presidente da CNBB, Dom Mário Antônio da Silva, 2º Vice-Presidente da CNBB, e Dom Joel Portella Amado, Secretário-Geral da CNBB, diz que “o meio ambiente precisa ser tratado nos parâmetros da ecologia integral”.
A presidência da CNBB diz que a situação atual, determinada pela “gravidade da tragédia das queimadas, e outras situações irracionais e gananciosas, com impactos de grandes proporções, local e planetária, requerem que, construtivamente, sensibilizando e corrigindo rumos, se levante a voz”. Nesse sentido, os bispos deixam claro que se faz necessário uma voz profética, firme, que defenda um dos grandes princípios do Papa Francisco e do Sínodo para a Amazônia, o cuidado da casa comum, e dos povos que a habitam, secularmente vulnerados.
A nota faz uma advertência sobre a possibilidade de chegar em “perdas irreparáveis”, e para evitar isso urgem a “escolher agir com equilíbrio e responsabilidade”, em vista de assumir “a nobre missão de proteger a Amazônia, respeitando o meio ambiente, os povos tradicionais, os indígenas”, uma atitude que não está presente no atual governo brasileiro, com contínuos pronunciamentos contra a Amazônia e os povos que a habitam, especialmente os indígenas.
Por isso, os bispos fazem um chamado a que cada um “Levante a voz”, procurando “esclarecer, indicar e agir diferente, superar os descompassos vindos de uma prolongada e equivocada intervenção humana, em que predomina a “cultura do descarte” e a mentalidade extrativista”. Para combater isso, se “exige mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, Estados e da Igreja”. Os primeiros em dar uma resposta urgente têm que ser “os governos dos países amazônicos, especialmente o Brasil”, deixando de lado” desvarios e descalabros em juízos e falas”, atitude muito presente no atual governo, empenhado em declarações que mostram pouca vontade de preservar a Amazônia, bem pelo contrário, dá carta livre aos depredadores.

Nota da CNBB

O povo brasileiro, seus representantes e servidores têm a maior responsabilidade na defesa e preservação de toda a região amazônica. O Brasil possui significativa extensão desse precioso território, com o rico tesouro de sua fauna, flora e recursos hidrominerais. Os absurdos incêndios e outras criminosas depredações requerem, agora, posicionamentos adequados e providências urgentes. O meio ambiente precisa ser tratado nos parâmetros da ecologia integral, em sintonia com o ensinamento do Papa Francisco, na sua Carta Encíclica Laudato Si’, sobre o cuidado com a casa comum.
“Levante a voz pela Amazônia” é um movimento, agora, indispensável, em contraposição aos entendimentos e escolhas equivocados. A gravidade da tragédia das queimadas, e outras situações irracionais e gananciosas, com impactos de grandes proporções, local e planetária, requerem que, construtivamente, sensibilizando e corrigindo rumos, se levante a voz.
É hora de falar, escolher e agir com equilíbrio e responsabilidade, para que todos assumam a nobre missão de proteger a Amazônia, respeitando o meio ambiente, os povos tradicionais, os indígenas, de quem somos irmãos. Sem assumir esse compromisso, todos sofrerão com perdas irreparáveis.
O Sínodo dos bispos sobre a Amazônia, outubro próximo, em sintonia amorosa e profética com a convocação do Papa Francisco, no cumprimento da tarefa missionária e da evangelização, é sinal de esperança e fonte de indicações importantes no dever de preservar a vida, a partir do respeito ao meio ambiente.
“Levante a voz” para esclarecer, indicar e agir diferente, superar os descompassos vindos de uma prolongada e equivocada intervenção humana, em que predomina a “cultura do descarte” e a mentalidade extrativista. A Amazônia é uma região de rica biodiversidade, multiétnica, multicultural e multirreligiosa, espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, exige mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, Estados e da Igreja.
É urgente que os governos dos países amazônicos, especialmente o Brasil, adotem medidas sérias para salvar uma região determinante no equilíbrio ecológico do planeta – a Amazônia. Não é hora de desvarios e descalabros em juízos e falas. “Levante a voz” na voz profética do Papa Francisco ao pedir, a todos os que ocupam posições de responsabilidade no campo econômico, político e social: “Sejamos guardiões da criação”.
Vamos construir juntos uma nova ordem social e política, à luz dos valores do Evangelho de Jesus, para o bem da humanidade, da Panamazônia, da sociedade brasileira, particularmente dos pobres desta terra. É indispensável para promovermos e preservarmos a vida na Amazônia e em todos os outros lugares do Brasil. Em diálogos e entendimentos lúcidos, que se “levante a voz”!
Brasília-DF, 23 de agosto de 2019
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB
Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente da CNBB
Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente da CNBB
Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de S. Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

Por Luis Miguel Modino