segunda-feira, 16 de setembro de 2019

EM DEFESA DA EDUCAÇÃO >> Nos próximos dias 19 e 20 de setembro, em defesa de Paulo Freire e contra o (des)governo Bolsonaro


A semana que se inicia no próximo dia 16 de setembro exigirá de todos/as nós educadores/as o compromisso da defesa de uma educação pública para todos e contra os ataques que o atual governo federal impõe a todos os/as brasileiros/as. Sabemos que os ataques proferidos pelo atual governo contra a educação pública fazem parte de uma estratégia global de sua mercantilização e privatização. A esses atuais governantes do país só interessa o aumento do lucro dos grandes grupos empresariais que, de olho no orçamento público do setor, têm verdadeira gana para abocanhar cada vez mais os recursos que hoje financiam a educação pública brasileira.

Os ataques à educação não se circunscrevem a ela, infelizmente. A lógica de passar os recursos públicos para mãos privadas é o principal mecanismo das políticas neoliberais, que viram de costas para a grande maioria da população. E para além dos ataques à educação, isso também se reproduz em tantas outras áreas das políticas públicas desse (des)governo: na atual Reforma da Previdência do governo, em tramitação no Senado Federal, o interesse também é acabar com o sistema público de seguridade social, entregando a nossa atual previdência pública para as mãos dos bancos, ávidos sempre por lucros cada vez maiores. E esse dinheiro que querem direcionar para as mãos dos bancos sairá de direitos como o abono salarial e nossa aposentadoria.

E o que dizer dos ataques sem precedentes às políticas públicas de meio ambiente no Brasil? O desmatamento atual da Amazônia, que bateu números recordes nesse primeiro semestre do ano, só interessa aos setores madeireiros e do agronegócio na região, não por acaso parte importante da base de apoio de Bolsonaro. E isso se deu em decorrência de uma política deliberada do atual ministério do meio ambiente de parar com o monitoramento das queimadas na região e diminuir, intencionalmente, o poder estatal de fiscalização. Além, é claro, do desmonte das áreas técnicas responsáveis pela implementação da política pública de meio ambiente no ministério, como o IBAMA e o Instituto Chico Mendes.
As políticas de emprego e renda também saíram do receituário do atual governo, que não tem o menor pudor em reconhecer os mais de 13 milhões de desempregados brasileiros/as, contingente de nossa população que não para de crescer. Faz parte da concepção política de um governo neoliberal retirar o Estado da agenda de geração de empregos, remetendo a responsabilidade do desemprego de cada trabalhador a sua própria condição e capacidade, e concedendo ao mercado a prerrogativa única nessa tarefa. Esse é o mesmo governo que entrega de graça, aos grandes grupos econômicos internacionais e potências estrangeiras nossas principais riquezas nacionais: a venda do Pré-Sal, o desmonte da Petrobrás, a entrega da Embraer e a concessão da base aeroespacial de Alcântara, no Maranhão, são apenas alguns exemplos.
É por isso que no próximo dia 19, a CNTE incorporou ao seu calendário a luta continental da Jornada Latino Americana de luta em defesa da educação pública, gratuita, laica e emancipadora, contra a mercantilização e privatização: rumo ao centenário de nascimento de Paulo Freire. Esse é um dia de luta e mobilização em toda a região, indicado pela Internacional da Educação para América Latina – IEAL para uma mobilização continental em defesa da educação pública e da memória de Paulo Freire, nosso patrono nacional da educação, tão atacado nos dias de hoje no país.
Da mesma forma, nos somamos às mobilizações do próximo dia 20 de setembro, que sob o mote “Todos nas ruas contra a destruição do Brasil”, foi uma data construída pela CNTE, CUT e demais centrais sindicais, além de diversos movimentos sociais, para defender nossos direitos sociais e trabalhistas, da soberania nacional e do meio ambiente. Esse calendário foi tirado para atender a data da Greve Global pelo Clima, que ocorrerá em todo o mundo e o Brasil, tão negativamente comentado em todos os países pelas suas políticas destrutivas e entreguistas, não poderia ficar de fora. E nós, educadoras e educadores de todo o país, não poderemos nos furtar em realizar essa luta mais uma vez. Os atos acontecerão na parte da tarde do dia 20 em todas as capitais brasileiras e na parte da manhã devemos ocupar nossos locais de trabalho em defesa da Amazônia, dos nossos direitos sociais e trabalhistas. Todos às ruas nesse dia 20! Só elas podem derrotar o atual (des)governo Bolsonaro e nos dar novamente a direção do futuro!

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