Aumento de benefícios previdenciários e volume maior de recursos aplicados na saúde e na educação contribuíram para a queda.
O aumento dos investimentos sociais entre 2003 e 2009 contribuiu para reduzir a desigualdade de renda no Brasil. É o que mostra o Comunicado nº 92 – “Equidade Fiscal no Brasil: impactos distributivos da tributação e do gasto social”, divulgado na última quinta-feira (19) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em 2003, o índice de Gini - que mede o nível de desigualdade entre ricos e pobres - era 0,548 quando somado as rendas das famílias os valores per capita aplicados na saúde e educação públicas. Com o aumento de benefícios previdenciários e assistenciais e o volume maior de recursos aplicados na saúde e na educação, esse índice caiu para 0,496. Quanto mais próximo de 1 estiver o Gini, mais desigual é um país.
A distribuição de recursos públicos focada nas camadas de renda mais baixa foi uma alternativa encontrada pelo poder público para compensar o peso maior da tributação no orçamento das famílias pobres.
“Temos uma carga tributária em que 2/3 dos tributos são indiretos, sobre o consumo, e impacta proporcionalmente mais o orçamento do pobre. Em 2003, o gasto social apenas anulava essa regressividade, já em 2009 as famílias começaram a ter saldo positivo”, explica o técnico do Ipea responsável pelo estudo, Fernando Gaiger.



