quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

NA MESA DE NEGOCIAÇÃO >> Governo do RN e Fórum Estadual dos Servidores conseguem avançar nas propostas

image.png
Atenção professoras e professores
Terminamos a reunião com o governo

Sobre a proposta do GOVERNO
No dia 16 de janeiro:
* Proposta do Fórum: Substituir a data do dia 16/01 para 11/01. Proposta rejeitada pelo governo.
1- Antecipação do pagamento do mês de janeiro a todos ativos/as, inativos/as e pensionistas que recebem até R$ 3. 000,00, de forma que, 30% serão pagos nos dia 11 e 70% no dia 16/01
*A Proposta do governo era 2.000,00, mas conseguimos fechar nos 3.000,00 reais.
2- Antecipação de 30% do salários dos servidores ativos, aposentados/as e pensionistas que recebam acima de R$ 3.000,00;
3- Antecipação integral dos salários dos servidores da área da segurança pública ativos, aposentados e pensionistas; ( decisão de governo, não do Fórum)
Obs: As antecipações citadas nos itens 01 e 02 não incluem os servidores ativos/as, cujos respectivos vencimentos não estão em atraso.
31/01
1- Pagamento de 70% do mês de janeiro dos servidores ativos, aposentados e pensionistas, que recebem acima de R$ 3.000,00;
2- Pagamento integral do mês de janeiro aos servidores de órgãos com arrecadação própria.
O governo aponta as seguintes ações
1- Antecipação dos royalties de petróleo até dezembro de 2019;
2- Antecipação dos royalties de 2020, 2021 e 2022;
3- Venda da folha dos servidores/as;
4- Resgate doa fundos de Compensação de Variação Salarial.
O Chefe da Cada Civil afirmou que paralelo ao esforço de garantir o pagamento dentro do mês trabalhado, o governo está tomando todas medidas para obtenção de receitas extras para quitação do passivo dos salários atrasados, por entender que é uma dívida do Estado para conjunto dos servidores/as. 
O Chefe da Casa Civil disse ainda, que o governo já iniciou as tratativas de negociação com os bancos sobre a dívida dos empréstimos consignados com vistas a recuperar o crédito bancário dos servidores/as. O Chefe da Casa Civil, disse que o governo reafirma o compromisso de, respeitadas as questões legais, aplicar as receitas extras oriundas destas ações e se outras, no pagamento do passivo salarial dos servidores ativos, aposentados e pensionistas e convida as entidades representativas dos servidores a acompanhar e participar de todas as ações neste sentido, através do Comitê Estadual de negociação coletiva. Carimbar a primeira entrada de recursos extras para pagamento do 13° de 2017 e pagamento de novembro de 2018 para ativos/as, aposentados/as e pensionistas.
ATENÇÃO
EM FEVEREIRO O GOVERNO CHAMARÁ NOVAMENTE O FÓRUM PARA DISCUTIR AS ESTRATEGIAS DE PAGAMENTO, no sentido de construirmos saídas viáveis. Fevereiro será outra rodada de negociação, no sentido de garantir sempre os 3 mil.

CLIMA >> Chuvas devem continuar em todas as regiões do RN, durante o mês de janeiro



Monitoramento realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), registra chuva em todas as regiões do Estado, nos primeiros dias de janeiro, principalmente no interior do Estado.

E de acordo com a gerência de meteorologia da Emparn, deve continuar chovendo em todas as regiões potiguares, já que o Vórtice Ciclônico, sistema meteorológico, que vem atuando há alguns dias continua provocando chuva, principalmente no interior do RN. Além do Vórtice Ciclônico, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também se aproximou na da costa do Nordeste e também provoca chuva no litoral e interior do Estado.

A Zona de convergência Intertropical, é o principal sistema meteorológico responsável pela chuva no semiárido nordestino, normalmente começa a atuar em meados de fevereiro e permanece até maio, mas este ano a ZCIT está antecipada e já provoca chuvas no nordeste junto com o Vórtice Ciclônico, sistema mais temporário. O boletim completo está disponível no site da Emparn: www.emparn.rn.gov.br.

ANÁLISE CLIMÁTICA E PREVISÃO DE CHUVA PARA JANEIRO DE 2019
O ano de 2019 começou com a presença do Fenômeno EL NIÑO fraco a moderado no Oceano Pacífico, e com tendência de apresentar uma diminuição na sua intensidade nos próximos meses. Esse comportamento, El Niño Fraco, é favorável a ocorrência de chuvas na região Nordeste do Brasil para o período de fevereiro a maio de 2019. No caso do restante do mês de janeiro e fevereiro, as previsões indicam que as chuvas deverão continuar a ocorrerem com grande variabilidade temporal e espacial, uma vez que os Sistemas Meteorológicos, que atuam nessa época apresentam esse comportamento, além de serem de baixa previsibilidade.

Fonte: ASSECOM/EMPARN

NOTA DA CNTE >> Trabalhadores/as em educação e à sociedade sobre os retrocessos na agenda social do país


Resultado de imagem para cnte

As primeiras medidas do governo federal sob a chefia do presidente Jair Messias Bolsonaro, eleito em outubro de 2018 na sequência do golpe político-jurídico-midiático instituído no país em 2016, preocupam a todos/as que militam em diferentes áreas sociais e que confiam ao Estado o compromisso de instituir e regular políticas públicas para promover o desenvolvimento com inclusão e igualdade social e com sustentabilidade ambiental.

A educação e o trabalho, assim como outros direitos fundamentais previstos na Carta Magna de 1988, formam a base de qualquer projeto de Nação soberana, próspera, igualitária e fraterna. Porém, muitas das medidas anunciadas pelo novo governo se mostram anacrônicas ao remontarem privilégios históricos de setores abastados, a exemplo da extinção do Ministério do Trabalho e Emprego, com claro propósito de avançar na desregulamentação dos direitos trabalhistas em benefício dos patrões, podendo a situação ficar ainda mais caótica caso se confirme a intenção governamental de propor o fim da Justiça do Trabalho.

Tão grave quanto o fim das instituições de proteção ao trabalho, foi a decisão do governo de remeter para o Ministério da Justiça e Segurança Pública os assuntos relacionados ao movimento sindical, regredindo em mais de século a prática estatal que submetia a organização dos trabalhadores brasileiros à força coercitiva do Estado. Outra medida descabida e extemporânea se refere à perseguição estatal a determinados grupos sociais (indígenas, quilombolas, mulheres, juventude, camponeses, LGBT), que tiveram extintos importantes órgãos de representação e mecanismos estatais de proteção humanitária e de subsistência. O meio ambiente e a agricultura familiar sofrerão graves consequências com o (des)controle de inúmeras políticas em mãos do agronegócio. Caberá ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a edição e o controle de regras relativas a defensivos agrícolas, demarcação de terras indígenas e quilombolas, reforma agrária, fomento ao pequeno agricultor etc.

A junção dos Ministérios da Economia, do Planejamento, da Previdência e da Indústria e Comércio, sob a tutela de um dos maiores capitalistas nacionais (o Ministro Paulo Guedes é sócio majoritário do grupo financeiro BR Investimentos e do Ibemec Educacional S/A, co-fundador do Banco Pactual e sócio fundador do Instituto Millenium), tem por finalidade agilizar os processos de privatizações das riquezas naturais (água, petróleo, minérios), de empresas públicas (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras, Eletrobras) e dos regimes previdenciários estatais. Também compete a Guedes aprofundar a reforma administrativa do Estado, sob a égide do neoliberalismo ultraliberal (Estado Mínimo), e priorizar parcerias comerciais nem sempre pautadas em “vantagens comparativas” para o país, como já tem transparecido nas relações subalternas do novo governo com emissários e chefes de Estado e de Governo dos Estados Unidos da América e Israel, que também impuseram ao Brasil a não adesão ao Pacto Global de Migração da ONU e a instalação de bases militares americanas no país.

No tocante à educação, a CNTE não abrirá mão de lutar por mais investimentos públicos, capaz de garantir oferta pública, universal, gratuita, democrática, laica e de qualidade social nos níveis básico e superior. E, para tanto, é fundamental e urgente a revogação da Emenda Constitucional 95!

Não aceitaremos a política de militarização das escolas públicas, que ganhou status de subsecretaria na estrutura do Ministério da Educação, através do Decreto 9.465, de 02.01.19. Entendemos que essa medida afronta preceitos constitucionais e em razão disso a questionaremos judicialmente. Também será objeto de denúncia judicial as agressões verbais do Sr. Marcus Vinícius Rodrigues (Presidente do INEP-MEC) contra os/as professores/as brasileiros/as, e repudiamos veementemente os recentes pronunciamentos preconceituosos e de afronta ao estado laico da Sra. Damares Alves, Ministra dos Direitos Humanos, da Família e dos Direitos da Mulher. Como almejar uma sociedade pacífica com gestores públicos difamando e agredido professores, estimulando o machismo, a homofobia, a violência policial contra grupos sociais, entre outras práticas condenáveis até mesmo pela legislação penal?!

A valorização dos profissionais da educação pública, através de ingresso na carreira por concurso público, com instituição de piso salarial profissional nacional previsto no art. 206, VIII da CF/1988, com formação inicial e continuada garantida pelo Poder Público em instituições públicas, com jornada de trabalho e planos de carreira compatíveis com o exercício laboral e o reconhecimento social da profissão, com ampla gestão democrática nas escolas e nos sistemas de ensino serão pautas permanentes da CNTE. Da mesma forma constarão na lista de reivindicações dos/as trabalhadores/as em educação, em conjunto com a sociedade, a aprovação do FUNDEB Permanente com mais recursos da esfera federal e a consecução plena das metas e estratégias do Plano Nacional de Educação, com destaque para as regulamentações do Custo Aluno Qualidade e do Sistema Nacional de Educação.

O discurso falacioso de combate ao socialismo, à ideologia de gênero e à doutrinação marxista escolar, por parte dos/as professores/as, será combatido diuturnamente por nossa Entidade, pois além de descabido, tal prática tem por objetivo criar um inimigo comum para a sociedade (o/a professor/a!!!), desviando a atenção da população para o que de fato interessa: o desmonte das políticas públicas essenciais, que certamente afetará a qualidade de vida do povo brasileiro!
No dia 11 de dezembro de 2018, o movimento educacional conseguiu importante vitória no parlamento nacional, derrotando a proposta de Lei da Mordaça (intitulada Escola sem Partido), apoiada pelo atual governo, que previa instituir mecanismos de censura nas escolas com punições aos educadores.

A educação e seus trabalhadores são vanguarda na luta social brasileira, e assim continuaremos!
Brasília, 9 de janeiro de 2019

Fonte: Diretoria da CNTE

SERÁ QUE ISSO VAI VIGORAR NO GOVERNO DO COISO? >> Uma década dedicada aos povos de ascendência africana


Década Internacional de Afrodescendentes da ONU 2015-2024

Ao declarar esta Década, a comunidade internacional reconhece que os povos afrodescendentes representam um grupo distinto cujos direitos humanos precisam ser promovidos e protegidos. 

Cerca de 200 milhões de pessoas autoidentificadas como afrodescendentes vivem nas Américas. Muitos outros milhões vivem em outras partes do mundo, fora do continente africano.

Nos níveis regional e internacional, a comunidade internacional e as organizações internacionais e regionais são chamadas para, entre outras coisas, sensibilizar e disseminar a Declaração e Programa de Ação de Durban e a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, ajudar os Estados na implementação plena e efetiva de seus compromissos no âmbito da Declaração e Programa de Ação de Durban, recolher dados estatísticos, incorporar os direitos humanos nos programas de desenvolvimento e honrar e preservar a memória histórica de pessoas afrodescendentes.

Há também uma série de passos e medidas a serem tomadas pela Assembleia Geral da ONU, incluindo a nomeação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) para atuar como coordenador da Década, a criação de um fórum para servir como um mecanismo de consulta, a convocação de uma avaliação final da década, bem como garantir a conclusão da construção e da inauguração, antes da revisão intercalar em 2020, de um memorial permanente na sede da ONU em homenagem à memória das vítimas da escravidão e do tráfico transatlântico de escravos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

CARAMURU PAIVA TEM REUNIÃO COM A GOVERNADORA FÁTIMA BEZERRA >> Reunião trata de ações para a gestão das águas dos reservatórios do RN


O diretor-presidente do Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), Caramuru Paiva, esteve reunido com a Governadora Fátima Bezerra, na sexta-feira (4), para tratar da execução política estadual de recursos hídricos do Governo do RN, objetivando assegurar água em quantidade e qualidade necessárias ao abastecimento das cidades potiguares.

O Igarn é responsável por executar as ações de gestão dos recursos hídricos do Estado. Entre as atividades realizadas pelo Instituto estão o monitoramento quantitativo e o qualitativo das águas dos mananciais, assim como regularização e fiscalização do uso da água. O Igarn realiza ainda ações de interiorização e educação em recursos hídricos visando conscientizar sobre o uso da água.

Devido ao longo período de estiagem que teve uma duração de seis anos e, após um ano de inverno dentro do normal, as reservas hídricas estaduais atuais correspondem a 960,580 milhões m³, em termos percentuais, 21,77% da capacidade total de armazenamento total dos corpos hídricos superficiais estaduais monitorados, o que torna necessária a adoção de ações que visem a manutenção da maior quantidade de água até que a nova quadra invernosa tenha início visando garantir a segurança hídrica do Estado. 

O diretor-presidente do Igarn ressaltou que o órgão continuará intensificando ações de gestão que prolonguem as reservas hídricas estaduais. “O Igarn continuará mantendo uma atenção redobrada até que o novo período de inverno se confirme e os reservatórios possam receber nova recarga, visando garantir quantidade e qualidade de água, necessárias ao abastecimento das populações e para as atividades produtivas”, disse Caramuru Paiva após a reunião.

BINGO BENEFICENTE >> Acontecerá hoje, dia 09.

A VISÃO ANTIDEMOCRÁTICA DO COISO >> Presidente dos governadores do Nordeste está em Curitiba, diz Bolsonaro


image.png

Na primeira entrevista concedida a um veículo de comunicação após tomar posse como presidente da República, Jair Bolsonaro falou aos jornalistas do SBT, assim como ocorreu no discurso de posse, como se ainda estivesse em campanha eleitoral:
Questionado sobre o suposto boicote dos governadores do Nordeste à posse em Brasília, fake news criada por parte da imprensa e admiradores do presidente eleito já que a maioria foi empossada no mesmo dia e horário que ele, Bolsonaro afirmou que espera que os gestores nordestinos não peçam nada a ele:
– Espero que não venham pedir nada para mim porque eu não sou o presidente deles. O presidente (dos governadores do Nordeste) está em Curitiba.
A declaração faz referência ao ex-presidente Lula, preso em Curitiba desde abril de 2018. Bolsonaro ainda insinuou que “ouviu dizer” que os governadores nordestinos não colocariam a foto oficial dele como presidente da República em seus respectivos gabinetes.
Indagado se haveria guerra contra os governadores nordestinos, Jair Bolsonaro afirmou que da parte dele, não:
– Da minha parte, não. Não posso fazer guerra com governador do nordeste atrapalhando a população. O homem mais sofrido do Brasil está na região nordeste. Vamos mergulhar em muitos problemas do nordeste, entre eles a falta d’água, agricultura de irrigação.
Nesta sexta-feira, o ministro da Justiça Sérgio Moro atendeu ao pedido do governador do Ceará Camilo Santana (PT) e enviou tropas da Força Nacional para conter, em Fortaleza, uma série de ataques de facções criminosas nas ruas da capital cearense. Serão transferidos 300 homens e 30 viaturas por um período de, no mínimo, um mês.
Pelo Rio Grande do Norte, após decretar calamidade financeira no Estado, a governadora Fátima Bezerra já marcou para a próxima semana uma audiência com a secretaria do Tesouro Nacional onde pretende pleitear recursos junto ao Governo Federal para ajudar o Executivo a reduzir os efeitos do caos financeiro herdado em 2019.
Fim da Justiça do Trabalho
Na mesma entrevista ao SBT, Jair Bolsonaro não descartou o envio de um projeto para o Congresso com o intuito de extinguir a Justiça do Trabalho no Brasil. Segundo ele, há um excesso de direitos para os trabalhadores no país:
– Em qual país do mundo que tem (Justiça do Trabalho) ? Tem que ser justiça comum. Perdeu, tem que pagar. Temos mais ações trabalhistas aqui no Brasil que no mundo todo. Até um ano e meio atrás, indenizações eram de R$ 4 milhões por ano. Há um excesso de proteção. Poderíamos mandar projeto para acabar com a Justiça do Trabalho, estamos estudando. A mão de obra no Brasil é muito cara. É como eu costumo dizer: é pouco para quem recebe e muito para quem paga.


A FORÇA DA NATUREZA >> Ventania destrói cartão-postal de Macau e deixa moradores assustados

image.png
Uma ventania causou vários estragos materiais na cidade de Macau, distante cerca de 180 km de Natal. Os ventos chegaram a 50 km/h e iniciaram na tarde da segunda-feira (07). A Prefeitura e a Defesa Civil estão trabalhando para calcular os prejuízos.
Cartão-postal símbolo da cidade, o moinho de vento localizado na entrada do município também ficou parcialmente destruído. A ventania também provocou quedas de árvores, entre outros estragos na terra do sal.
Foto em destaque: Arafran Peter

SAÚDE & QUALIDADE DE VIDA >> Boas práticas para prevenir o câncer de bexiga



Resultado de imagem para Boas práticas para prevenir o câncer de bexiga
*Dr. Marco Lipay
É importante conhecer os fatores de risco para o câncer de bexiga, pois podemos mudar hábitos e instituir boas práticas ao cotidiano e, assim, diminuir a chance de desenvolver o câncer de bexiga ao longo da vida.
Atualmente, o tumor de bexiga – também conhecido como urotelioma vesical ou carcinoma de células transicionais de bexiga – constitui-se na quarta doença neoplásica (câncer) em incidência no homem nos Estados Unidos e a oitava causa mais comum de mortes por câncer. Na grande maioria das vezes, o tumor de bexiga desenvolve-se de modo assintomático e é identificado após o paciente urinar com sangue e sem dor, motivo esse que o leva a consultar um Urologista, médico especializado em doenças do aparelho urinário.
Estima-se que 81.190 novos casos de câncer de bexiga (cerca de 62.380 em homens e 18.810 em mulheres) e 17.240 óbitos ocorreram nos Estados Unidos em 2018 (cerca de 12.520 em homens e 4.720 em mulheres). A incidência dos tumores aumenta com a idade, sendo que geralmente o diagnóstico é realizado entre a sexta e a oitava décadas de vida, com predomínio da incidência para pacientes do sexo masculino, na razão de 4 para 1. Nos Estados Unidos, a incidência do urotelioma vesical é duas vezes maior em pacientes brancos do que em negros, sendo mais comum nas cidades industrializadas.
No Brasil, estimam-se 6.690 novos casos de câncer de bexiga em homens e 2.790 em mulheres, para cada ano do biênio 2018-2019. Esses valores correspondem a um risco estimado de 6,43 novos casos a cada 100 mil homens, ocupando a sétima posição; e de 2,63 para cada 100 mil mulheres, ocupando a 14ª posição em incidência, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer).
Sabe-se que a manifestação do tumor vesical se relaciona com tempo prolongado de exposição do urotélio (tecido que reveste o interior da bexiga que fica em contato com a urina) aos agentes carcinogênicos, que estão associados, principalmente, ao hábito de fumar, atividades profissionais, além do uso crônico de drogas quimioterápicas como a ciclofosfamida e radioterapia na região pélvica. Outras causas menos frequentes lembradas, são: pedras ou cateteres de urina deixados na bexiga por muito tempo, defeitos congênitos (anomalias da anatomia ao nascimento) e fatores genéticos.
Destacamos que o hábito de fumar é o fator de risco mais importante para o câncer de bexiga. Fumantes têm pelo menos 3 vezes mais chances de ter câncer de bexiga do que os não-fumantes. Fumar é responsável por aproximadamente metade de todos os cânceres de bexiga em homens e mulheres. Nessa questão, inclui-se também pessoas que não fumam e estão em íntimo contato com tabagista, ou seja: respiram a mesma fumaça do cigarro e são conhecidos como “fumantes passivos”.
Os trabalhadores de indústrias química também podem ter um maior risco de câncer de bexiga, principalmente os das indústrias que são fabricantes de borracha, couro, derivados de petróleo, solventes, têxteis e produtos de pintura.
Outros trabalhadores com um risco aumentado de desenvolver câncer de bexiga incluem pintores, maquinistas, impressores, cabeleireiros (provavelmente, devido à grande exposição a tinturas de cabelo) e motoristas de caminhão (provavelmente, devido à exposição a fumaça de diesel).
O tabagismo e exposições no local de trabalho podem agir em conjunto para causar câncer de bexiga e, assim, ter uma probabilidade muito maior de desenvolver o câncer de bexiga.
A grande pergunta é : O câncer de bexiga pode ser prevenido?
Alguns fatores de risco, como idade, sexo, raça e histórico familiar, não podem ser controlados. Mas podemos diminuir o risco se, por exemplo, você não fuma ou se limita o tempo de exposição a determinados produtos químicos no local de trabalho. Dica: Se você trabalha em um local onde possa estar exposto a esses produtos químicos, siga as boas práticas de segurança no trabalho, além de não fumar.
Coma muitas frutas e legumes. Alguns estudos sugerem que uma dieta rica em frutas e vegetais pode ajudar a proteger contra o câncer de bexiga, entre outros. Beba muita água e quando você sentir vontade de urinar, não segure por muito tempo, urine!!
*Marco Aurélio Lipay é doutor em Cirurgia (Urologia) pela UNIFESP, titular em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, membro Correspondente da Associação Americana de Urologia e autor do Livro Genética Oncológica Aplicada a Urologia.

SEGURANÇA >> Obrigatoriedade do uso do cinto de segurança completa 21 anos e conscientização ainda é um desafio


Resultado de imagem para Obrigatoriedade do uso do cinto de segurança


Quase 70% dos passageiros de bancos traseiros que morreram em acidentes nas rodovias brasileiras estavam sem cinto de segurança
Uma pesquisa realizada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) sobre o uso do cinto de segurança nas rodovias, mostrou números preocupantes. Descobriu-se que 53% dos passageiro que transitam no banco traseiro, 15% dos passageiros no banco dianteiro e 13% dos motoristas não usam cinto de segurança. O mesmo levantamento expôs que, de 2012 a 2014, 69,4% dos passageiros de bancos traseiros que morreram em acidentes nas rodovias estavam sem cinto de segurança. As vítimas fatais no banco da frente de passageiro sem cinto chegam a 38,4% e a 50,1% quando falamos dos motoristas. Não à toa, o não uso do cinto está elencado entre os principais fatores de risco à segurança viária no Plano Global da ONU.
Porém, nem dados como esses, nem a noção do grave risco que corre quem se desloca sem o dispositivo foram suficientes para, 21 anos depois de ser determinado como obrigatório em todo território nacional, conscientizar motoristas e passageiros sobre a importância do uso do cinto de segurança. Esse ainda é um desafio a ser superado, o que torna campanhas com essa finalidade uma necessidade constante.
Para Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons, educação para o trânsito é essencial para conscientizar e melhorar esse cenário. “Cada cidadão precisa exercer seu protagonismo no trânsito para que as ruas e vias do Brasil e do mundo se tornem mais seguras. Movimentos como a Década de Ação pela Segurança do Trânsito, estabelecida pela ONU, entre tantas outras, só terão sucesso com a adesão consciente de cada um de nós. É preciso que todos entendam que atitudes simples, como usar cinto de segurança, salvam vidas. Campanhas de educação e conscientização sempre auxiliam nesse objetivo”, enfatiza Campos.
Sentindo na pele
Com o objetivo de conscientizar motoristas e passageiros para a importância do uso do cinto de segurança, a ARTESP elaborou uma série de ações educativas. Entre elas, foi desenvolvido um simulador de impacto. Ao passar pela experiência do simulador a pessoa vivenciava a força do impacto de uma batida (o equipamento simulava o choque de uma colisão a 5 km/h), e mesmo à baixa velocidade ampliava a sensibilidade para a importância do uso do cinto de segurança.
O equipamento foi usado entre 2016 e 2017, passou por 50 municípios do estado de São Paulo e contou com a participação de mais de 30 mil pessoas. Segundo a ARTESP ações como o do simulador de impacto têm por objetivo consolidar um pensamento coletivo para diminuir, cada vez mais, negligências, imperícias e imprudências no trânsito.
213 mil multas em 2017
A falta do uso do cinto de segurança gerou 213.356 infrações nas rodovias federais em 2017, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal. Destas, 143.913 foram pela falta de uso do dispositivo pelo condutor e 69.443 pelos passageiros.
A responsabilidade legal da utilização do cinto de segurança é do condutor, que deve conscientizar, orientar, observar e cobrar o uso do item por parte de todos os ocupantes do veículo.
A penalidade para o motorista quando um passageiro é flagrado sem o cinto de segurança é a mesma quando o próprio condutor está sem ele, resultando em uma infração grave sujeita à multa no valor de R$ 195,23, retenção do veículo até colocação do cinto pelo infrator e 5 pontos na carteira, conforme artigo 167 do CTB.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

HOJE EM LAJES >> Bingo beneficente para ajudar na viagem de Popó para Espanha

A atleta lajense, estrela da seleção brasileira de futsal, Pholyana Caroline, irá para a Espanha onde atuará em uma equipe local. A família e amigos se reuniram e vão realizar na próxima terça, dia 8, um bingo para ajudar nas despesas que a jovem atleta terá.

A intenção é reunir o maior número possível de lajenses para colaborar com Pholyana que leva o nome da cidade para o Brasil e o Mundo. A cartela custa apenas R$ 5,00.

O Bingo acontece na Quadra Manoel Procópio de Moura, às 19h.

Fonte: Blog do Robson Cabugi

A DEMOCRACIA DO PRESIDENTO COISO >> General vai compor equipe do alto escalão do MEC


Mais um nome ligado aos militares vai compor o alto escalão do Ministério da Educação (MEC). O general Francisco Mamede de Brito Filho, da reserva ativa do Exército e que já atuou como chefe do Estado Maior do Comando Militar do Nordeste, deve ocupar a chefia de gabinete do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

É o segundo cargo mais alto da autarquia, que é responsável, entre outras atividades, pela elaboração do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

A presidência do Inep será ocupada pelo engenheiro Marcus Vinicius Rodrigues, que também foi indicado pelo grupo militar. As nomeações ainda não foram publicadas no Diário Oficial da União, mas a expectativa é de que saiam ainda nesta semana.

LUTA PELA TERRA >> Povos indígenas divulgam carta a Bolsonaro: “Não estamos nos zoológicos, estamos nas nossas terras”


Os povos indígenas Aruak Baniwa e Apurinã, da região amazônica, divulgaram carta destinada ao presidente da república Jair Bolsonaro (PSL) contra as mudanças feitas na reestruturação e na reorganização administrativa do governo federal através de MP n° 870.

Na carta, essas etnias destacam que a medida prevista nesta MP “além de prejudicial, pretende inviabilizar os direitos indígenas que são constitucionais.”

Segundo a carta, o novo decreto, que tira a competência da Funai de licenciamento que impactam nos territórios, aconteceu em outros tempos como “uma tentativa agressiva” de dizimar os indígenas.

“Não estamos nos zoológicos, senhor Presidente, estamos nas nossas terras, nossas casas, como senhor e como quaisquer sociedades humanas que estão nas suas casas, cidades, bairros. Somos pessoas, seres humanos, temos sangue como você”, reafirma a carta.

Confira a integra da carta:

Carta ao excelentíssimo senhor presidente da república federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro – Brasília (DF)

Manaus, 2 de janeiro de 2019

Senhor Presidente,

Já fomos dizimados, tutelados e vítimas de política integracionista de governos e Estado Nacional Brasileiro, por isso, vimos em público afirmar que não aceitamos mais política de integração, política de tutela e não queremos ser dizimados por meios de novas ações de governo e do Estado Nacional Brasileiro. Esse país chamado Brasil nos deve valor impagável senhor presidente, por tudo aquilo que já foi feito contra e com os nossos povos. As terras indígenas têm um papel muito importante para manutenção da riqueza da biodiversidade, purificação do ar, do equilíbrio ambiental e da própria sobrevivência da população brasileira e do mundo.

Não é verdade que os povos indígenas possuem 15% de terras do território nacional. Na verdade são 13%, sendo que a maior parte (90%) fica na Amazônia Legal. Esse percentual é o que restou como direito sobre a terra que antes era 100% indígena antes do ano de 1500 e que nos foi retirado. Não somos nós que temos grande parte do território Brasileiro, mas os grandes latifundiários, ruralistas, agronegócios, etc que possuem mais de 60% do território nacional Brasileiro.

O argumento de “vazio demográfico” nas terras indígenas é velho e falso. Serve apenas para justificar medidas administrativas e legislativas que são prejudiciais aos povos indígenas. As nossas terras nunca são vazios demográficos. Foram os indígenas que ajudaram a proteger as fronteiras brasileiras na Amazônia.

Diferente do que o senhor diz de forma preconceituosa, também não somos manipulados pelas ONGs. As políticas públicas, a ação de governos e do Estado Brasileiro é que são ineficientes, insuficientes e fora da realidade dos povos indígenas e nossas comunidades.

Quem não é indígena não pode sugerir ou ditar regras de como devemos nos comportar ou agir em nosso território e em nosso país. Temos capacidade e autonomia para falar por nós mesmos. Nós temos plena capacidade civil para pensar, discutir os rumos dos povos indígenas segundo nossos direitos, que são garantidos nos artigos 231 e 232 da Constituição Federal, na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e na declaração da ONU sobre os povos indígenas. Nós temos condições de elaborar projetos e iniciativas. Muitos já estão elaborados. É o caso dos planos de gestão de terras indígenas aplicados no estado do Amazonas.

Senhor presidente, cumpra com suas falas e discursos de campanha de fazer valer a democracia, pois somos brasileiros que merecemos respeito sobre nossos direitos. Não aceitamos a ação ditatorial, pois contradiz com o discurso do senhor Ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni que defende o diálogo. Afirmamos que estamos organizados com lideranças e povos capazes de diálogo com o presidente, Estado brasileiro e governo, pois já aprendemos falar na Língua Portuguesa, além de nossas línguas nativas de cada povo e línguas de outras nacionalidades.

As mudanças feitas na reestruturação e na reorganização administrativa do governo federal através de MP n° 870 do dia 1 de janeiro de 2019 são uma completa desordem e um ataque contra a política indigenista Brasileiro. Além de prejudicial, pretende inviabilizar os direitos indígenas que são constitucionais. O mesmo sobre novo decreto, que tira a competência da Funai de licenciamento que impactam nossos territórios. Essa prática já aconteceu no passado na história Brasileira como uma tentativa agressiva de nos dizimar. Foi um período muito difícil e ineficiente do Estado. Não aceitamos e não concordamos com suas medidas de reforma administrativa para gestão da política indigenista.

Não somos culpados de ter muitas mudanças em nossas vidas e em nossas culturas. Isso é fruto de um processo de colonização violento, que matou muitos povos e extinguiu línguas nativas. Queremos continuar sendo indígenas, com direito a nossa identidade étnica, assim como somos brasileiros. O brasileiro quando sai para outros países e outros continentes continuam sendo brasileiros. Nós, da mesma forma, e ainda mais quando estamos dentro do Brasil que aprendemos a defender como nossa nacionalidade.

Nosso modo de vida é diferente. Não somos contra quem opta por um modelo econômico ocidental, capitalista. Mas temos nossa forma própria de viver e se organizar nas nossas terras e temos nossa forma de sustentabilidade. Por isso, não aceitamos desenvolvimento e nem um modelo econômico feito de qualquer jeito e excludente, que apenas impacta nossos territórios. Nossa forma de sustentabilidade é para nos manter e garantir o futuro da nossa geração.

Não estamos nos zoológicos, senhor Presidente, estamos nas nossas terras, nossas casas, como senhor e como quaisquer sociedades humanas que estão nas suas casas, cidades, bairros. Somos pessoas, seres humanos, temos sangue como você, nascemos, crescemos, procriamos e depois morremos na nossa terra sagrada, como qualquer ser humano vivente sobre esta terra.

Nossas terras, já comprovado técnica e cientificamente, são garantias de proteção ambiental, sendo preservadas e manejadas pelos povos indígenas, promovendo constantes chuva com qual as plantações e agronegócios da região do sul e sudeste são beneficiadas e sabemos disso.

Portanto, senhor presidente da República Jair Messias Bolsonaro, considerando a política de diálogo do seu governo na democracia, nós lideranças indígenas, representantes legítimas, estamos prontos para o diálogo, mas também estamos preparados para nos defender.

Carta dos povos Aruak Baniwa e Apurinã

– Marcos Apurinã – Povo Apurinã

Liderança Indígena Apurinã da Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Rio Purus; contato – e-mail: marcosapurin@gmail.com;

– Bonifácio Jose´- Povo Baniwa

Liderança Indígena Baniwa do Alto Rio Negro, membro da Organização Baniwa e Koripako NADZOERI; e-mail: bonibaniwa@gmail.com;

– André Baniwa – Povo Baniwa

Liderança Indígena Baniwa do Alto Rio Negro, Terra Indígena Alto Rio Negro, Presidente da Organização Indígena da Bacia do Içana, OIBI; e-mail: andrebaniwa@gmail.com;


SITUAÇÃO HÍDRICA >> 32% dos reservatórios do RN estão em situação de emergência

Foto: Açude Gargalheiras está completamente seco. Crédito: Ascom/Semarh

Dos 47 reservatórios do Rio Grande do Norte, 15 estão em situação emergência, o equivalente a 32% das reservas hídricas do Estado. Dos reservatórios em pior situação sete estão em volume morto e oito completamente secos, a exemplo do açude Gargalheiras, em Acari, e Dourado, em Currais Novos.
O monitoramento é realizado pelo Instituto de Gestão das Águas (Igarn).
As reservas hídricas do Rio Grande do Norte estão, no início de janeiro, com 21,7% da capacidade de armazenamento. O valor representa pouco mais de 960 milhões de m³ (metros cúbicos) de água disponíveis.
Localizada na bacia do rio Piranhas-Açu, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório potiguar, está com 20,66% de sua capacidade total, o que representa 495,7 milhões de m³. Já a barragem Santa Cruz do Apodi, com capacidade para 600 milhões de m³, está com 135,2 milhões de m³, correspondentes a 22,55% do total de armazenamento.
O açude Umari, em Upanema, com capacidade para 292 milhões de m³, está com 102,6 milhões de m³, representando 35% da água que pode ser acumulado. Entre os açudes em volume morto estão: Pilões (2,5%), Malhada Vermelha (10%),  Rio da Pedra (18%), Itans(1,8%), Zangalheiras (1,34%), Esguicho (0,11%) e Bonito II (1,07%).Os reservatórios secos atualmente são: Santana, em Rafael Fernandes; Cruzeta, em Cruzeta; Marechal Dutra (Gargalheiras), em Acari; Dourado, em Currais Novos; Santa Cruz do Trairi e Inharé, ambos em Santa Cruz; Trairi, em Tangará; e Japi II, em São José do Campestre.
De acordo com diretor do Igarn Caramuru Paiva, a expectativa a curto prazo recai sobre o inverno:
 – As obras hídricas levam tempo para serem feitas. Vamos aguardar que as previsões de um bom inverno se concretizem e intensificar o que a governadora Fátima Bezerra já anunciou no programa de Governo durante a campanha, que é o plano estadual de segurança hídrica, instrumento que vai melhorar a gestão e criar estruturas pra garantir essa segurança hídrica”, disse.
O Igarn é responsável por executar as ações de gestão dos recursos hídricos do Estado. Entre as atividades realizadas pelo Instituto estão o monitoramento quantitativo e o qualitativo das águas dos mananciais, assim como regularização e fiscalização do uso da água. O Igarn realiza ainda ações de interiorização e educação em recursos hídricos visando conscientizar sobre o uso da água.
 Situação já foi pior
Apesar de crítica, a situação das reservas hídricas do Estado já foi pior. No final de 2016, relatório elaborado pelo Igarn apontava 69% dos reservatórios do Estado em situação crítica. Na época, 12 estavam em volume morto e 21 completamente secos.

A LITERATURA COMO RESISTÊNCIA HISTÓRICA >> 10 histórias de cordel baseadas nas grandes mulheres negras da história do Brasil

“Talvez você nunca tenha conhecido a trajetória de sequer uma mulher negra na história do Brasil, não é? Mesmo na escola, nas aulas sobre o período da colonização e da escravidão, é provável que você não tenha lido ou ouvido falar sobre nenhuma líder quilombola, nem mesmo sobre líderes que foram tão importantes para comunidades enormes.
Essa ausência de conhecimento é um problema profundo no Brasil. Infelizmente, na escola não temos acesso a nomes como o de Tereza de Benguela, por exemplo, que recentemente se tornou símbolo nacional, quando o dia 25 de Julho foi oficializado como o Dia de Tereza de Benguela. Ainda assim, há grandes chances de que essa seja a primeira vez em que esse nome lhe salta aos olhos.
Para conhecer as histórias de luta dessas mulheres, é preciso mergulhar em uma pesquisa pessoal, que antes de tudo precisa ser instigada. Mas se as escolas e Universidades nem mesmo mencionam a existência de mulheres negras que concretizaram grandes feitos no Brasil, como a curiosidade das pessoas será despertada?”
Foi partindo desta ideia de que é preciso dar a volta e recolocar essas mulheres na história que Jarid Arraes resolveu escrever histórias biográficas de Cordel sobre 10 grandes mulheres negras da história do Brasil. Segundo publicação do próprio no site da Ceet – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desiguldades, ele resolveu lançar essas histórias que “contam as trajetórias e conquistas”, pois assim, “em sala de aula ou passando de mão em mão, a Literatura de Cordel pode servir como um rico material para que essas histórias sejam repassadas e discutidas.
A ideia é inovadora e espetacular: somente com informação poderemos ter mais lados de nossas história e, principalmente, conhecer mais daquilo que nos formos. Nesses cordéis, segundo Jarid, “é possível conhecer Zeferina, líder do quilombo de Urubu, Anastácia, uma escrava que até hoje é cultuada como santa, Maria Felipa, que foi líder nas batalhas pela independência da Bahia, e Antonieta de Barros, a primeira deputada negra do Brasil.” Assim, “passo a passo, grandes injustiças históricas podem ser eliminadas, trazendo à tona a memória de guerreiras e mulheres negras brilhantes que foram de enorme importância para o Brasil.”, afirma ele.
Para começar, leia no Questão de Gênero o cordel que conta a história de Tereza de Benguela, disponível gratuitamente.
Conheça todos os cordéis biográficos em www.jaridarraes.com/cordel