Bem vindo ao Blog do Professor Canindé Rocha. Aqui você tem Informação, Cultura, Política, Lazer e Cidadania.
domingo, 9 de novembro de 2014
Preconceito contra nordestinos foi alimentado pela loucura de colunistas
Não se enganem, colegas. Esses crimes
virtuais cometidos por zumbis incapazes de enxergar no outro um ser
humano detentor do mesmo direito à dignidade foram alimentados por
argumentos construídos e divulgados, ao longo do tempo, por pessoas que
não se preocuparam com o resultado negativo de seus discursos. Mas,
autoproclamando-se arautos da decência, sabem que são norte intelectual
para muita gente.
Liberdade de expressão não é um direito
fundamental absoluto. Não há direitos fundamentais absolutos. Pois a
partir do momento em que alguém abusa de sua liberdade de expressão,
indo além de expor a sua opinião, espalhando o ódio e incitando à
violência, isso pode trazer consequências mais graves à vida de outras
pessoas.
Como aqui já disse, liberdade de expressão não admite
censura prévia. A lei garante que as pessoas não sejam proibidas de
dizer o que pensam. Mas também afirma que elas são responsáveis pelo
impacto causado pela divulgação de suas opiniões.
Esconder-se
atrás da justificativa da “liberdade de expressão'' para a depreciação
da dignidade humana é, portanto, a mais pura covardia.
Afinal, o
exercício das liberdades pressupõe responsabilidade. Quem não consegue
conviver com isso, não deveria nem fazer parte do debate público,
recolhendo-se junto com sua raiva e ódio ao seu cantinho.
Enem >> Candidatos que perderam o Enem no sábado podem fazer a prova no domingo
Apenas um dia de prova, no entanto, poderá não ser suficiente para que sejam aprovados em programas como o Sisu e ProUni
Pelas regras do exame, nada impedirá que, chegando ao local de prova
no horário previsto, até as 13h, no horário de Brasília, o candidato
faça a prova.
Os candidatos que perderam a prova do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem), neste sábado (8) e que desejarem poderão fazer a prova no
domingo. Pelas regras do exame, nada impedirá que, chegando ao local de
prova no horário previsto, até as 13h, no horário de Brasília, o
candidato faça a prova.
Apenas
um dia de prova, no entanto, poderá não ser suficiente para que sejam
aprovados em programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e
Programa Universidade para Todos (ProUni).
Neste sábado, os participantes fazem as provas de ciências humanas e ciências da natureza.
Amanhã, serão aplicadas as provas de linguagens e códigos, matemática e
redação. São mais de 8,7 milhões de inscritos, número recorde, que
farão a prova em mais de 1,7 mil cidades.
Hoje e amanhã, o Portal EBC e as Rádios EBC
transmitem um programa ao vivo sobre o Enem 2014. A partir das 20h30,
professores estarão nos estúdios, em Brasília, para comentar as questões
da prova, que serão aplicadas a mais de 8 milhões de estudantes no
segundo final de semana de novembro. O programa #CaiunoEnem será exibido
simultaneamente em áudio para as rádios MEC AM, do Rio de Janeiro;
Nacional, de Brasília; Nacional da Amazônia; e em vídeo pela web, no Portal EBC.
Esclarecendo >> Você sabe o que é o bolivarianismo?
Em encontro de maio de 2013, Dilma recebe quadro do ex-presidente Hugo Chávez do atual presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Após ser apropriado pelo ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, o termo originado
do sobrenome do libertador Simón Bolívar aterrissou no debate político
brasileiro. São frequentes as acusações de políticos de oposição e da
mídia contra o governo federal petista. Lula e Dilma estariam
"transformando o Brasil em uma Venezuela". Mas o que é o tal bolivarianismo
de que tanto falam? É um palavrão? O Brasil é uma Venezuela?
Bolivarismo é sinônimo de ditadura comunista? Antes de sair por aí
repetindo definições equivocadas, leia as respostas abaixo:
O que é bolivarianismo?
O termo provém do nome do general venezuelano do século 19 Simón Bolívar, que liderou os movimentos de independência da Venezuela, da Colômbia, do Equador, do Peru e da Bolívia. Convencionou-se, no entanto, chamar de bolivarianos os governos de esquerda na América Latina que questionam o neoliberalismo e o Consenso de Washington (doutrina macroeconômica ditada por economistas do FMI e do Banco Mundial).
Bolivarianismo e ditadura comunista são a mesma coisa?
Não. Mesmo considerando a interpretação que Chávez deu ao termo, o que convencionou-se chamar bolivarianismo está muito longe de ser uma ditadura comunista. As realidades de países que se dizem bolivarianos, como Venezuela, Bolívia e Equador, são bem diferentes da Rússia sob o comando de Stalin ou mesmo da Romênia sob o regime de Nicolau Ceausescu. Neles, os meios de produção estavam nas mãos do Estado, não havia liberdade política ou pluralidade partidária e era inaceitável pensar diferentemente da ideologia dominante do governo. Aqueles que o faziam eram punidos ou exilados, como os que eram enviados para o gulag soviético, campo de trabalho forçado símbolo da repressão ditatorial da Rússia. Na Venezuela, por exemplo, nada disso acontece. A oposição tem figuras conhecidas como Henrique Capriles, Leopoldo López e Maria Corina Machado. Cenário semelhante ocorre na Bolívia, no Equador e também no Brasil, onde há total liberdade de expressão, de imprensa e de oposição ao governo.
Foi Chávez quem inventou o bolivarianismo?
Não. O que o então presidente venezuelano Hugo Chávez fez foi declarar seu país uma "república bolivariana". A mesma retórica foi utilizada pelos presidentes Rafael Correa (Equador) e Evo Morales (Bolívia). A associação entre bolivarianismo e socialismo, no entanto, é questionável segundo a própria biógrafa de Bolívar, a jornalista peruana Marie Arana, editora literária do jornal americano The Washington Post. De acordo com ela, esse “bolivarianismo” instituído por Chávez na Venezuela foi inspirado nos ideais de Bolívar, tais como o combate a injustiças e a defesa do esclarecimento popular e da liberdade. Mas, segundo a biógrafa, a apropriação de seu nome por Chávez e outros mandatários latinos é inapropriada e errada historicamente: “Ele não era socialista de forma alguma. Em certos momentos, foi um ditador de direita”.
O que se tornou o bolivarianismo na Venezuela?
Quando assumiu a Presidência da República em 1999, Chávez declarou-se seguidor das ideias de Bolívar. Em seu governo uma assembleia alterou a Constituição da Venezuela de 1961 para a chamada Constituição Bolivariana de 1999. O nome do país também mudou: era Estado Venezuelano e tornou-se República Bolivariana da Venezuela. Foram criadas ainda instituições de ensino com o adjetivo, como as escolas bolivarianas e a Universidade Bolivariana da Venezuela.
Mas esse regime que Chávez chamava de bolivarianismo era comunista?
Não, apesar de o ex-presidente venezuelano ter usado o termo "Revolução Bolivariana" para referir-se ao seu governo. A ideia era promover mudanças políticas, econômicas e sociais como a universalização à educação e à saúde, além de medidas de caráter econômico, como a nacionalização de indústrias ou serviços. Chávez falava em "socialismo do século XXI", mas o governo venezuelano continua permitindo a entrada de capital estrangeiro no País, assim como a parceria com empresas privadas nacionais e estrangeiras. Empreiteiras brasileiras, chinesas e bielo-russas, por exemplo, constroem moradias para o maior programa habitacional do país, o Gran Misión Vivienda Venezuela, inspirado no brasileiro Minha Casa Minha Vida.
O Brasil "virou uma Venezuela"?
Esta afirmação não faz sentido. O Brasil é parceiro econômico e estratégico da Venezuela, mas as diretrizes do governo Dilma e do governo de Nicolás Maduro são bastante distintas, tanto na retórica quanto na prática.
Os conselhos populares são bolivarianos?
Não, e aqui o engano vai além do uso equivocado do adjetivo. Parte da Política Nacional de Participação Social, os conselhos populares seriam a base de um complexo sistema de participação social, com a finalidade de aprofundar o debate sobre políticas públicas com representantes da sociedade civil. Ao contrário do alegado por opositores, os conselhos de participação popular não são uma afronta à democracia representativa. Conforme observou o ex-ministro e fundador do PSDB Luiz Carlos Bresser-Pereira, os conselhos estabeleceriam “um mecanismo mais formal por meio do qual o governo poderá ouvir melhor as demandas e propostas [da população]”.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/politica/o-que-e-bolivarianismo-2305.html
O que é bolivarianismo?
O termo provém do nome do general venezuelano do século 19 Simón Bolívar, que liderou os movimentos de independência da Venezuela, da Colômbia, do Equador, do Peru e da Bolívia. Convencionou-se, no entanto, chamar de bolivarianos os governos de esquerda na América Latina que questionam o neoliberalismo e o Consenso de Washington (doutrina macroeconômica ditada por economistas do FMI e do Banco Mundial).
Bolivarianismo e ditadura comunista são a mesma coisa?
Não. Mesmo considerando a interpretação que Chávez deu ao termo, o que convencionou-se chamar bolivarianismo está muito longe de ser uma ditadura comunista. As realidades de países que se dizem bolivarianos, como Venezuela, Bolívia e Equador, são bem diferentes da Rússia sob o comando de Stalin ou mesmo da Romênia sob o regime de Nicolau Ceausescu. Neles, os meios de produção estavam nas mãos do Estado, não havia liberdade política ou pluralidade partidária e era inaceitável pensar diferentemente da ideologia dominante do governo. Aqueles que o faziam eram punidos ou exilados, como os que eram enviados para o gulag soviético, campo de trabalho forçado símbolo da repressão ditatorial da Rússia. Na Venezuela, por exemplo, nada disso acontece. A oposição tem figuras conhecidas como Henrique Capriles, Leopoldo López e Maria Corina Machado. Cenário semelhante ocorre na Bolívia, no Equador e também no Brasil, onde há total liberdade de expressão, de imprensa e de oposição ao governo.
Foi Chávez quem inventou o bolivarianismo?
Não. O que o então presidente venezuelano Hugo Chávez fez foi declarar seu país uma "república bolivariana". A mesma retórica foi utilizada pelos presidentes Rafael Correa (Equador) e Evo Morales (Bolívia). A associação entre bolivarianismo e socialismo, no entanto, é questionável segundo a própria biógrafa de Bolívar, a jornalista peruana Marie Arana, editora literária do jornal americano The Washington Post. De acordo com ela, esse “bolivarianismo” instituído por Chávez na Venezuela foi inspirado nos ideais de Bolívar, tais como o combate a injustiças e a defesa do esclarecimento popular e da liberdade. Mas, segundo a biógrafa, a apropriação de seu nome por Chávez e outros mandatários latinos é inapropriada e errada historicamente: “Ele não era socialista de forma alguma. Em certos momentos, foi um ditador de direita”.
O que se tornou o bolivarianismo na Venezuela?
Quando assumiu a Presidência da República em 1999, Chávez declarou-se seguidor das ideias de Bolívar. Em seu governo uma assembleia alterou a Constituição da Venezuela de 1961 para a chamada Constituição Bolivariana de 1999. O nome do país também mudou: era Estado Venezuelano e tornou-se República Bolivariana da Venezuela. Foram criadas ainda instituições de ensino com o adjetivo, como as escolas bolivarianas e a Universidade Bolivariana da Venezuela.
Mas esse regime que Chávez chamava de bolivarianismo era comunista?
Não, apesar de o ex-presidente venezuelano ter usado o termo "Revolução Bolivariana" para referir-se ao seu governo. A ideia era promover mudanças políticas, econômicas e sociais como a universalização à educação e à saúde, além de medidas de caráter econômico, como a nacionalização de indústrias ou serviços. Chávez falava em "socialismo do século XXI", mas o governo venezuelano continua permitindo a entrada de capital estrangeiro no País, assim como a parceria com empresas privadas nacionais e estrangeiras. Empreiteiras brasileiras, chinesas e bielo-russas, por exemplo, constroem moradias para o maior programa habitacional do país, o Gran Misión Vivienda Venezuela, inspirado no brasileiro Minha Casa Minha Vida.
O Brasil "virou uma Venezuela"?
Esta afirmação não faz sentido. O Brasil é parceiro econômico e estratégico da Venezuela, mas as diretrizes do governo Dilma e do governo de Nicolás Maduro são bastante distintas, tanto na retórica quanto na prática.
Os conselhos populares são bolivarianos?
Não, e aqui o engano vai além do uso equivocado do adjetivo. Parte da Política Nacional de Participação Social, os conselhos populares seriam a base de um complexo sistema de participação social, com a finalidade de aprofundar o debate sobre políticas públicas com representantes da sociedade civil. Ao contrário do alegado por opositores, os conselhos de participação popular não são uma afronta à democracia representativa. Conforme observou o ex-ministro e fundador do PSDB Luiz Carlos Bresser-Pereira, os conselhos estabeleceriam “um mecanismo mais formal por meio do qual o governo poderá ouvir melhor as demandas e propostas [da população]”.
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/politica/o-que-e-bolivarianismo-2305.html
sábado, 8 de novembro de 2014
Violência >> Mais um assassinato brutal ocorrido em Lajes
Chamo atenção para esse triste fato, por observar que crimes desse tipo têm aumentado bastante, não apenas nas grandes cidades, mas também em cidades do interior como a nossa, que até pouco tempo costumávamos citar como um lugar seguro e calmo e vemos que hoje vemos isso mudou drasticamente, fazendo com que a população passe a viver temerosa, desconfiada e de alguma forma até desprotegida.
O sepultamento do sr. Dedé de Júlio, acontecerá na manhã desse domingo, após a missa de corpo presente que acontecerá às 7:00 horas na Igreja Matriz.
À família Salviano ficam os nossos pêsames e o desejo que Deus possa confortá-los nesse momento difícil.
Saúde >> Senado reforça a prevenção ao câncer de próstata
| Iluminação especial do Novembro Azul foi usada pelo Congresso no ano passado Foto: Lia de Paula |
Texto determina a capacitação de profissionais na
prevenção da doença e eleva para 50 anos a idade mínima de homens a
serem beneficiados com exames de detecção
O Plenário do Senado aprovou ontem o PLS 34/2005, de Antonio Carlos
Valadares (PSB-SE), que fortalece o Programa Nacional de Controle do
Câncer de Próstata. O projeto agora vai à sanção presidencial.
O projeto determina a capacitação de profissionais da saúde na
prevenção e detecção do câncer de próstata e altera para 50 anos a idade
mínima da população masculina a ser beneficiada com exames de detecção
precoce dessa modalidade de câncer. Hoje, a idade mínima é 40 anos.
Em sessão presidida por Paulo Paim (PT-RS) e transformada de não
deliberativa em deliberativa especialmente para a votação da proposição,
os senadores rejeitaram um substitutivo da Câmara dos Deputados, que
incluía outras medidas, e aprovaram o texto original. A votação foi
simbólica.
Segundo o Inca, neste ano foram registrados 68,8 mil casos novos de
câncer de próstata no país, número que corresponde a 70,42 incidências
para cada 100 mil homens.
— Sem considerar os tumores de pele, o câncer de próstata é o maior
incidente entre os homens em todas as regiões do país — alertou Ana
Amélia.
A senadora também aproveitou para convidar os colegas para sessão
especial do Congresso na próxima segunda-feira para celebrar os 26 anos
do Dia Nacional de Combate ao Câncer.
A sessão também marca o início da campanha Novembro Azul, de
conscientização sobre o câncer de próstata, que iluminará o prédio do
Congresso em azul em novembro.
Fonte: Jornal do Senado
Novembro: Mês da Consciência Negra >> Um tema que precisa ser bastante debatido...
A costa oeste africana e o litoral
brasileiro já estiveram conectados. Há 200 milhões de anos, os dois
territórios começaram a se separar e assumiram as atuais posições,
afastados milhares de quilômetros pelo Oceano Atlântico. O mar que os
separa é também o responsável pela ligação entre eles nos tempos
modernos: 4,4 milhões de africanos o cruzaram contra a vontade entre os
séculos 16 e 19 em direção ao Brasil. Essas pessoas tiveram um papel
importante na construção do nosso país. “A África está em nós, em nossa
cultura, em nossa vida, independentemente de nossa origem pessoal”,
defende Mônica Lima e Sousa, coordenadora do Laboratório de Estudos
Africanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Leáfrica/UFRJ), no
artigo História da África, publicado na Revista do Programa de Educação sobre o Negro na Sociedade Brasileira,
da Universidade Federal Fluminense (UFF). Por isso, as tradições, a
cultura e a trajetória dos descendentes dos africanos escravizados
compõem um objeto de estudo importante para todas as crianças e os
jovens, negros ou não.
O tráfico negreiro e a escravidão determinaram o presente do nosso
país. A população vinda do continente africano criou aqui raízes,
família, cultura, história. Hoje, 53% dos brasileiros se declaram pretos
ou pardos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(Pnad) de 2013. Esse grupo é grandemente desfavorecido. Dados tabulados
pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) comprovam: eles são
a maioria dos analfabetos, com a maior taxa de distorção idade-série, e
o trabalho infantil é mais comum entre eles do que entre brancos (veja gráficos abaixo).
Desigualdades entre brancos e negros no Brasil
Apesar de a legislação valer há mais de dez anos, ainda são poucos
os casos em que ela é bem incorporada ao cotidiano das escolas. Uma
pesquisa realizada por diversos órgãos (leia o artigo com os resultados aqui)
aponta os principais entraves para a efetivação dela: há escassa
formação sobre o assunto, poucos docentes conhecem a norma e muitos não a
consideram legítima. “O processo de implementação enfrenta resistências
e obstáculos pelos mesmos motivos que justificam a existência da lei:
no Brasil, há um racismo silencioso que desqualifica o debate sobre a
discriminação”, explica André Lázaro, pesquisador da Faculdade
Latino-americana de Ciências Sociais (Flacso).
Mudar esse cenário requer trabalho em diversas frentes, das
políticas públicas ao cotidiano da sala de aula. As redes precisam
oferecer formações e debater o tema para que os administradores das
escolas incentivem a incorporação dele em diversos âmbitos e os
professores incluam conteúdos relacionados à história e à cultura
africana e afro-brasileira em suas aulas. “A prática nas instituições
também deve estar articulada aos projetos de formação”, afirma Rodrigo
Ednilson de Jesus, docente da Universidade Federal de Minas Gerais
(UFMG) e um dos envolvidos na pesquisa sobre a implantação da lei. Para
repensar as próprias práticas e posições, os docentes devem observar
suas atitudes e expectativas em relação aos alunos com diferentes cores
de pele. Será que há tratamentos distintos para alunos negros e brancos?
Todos recebem atenção, carinho e elogios? O primeiro passo para superar
o racismo silencioso é justamente combater o discurso de que não há
racismo. Em entrevista a NOVA ESCOLA,
o historiador francês Pap Ndiaye afirma: “É necessário que as práticas
sejam coerentes com a fala. Os educadores, por exemplo, podem ter
comportamentos discriminatórios ao orientar os estudantes sobre as
possibilidades de carreira. Para as de ensino técnico, muitos encaminham
os alunos que não são brancos. Para os demais, por sua vez, é
recomendado um curso universitário. A escola não está imune à
discriminação".
Na sala de aula, não basta só problematizar atitudes racistas
vindas dos alunos ou da comunidade escolar mas também rever o conteúdo
ministrado. O objetivo deve ser desconstruir visões estereotipadas sobre
africanos e afro-brasileiros e mostrar a importância deles na
construção das sociedades contemporâneas. Para isso, é fundamental
tratar do protagonismo desses grupos em diversos momentos da história,
representando-os como seres humanos que criaram laços familiares,
produtos culturais e que têm trajetórias próprias na história.
Neste especial digital, apresentamos os principais eixos de
conteúdo que o professor pode abordar com as turmas de Ensino
Fundamental: Identidade Negra, História da África, A luta dos negros no Brasil, Cultura afro-brasileira, e Recursos Pedagógicos, uma seleção de materiais de referência para apoiar a sua formação e para trabalhar em sala. (Use o menu superior para navegação entre as seções).
A incorporação do tema ao projeto político-pedagógico, a
influência do contexto local em uma escola baiana e um projeto bem
elaborado por um professor são contados na reportagem de capa da revista
NOVA ESCOLA de novembro, que estará nas bancas a partir do dia 12 de
novembro.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Atenção galera que vai fazer o ENEM, está chegando a hora...
FICA A DICA
Está chegando a hora! Se você estiver sem o seu documento de
identificação (por perda ou roubo), poderá apresentar o Boletim de
Ocorrência com data de, no máximo, 90 dias antes da data da prova.
Não
dê bobeira e confira no link a seguir a lista de documentos aceitos: http://goo.gl/KV2lD3
O desespero da oposição tem fundamento. O Brasil continua avançando
O que a oposição percebeu é que os
últimos três anos do Governo Dilma podem ser o ápice do atual projeto
nacional-desenvolvimentista, iniciado em 2002.
É preciso olhar o atual ataque que a oposição político-midiática-financeira está fazendo ao Governo Dilma para além da onda de ódio disseminada em setores da classe média para que se compreenda os seus reais motivos.
As razões para um ataque tão
virulento, beirando ilações de apoio a um Golpe de Estado, obviamente
não estão na indignação do PSDB, da Rede Globo, da Veja, ou do capital
financeiro em relação a corrupção, com a qual sempre conviveram
tranquilamente, quando lhes convinha.
O que a oposição percebeu é que,
após atravessar mais um ou dois semestres com dificuldades econômicas,
os últimos três anos do Governo Dilma podem ser o ápice do atual projeto
nacional-desenvolvimentista, iniciado em 2002.
A partir do segundo semestre do ano que vem, o Governo começará a inaugurar as grandes obras dos Governos Lula e Dilma, como a transposição do Rio São Francisco; as Hidrelétricas de Belo Monte (a terceira maior do mundo), de Jirau e de Santo Antônio; a expansão e construção de pelo menos 6 metrôs que estão em obras e dezenas de BRTs; pontes, como a de Laguna (SC) e a segunda Ponte do Guaíba (RS); grandes trechos da Ferrovia Norte Sul; ampliação e modernização dos maiores aeroportos do país; plataforma de petróleo; refinaria Abreu e Lima, que será a mais moderna do país; entre muitas outras.
A Petrobrás que nos últimos anos fez muitos investimentos para se preparar para o pré-sal, volta a se capitalizar a partir de 2016 e as extrações de Petróleo quadruplicam nos próximos três anos.
Além disso, a inflação tende a
recuar e a economia voltar a crescer, gerando mais alguns milhões de
empregos. E, de quebra, a Presidenta ainda inaugura a Cidade Olímpica e o
Parque Olímpica e recepciona as Olimpíadas e as ParaOlimpíadas de 2016,
em um megaevento que tende a ser 6 vezes maior que a Copa do Mundo.
Neste cenário, dá para entender o desespero da oposição e seu desatino golpista. Eles sabem que tudo o que foi plantado nos últimos 12 anos, será colhido nos próximos quatro.
| Refinaria Abreu e Lima construída inteiramente com tecnologia nacional |
| Hidrelétrica de Belo Monte entrará em operação em 2015 com carga suficiente para atender a 40% do consumo residencial de todo o País |
| Novo Terminal do Aeroporto Guarulhos com capacidade para receber 34 aeronaves e 12 milhões de pessoas por ano na primeira fase. |
| Pré-sal irá garantir recursos para educação com a destinação de 75% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal |
| A Transposição do Rio São Francisco irá garantir água para 12 milhões de pessoas em 390 municípios dos estados do CE, PE, PB e RN |
Seleção >> Ufersa abre concurso para professor efetivo em diversas áreas
A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)
abre seleção para contratação de mais 21 professores efetivos. Podem
participar profissionais com graduação nos cursos de Matemática,
Psicologia, Filosofia, Pedagogia, Biologia, Ciências Sociais, Engenharia
de Pesca, Oceanografia, Engenharia Elétrica, Agronomia, Letras Inglês,
Letras Libras e Engenharia da Computação.
Há a exigência para que o candidato tenha mestrado ou doutorado na
referida área de atuação ou em áreas afins. As vagas são destinadas aos
campus de Mossoró, Angicos e Caraúbas.
As inscrições começaram nesta quinta-feira, 6, e vão prosseguir até o dia 4 de dezembro, pelo endereço eletrônico: http://www2. ufersa.edu.br/sistemas/ concursos/publico/exibir_ concurso/99.
A taxa de inscrição varia entre R$ 45,00, R$ 65,00 e R$ 95,00, a
depender do regime de trabalho oferecido: 20hs semanais, 40hs semanais
com ou sem dedicação exclusiva.
A seleção é composta por três etapas, sendo a primeira uma prova
escrita de conhecimento específico de caráter eliminatório; uma prova de
aptidão didática, também de caráter eliminatório e, por último, exame
de títulos, de caráter classificatório. A prova escrita está marcada
para acontecer no dia 8 de fevereiro de 2015.
Capital do Estado >> Prefeitura divulga programação oficial do ‘Natal em Natal’
Fagner, Zé Ramalho, Paralamas do Sucesso, Zeca
Baleiro e Monobloco são algumas das atrações confirmadas. Teatro,
literatura, artesanato e gastronomia também estão entre as atrações.
A população terá opções para todos
os gostos ao longo dos mais de quatro meses de duração do evento que
começou em outubro com a 16ª edição do salão de Artes Visuais e vai até o
dia 6 de janeiro com a celebração da festa de Santos Reis. Nesse meio
tempo a cidade vai receber eventos nas mais diversas manifestações
culturais como dança música, teatro, cinema, literatura, audiovisual,
artes plásticas, fotografia e gastronomia.
Confira AQUI a programação completa.
Das principais atrações musicais, a primeira a se apresentar é o
Monobloco, no dia 12 de dezembro, na Arena das Dunas. No dia seguinte o
cantor Zeca Baleiro faz show no mesmo local. Em 14 de dezembro, Zé
Ramalho se apresenta no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte de Natal. A
apresentação do Paralamas do Sucesso acontece no dia 19 de dezembro na
Arena das Dunas. No dia seguinte é a vez do cantor Fagner se apresentar
no Ginásio Nélio Dias.
O prefeito também destacou a realização do Festival Literário de
Natal (Flin), que será realizado de 6 a 8 de novembro. De acordo com
Alves, o evento se constitui em um importante fórum para o debate sobre a
produção literária brasileira e conta com a participação de mais de 53
escritores locais e nacionais dentre eles Eucanaã Ferraz, Alberto
Cícero, Adriana Calcanhoto, Jorge Mautner, Mario Magalhães e Arnaldo
Antunes.
O secretário municipal de Cultura, Dácio Galvão, também falou sobre o
Natal em Natal e agradeceu a confiança e o apoio que a gestão do
prefeito Carlos Eduardo tem pelo segmento cultural. O principal ponto
destacado por ele foi à valorização do artista e da produção local
imprimida nessa administração. “Estamos promovendo uma política cultural
de vanguarda, consistente e que da voz e vez aos entes principais desse
processo que são os artistas. O prefeito acerta mais uma vez ao
robustecer o Natal em Natal 2014 que será um sucesso”, afirmou.
Fonte: G1/RN
MPF inspeciona irregularidades ao longo do Rio Piranhas-Açu >> Situação de seca vem sendo agravada com desvios e barramentos irregulares
A
inspeção teve como objetivo verificar as condições do Piranhas-Açu,
bastante precárias devido à seca, além de identificar agressões
promovidas em seu curso e avaliar o impacto dessas irregularidades na
diminuição do volume de água, o que vem prejudicando o consumo humano e a
atividade agropecuária da população ribeirinha. Os principais problemas
incluem barramentos e desvios irregulares.
No
Distrito de Pedrinhas, zona rural de Pendências, verificou-se que alguns
braços secundários do Piranhas-Açu estão completamente secos. Já no
ponto em que o rio se encontra com o mar, foi constatado que a água se
encontra completamente salobra e não vem sendo renovada, inviabilizando o
consumo humano e a criação de animais na região.
O
procurador recebeu a informação que, no povoado de Porto do Carão, a
comunidade está sendo abastecida por carros-pipa, em virtude da pouca
quantidade de água naquele trecho do rio. Observou-se ainda, na zona
urbana de Pendências, onde é realizada a captação de água, a presença de
poluição e de construções possivelmente irregulares às margens. No
local a profundidade atual é de apenas 1,33m, quando em épocas de cheias
pode alcançar 6 metros.
A Agência
Nacional de Águas (ANA) e o Instituto de Desenvolvimento Econômico e
Meio Ambiente (Idema) já haviam sido oficiados pelo Ministério Público
Federal para que verifiquem as possíveis irregularidades no uso do rio e
promovam ações em prol de um melhor uso de suas águas, priorizando
sempre o consumo humano.
“Constatamos
que, de fato, o nível do rio está muito baixo e encontramos barramentos
possivelmente irregulares, como um de pedras localizado na zona urbana
de Alto do Rodrigues. Vamos agora analisar o material coletado e avaliar
quais medidas extrajudiciais podem ser adotadas, sem contar que
reforçaremos o pedido para que a ANA e o Idema regularizem a situação,
evitando que as famílias que dependem do Piranhas-Açu sejam ainda mais
prejudicadas”, reforçou o procurador da República.
Participaram
da inspeção o coordenador da Defesa Civil de Pendências, Ezequias
Florêncio, e um representante da Prefeitura de Pendências, Francisco
Ubiratan Bezerra. As informações levantadas serão analisadas dentro do
procedimento que já tramita na Procuradoria da República em Assu.
Fones: (84) 3232-3960 / 9119-9675
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