quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

INFORME-SE >> 10 provas de que a reforma da Previdência de Bolsonaro vai acabar com sua vida



Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, o ultraliberal Paulo Guedes, conseguiram uma proeza que parecia impossível. Eles apresentam uma reforma da Previdência que é ainda pior do que aquela que foi defendida pelo golpista Michel Temer. Agora é real oficial: aumentaram a idade para se aposentar passando mulheres para 62 e homens para 65.
Além disso, nova proposta irá dificultar o recebimento de aposentadoria pelos brasileiros menos qualificados, possui um tempo ainda mais curto de transição, prejudica – e muito – as mulheres e corta benefícios para idosos de baixa renda.
Entenda em 10 pontos como a reforma da Previdência vai destruir a vida do trabalhador e do idoso brasileiro:

Todo mundo vai trabalhar mais para se aposentar mais velho

Entre os principais pontos do novo sistema de aposentadoria do governo Bolsonaro está a criação de uma idade mínima para receber a aposentadoria integral, que será de 65 anos de idade no caso de homens e 62 anos para mulheres, com um período de transição de 12 anos. O plano é estipular a idade mínima já em 2019, sendo 56 anos para mulheres e 60 anos para homens, aumentando em 6 meses a cada ano, até 2031. Além disso, será exigido no mínimo 20 anos de trabalho e um total de 40 anos para aposentadoria integral.
Hoje a previdência utiliza a regra 96/86 para aposentadoria integral, sendo 96 pontos para o homem se aposentar (35 anos de contribuição mais a idade); e para mulher 86 pontos (30 anos de contribuição, mais a idade). Também é possível se aposentar diretamente com 35 anos de trabalho no caso dos homens e 30 anos para as mulheres, tendo contribuído no mínimo 15 anos. Ainda existe a aposentadoria proporcional, com idade mínima de 48 anos de idade e 25 de contribuição para a mulher e 53 anos de idade e 30 de contribuição para o homem.
Vale lembrar que a expectativa média de vida do brasileiro é de 75 anos, mas em bairros pobres, como por exemplo o Jardim Ângela em São Paulo, pode ser de apenas 55 anos. Para muitos, a mudança significará trabalhar até morrer.

Até a aposentadoria mínima ficará mais difícil

Hoje, quem contribuiu 180 meses (15 anos), já tem o direito de se aposentar, porém, a proposta de Bolsonaro vai elevar esse tempo para 20 anos. No caso dos trabalhadores de baixa qualificação, é muito comum ficar meses, ou mesmo anos, desempregados ou trabalhando na informalidade, sem contribuir com a Previdência. Para esse perfil de trabalhador, será quase impossível se aposentar, uma vez que muitos não conseguem chegar nem a 20 anos de contribuição.

Aposentadoria integral ficará mais distante

Hoje, um homem que começou a trabalhar aos 20 e contribuiu anualmente com a Previdência, conseguiria se aposentar integralmente aos 61 anos de idade. Já com a proposta de Bolsonaro, quem começou a trabalhar com 20 só terá a aposentadoria integral aos 65 anos de idade.
A proposta ainda diz que quem contribuir por 20 anos, recebe apenas 60% do benefício, precisando chegar até os 40 anos de contribuição para receber 100%.
Além disso, por causa do curto tempo de transição, quem tem menos de 50 anos já será prejudicado e terá de trabalhar mais do que planejava para se aposentar.

Mulheres sairão mais prejudicadas

No caso das mulheres é ainda pior, pois segundo a ex-presidenta do INSS, Elisete Iwai, “as mulheres, no geral, mesmo fazendo o mesmo trabalho que o homem, tem salários menores, e esse modelo de previdência vai perpetuar a desigualdade, porque a mulher vai receber uma média do que ela contribuiu então ela vai contribuir com menos porque ela recebe menos, assim, a aposentadoria será menor”. Segundo o IBGE, o salário médio pago as mulheres em 2017 foi 77,5% do recebido pelos homens no Brasil.

Pensão em caso de morte irá diminuir

O guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, atualmente trabalha com a proposta de limitar o valor do benefício será dividido em uma cota familiar de 50%, sendo o restante distribuído entre os dependentes na proporção de 10% para cada um, até o limite de 100%. Dessa maneira, uma viúva receberá no máximo 60% da pensão.
A pensão por morte é um direito no Brasil, garantido ao cônjuge ou dependente de quem contribuiu ao INSS por pelo menos 18 meses. Hoje o benefício é pago para cônjuge ou companheira, além de filhos menores de 21 anos ou maiores dessa idade se possuírem invalidez ou deficiência, além de pais ou irmãos que comprovem dependência econômica. Além disso, existe uma tabela que limita o tempo da pensão, com base na idade do  beneficiado. Jovens com menos de 21 anos recebem por 3 anos, aumentando o prazo de recebimento até os 44 anos, quando se torna um benefício vitalício.

Aposentadoria de idosos e pessoas com deficiência desvinculada do salário mínimo

Atualmente, Benefício por Prestação Continuada (BPC) é pago a idosos de baixa renda (a partir dos 65 anos) e às pessoas com deficiência, que recebem do INSS uma pensão no valor do salário mínimo. A proposta bolsonarista inclui desvincular esse benefício do mínimo, pagando apenas R$ 500 para idosos de baixa renda de 55 anos, R$ 750 para idosos de 65 anos ou mais e R$900 para idosos que contribuíram por pelo menos 10 anos.
No caso das pessoas com deficiência, o benefício fica estabelecido em R$ 1.000, o que não é necessariamente bom, porque ao desvincular o valor do salário mínimo, os aumentos estarão submetidos à vontade política do governo de ocasião, sem levar em conta a inflação e outros fatores econômicos.

Trabalhador pode perder o PIS extra de R$ 998,00

Mais de 23 milhões de trabalhadores devem perder o direito ao abono salarial do PIS/Pasep se forem aprovadas as mudanças previstas na proposta de Paulo Guedes e Bolsonaro. O benefício que é pago a quem ganha até dois salários-mínimos tem o valor de R$ 998,00. A proposta bolsonarista quer criar uma regra mais rígida, pagando apenas para quem ganha até 1 salário mínimo.

Sistema de capitalização dá menos garantias ao trabalhador

Com a proposta de Bolsonaro e Paulo Guedes, o sistema de Previdência passará majoritariamente para o regime de capitalização, mas ainda não está bem definido como será feita essa mudança. Nesse regime, os trabalhadores irão contribuir apenas parcialmente com o INSS, sendo que a maior parte da contribuição deve ir para uma espécie de poupança individual, porém, com a cobrança de taxas administrativas, e depois recebe a aposentadoria ao longo dos anos.
No atual regime de Previdência, conhecido como sistema de repartição, os trabalhadores, os empregadores e o estado contribuem com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), que utiliza o dinheiro pago hoje para as aposentadorias daqueles que já trabalharam. Esse sistema garante que as pessoas vão receber ao meno um salário mínimo quando se aposentarem e ainda é o garantidor de benefícios como o BPC, auxílio doença, entre outros.

Quem sai ganhando é o mercado financeiro

O único personagem que realmente sai beneficiado pelo sistema de capitalização é o mercado financeiro, uma vez que os bancos e fundos privados serão os principais gestores das aposentadorias da população.
Segundo o advogado da Defensoria Popular dos Trabalhadores, Javier Piñeda, “o risco que existe é que esses fundos vão parar nas grandes empresas que negociam no mercado de valores. Portanto, a crise impacta nos trabalhadores. A crise do subprime de 2008 [nos EUA], por exemplo, provocou perdas milionárias para os trabalhadores e levou, pelo menos, cinco anos para recuperar o fundo perdido neste período”.

No Chile, onde a capitalização é regra, aposentadoria é menor que o salário mínimo

Desde a ditadura de Augusto Pinochet, o Chile implementou o sistema de capitalização com fundos de pensão geridos por administrados privadas, conhecidas como AFPs, que investem o dinheiro em aplicações financeiras. A promessa de Pinochet era que os aposentados receberiam um valor que poderia chegar a 80% do seu último salário antes de se aposentar. Mas o que acontece hoje é que os chilenos recebem apenas 30% disso. Hoje, cerca de 90% dos aposentados do país recebem menos de 147 mil pesos (R$ 833), aproximadamente US$ 225. Esse valor equivale a quase metade do salário mínimo do país que, a partir de março, será fixado em 301 mil pesos chilenos (R$ 1,7 mil), cerca de US$ 450 dólares. No Chile, o movimento contra o atual sistema de Previdência ganhou forma desde 2014, organizando-se como o No + AFP, e reivindica um sistema de repartição solidária entre trabalhadores, empresa e Estado — o mesmo que vigora no Brasil hoje e está ameaçado. Apesar disso tudo, para Guedes “Chile é a nova Suécia”.

E além de tudo isso: Militares são poupados porque não querem aceitar perder aposentadoria

Segundo o relatório “Aspectos Fiscais da Seguridade Social no Brasil”, publicado em no dia 9 de julho de 2018 pelo Tesouro Nacional (a última pesquisa sobre o tema), os militares são responsáveis por R$ 34,1 bilhões no déficit da Previdência no país. O relatório aponta que “o gasto com pensões e reformas dos Militares apresenta descompasso muito grande entre as receitas”. Esse valor é dividido entre: militares reformados, que consomem R$ 19,7 bilhões (o equivalente a 9% da Previdência) e pensões militares, que correspondem a R$ 14,3 bilhões (7% dos gastos previdenciários). Os dois montantes são responsáveis por 16% da Previdência no Brasil.
Os dados mostram que Bolsonaro e seu clã advogam em causa própria. Quem perde é o povo brasileiro e as próximas gerações que literalmente vão trabalhar até morrer.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

NOTA DE FALECIMENTO >> É com tristeza que comunicamos o falecimento de Francisco Lopes de Medeiros, mais conhecido por Tico Lopes.


A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, sentado e comida
Tico Lopes era uma pessoa bastante popular, já tendo sido vereador, presidente da Câmara Municipal de Lajes e atualmente era Secretário Adjunto de Agricultura e Meio Ambiente.

Tico Lopes tinha 70 anos, era natural de São Tomé mas desde jovem morava em Lajes. Era casado e pai de 3 filhos e tinha muito serviço prestado ao município de Lajes.

A poucos meses Tico havia submetido-se a um procedimento cardíaco e quando ainda estava recuperando-se veio a sofrer um atropelamento na BR 304, próximo ao Fomento Agrícola, o que acabou por causar outros  problemas de saúde que forma agravando-se com o passar do tempo. 

No decorrer do dia, traremos mais informações sobre o velório e o sepultamento.

Festival oferece 3 dias de programação cultural gratuita neste FDS em Natal

burburinho festival de artes
O Burburinho Festival de Artes chega a sua terceira edição mantendo o foco na integração de diversos segmentos artísticos, oferecendo ao público potiguar uma programação cultural de qualidade, com acesso gratuito e de classificação livre. O festival acontece nesta sexta, sábado e domingo, no Bosque das Mangueiras, a partir das 14h.
O Burburinho é mais do que um evento de entretenimento, o Festival busca a cada edição se renovar, pautar novidades em seu modo de produção e comunicação, pois a organização entende que o mais importante do projeto é proporcionar um ambiente de experiências, sejam elas artísticas, sociais, econômicas ou de lazer.
A programação, selecionada via edital, terá espetáculos de dança e artes cênicas, atrações musicais, mostra de cinema (com curtas potiguares), sarau e oficinas de origami, stencil e turbante.
Na categoria dança foram selecionados os espetáculos: Tromba / Salão – Entre Nós Coletivo de Criação, Sem Conservantes – Cia. Giradança e Um de Nós – Cia. de Dança do Teatro Alberto Maranhão. Na categoria Teatro foram selecionados os espetáculos: Mono Circo – Grock Entretenimento, Sal, Menino Mar – Grupo de Teatro Facetas, Mutretas e Outras Histórias e A Fuga do Espelho – Tropa Trupe.
Na categoria audiovisual serão exibidos os curtas potiguares: Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte – Helio Ronyvon; Arredia e tão só – Augusto Luís; Catarro – Paulo Dumaresq; Enquanto o sol se põe – Marcia Lohss; Para onde os sonhos vão – Nathalie Alves e Tingo lingo – Wallace Santos.
No segmento musical os selecionados foram os pocket shows de Ananda Krishna, Caio Padilha e Joana Knobbe e Maíra Soares; e os shows de Sueldo Soaress, Orquestra Greiosa e Skarimbó.

FEIRINHA CRIATIVA E ESCAMBO CULTURAL

Além da programação cultural, o espaço contará com a Feirinha Criativa com 20 expositores – visando estimular o pequeno comércio e a valorização dos empreendedores criativos locais – uma praça de alimentação recheada de gostosuras, além de jogos de tabuleiro e brincadeiras tradicionais coordenadas pela equipe de recreadores da Realize Esporte e Lazer.
A 3ª edição traz ainda o Escambo Cultural, um espaço para que o público troque discos, livros, filmes, revistas e zines. Para participar é só ir até o espaço destinado a essa proposta, levar um item e trocar por outro do seu interesse. O objetivo é estimular o compartilhamento, e fazer circular os produtos culturais de uma maneira orgânica e divertida.
O Burburinho Festival de Artes é uma iniciativa da Pinote Mídia & Produção Cultural, com o patrocínio da Prefeitura do Natal, por meio do Programa Djalma Maranhão e Unimed Natal.
BURBURINHO FESTIVAL DE ARTES
DATA: 22, 23 e 24 de fevereiro de 2019
HORÁRIO: Sexta e sábado das 14h às 22h e domingo das 14h às 21h
LOCAL: Bosque das Mangueiras – Av. Nascimento de Castro, s/n – Lagoa Nova
ACESSO: Gratuito
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Livre
PATROCÍNIO: Prefeitura do Natal por meio do Programa Djalma Maranhão e Unimed Natal.
REALIZAÇÃO: Pinote Produções
INFORMAÇÕES: AQUI

Programação:

Sexta – 22 de fevereiro

15h às 17h – Oficina de Origami com Talynne Lopes
15h – Apresentação de Dança: Entre Nós Coletivo de Criação – Tromba / Salão
16h – Pocket show – Ananda Krishna
17h – Apresentação de Teatro: Grock Entretenimento – Mono Circo
18h – Sarau: Rava – Experimento Natureza
19h30 – DJ set: Austrc
20h30 – Show: Sueldo Soaress e os Grooves

Sábado – 23 de fevereiro

15h às 17h – Oficina de Stencil com Pedro Ivo (leve sua camiseta para estampar)
15h – Apresentação de dança: Cia. Giradança – Sem Conservantes
16h – Pocket show: Caio Padilha
17h – Grupo de Teatro Facetas, Mutretas e Outras Histórias – Sal, Menino Mar
18h – Mostra Burburinho Audiovisual
Filmes:
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte – Helio Ronyvon
Arredia e tão só – Augusto Luis
Catarro – Paulo Dumaresq
Enquanto o sol se põe – Marcia Lohss
Para onde os sonhos vão – Nathalie Alves
Tingo lingo – Wallace Santos

19h30 – DJ set – Marti
20h30 – Show: Orquestra Greiosa

Domingo – 24 de fevereiro

15h às 17h – Oficina de Turbante com Marília Negra Flor (leve o seu lenço)
15h – Cia de Dança do Teatro Alberto Maranhão – Um de Nós
16h – Pocket show: Pélî – Joana Knobbe e Maíra Soares
17h – Apresentação de Teatro: Tropa Trupe – A Fuga do Espelho
18h – DJ Set: Blue&Red (live percussion)
19h – Show: Skarimbó

ABSURDO >> Conselheiros do TCE-RN ignoram a crise e aprovam anteprojeto que prevê salários de R$ 35 mil



O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) aprovou anteprojeto de lei complementar que aumenta o salário dos conselheiros da Corte para R$ 35.462,22. Foram contemplados também os procuradores do Ministério Público junto ao TCE aposentados e pensionistas, que receberão o mesmo valor, e os conselheiros substitutos; estes passarão a ganhar R$ 33.689,11.
De acordo com o texto aprovado pelo TCE, os subsídios dos conselheiros e procuradores são equivalentes a 90,25% do que é recebido por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto que o conselheiro substituto recebe o mesmo que um juiz de Direito de 3ª entrância.
Ainda segundo o anteprojeto, as despesas resultantes da execução da Lei Complementar que aumenta o salário dos conselheiros e procuradores, devem correr à conta das dotações orçamentárias consignadas ao TCE no Orçamento Geral do Estado.
Após a tramitação pelo TCE-RN, o esboço do projeto deve ser enviado à Assembleia Legislativa para votação. Caso aprovado pela Legislativo, o documento será enviado para a governadora Fátima Bezerra (PT), que decide se veta ou não a sanção do anteprojeto como lei.
Fonte: Agora RN

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

A EDUCAÇÃO E SUA CAPACIDADE REPRIMIR OU LIBERTAR >> No Brasil de 2019, o grande vilão - depois de Lula - é Paulo Freire

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O educador e essa perniciosa ideia de que quem estuda deve aprender a pensar por conta própria


A educação pode reprimir ou libertar. Pode incentivar a busca da verdade ou impor um acervo de dogmas. Pode ensinar-lhe o respeito a opiniões diferentes da sua ou transformar você numa criatura autoritária e insensível. É, a educação inclui o risco de forjar cidadãos e de difundir o vírus da democracia. Por isso é que no Brasil 2019 o grande vilão, depois de Lula, é Paulo Freire. A barbárie tratou de retirar o educador cosmopolita e consagrado de seu nicho pedagógico para expô-lo à execração pública como subliminar porta-voz do comunismo ateu – agora, enfim, como prometem as autoridades, em vias de extinção em terras de Pindorama.
Paulo Freire, morto em 1997, assombra os bolsotários instrumentalizados pelos charlatães evangélicos e pelas pregações obscenas do astrólogo Olavo de Carvalho. A ironia é que, para Paulo Freire, educar é encaminhar o aluno em direção às múltiplas escolhas do livre-arbítrio. O pastor, o padre, o Sagrado Testamento, que fiquem longe das salas de aula. Um dos livros de Paulo Freire é intitulado Educação como Prática da Liberdade (Editora Paz e Terra, 1967). Mas o tal comunismo supostamente professado por ele não é, como dizem os inimigos, a supressão da liberdade? Seria este mais um despiste dos vermelhos? Como formar disciplinados servidores do Partido incentivando neles o senso crítico e o apreço à divergência? Chamem Olavo de Carvalho para decifrar o enigma.
“Vou entrar com um lança-chamas no MEC e tirar o Paulo Freire lá de dentro”, prometeu o candidato da extrema-direita na campanha eleitoral. Ele jamais leu uma linha que seja escrita pelo educador, tampouco o fizeram os que se apressam em imitar o incendiário, atiçando contra Paulo Freire a fogueira do auto de fé. Para eles, a pedagogia do oprimido – título da obra mais conhecida do professor pernambucano, nascido em 1921 – está no mesmo escaninho dos malditos imaginários, como o marxismo cultural, a evolução das espécies e Jean Wyllys.
O próprio Paulo Freire já vaticinava, em 1968, em seu exílio no Chile, que não seria fácil o embate contra os trogloditas aliterados – tais como os que assumiriam o poder no Brasil, meio século depois. “Nunca pensei ingenuamente”, escreveu, “que a defesa e a prática de uma educação que respeitasse no homem a sua ontológica vocação de ser sujeito pudesse ser aceita por aquelas forças cujo interesse básico estava na alienação do homem e da sociedade brasileira. Na manutenção desta alienação. Daí que coerentemente se arregimentassem – usando todas as armas contra qualquer tentativa de aclaramento das consciências, vista sempre como séria ameaça a seus privilégios. É bem verdade que, ao fazerem isso, ontem, hoje e amanhã, ali ou em qualquer parte, essas forças distorcem sempre a realidade e insistem em aparecer como defensoras do Homem, de sua dignidade, de sua liberdade, apontando os esforços de verdadeira libertação como ‘perigosa subversão’, como ‘massificação’, como ‘lavagem cerebral’ – tudo isso produto de demônios, inimigos do homem e da civilização ocidental cristã. Na verdade, elas é que massificam, na medida em que domesticam e, endemoniadamente, se ‘apoderam’ das camadas mais ingênuas da sociedade. Na medida em que deixam em cada homem a sombra da opressão que o esmaga. Expulsar esta sombra pela conscientização é uma das fundamentais tarefas de uma educação realmente liberadora.”
O pensamento crítico, em que a dúvida seja sempre mais ampla do que a certeza, é a antítese de todo e qualquer sectarismo. Paulo Freire era, sim, um homem de esquerda, na medida em que se ofendia com o capitalismo bárbaro e sonhava com um Estado de Bem-Estar Social próximo dos países avançados da Europa setentrional. Mas a paranoia persistente dos que confundem isso com o comunismo, que se agudizou durante a ditadura civil-militar, levou-o a um longo exílio, depois de ter sido preso pelos militares. Pôde experimentar seus ensinamentos no Chile de Allende, na África Negra em momento fecundo de descolonização, e em dois países de “inclinação bolchevique”, a Suíça e os Estados Unidos. Só em 1988 é que ele teve a oportunidade de botar a teoria em prática como secretário da Educação da prefeita Luiza Erundina, em São Paulo.
“Paulo Freire era um cristão que tinha um profundo compromisso ético com a defesa da vida do ser humano em sua plenitude”, defende seu biógrafo, Sérgio Haddad. “Portanto, era contrário a qualquer regime que violava direitos fundamentais do ser humano, seja ele de qualquer natureza. Nos seus últimos escritos apontava sobre a crueldade de um capitalismo que desistia de melhorar a vida das pessoas para se transformar apenas em uma competição desregulamentada por mais lucro, assim como foi crítico dos regimes socialistas que haviam desistido da liberdade e da democracia. Todos, para ele, regimes violadores dos direitos humanos.”
MORDAÇA. A BRIGADA DA “ESCOLA SEM PARTIDO” PROMETE BOTAR FOGO EM PAULO FREIRE, MAS A RESISTÊNCIA JÁ COMEÇOU (FOTO: LULA MARQUES)
De todo modo, se fosse vivo, Freire estaria na trincheira oposta à do atual bloco do poder. Ter virado o bode expiatório da turma do Mandamento e da tutela, disposta a patrulhar o comportamento dos professores em sala de aula em nome de uma determinada “Escola sem Partido”, não é exatamente o tratamento merecido por aquele que é uma referência capital, em todo o mundo, para trabalhos acadêmicos na área de humanidades.
Pedagogia do Oprimido é a terceira obra mais citada, segundo um levantamento feito no Google Scholar, ferramenta de pesquisa dedicada à literatura acadêmica. O professor associado da London School of Economics, Elliott Green, analisou as menções nos trabalhos disponíveis na ferramenta, criada em 2004. Segundo ela, Freire é citado 72.359 vezes, atrás do filósofo americano Thomas Kuhn (81.311) e do sociólogo, também americano, Everett Rogers (72.780). Bate pensadores radicais como Michel Foucault (60.700) e Karl Marx (40.237).
A pesquisa desconhece Olavo de Carvalho, o xamã do fascismo tropical. O Google Scholar, provavelmente, deve ser outra das muitas fachadas enganosas do tal “marxismo cultural”.

Enquanto livrarias fecham, as fakes News proliferam no Brasil

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Difícil acreditar que o mercado editorial no Brasil esteja enfrentando dificuldades e provocando um efeito dominó com livrarias fechando por falta de compradores. Livro neste país varonil virou sinônimo de coisa obsoleta, ultrapassada. O que está em moda são as redes sociais, muitas vezes se utilizando de notícias falsas prejudicando pessoas.
Me reporto ao fato inspirado num texto que recebi de um colega de São Paulo onde ele diz:
“Nem lendo os bolsonazis deixam de ser idiotas… Olhem este diálogo que um deles teve comigo:

  • Jerry, pare de ler livro, meu!! (observação do Blog: “meu” é uma gíria muito usada em São Paulo)
  • Por que você fala isso?, pergunta Jerry.
    O que o seu interlocutor responde:
  • As novas tecnologias de internet, i-fone (sei lá como se escreve esta porra), vão substituir o livro.
  • É mesmo? Onde você estudou isso? Indaga Jerry
  • Li num livro!
    Não sei se é pra rir ou pra chorar. Contudo, para retratar bem a realidade em que estamos vivendo nestes tempos de redes sociais, recorro, mais uma vez, a lucidez mordaz do escritor e filósofo italiano (in memoriam) Umberto Eco. Disse ele certa vez:
  • As redes sociais dão o direito de falar a uma legião de idiotas que antes só falavam em um bar depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a humanidade. Então, eram rapidamente silenciados, mas, agora, têm o mesmo direito de falar que um prêmio Nobel. É a invasão dos imbecis.
    Perfeito Umberto Eco!
  • Aliás, muitos falam que as redes sociais estão tomando espaço da imprensa. Ledo engano. Considero que isso é um fenômeno efêmero que começou com a eleição de Donald Trump, nos Estados Unidos, e que inspirou a eleição do ultradireitista Jair Bolsonaro no Brasil. 
    Concordo que Bolsonaro foi eleito pelas redes sociais usando, sobreduto, Fake News. Mas acho também que houve erro de comunicação na campanha do petista Fernando Haddad, que se preocupou mais em responder as mentiras plantadas pelo bolsonarismo, como o Kit Gay, por exemplo, que de vasculhar os bastidores da trama para eleger Bolsonaro.
  • Lembro que o encontro do então juiz federal, Sérgio Moro, que estava a frente da Lava Jato, para acertar a sua nomeação para ministro da Justiça, na residência do então candidato Jair Bolsonaro, pouco foi explorado pela campanha petista. Da mesma forma o vazamento da delação de Antônio Palloci à Polícia Federal, poucos dias antes de ocorrer o segundo turno da eleição presidencial.
  • Se estes dois fatos tivessem sido explorados ao invés de estarem preocupados com Fake News, certamente o resultado das eleições poderia ser outro. Assim como o caso Coaf, envolvendo o filho do presidente Jair Bolsonaro, na época em que era deputado estadual (RJ), hoje senador eleito da República, Flávio Bolsonaro.
  • Por que esse assunto só vazou após a eleição? Faltou competência da comunicação do PT que não foi a fundo pra saber o que está no relatório e o que dizem envolvidos e autoridades após divulgação do documento que apontou operações bancárias suspeitas de servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, na famosa Operação Furna da Onça? E o caso Marielle? Por que a comunicação do PT não foi a fundo, certamente se chegaria ao suposto envolvimento das milícias com Flávio Bolsonaro.
  • Estou falando isso porque no Brasil, parte de assessores de imprensa compraram esta ideia de que responder Fake News, parece, se tornou mais importante do que os fatos. E muitas pessoas hoje dão mais crédito a Fake News do que uma notícia de jornal.
  • Não, não Srs leitores. Não se enganem, na medida em que as pessoas perceberem que estão sendo usadas e ludibriadas, as redes sociais com suas Fake News tendem a arrefecer.
    Vou dar mais um exemplo recente de que não se deve acreditar muito nas redes sociais. A poucos dias, bombeiros que atuam a procura de corpos em Brumadinho, foram enganados por pessoas sem escrúpulo a procurarem supostas pessoas que estariam nas matas como forma de se protegerem do tsunami de lamaçal. Mentira! Um desserviço ao Corpo de Bombeiros de MG que desviou homens para vasculhar a mata em vão, quando poderiam está ajudando a outros militares a procurar corpos no local do acidente.
  • Repito o que disse no título deste texto: Enquanto as livrarias fecham as Fake News se proliferam no Brasil
  • Leiam, caros leitores, leiam mais jornais e livros. Não deixemos que as mentiras tomem conta da nossa consciência e que os livros estejam fadados a peças de museus.
  • A conferir!

MARCA HISTÓRICA >> Rio Grande do Norte lidera a produção de energia eólica no Brasil


Com a entrada em operação dos novos empreendimentos, o estado passa a ter 151 parques eólicos em funcionamento

O Rio Grande do Norte atingiu novo recorde energético ao alcançar 4 GW em potência instalada a partir de parques eólicos. A marca foi alcançada na quinta-feira, 14, com a entrada em operação comercial de dois parques de propriedade da Companhia Paranaense de Energia (Copel), localizados no município de São Bento do Norte, no litoral potiguar.
Com a entrada em operação dos novos empreendimentos, o estado passa a ter 151 parques eólicos em funcionamento.
A geração de energia por fonte eólica já representa 86% de toda a potência instalada do estado potiguar. Uma conquista iniciada há mais de dez anos, a partir da atuação do senador Jean Paul Prates (PT-RN), que, à época, era secretário estadual de Energia do Rio Grande do Norte.
Nesta função, ele encabeçou uma campanha junto ao Ministério das Minas e Energia para que as fontes renováveis passassem a ser incluídas nos leilões de energia do Brasil.
A conquista dos 4 GW garante a manutenção do Rio Grande do Norte como líder absoluto em três quesitos: maior capacidade eólica instalada no Brasil, maior geração de energia por fonte eólica do país e a maior matriz eólica nacional.
A notícia foi bastante comemorada pelo senador Jean Paul Prates, que além de precursor das fontes renováveis no Rio Grande do Norte é também fundador e ex-presidente do CERNE (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia), instituição de apoio e monitoramento do setor energético no Nordeste Setentrional.
“Considero que essa é uma marca histórica, mais uma que o Rio Grande do Norte atinge, sempre à frente nas conquistas do setor eólico nacional. Isso reforça a responsabilidade do Estado em ser o protagonista e o líder desse setor. Pretendo continuar perseverando, ajudando o RN a se organizar para receber novos empreendimentos, manter o status de melhor ambiente operacional e de investimentos para energia eólica do Brasil. Queremos manter o RN na frente”, ressaltou o Senador.

SOCIEDADE MODERNA E PRODUÇÃO DE LIXO >> Urbana recolhe mais de 220 toneladas de lixo nas bocas de lobos das ruas de Natal


Entre os materiais recolhidos estão colchões, partes de bicicletas, peças de moto, sacos, entre outros objetos que entopem e dificultam o escoamento da água, alagando ruas da cidade e causando prejuízos à populaçã. 
Somente no mês de janeiro, a Companhia de Serviços Urbanos (URBANA) retirou 221 toneladas de lixo das bocas de lobo e das calhas das ruas e avenidas de Natal. Entre os materiais recolhidos estão colchões, partes de bicicletas, peças de moto, sacos, entre outros objetos que entopem e dificultam o escoamento da água, alagando ruas da cidade e causando prejuízos à população.
O trabalho foi feito para prevenir alagamentos nas avenidas Capitão-Mor Gouveia, Rua Mipibu, Rua Lucrécia, Rua Açu, entre outras. 
A programação de limpeza para os próximos dias será: Av. Ary Parreiras (Alecrim), Ruas Padre Cícero Romão, Gameleira e São Luiz (Comunidade da África), Av. Bom Pastor, Av. Bernardo Vieira com Jaguarari e Rua dos Canindés com Alexandrino de Alencar, além dos habituais retornos aos pontos críticos de alagamento da cidade.
Para o Presidente, Josivan Cardoso, é preciso a colaboração dos natalenses. “A prevenção só ocorre em ação conjunta, onde a Prefeitura faz a limpeza e a sociedade mantém limpa, quando não deixa lixo irregular nas ruas”.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

PARA HOJE >> Que essa bela imagem possa inspirar nosso dia!

DEFORMA PREVIDENCIÁRIA >> O presente do coiso para os pobres!

REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO >> Parte dos beneficiários da Pecuniária e PCCR devem comparecer ao SINTE/RN


Parte dos professores e funcionários da Rede Estadual que são beneficiários das ações da Pecuniária e Título e do PCCR, respectivamente, devem comparecer ao SINTE/RN. O comparecimento é necessário para que seja efetuada a entrega de documentos que serão apresentados ao juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal, que é aonde parte destas ações estão tramitando. Ou seja, apenas as pessoas que estão na lista que pode ser acessada abaixo é que devem comparecer ao Sindicato e entregar os documentos solicitados. 

(Confira a lista clicando AQUI

Os beneficiários devem comparecer a sede estadual, regional ou núcleo do Sindicato munidos dos seguintes documentos:
Professores
Xerox do comprovante de residência, RG e CPF, ficha funcional que deve ser solicitada na Secretaria de Administração, ficha financeira atualizada  (de 2003 a 2016) que pode ser retirada na página do  governo do Estado ou na Secretaria de Administração e contracheque atual do Banco do Brasil. Além de entregar os documentos, os beneficiários desta ação devem preencher a procuração que o advogado/assessor do SINTE irá fornecer no local.
Funcionários
Xerox do comprovante de residência, RG e CPF, ficha funcional que deve ser solicitada na Secretaria de Administração, ficha financeira atualizada (de novembro de 2010 a julho de 2014) que pode ser impressa   na página do governo do Estado ou na Secretaria de Administração e contracheque atual do Banco do Brasil. Os beneficiários desta outra ação também devem preencher a procuração que o advogado vai entregar.
A entrega dos documentos é fundamental, uma vez que quem não a fizer, segundo a Justiça, terá o seu processo arquivado ou extinto: “Se a Justiça arquivar o processo, a assessoria Jurídica do SINTE/RN pede desarquivamento quando chegar a documentação. Mas se o processo for extinto a assessoria terá que reiniciar um outro processo em outra vara, para que o interessado não perca tudo. Nos dois casos ocorreria um retardamento do processo e prejuízo para o beneficiário”, explica a coordenadora geral do SINTE/RN, professora Fátima Cardoso.

LUTA E RESISTÊNCIA CONTRA O COISO >> Oposição lança frente parlamentar contra retrocessos do governo Bolsonaro

frente parlamentar fev 2019
Foi lançada, na última terça-feira (12), em Brasília, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democracia e dos Direitos Humanos criada por partidos que compõem a bancada de oposição ao governo Bolsonaro. Em parceria com mais de 50 entidades da sociedade civil, o grupo buscar barrar propostas e iniciativas que resultem em retrocessos sociais. No portal Rede Brasil Atual

De acordo com reportagem do Seu Jornal, da TVT, o objetivo é que seja desenvolvida também uma ampla agenda para garantir uma segurança pública cidadã, impedir a "reforma" da Previdência, defender a Justiça do Trabalho, o meio ambiente, as demarcações de terras indígenas em respeito às garantias constitucionais para comunidades e povos tradicionais, e reverter a "reforma" trabalhista implementada no governo de Michel Temer.

"Eles se auto afirmam defensores de pautas extremamente reacionárias, conservadoras e genocidas. A tarefa dessa frente é estimular e fortalecer os parlamentares aqui (no Congresso Nacional) e também usar o exemplo de coragem dos parlamentares para influenciar a mobilização nas ruas", ressalta o membro do conselho geral da União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora (ONG Uneafro) Douglas Belchior.
Em defesa do Brasil
Também nesta terça, no Rio de Janeiro, lideranças partidárias, autoridades, movimentos sociais, pesquisadores e militantes de diferentes campos progressistas, reuniram-se em evento para reorganizar o Instituto Brasileiro de Estudos Políticos (Ibep), criado em 2013.

O objetivo da instituição, de acordo com os organizadores, é ser um instrumento de pesquisa, reflexão e formulação de ações teóricas e práticas para o fortalecimento da democracia.
"A ideia é refletir o Brasil no seu conjunto porque nós não vamos sair do buraco que estamos entrando se não tivermos pensado conjuntamente a estratégia tática e política, os atores, as coalizões para enfrentar esse grande desafio diante do conservadorismo que estamos vivendo agora", explica a pesquisadora Sônia Fleury à repórter Viviane Nascimento, do Seu Jornal.

O "MISTÉRIO" DO ASSASSINATO DE MARILLE FRANCO >> Passados onze meses as autoridades ainda não conseguiram esclarecer quem e por que fez isso!



Você se lembra do que foi divulgado sobre as investigações do assassinato de Marielle Franco ao longo desses onze meses? Quando observamos o andamento das investigações sobre o assassinato da defensora de direitos humanos Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes nos sentimos em um labirinto. Nós achamos chocante como, até o momento, o padrão foi de negligência, incoerências e contradições... 

Embora as investigações estejam sob sigilo, muitas informações foram veiculadas pela imprensa indicam que o assassinato de Marielle Franco foi cuidadosamente planejado. E, onze meses após o brutal assassinato de Marielle e diante de tudo que já foi divulgado em declarações das autoridades e da imprensa, a investigação parece não ter uma resposta. Ao contrário, surgem mais perguntas! 

Em novembro do ano passado fizemos um levantamento dessas informações. Mas o tempo continua passando, pontas soltas ficam sem explicações e novas perguntas sem respostas não param de surgir. Atualizamos o “Labirinto do Caso Marielle Franco”  com mais informações divididas em sete categorias: disparos e munição, a arma do crime, os carros e aparelhos usados e as câmeras de segurança, procedimentos investigativos e o andamento das investigações; e também 23 perguntas que as autoridades precisam responder.

A cada dia que se passa as chances de que um caso de homicídio seja resolvido diminuem. O assassinato de uma pessoa que defende direitos humanos é uma tentativa de silenciar e de gerar medo em todos aqueles que também levantam sua voz por um mundo mais justo. Precisamos saber quem matou e quem mandou matar Marielle. 

Equipe Anistia Internacional

sábado, 16 de fevereiro de 2019

MAIS UMA MEDIDA ACERTADA >> Governo cobra R$ 664 milhões nos 120 maiores processos da dívida ativa do RN; lista foi entregue à Justiça


Após pedido do governo, Tribunal de Justiça afirmou que vai acelerar processos de execução fiscal e tributária. Créditos inscritos na dívida ativa totalizam R$ 4 bilhões.
As 120 maiores dívidas inscritas na Dívida Ativa do Rio Grande do Norte somam R$ 664 milhões. Os valores dizem respeito a impostos e outros débitos que não foram pagos ao Estado. 
A lista com os nomes das empresas e os processos que já estão na Justiça foi repassada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) ao Tribunal de Justiça. Ao todo, os maiores devedores do estado devem cerca de R$ 4 bilhões inscritos na Dívida Ativa.
Em uma das frentes do governo para buscar recursos, colocar salários em dia e pagar fornecedores, o Poder Executivo pediu celeridade nos processos de execução fiscal e tributária. “São valores altos que, entrando na conta do Estado, serão usados para pagamento de salário de servidores”, considerou o procurador-geral adjunto, José Duarte Santana.
Após pedido do governo, a presidência do Tribunal de Justiça encaminhou a listagem dos processos prioritários para juízes de todo o Estado. De acordo com a Justiça Estadual, os processos correm em 17 comarcas potiguares, sendo a da capital e outras 16 no interior.
Empresas de diversos setores da economia como agroindústria, têxtil, alimentos, transportes, pesca, salineira, comércio e exportação figuram entre as que têm débitos a saldar. A maior dívida na lista soma quase R$ 38 milhões.
Os processos de execução fiscal tramitam em Natal, Areia Branca, Assu, Caicó, Ceará-Mirim, Cruzeta, Jardim de Piranhas, Macaíba, Macau, Mossoró, Parelhas, Parnamirim, Santa Cruz, Santo Antônio, São Gonçalo do Amarante, São Paulo do Potengi e Touros.

Uma das melhores forma de representar o governo do coiso!


OPORTUNIDADE >> Como artesãs, pessoas em situação de rua mostram seus trabalhos

 O artista visual Raphael Escobar coordena a oficina de marcenaria e Cícero Ferreira participa do grupo Cupins das Artes, que produz móveis e artesanato a partir de caixas de frutas e paletes, em uma das unidades emergenciais de
Pessoas em situação de rua que produzem móveis e artesanato a partir de caixas de frutas e paletes (usados na movimentação de cargas) descartados vão se apresentar no teatro do Sesc da Avenida Paulista, região central da capital. O grupo Os Cupins das Artes têm apresentações hoje(16) e amanhã (17).
O material, utilizado pelo grupo, é abundante na região onde o projeto foi criado, ao lado do Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), na zona oeste paulistana. A maior central de abastecimento atacadista da América Latina, por onde circulam diariamente cerca de 50 mil pessoas e 12 mil veículos, também tem em sua vizinhança uma grande quantidade de pessoas em situação de rua e usuários de drogas.
Para cuidar dessa população, foi instalado uma das unidades emergenciais de atendimento (Atende), serviço da prefeitura que oferece pernoite e banho. Foi ali que o artista visual Raphael Escobar começou o grupo como uma oficina de marcenaria, que está se tornando um projeto de geração de renda autônomo, administrado pelos próprios usuários.
“Quando eu entrei no Atende, eu sentei com os moradores de rua e falei um pouco a proposta que eu tinha”, contou Escobar sobre o início da prática há menos de um ano. “A gente construiu o nome juntos, o logotipo e fomos pensando a forma das coisas acontecerem”, acrescentou.

 Robilã Rodrigues da Cruz e Cícero Ferreira participam do grupo Cupins das Artes, que produz móveis e artesanato a partir de caixas de frutas e paletes, em uma das unidades emergenciais de atendimento para pessoas em situação de rua
Projeto

Com a proposta de manter a oficina vinculada ao cotidiano das pessoas que passam pelo serviço municipal, surgiram iniciativas sobre o uso do material disponível. “Muitos deles já trabalham no Ceasa construindo caixas de fruta”, disse Escobar. “Tem alguns que ‘manjam’ pouco e tem outros que ‘manjam’ mais, e aos poucos a gente vai tentando equalizar o nível de todo mundo. Tudo mundo vai ajudando tudo mundo.”
Cícero Ferreira, de 55 anos, é um dos integrantes do grupo que tinham conhecimento prévio do ofício. Porém, há estava há bastante tempo distante das ferramentas, mais de 20 anos, pelos seus cálculos. Foi sendo alimentado aos poucos pelo trabalho em grupo.
“A gente foi se encontrando um e outro e juntando as nossas ideias”, afirmou, acrescentando que pensa nas peças imaginando o uso que será feito dos objetos. Como exemplo, Cícero mostra um pequeno banco feito na marcenaria. “Eu fiz pensando em um piquenique, uma reunião no jardim”, disse

Geração de renda

Com o empenho do grupo, o projeto conquistou um espaço próprio dentro do Atende. “É o grande trunfo do projeto, o momento que a gente desativa um quarto e transforma em marcenaria. Aí consegue ter espaço e virar de fato um projeto de economia solidária. A gente conseguiu ter a autonomia deles no projeto”, comemorou Cícero Ferreira.
As vendas das peças são feitas pelas redes sociais e também de porta em porta na vizinhança. “Tem dois que são bons de lábia, então eles saem pelo bairro oferecendo os serviços, explicando que é um projeto de moradores de rua e conseguindo alguns clientes”, relatou Escobar. A renda é dividida em partes iguais entre os participantes e uma caixa da marcenaria, para compra de material.
Daqui para frente, Os Cupins das Artes querem, segundo Cícero, trazer mais frequentadores do Atende para participar da inciativa. “O nosso objetivo é trazer outros que estão lá [aponta para o pátio o serviço] para fazer atividade também”, afirma o artesão. Para ele, cada nova cabeça fortalece o projeto com novas habilidades e ideias. “Todos eles têm as suas práticas e sabem trabalhar.