quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Fraude no Facebook ajuda a divulgar ato contra Dilma e o PT

Eleitores e simpatizantes petistas perceberam que haviam confirmado, contra a vontade deles, presença em protestos marcados para o dia 16 de agosto. 
A foto da capa do evento no Facebook era contra o PSDB e senador Aécio Neves – candidato derrotado no segundo turno das eleições presidenciais do ano passado – , mas o título virou um chamamento para os protestos contra a presidenta Dilma Rousseff e o PT.
Eleitores petistas que apareciam como presenças confirmadas perceberam que haviam sido vítimas de uma fraude e passaram a denunciar como spam o “16 de agosto eu vou pra rua #foraPT”. Muitos deles passaram a postar críticas na página do evento e criticaram alguém querer denunciar a corrupção e praticar uma fraude para conseguir confirmações virtuais para o protesto.
Na manhã de quinta-feira, havia mais de 67 mil confirmações de presença na página, algumas delas inclusive de blogueiros progressistas e conhecidos militantes petistas. Outros simpatizantes do PT também passaram a comunicar companheiros de militância sobre o ocorrido. Uma delas chegou inclusive a criar um novo evento antídoto contra a fraude, o “Vamos denunciar evento desonesto”.
O criador do evento, Dennis Henrique Possani, chegou a divulgar no seu perfil pessoal que o evento havia sido “invadido” por eleitores petistas e pedia uma reação aos “patriotas”. Por telefone, ele confirmou que a atividade havia sido criada durante a eleição de 2014 e era originalmente contra o candidato PSDB.
Possani, no entanto, acredita que a mudança não configura um golpe. “Se houvesse algum problema, o próprio Facebook impediria a gente de mudar o nome do evento”, diz. Ele afirma que mudou de lado e quis apresentar a possibilidade a outras pessoas de fazerem o mesmo. “Se não quiserem participar, é só saírem”, completa.
Para Possani, da mesma forma que tem gente reclamando da mudança, outros manifestaram apoio a sua “mudança de lado”. Sobre a acusação de que petistas haviam invadido o evento, que publicou em sua página pessoal, ele explicou que se referia a uma “ação de militância e não apenas de eleitores” contra a mudança no evento.

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