quarta-feira, 8 de junho de 2016

O que mais irrita as classes dominantes

O que mais irrita as classes dominantes deste país varonil é saber que pós-governos do PT as classes menos favorecidas da sociedade agora também têm o seu lugar ao sol. Estudo revela que gastos sociais nos últimos anos tiraram 6,8 milhões da pobreza no Brasil.
De acordo com um estudo publicado pelo Ministério da Fazenda, as transferências sociais diretas foram responsáveis por 47% da redução da desigualdade de renda no país e 32% da melhoria da proporção da pobreza.
De 2002 para 2015, o gasto social no Brasil saltou de R$ 431 bilhões para R$ 1 trilhão. Isso influenciou profundamente a sociedade brasileira. De 2003 até 2015, a proporção da parcela que vive abaixo da linha da pobreza caiu de 14,6% para 4,6%.
O estudo mostra que, em 2002, diversos estados brasileiros apresentavam mais de 20% da população abaixo da linha da pobreza. Em alguns casos, a proporção de pobres era de quase 50%. Os números melhoraram principalmente no Nordeste. Atualmente, apenas o Maranhão ainda está na faixa de 20% a 30% da população pobre. Os demais estados estão com um percentual menor que 20%.
Como se observa, os governos petistas, embora que alguns não aceitem, deixaram legados nas áreas sociais que governo nenhum ousa tirá-los. Muitos dirão que o Bolsa Família, por exemplo, é um programa assistencialista. No entanto, de acordo com o estudo do Tesouro, o gasto com transferências sociais diretas com valores menores que o salário mínimo (o Bolsa Família, por exemplo) foi mais importante para a redução da pobreza e da pobreza extrema que benefícios assistenciais vinculados ao salário mínimo (como a aposentadoria), principalmente devido à sua melhor focalização.
Lembro que no Nordeste, sobretudo em épocas de seca, centenas de famílias que viviam na zona rural migravam para os grandes centros urbanos atrás de emprego e alimento. Os semáforos ficavam amontoados de pedintes, fora os saques que ocorriam nas cidades do interior com sertanejos a procura do que comer. Com o Bolsa Família esta situação não existe mais. Além do trabalhador que está desempregado em função da seca ter o seu sustento, o comércio local consegue sobreviver graças ao programa, porque agora há comprador.
Daí dizer que o que irrita mais as classes dominantes é saber que as classes menos favorecidas agora também têm o seu lugar ao sol.

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