quinta-feira, 22 de outubro de 2015

PARTICIPAÇÃO POPULAR >> População pode ser consultada sobre nomes de obras, monumentos e ruas

   


A denominação ou renomeação de obras, monumentos, serviços e logradouros públicos deverá ser sempre estabelecida por lei, levada em conta a especificação de cada caso, e obedecer a critérios de relevância histórico-cultural. Essa é a determinação do PLS 189/2015, de Randolfe Rodrigues (Rede-AP), aprovado na reunião desta terça (20) da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).
O maior objetivo da proposta, que agora será analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ ), é que os processos de escolha tenham também uma maior participação popular.
Isso se daria por meio da realização de consultas e audiências públicas com representantes comunitários, organizações e associações onde se situem tais obras, serviços ou monumentos. A proposta também prevê que essas homenagens poderão se dar por meio de iniciativa popular.
O texto final, aprovado a partir de relatório do senador Lasier Martins (PDT-RS), também proíbe a escolha de personalidades vivas como homenageados nessas ocasiões. Também fica vedada a escolha de nomes que em qualquer momento de suas trajetórias tenham tido algum envolvimento com a exploração ou defesa de mão de obra escrava, assim como também fica vedada a inscrição de nomes de autoridades nas placas indicadoras das obras ou nos veículos que estejam a serviço da administração pública.
Por Agência Senado

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

ENEM 2015 >> Atenção! Muitos inscritos no Enem ainda não retiraram o cartão de confirmação

Nesta edição do exame, os cartões estão disponíveis exclusivamente pela internet. O cartão apresenta os dados do participante — nome, CPF, número de inscrição, opção de língua estrangeira (inglês ou espanhol), necessidade de atendimento especializado ou específico (se houver) e indicação de solicitação de certificação do Ensino Médio (se for o caso), além de data, hora e local de realização das provas.
Os inscritos no exame deste ano têm acesso ao cartão de confirmação na Página do Participante. É necessário informar CPF e senha para visualizar e imprimir o documento. Quem esqueceu a senha pode recuperá-la na mesma página. Basta informar o CPF e a data de nascimento. Uma nova senha será encaminhada por e-mail ou mensagem no telefone celular (SMS). 
Mais informações no balanço de inscrições e na página do exame na internet. 

FÁTIMA BEZERRA SENADORA (PT/RN) >> Nós vamos trabalhar para que as emendas de bancada não sejam contingenciadas

Foto de Fátima Bezerra.
A senadora Fátima Bezerra informou, no plenário do Senado, que a bancada do Rio Grande do Norte esteve reunida, nesta terça-feira (20), e escolheu as emendas que serão apresentadas ao Orçamento da União de 2016.
Segundo a senadora, a reunião foi produtiva e, mais uma vez, prevaleceu o consenso e o interesse da população. “Espero que, no próximo ano, a situação da economia melhore e que essas emendas tão importantes para promover o desenvolvimento econômico e social do nosso Estado possam ser empenhadas e liberadas. Nós vamos trabalhar para que essas emendas não sejam contingenciadas”, defendeu.
A bancada destinou 18 emendas voltadas para promoção e para o desenvolvimento do Estado. Foram escolhidas emendas para educação (UFRN, UERN, Ufersa e IFRN), para infraestrutura hídrica (Oiticica, aquisição de equipamentos e Adutora de Currais Novos e Acari) e para infraestrutura rodovia (Viaduto Maria Lacerda, Reta Tabajara e obras complementares da BR 101). Também foi apresentada emenda para a Maternidade Januário Cicco.

NOTA PÚBLICA >> CNTE comenta projeto que trata do aumento do piso



COMENTÁRIOS AO PLS 114/15, DA SENADORA VANESSA GRAZZIONTIN, QUE TRATA DE AUMENTO DO VALOR DO PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO

A CNTE enaltece as iniciativas que visam aumentar o valor do piso salarial profissional do magistério, sobretudo com vistas a atingir a meta 17 do Plano Nacional de Educação, que prevê equiparar a remuneração média da categoria com outras profissões de mesma escolaridade.
Não obstante, a Confederação lembra que outra pauta essencial para a categoria refere-se à regulamentação do piso salarial para todos os profissionais da educação (art. 206, VIII, CF) numa perspectiva de diretrizes nacionais para os planos de carreira – condição essencial para se valorizar o conjunto dos profissionais da educação.
Com relação ao PLS 114/15, especificamente, é preciso observar algumas questões para se evitar contratempos na tramitação legislativa:
1. Por se tratar de matéria orçamentária, em especial de remuneração com pessoal, parece-nos que a proposta possui “vício de origem”, pois deveria partir necessariamente do Poder Executivo – sendo que tal alegação já foi apresentada em outras oportunidades no Senado e na Câmara dos Deputados;
2. A integralização proporcional do valor, no prazo de 3 anos (art. 3º da Lei 11.738), reabre uma discussão vencida no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4.167), que considerou o piso "unicamente" como vencimento de carreira, não podendo a ele ser incorporado
nenhuma forma de gratificação;
3. O piso é referência mínima para os vencimentos em início de carreira dos profissionais com formação na modalidade normal de nível médio (aproximadamente 23% do total de professores em atividade). Os profissionais com formação em nível superior e pós-graduação e os que se encontram nas diferentes classes horizontais dos planos de carreira perceberão vencimentos acima do piso, razão pela qual a destinação tão somente de 5% da arrecadação bruta dos prêmios das loterias federais é uma quantia insuficiente para a União arcar com os reflexos do piso nos planos de carreira do magistério. Melhor seria incluir outras fontes, a exemplo dos recursos do Fundo Social e dos royalties do petróleo e outros hidrocarbonetos, ou mesmo de aumento das receitas vinculadas da União e dos Estados, DF e Municípios para 20% e 30%, respectivamente;
4. O prazo limite de 5 anos para complementação da União não se justifica na atual política de fundos para o financiamento da educação básica. Essa complementação precisa durar até que se altere a estrutura do financiamento, ou seja, o Fundeb;
5. Seria oportuno também o projeto prever qual a autoridade pública ficaria responsável em anunciar
o percentual de reajuste anual do piso. A CNTE defende que seja o Ministro de Estado da Educação;
6. Para melhor aplicação do parágrafo único do art. 5º da Lei 11.738, a CNTE recomenda a alteração
da data base do piso, passando de 1º de janeiro para 1º de maio, pois assim é possível trabalhar com informações consolidadas do Fundeb.
Brasília, 20 de outubro de 2015
Diretoria Executiva da CNTE

DIREITOS TRABALHISTAS >> Fernando Mineiro PT/RN debate em audiência regimes próprios de aposentadoria dos Municípios


Qual será o futuro da aposentadoria dos servidores municipais no RN? O sistema atual atende às demandas? Quais seriam as saídas para que os trabalhadores não sejam penalizados?

Pensando nessas e outras questões, o mandato do deputado estadual Fernando Mineiro (PT) realiza, nesta quinta-feira (22), às 14h30, a audiência pública “Regimes Próprios de Previdências dos Municípios, Riscos e Desafios”.

A audiência foi solicitada pela Federação dos Trabalhadores em Administração Pública Municipal do Estado do RN (Fetam/RN) e acontecerá no Plenarinho da Assembleia Legislativa.

Na ocasião, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) deverá apresentar a atual situação financeira desses regimes e as centrais sindicais também debaterão o assunto. O mandato convidou, ainda, representantes do Ministério Público Estadual (MP-RN), Receita Federal e Federação dos Municípios do Estado do RN (Femurn).

“A situação é precária, porque são regimes criados sem estrutura financeira e também implicados em questões políticas que interferem diretamente”, afirmou o presidente da Fetam/RN, Francisco de Assis Filho. “Não sabemos qual será o futuro da aposentadoria dos servidores e gostaríamos de entender por que os gestores insistem em criar um modelo não é viável”.

ECONOMIA >> Campanha contra CPMF revela medo de transparência fiscal


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Entidades empresariais como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) fazem atualmente intensa campanha contra a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), que o governo tenta aprovar no Congresso como forma de reequilibrar as contas da Saúde, e acabam por promover um debate que só contribui para desinformar população, como afirma o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP). "É uma balela dizer que esse imposto aumenta o custo para o cidadão. Aumenta nada. Até porque quando a CPMF acabou (em dezembro de 2007) qual foi o preço que baixou ao menos um centavo com o fim desse imposto? Desafio alguém a mostrar isso. Foi só guerra política."
As campanhas da Fiesp interditam o debate sobre a oportunidade de o país discutir o que poderia ser um instrumento efetivo de combate à sonegação, já que a CPMF permite rastrear os deslocamentos de recursos financeiros. "Considero que é um imposto que pode, inclusive, inibir a evasão fiscal, porque você tributa a circulação, e é um percentual muito baixo (a proposta do governo é de 0,2% e deve chegar a 0,38% para atender o interesse dos estados e municípios), mas se você considera o volume você consegue dar uma resposta fiscal que poderia se voltar para a saúde", defende o deputado.
Nesta entrevista à RBA, Orlando Silva diz que considera as medidas do ajuste fiscal corretas, mas com alguma ressalva: "Acho que o governo deveria avançar um pouco mais na tributação de altas rendas, porque até aqui, inclusive, há restrições a certos direitos dos trabalhadores, que significam impactar o andar de baixo."
Silva também defende que o parecer do Tribunal de Contas da União (TCU), que recomenda ao Congresso a reprovação das contas do governo em 2014, está contaminado de golpismo. "Eu conheço os argumentos que o governo apresentou e confio que essa história de pedaladas fiscais é uma crítica política, porque o que importa é que em 2014, durante o ano fiscal, não houve nenhum déficit entre a União e os bancos oficiais", afirma.
Sobre a atuação da comissão especial que analisa a reforma tributária, o deputado prevê a possibilidade real de o país unificar as tarifas de ICMS e acabar com a guerra fiscal e também combater a regressividade dos impostos sobre consumo, que são a face mais perversa do sistema tributário no país. "Como existe a taxação do consumo, se o sujeito ganha R$ 1 mil ou R$ 1 milhão, ele paga o mesmo imposto no pãozinho, no feijão, enfim, na comida, no transporte, portanto, nós temos de ter um sistema progressivo que faça pagar mais quem ganha mais."
Como estão os trabalhos na Comissão Especial de Reforma Tributária, da qual o sr. é membro?
A comissão está na fase final, foi apresentado relatório pelo deputado André Moura (PSC-SE), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa a simplificar o sistema tributário brasileiro para evitar a bitributação em várias cadeias produtivas, e sinaliza para equacionar a guerra fiscal entre estados e municípios.
Há cidades e estados que reduzem suas alíquotas para tentar obter vantagem na concorrência por empresas e empreendimentos em seu território. Então, se você sinaliza um fundo equalizador para garantir que não haja desequilíbrios fiscais entre cidades e estados, e estabiliza as alíquotas de tributação, tudo isso pode evitar que essa guerra fiscal prossiga.
As medidas arrecadadoras para o ajuste fiscal estão sendo discutidas por essa comissão?
Não exatamente, porque a CPMF, que é o tema central e corresponde à metade do último pacote de medidas fiscais que o governo apresentou, não é objeto de análise por parte da comissão. Para encaminhar um projeto para atualizar a CPMF será criada uma comissão para tratar especificamente dessa medida.
O ambiente a princípio é ruim para debater esse tema, porque há muito preconceito. Os empresários difundiram um preconceito terrível em relação à CPMF, que, na verdade, é um imposto que não chega a ser progressivo. Mas o aumento dele é proporcional e não como é hoje o sistema tributário no Brasil, que é regressivo – tributa salário e consumo, e isso produz desigualdade na arrecadação. Rico no Brasil paga pouco e pobre paga muito.
Mas o sr. vê com bons olhos esse retorno da CPMF?
Eu pessoalmente defendo. Mas eu acho que deveria ter como foco o financiamento da saúde, porque as pessoas entendem mais a necessidade de recursos para a saúde. E considero que é um imposto que pode, inclusive, inibir a evasão fiscal, porque você tributa a circulação, e é um porcentual bastante baixo, mas se você considera o volume, você consegue dar uma resposta fiscal que poderia se voltar para a saúde.
Então, é uma balela do meio empresarial dizer que esse imposto aumenta o custo para o cidadão. Aumenta nada. Até porque quando a CPMF acabou (em dezembro de 2007) qual foi o preço que baixou ao menos um centavo com o fim desse imposto? Desafio alguém a mostrar isso. Foi só guerra política contra o presidente Lula na época.
Como o sr. vê as outras medidas do ajuste, como a retenção de recursos do Sistema S e a repatriação de recursos evadidos para o exterior?
Considero que são medidas corretas, mas insuficientes ainda, porque falta no ajuste uma tributação mais forte no andar de cima. Temos de taxar as grandes fortunas, tributar adequadamente as heranças. Eu considero que a repatriação de recursos do exterior já foi feita em outros países e pode produzir um saldo relevante.
O sistema S, por sua vez, já tem bastante benefício, isso não vai impactar na atividade que eles realizam. Essas medidas são corretas, mas acho que o governo deveria avançar um pouco mais na tributação de altas rendas, porque até aqui, inclusive, há restrições a certos direitos dos trabalhadores, que significam impactar o andar de baixo.
É uma dificuldade que todo o país vive, mas a elite brasileira tem muita resistência em dar sua colaboração. Ao contrário, quando tiveram desonerações (medidas anticíclicas no primeiro mandato de Dilma Rousseff) muitos deles embolsaram esses recursos em vez de estimular investimentos. E agora, quando a crise chega mais forte no país, eles são os primeiros a iniciar o processo de demissão, mostrando pouco compromisso com o desenvolvimento do Brasil.
O sr. falou em guerra fiscal como foco da comissão especial de reforma tributária...
Tem alguns princípios que orientaram o debate nessa comissão. O primeiro deles é simplificar o sistema tributário brasileiro, porque há um emaranhado de normas e muitas vezes o imposto incide mais de uma vez sobre determinados processos econômicos e isso produz danos para a competitividade da economia brasileira. Então, a simplificação é um debate que está presente na comissão.
Segundo, é consenso uma ideia de enfrentar essa guerra fiscal, garantindo que haja uma equalização, porque a guerra fiscal acaba fazendo com que o Estado perca, porque nessa disputa para alcançar uma vantagem você coloca o estado ou município em posição desvantajosa.
E a terceira preocupação é reverter o sistema regressivo de tributos. O absurdo no Brasil é que o pobre paga muito imposto e o rico paga pouco. Como existe a taxação do consumo, se o sujeito ganha R$ 1 mil ou R$ 1 milhão, ele paga o mesmo imposto no pãozinho, no feijão, enfim, na comida, no transporte, portanto, nós temos de ter um sistema progressivo que faça pagar mais quem ganha mais.
Isso então afetaria o ICMS?
Depende, porque a gente pode remodelar o sistema, poderia criar o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que inclusive desoneraria a produção e permitiria que houvesse uma redistribuição para o conjunto da sociedade e rompesse com o sistema regressivo. Para garantir a produtividade, devemos sobretudo taxar a renda, não o salário como acontece hoje.
Como o sr. vê as movimentações do governo para garantir a base para aprovar as medidas do ajuste fiscal?
Não é simples, mas a presidenta Dilma acertou na mexida que fez no governo, talvez tenham até sido mudanças tímidas, talvez tenha de mudar mais e é preciso consolidar essas mudanças, porque é natural que você envolva no governo as forças políticas que o apoiaram na eleição e o apoiam no Congresso. Se você não governar com quem apoia, vai governar com quem? Com a oposição?
RBA
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Orlando Silva: "Nós temos de ter um sistema progressivo que faça pagar mais quem ganha mais”
É um negócio curioso: quando o Fernando Henrique Cardoso era presidente, ele tinha uma base heterogênea, que tinha um nome bonito, era o 'presidencialismo de coalizão'. Já quando é o PT no governo, fala-se em 'toma lá, dá cá'. Então, são dois pesos e duas medidas. É necessário para a presidenta ampliar sua base e nós temos de dialogar muito. A situação não é muito tranquila, mas eu imagino que os ajustes administrativos (reforma ministerial) ainda demoram alguns dias para produzir seus resultados.
A situação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mostra-se a cada dia mais insustentável. Já se fala em algum nome para substituí-lo?
Eu considero que um nome é precipitado. Eu defendo a presidenta Dilma e muitas vezes ela é acusada indevidamente, eu defendo a presunção de inocência e o devido processo legal. E isso vale para todo mundo, até para o Eduardo Cunha. Agora, é necessário que ele reflita sobre as condições políticas, porque ele não é apenas um deputado, mas presidente da Câmara. E a evolução dos fatos que têm sido noticiados, se comprovados, criam muitas dificuldades para ele se sustentar à frente da casa.
Ele precisa pensar não só no mandato dele, mas também na política brasileira, no Congresso brasileiro. Nós temos uma situação de muita dificuldade, é preciso pensar no país retomar o crescimento, e a crise política é um dos principais entraves para esse objetivo. Por isso que será na próxima semana, penso eu, um momento muito delicado no processo político brasileiro.
Como a base aliada deve reagir ao parecer do TCU, que recomenda reprovação das contas do governo federal em 2014?
Primeiro temos de considerar que é um processo preliminar. O Tribunal de Contas da União é um órgão assessor do Congresso Nacional. O que foi aprovado, apesar da onda toda feita pela mídia, é um parecer técnico de um órgão auxiliar. O Congresso vai examinar. Eu conheço os argumentos que o governo apresentou e confio que essa história de pedaladas fiscais é uma crítica política, porque o que importa é que em 2014, durante o ano fiscal, não houve nenhum déficit entre a União e os bancos oficiais.
O fluxo por vezes foi superavitário ou deficitário e isso acontece com a União, estados e municípios. Então, é uma informação imprecisa essa que foi difundida a partir dessa decisão do TCU. A minha impressão é que o processo foi muito politizado, é necessário uma análise fria dos números e mesmo que houvesse algum tipo de correção a ser feita no processo tem de valer para a frente e não para trás, a lei não retroage.
Já houve processos semelhantes antes e o tribunal não se manifestou contrariamente. Para frente, o governo deveria observar as recomendações feitas pelo Tribunal de Contas. Para trás, não pode haver o julgamento sem normas previamente estabelecidas. Eu acredito que o Congresso Nacional deve aprovar as contas da presidenta quando o assunto for colocado em questão.
Na sua opinião, qual o significado do Aldo Rebelo assumir o Ministério da Defesa, ele que foi no passado duramente perseguido?
Isso revela que a democracia brasileira se consolida a cada dia. Antes do Aldo, a comandante em chefe das Forças Armadas é a presidenta de República, que também foi perseguida, presa e torturada durante o regime militar. E o Aldo, que é um homem com fortes ideais nacionais e tem uma prioridade nessas corporações, é mais um exemplo de que a democracia brasileira avança cada dia mais.
No discurso de posse, o ministro Aldo Rebelo falou em crise de valores no Brasil e no mundo. Na sua opinião, há uma crise maior do que o governo hoje? Seria uma crise institucional?
Eu considero que ele deve ter se referido a uma onda conservadora muito forte no Brasil e no mundo. Na Europa, você vê manifestações de xenofobia. Os muros que foram derrubados voltam a ser erguidos. Você vê em vários países da Europa organizações políticas de direita, algumas até reivindicam a volta do nazismo. Você vê manifestações de intolerância em relação a diferenças de gênero, condição sexual, etnia.
Eu diria que há uma onda conservadora no mundo, na política, no comportamento e isso acaba criando mesmo uma crise de valores. Mas eu confio que essa onda vai passar, e a humanidade, que avança a olhos vistos, haverá de superar uma vez mais essa onda conservadora.
O sr. defende a anistia para imigrantes em situação irregular no país?
Eu defendo que haja liberdade de circulação de pessoas. Hoje só se fala em liberdade para capitais e mercadorias. Eu considero que as pessoas, que são o sentido da humanidade, devem ter plena liberdade. As migrações fazem parte da história da humanidade. O homem surgiu na África, mas ocupou o planeta inteiro. A tecnologia permitiu que chegássemos a lugares inimagináveis.
E creio que é necessário que nós proporcionemos garantias de direitos às pessoas. O Brasil é um país formado por imigrantes, desde a chegada dos portugueses e africanos. Todos os movimentos migratórios, inclusive os mais recentes de haitianos e bolivianos, mostram que o Brasil tem essa tradição. E eu espero que a legislação que aprovaremos no Congresso seja referência mundial e que inspire os direitos humanos e os direitos das pessoas de ir e vir e garantir o direito de brasileiros que vivem fora do Brasil.
Nós temos perto de 1% de estrangeiros que vivem no Brasil, mas temos 2% ou 3% da população brasileira que vive fora do país. É necessário prestar atenção a essa situação hoje.
O sr. é relator da comissão especial que analisa o projeto da Lei da Migração (PL 2516/15). Por que é necessária uma nova lei?
Foi muito importante a instalação dessa comissão especial na Câmara dos Deputados, porque vai permitir a tramitação rápida de um projeto de lei que vai regular as migrações no Brasil. A lei atual é de 1980, ainda tem influência muito forte do período militar. O paradigma da lei é a segurança nacional e a proteção do mercado de trabalho, é muito burocrática.
E agora nós temos oportunidade com essa lei de ter uma outra inspiração, como nos direitos humanos, que garanta direitos não só aos imigrantes que vivem no Brasil, como aos brasileiros que vivem no exterior e facilite, digamos assim, a circulação das pessoas. Hoje, o capital e as mercadorias têm toda a facilidade para circular, mas as pessoas cada vez mais têm restrições.
Fonte: RBA

MEIO AMBIENTE >> MPRN firma TAC para coibir uso indevido de áreas verdes em Apodi

Resultado de imagem para áreas verdes em ApodiO Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por intermédio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Apodi, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o prefeito deste município. No TAC, o gestor se compromete a adotar todas as medidas cabíveis para coibir o uso indevido de áreas verdes no município.

A elaboração do documento levou em consideração a ausência da devida arborização na área urbana municipal, como vias e logradouros públicos, constatada por investigação resultante do Inquérito Civil Público nº 06.2012.002422-9.

O prefeito recebeu o prazo de 90 dias para elaborar, aprovar e publicar Manual de Arborização Urbana do Município de Apodi, que deverá estabelecer critérios e condições para a arborização em áreas livres públicas, áreas verdes de loteamentos, logradouros públicos e terrenos a serem edificadas vias públicas. O Manual deverá ter ampla divulgação e publicização, inclusive através do site oficial do Município.

O mesmo prazo foi estabelecido para que seja promovido o levantamento dos loteamentos existentes na cidade e suas respectivas áreas verdes, devendo indicar expressamente a destinação real de tais áreas, efetuando, se necessário, a delimitação das mesmas e enviando o respectivo relatório para a Promotoria de Justiça ao final do prazo.

Caso sejam identificadas irregularidades no levantamento, deve ser elaborado projeto de recuperação com enfoque na arborização, que deverá ser apresentado à Promotoria de Justiça dentro de 90 dias, a contar do fim do prazo anterior. Tal projeto deve ser executado no prazo máximo de 365 dias.

A Promotoria de Justiça também estabeleceu o prazo de 90 dias para que seja apresentado cronograma das ações prioritárias de arborização na área urbana do município, incluídas tanto as áreas livres públicas, logradouros públicos, como áreas verdes de loteamentos que porventura não estejam sendo utilizadas enquanto tais.

O prefeito se comprometeu ainda a enviar projeto de lei ao Poder Legislativo a fim de que seja criado o Fundo Municipal de Meio Ambiente, com a finalidade de mobilizar e gerir recursos para o financiamento de planos, programas e projetos que visem o uso racional dos recursos ambientais, melhoria da qualidade do meio ambiente, prevenção de danos ambientais e promoção da educação ambiental.

Também deve ser enviado projeto de lei, a fim de que, para que haja autorização de loteamentos no município, o loteador seja obrigado a elaborar e executar projeto de arborização das praças e vias públicas do loteamento, que deverá ser previamente aprovado pela Secretaria Municipal de Obras. Na hipótese da inexecução do projeto citado, caberá ao gestor municipal promover seu cumprimento, mediante os instrumentos legais existentes.

Ao fim dos prazos estipulados, os documentos que comprovem o cumprimento das cláusulas deverão ser enviados ao MPRN, independente de notificação expedida para tanto.

O descumprimento de qualquer uma das cláusulas do acordo implicará em pagamento de multa diária pessoal de R$ 500 paga pelo prefeito de Apodi. O valor pago será recolhido ao Fundo Municipal de Meio Ambiente, que ainda será criado.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

ATENÇÃO ALUNOS DA UFERSA >> Retorno às aulas será no dia 26 de outubro, próxima segunda-feira, conforme decisão do CONSEPE.

Foto de Ufersa - Universidade Federal Rural do Semi-Árido.
Retorno às aulas será no dia 26 de outubro, próxima segunda-feira, conforme decisão do CONSEPE.
- Semestre letivo será finalizado em 21 de dezembro.

- Na primeira semana de aula não haverá prova.

- Colações de grau acontecem em janeiro.

- Recesso vai de 24/12/2015 a 31/01/2016

Confira mais informações sobre o calendário e avise seus colegas de sala!http://zip.net/bxsfFY

Nossa homenagem a essas pessoas que têm a capacidade de nos emocionar através das palavras...

Fernando Mineiro PT/RN >> Sempre a favor das lutas populares

Foto de Fernando Mineiro.
O deputado Estadual Fernando Mineiro PT/RN recebeu nesta manhã, 20, representantes das comunidades rurais Vila Nova e Lagoa Salgada (Tibau) que lutam contra a ação de reintegração de posse desses assentamentos. 
Cerca de 200 famílias que construíram nessas localidades terão que deixar suas terras caso a decisão judicial não seja revertida. O deputado colocou seu mandato à disposição e se comprometeu a levar a demanda para o governo estadual.
Participaram da reunião o titular da Seara, Raimundo Costa; o representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), José Carlos; o prefeito de Tibau, Josinaldo Marcos de Souza; o advogado que representa as comunidades, Onivaldo Mendonça, o vereador de Tibau, Nilton José; e o morador Jelsimar Augusto.
Fernando Mineiro PT/RN

TRAMITAÇÃO LEGISLATIVA >> Veja quem vai decidir sobre o reajuste do Piso do Magistério


O projeto que reajusta o Piso Nacional do Magistério será votado neste dia 20 (terça-feira) na Comissão de Educação do Senado. A medida, de autoria da senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM), propõe elevar esse direito dos professores para R$ 2.743,65. A relatora do projeto, senadora Ângela Portela (PT-RR), é favorável a sua aprovação.

Após tramitar na Comissão de Educação, o projeto segue para discussão na Comissão de Assuntos Econômicos para, depois, ser enviado à Câmara dos deputados.

Veja abaixo quem decidirá no senado:

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Leia mais: http://www.deverdeclasse.com/news/veja-quem-vai-decidir-sobre-o-reajuste-do-piso-do-magisterio/

MAIS UM GOLPE CONTRA O ENEM>> Fotos de supostas provas do Enem 2015 circulam nas redes sociais

Imagens das capas do exame circulam pelas redes / Foto: Reprodução

                             Imagens das capas do exame circulam pelas redes 


As imagens mostram duas capas de diferentes provas e ainda o tema proposto para a redaçã

A menos de uma semana das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), imagens de um possível vazamento das provas do exame começaram a circular nas redes sociais. 

As imagens mostram duas capas de diferentes provas e ainda o tema proposto para a redação, que seria "Os benefícios e os malefícios da terceirização". 

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), informou que as imagens são falsas.

Em 2009, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) cancelou a prova do Enem às vésperas da aplicação após concluir que as denúncia feita pelo jornal “O Estado de São Paulo”, de que a prova teria vazado era verdadeira.

O Enem 2015 teve 8.478.096 de estudantes pré-inscritos, segundo balanço do MEC (Ministério da Educação).

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

LAJES >> IFRN Divulga gabarito preliminar da prova de múltipla escolha realizada na tarde de ontem, 18

A Pró-Reitoria de Ensino acaba de divulgar o gabarito (click no link a seguir) gabarito preliminar das 40 questões  das provas de português e matemática do Exame de Seleção  2016 do IFRN.

De acordo com a Coordenação de Acesso Discente, 23.063 candidatos se inscreveram no processo seletivo, que disponibiliza 3.008 vagas nos 28 cursos técnicos integrados que serão oferecidos pela Instituição no ano que vem. 

Os candidatos terão apenas hoje, dia (19), até as 23h59, para entrarem com recurso contra as questões de múltipla escolha através do link específico no portal do candidato.

O gabarito definitivo será divulgado a partir do próximo dia 27, mas os candidatos só saberão se passaram nas provas objetivas a partir do dia 12 de novembro, quando também sairá a lista dos candidatos que terão a redação corrigida.

A partir do dia 27 de novembro a Proen  o resultado da prova de redação estará disponível.

O resultado final do processo seletivo será divulgado a partir do dia 18 de dezembro .

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL >> Senado debate na segunda-feira o fim do imposto sindical

   
Foto de Senado Federal.
As fontes de custeio dos sindicatos são o tema da audiência pública que a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) promove nesta segunda-feira (19), a partir de 9h. A Constituição determina no artigo 8º que é livre a associação profissional ou sindical. 

O mesmo artigo prevê a cobrança de contribuição sindical obrigatória em favor das associações que formam o sistema confederativo de representação sindical.

Foram convidados para o debate o presidente da Central Única dos Trabalhadores, Vagner Freitas de Moraes, e o presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Eduardo Torres. A audiência foi proposta pelo senador Paulo Paim (PT-RS).

Contribuição obrigatória

No Senado, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo senador Blairo Maggi (PR-MT) acaba com a contribuição sindical obrigatória, mais conhecida por imposto sindical. O parlamentar justifica que a liberdade sindical é uma conquista social e que, para que essa liberdade seja efetiva, é preciso dar total autonomia às entidades sindicais. A PEC 36/2013 está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
O financiamento sindical também está em discussão na Câmara dos Deputados. Um comissão especial foi instalada no começo de outubro com o propósito de elaborar um projeto que regulamente as contribuições aos sindicatos

Fonte: Agência Senado

Reajuste do Piso do Magistério para 2016 pode chegar a 43% e valor proposto no senado é de R$ 2.743,65

A Comissão de Educação do Senado deve votar no próximo dia 20, terça-feira, proposta de reajustar o Piso Nacional do Magistério para R$ 2.743,65. Este valor corresponde a cerca de 43% de crescimento sobre o Piso de 2015, estipulado em R$ 1.917,78.

O projeto é de autoria da senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM, à direita na foto acima) e já tem voto favorável da relatora, a senadora Ângela Portela (PT-RR, à esquerda na foto acima).

A novidade é que para 2016 o projeto que prevê o reajuste do piso propõe também destinar 5% da arrecadação das loterias para ajudar na complementação desse direito dos professores. Segundo estimativas do próprio governo federal, as loterias da Caixa devem arrecadar até o final do ano aproximadamente R$ 15 bilhões. 

Com isso, cerca de R$ 750 milhões devem ser injetados nessa questão do pagamento do Piso. Embora não seja uma quantia muito elevada, é um bom incentivo, haja vista que em anos anteriores tais recursos não eram sequer previstos.

A medida ainda terá que passar pela Comissão de Assuntos Econômicos, em fase final. Se aprovada, vai para a Câmara dos Deputados.

Sindicatos da Educação devem acompanhar a tramitação do projeto para evitar que o mesmo seja rebaixado por deputados ou senadores.


domingo, 18 de outubro de 2015

REFLEXÃO: O mundo moderno X O mundo real.


Fonte: Imagens do facebook

REDE ESTADUAL DE EDUCAÇÃO >> Dia do (a) professor (a) é marcado com conquista de mais duas Letras

A luta do SINTE/RN pelo pagamento das letras em atraso desde 2006 teve mais um capítulo vitorioso. Na manhã desta quinta-feira (15), em uma cerimônia em homenagem aos professores (as), o governador Robinson Faria assinou um decreto que determina a concessão do pagamento das duas letras já negociadas. 

Cerca de 11 mil profissionais, entre professores (as) e especialistas em educação da rede estadual, serão contemplados.

De acordo com a coordenadora geral do SINTE/RN, professora Fátima Cardoso, a data do pagamento, que será retroativo a este mês de outubro, não foi comunicada. Mas em breve o executivo estadual deverá informar se salda esta dívida em outubro ou no mês de novembro.

Fátima lembra que esta luta teve início agora em 2015, onde foi colocada como pauta fixa do Sindicato na Campanha Salarial deste ano: “É uma vitória da nossa persistência. Elegemos como uma das prioridades a luta em prol do pagamento destas letras em atraso”, comemora.

Ela explica ainda que a última letra ainda não foi paga, mas o SINTE pretende manter o canal de diálogo com o governo, para poder negociá-la nos próximos meses.

A coordenadora convida os profissionais que têm alguma letra anterior a 2005 que não foi paga pelo governo, a procurarem o Sindicato. Lá, eles deverão receber orientações de como proceder para acionar a justiça e cobrar o direito.

Fonte: site do SINTE/RN

Onde está o justiceiro???


Pois é, já que o juiz Moro é tido como o grande "fazedor de justiça do momento", por ele ter tentado indiciar integrantes do Governo Petista, (diga-se de passagem sem provas concretas), nada mais justo também ele agora mostrar que age com imparcialidade e enquadrar o presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha PMDB/RJ, o qual as provas já estão mais do que evidentes, bastando apenas o posicionamento coerente que o  caso exige.

Porém, ainda vemos a todo momento a Rede Globo insistindo em querer induzir, sem sucesso, jogar a população contra o governo...