sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sérgio Guerra e Agripino afundam no lixo de Brasília



    Agripino e Guerra, a turma do Arruda (vote num careca e leve dois)
    Depois do Paulo Preto.

    Da concorrência de carta marcada do metrô do Serra – aquele que afunda.

    Agora tem mais essa preciosidade: o presidente do PSDB (*) Sérgio Guerra e o senador do DEMO do Rio Grande do Norte, Agripino Maia afundam no escândalo do lixo de Brasília.

    Ex-secretária devassa esquema Qualix

    Carlos Carone
    carone@jornaldebrasilia.com.br

    A ex-secretária Domingas Gonçalves Trindade, 40 anos, foi ouvida ontem na Divisão de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap), da Polícia Civil do Distrito Federal, sobre as acusações que faz contra o ex-governador Joaquim Roriz; o presidente do PSC-DF, Valério Neves; os senadores Sérgio Guerra (PSDB-PE) e José Agripino Maia (DEM-RN); o empresário Eduardo Badra; e o ex-diretor da Belacap (estatal responsável pelo serviço de ajardinamento e limpeza urbana do DF), Luís Flores. Todos são acusados de se servirem de um esquema de desvio de dinheiro envolvendo a Qualix, empresa que faz o recolhimento do lixo no DF.

    O depoimento foi acompanhado da apresentação de uma série de provas documentais. Domingas denunciou um esquema que, até então, não tinha o respaldo de tantos elementos. Ela acusa Roriz, Valério, Agripino e Guerra de receberem propina proveniente de contratos firmados entre o GDF e a Qualix.

    O Jornal de Brasília obteve um vídeo (cujos trechos estão ao lado) no qual Domingas faz as mesmas acusações que confirmou à polícia e apresenta as mesmas provas documentais. Ela apresentou aos delegados extratos telefônicos que confirmam contatos constantes entre os envolvidos. A ex-secretária fazia o serviço a mando de seu chefe, Eduardo Badra – que, à época, era diretor da Qualix. Domingas tinha como função organizar a agenda do patrão, além de fazer depósitos bancários e o que chamou de “serviços particulares”.

    Enquanto era ouvida pelos investigadores, Domingas ainda apresentou lacres bancários emitidos pelo Banco Central que tinham a marcação de R$ 50 mil cada – são seis, num total de R$ 300 mil.
    “Depois de dois, três meses, o doutor Eduardo passou a confiar em mim e fiquei responsável pela chave de um quarto, em uma casa no Lago Sul, onde guardavam o dinheiro. Era tanto dinheiro que ocupava uma cama de casal inteira. Eu cheguei a pegar um dos maços e pensar que ele seria capaz de resolver a minha vida”, contou, em certo trecho.

    Fonte: Blog Conversa Afiada

    terça-feira, 26 de outubro de 2010

    Datafolha:Dilma mantém 12 pontos de vantagem


    Esse é o cara: com 83%, aprovação ao governo Lula bate recorde histórico, mostra Datafolha



    Maior cabo eleitoral da presidenciável Dilma Rousseff (PT), o presidente Lula também está se beneficiando do período eleitoral.

    Pela terceira semana consecutiva, a avaliação de seu governo obteve um patamar recorde de aprovação na série histórica do Datafolha na pesquisa realizada e divulgada hoje pelo instituto.

    No levantamento atual, 83% dos eleitores brasileiros avaliaram sua administração como ótima ou boa.

    Na semana passada, essa aprovação chegava a 82%. No mesmo período, o patamar dos que consideram seu governo regular passou de 14% para 13%, enquanto 3% dizem que ele é ruim ou péssimo, índice que se manteve.

    Dois de cada três eleitores de Serra (67%) avaliam a gestão de Lula como ótima ou boa. Entre os eleitores de Dilma, esse índice chega a 96%.

    Para 80% dos eleitores que votaram em Marina no primeiro turno, a gestão do petista é ótimo ou bom.

    A nota atribuída ao governo Lula no atual levantamento é 8,2, a mesma registrada na semana passada.

    Derrota da Casa Grande




    A vitória de Dilma, que se anuncia, significará, mais que o fim de carreira do Serra, uma derrota do bloco conservador da grande imprensa.
    Em 2010, o comportamento da nossa imprensa é ainda pior do que nas eleições anteriores, pior até do que na eleição de 1989, com Collor e tudo.
    Se os atuais partidos colaboram para despolitizar a eleição, e é verdade, a imprensa e suas variáveis (como a internet) interferem na política, jogam contra, embrutecem e criminalizam a política.
    A vitória de Dilma, se ocorrer, nem será uma vitória classista. Mas a derrota da grande mídia, como se prevê, será, sem dúvida, um baque na Casa Grande - arrogante, intolerante e racista.
    (*) Editorial da Agência Sindical

    segunda-feira, 25 de outubro de 2010

    Caern assina convênios com prefeituras para reposição de pavimentação

    A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) está assinando convênios com as prefeituras para que se responsabilizem pela reposição de calçamento após serviços executados nas redes de distribuição de água e de esgotos. Em troca, a Caern faz abatimento do valor do serviço nas contas de água. Um total de 11 municípios já assinaram o documento e outros 12 municípios estão em entendimento com a Caern também para assinar o convênio.
    Já assinaram o convênio as prefeituras de Assu, Campo Grande, Grossos, Pendências, Parelhas, Macau, Caraúbas, Baía Formosa, Acarí, Currais Novos e Guamaré. Conforme o convênio, logo após a execução de serviços de retirada de vazamentos, corte ou religação de água e esgotos, implantação de ramal predial de água e esgotos, realizados pela Caern, a prefeitura fica com a responsabilidade de repor a pavimentação.
    A Caern deve comunicar ao setor de obras da prefeitura a execução do serviço com uma antecedência de 48 horas, exceto em casos de vazamentos que são urgentes. O ressarcimento dos serviços de pavimentação executados pela prefeitura conveniada, será feito em regime de compensação, mediante a quitação pela Caern, das contas mensais de consumo de água e serviços de esgotos de responsabilidade do município, após a apresentação das faturas com as planilhas de custo emitidas pelo executivo municipal.

    Fonte: Jornal Diário de Natal

    domingo, 24 de outubro de 2010

    Líder não se omite. Escolhe um lado e luta!

    Do blog Tjolaço
    Lamentável a declaração da senadora Marina Silva de que não assume posição no segundo turno porque , nas suas palavras, “não acredita em voto de manada.”
    Senadora, os eleitores, muito menos os seus, não são manada. Têm opinião própria. Mas quando se referenciam numa liderança, estabelecem com ela uma relação de confiança e troca.
    Não me ocorreu que Marina pudesse considerar um “voto de manada” o crescimento de sua candidatura na reta final do primeiro turno. Se ela diz que a “onda verde” que fez crescer sua candidatura, como ela diz, “o voto democrático do cidadão que acreditou na sua plataforma, discurso, postura e trajetória”, deve achar que as pessoas a seguiram por serem livres para escolher, não porque sejam uma “manada”. Aliás, a propaganda de Marina foi recheada de declarações de voto de celebridades e pastores e nem por isso eles trataram os eleitores como “manada”. Ou trataram?
    Portanto, embora tenha o direito de não declarar o voto, Marina não tem o direito de dizer que aqueles que recomendam o voto tratam o eleitor como manada.
    Aliás, pessoas que, no mundo inteiro, se preocupam com a questão ecológica está muito mais associada a uma candidatura do campo popular que à velha direita que construiu um modelo mundial de devastação. Tanto que os líderes históriocos do movimento verde na Europa, manifestaram, em carta, seu que, em carta, declararam apoio a Dilma, como informa o Opera Mundi.
    “A manutenção da esquerda no poder é a única possibilidade real de fazer avançar a causa ecológica no país”, diz a carta. “A vitória da direita representaria o triunfo do complexo agro-industrial e dos céticos em matéria de aquecimento global”, enfatiza o documento, ressaltando conquistas como o estatuto da floresta, “que começou a limitar a devastação na Amazônia e no Mato Grosso”, e a demarcação de terras indígenas, como Raposa Serra do Sol.
    Os verdes europeus não se limitam apenas às questões ambientais, destacando também que no plano internacional, “os aspectos mais inovadores da política Sul-Sul de Lula (certamente pelo fato de seu apoio a Ahamdinejad), seriam condenados ao ostracismo com um realinhamento com os Estados Unidos”.
    A carta dos verdes europeus faz um alerta sobre José Serra, a quem não consideram sequer um social democrata de centro. “Por trás dele, a direita brasileira vem mobilizando tudo o que há de pior em nossas sociedades: preconceitos sexistas, machistas e homofóbicos, junto com interesses econômicos os mais escusos e míopes. A direita sai do porão”, afirma a carta.
    Os verdes elogiam Gilberto Gil, por conclamar o voto em Dilma “sem ambiguidade”, e manifestam compreensão pelo não posicionamento de Marina sob o argumento de que seria difícil um alinhamento imediato com quem ela entrou em conflito quando estava no governo. “Mas nossa experiência como força política e de oposição e governo na Europa nos permite afirmar a nossos companheiros brasileiros que, nas atuais circunstâncias do Brasil, a ancoragem na esquerda é a única possibilidade real de fazer avançar a causa ecológica.”
    A carta é assinada por Dany Cohn Bendit (Alemanha), co-presidente do grupo de deputados do Partido Verde no Parlamento europeu; Monica Frassoni  (Itália), co-presidente do Partido Verde europeu; Philippe Lamberts (Bélgica), co-presidente do Partido Verde europeu , e os franceses Dominique Voynet, senadora, prefeita da Cidade de Montreuil e ex-Ministra do Meio Ambiente; Yves Cochet, deputado nacional e também ex-MInistro do Meio Ambiente; Noël Mamère, deputado Nacional e prefeito de Bègles; José Bové, deputado europeu; Alain Lipietz, dirigente dos Verdes e ex-deputado europeu; Jérôme Gleizes, dirigente da comissão internacional dos Verdes, e Yann Moulier Boutang, co-diretor da Revista Multitudes (Paris).
    Uma pena que Marina, a quem a história deu a oportunidade de ser a grande líder da causa ambiental no Brasil, preferindo a omissão pessoal.  O líder, quando é mesmo líder de uma causa e não de um projeto pessoal, não se omite. Escolhe um campo e enfrenta as batalhas decisivas.
    Lamentável a declaração da senadora Marina Silva de que não assume posição no segundo turno porque , nas suas palavras, “não acredita em voto de manada.”
    Senadora, os eleitores, muito menos os seus, não são manada. Têm opinião própria. Mas quando se referenciam numa liderança, estabelecem com ela uma relação de confiança e troca.
    Não me ocorreu que Marina pudesse considerar um “voto de manada” o crescimento de sua candidatura na reta final do primeiro turno. Se ela diz que a “onda verde” que fez crescer sua candidatura, como ela diz, “o voto democrático do cidadão que acreditou na sua plataforma, discurso, postura e trajetória”, deve achar que as pessoas a seguiram por serem livres para escolher, não porque sejam uma “manada”. Aliás, a propaganda de Marina foi recheada de declarações de voto de celebridades e pastores e nem por isso eles trataram os eleitores como “manada”. Ou trataram?
    Portanto, embora tenha o direito de não declarar o voto, Marina não tem o direito de dizer que aqueles que recomendam o voto tratam o eleitor como manada.
    Aliás, pessoas que, no mundo inteiro, se preocupam com a questão ecológica está muito mais associada a uma candidatura do campo popular que à velha direita que construiu um modelo mundial de devastação. Tanto que os líderes históriocos do movimento verde na Europa, manifestaram, em carta, seu que, em carta, declararam apoio a Dilma, como informa o Opera Mundi.
    “A manutenção da esquerda no poder é a única possibilidade real de fazer avançar a causa ecológica no país”, diz a carta. “A vitória da direita representaria o triunfo do complexo agro-industrial e dos céticos em matéria de aquecimento global”, enfatiza o documento, ressaltando conquistas como o estatuto da floresta, “que começou a limitar a devastação na Amazônia e no Mato Grosso”, e a demarcação de terras indígenas, como Raposa Serra do Sol.
    Os verdes europeus não se limitam apenas às questões ambientais, destacando também que no plano internacional, “os aspectos mais inovadores da política Sul-Sul de Lula (certamente pelo fato de seu apoio a Ahamdinejad), seriam condenados ao ostracismo com um realinhamento com os Estados Unidos”.
    A carta dos verdes europeus faz um alerta sobre José Serra, a quem não consideram sequer um social democrata de centro. “Por trás dele, a direita brasileira vem mobilizando tudo o que há de pior em nossas sociedades: preconceitos sexistas, machistas e homofóbicos, junto com interesses econômicos os mais escusos e míopes. A direita sai do porão”, afirma a carta.
    Os verdes elogiam Gilberto Gil, por conclamar o voto em Dilma “sem ambiguidade”, e manifestam compreensão pelo não posicionamento de Marina sob o argumento de que seria difícil um alinhamento imediato com quem ela entrou em conflito quando estava no governo. “Mas nossa experiência como força política e de oposição e governo na Europa nos permite afirmar a nossos companheiros brasileiros que, nas atuais circunstâncias do Brasil, a ancoragem na esquerda é a única possibilidade real de fazer avançar a causa ecológica.”
    A carta é assinada por Dany Cohn Bendit (Alemanha), co-presidente do grupo de deputados do Partido Verde no Parlamento europeu; Monica Frassoni  (Itália), co-presidente do Partido Verde europeu; Philippe Lamberts (Bélgica), co-presidente do Partido Verde europeu , e os franceses Dominique Voynet, senadora, prefeita da Cidade de Montreuil e ex-Ministra do Meio Ambiente; Yves Cochet, deputado nacional e também ex-MInistro do Meio Ambiente; Noël Mamère, deputado Nacional e prefeito de Bègles; José Bové, deputado europeu; Alain Lipietz, dirigente dos Verdes e ex-deputado europeu; Jérôme Gleizes, dirigente da comissão internacional dos Verdes, e Yann Moulier Boutang, co-diretor da Revista Multitudes (Paris).
    Uma pena que Marina, a quem a história deu a oportunidade de ser a grande líder da causa ambiental no Brasil, preferindo a omissão pessoal.  O líder, quando é mesmo líder de uma causa e não de um projeto pessoal, não se omite. Escolhe um campo e enfrenta as batalhas decisivas.

    Lajes demonstra apoio a Dilma em comício da vitória13

    A última sexta-feira (22) foi grandes mobilizações em Lajes em apoio a candidatura de Dilma Rouossef (PT). Pela tarde o prefeito Benes Leocádio e mais dezenas de ciclistas foram as ruas convidar a população para receber a comitiva do PMDB no restaurante o Bom Cabrito. O senador Garibaldi Filho, o deputado federal Henrique Alves e os deputados estaduais, Walter Alves, George Soares (PR) e Hermano Morais (PMDB) foram recebidas por lideranças locais. Seguiram em caminhada até a Praça Manoel Januario Cabral onde realizaram comício.
    Representando o Partido dos Trabalhadores em Lajes, o vereador Canindé Rocha, agradeceu pela força do senador Garibaldi Filho e o deputado federal Henrique Alves que vem trabalhando em todo o estado fortalecendo a grande vitória do Brasil com Dilma Presidente.
    O prefeito Benes Leocádio falou do excelente resultado mostrado nas urnas com uma votação onde a população de Lajes reconhece o trabalho que vem sendo feito no município. “Um exemplo foi a votação de Henrique com quase três mil votos e o nosso deputado estadual Walter com 1.659 votos”, disse Benes. O chefe do executivo lajense destacou ações do governo federal no Brasil, em Lajes. “Vamos à luta para confirmar a vitória de Dilma em todo o Brasil.
    O senador Garibaldi Filho afirmou que o trabalho que vem sendo feito para o desenvolvimento do Brasil não pode parar, precisa ser avançado. “Só com Dilma, tudo que está sendo feito será continuado, não podemos voltar ao passado, precisamos avançar neste projeto do presidente Lula que apresenta Dilma como o melhor nome para continuarmos avançando”, disse Garibaldi que elogiou o prefeito Benes pelo trabalho realizado em Lajes, agradeceu pelos votos recebidos no município e afirmou que quer Benes por mais quatro anos na prefeitura. “Benes, quantas cidades não queria ter um prefeito como você, que buscar a todo instante melhoras para a sua população, tenho certeza que você continuará em mais um mandato a frente da prefeitura de Lajes e pode contar com este senador que vos fala, com os deputados Walter e Henrique, vamos está junto com você buscando dias melhores para Lajes”, garantiu Garibaldi.

    fonte: Blog do Robson Cabugi

    sexta-feira, 22 de outubro de 2010

    Micarla formaliza apoio a Dilma e ficará sob coordenação de Fátima

    Prefeita de Natal concede coletiva de imprensa na manhã deste sábado (23) para detalhar motivos da adesão à campanha petista.
    Por Túlio Duarte

    A prefeita de Natal Micarla de Sousa (PV) formalizou, na tarde desta sexta-feira (22) em Belo Horizonte (MG), apoio à candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. O anúncio oficial aconteceu durante um encontro de Dilma com 18 prefeitos de capitais.
    Pelo Twitter, a candidata Dilma agradeceu os apoios recebidos: "Fiquei emocionada com o ato em BH. Prefeitos, artistas, pessoal das escolas, Micarla e Zé Fernando do PV. Um beijo no coraçäo de vocês".

    O deputado federal eleito pelo PV do Rio Grande do Norte, vereador de Natal Paulo Wagner, e o também vereador de Natal Edivan Martins (PV) acompanharam Micarla na viagem ao Estado de Minas Gerais.

    Definição do apoio
    Após realizar uma série de encontros com amigos e aliados, inclusive com a governadora eleita Rosalba Ciarlini (DEM) e com o senador José Agripino (DEM), Micarla se decidiu pela candidatura que entendeu ser a melhor para Natal.

    A prefeita, que derrotou a deputada federal Fátima Bezerra (PT) na disputa pela Prefeitura em 2008, agora ficará sob a coordenação da deputada, que é a responsável por encaminhar as ação de Dilma no Rio Grande do Norte.

    Micarla e Dilma se abraçam após declaração de apoio.
    fonte: Nominuto.com

    A luta continua


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    Por João Guilherme Vargas Netto* 
    A reunião das seis centrais (e representantes dos aposentados) e do Dieese com o ministro Lupi na última terça-feira, dia 19, em Brasília, marcou um ponto decisivo na campanha unitária do movimento sindical pela consolidação da política de recuperação do salário mínimo e dos valores das aposentadorias.
    Foi reafirmada unanimemente a necessidade da garantia de uma política permanente que recupere os valores reais do mínimo e das aposentadorias, dobrando-os até 2023.
    Com a regra estabelecida que adiciona em cada 1º de janeiro a inflação de um ano mais o crescimento do PIB de dois anos atrás, os valores para o salário mínimo alcançariam, superando a "falha" de 2009 (que teve crescimento do PIB nulo), mais de R$ 600 em 2012 e por volta de 13% para as aposentadorias superiores ao mínimo.
    A negociação sobre os valores a vigorarem em primeiro de janeiro de 2011, em pleno segundo turno da campanha eleitoral, não deve nos desorientar: ela se dá com o atual governo (presidência, ministros do Trabalho e da Previdência e setor econômico do governo), se apoiará na regra geral, mas eliminando o fatídico ano de 2009 e será implementada pela próxima presidente em seu dia de posse.
    A demagogia de Serra que, do nada, tira da cartola as suas propostas demagógicas que não contam com o apoio nem de seus colegas de campanha e financiadores, ficou esvaziada.
    Eu, pessoalmente, preferia que o presidente Lula e as centrais negociassem já valores fortes que "matassem" a demagogia e reafirmassem a política de correção do mínimo e das aposentadorias.
    Mas, realizadas as eleições, continua em aberto a necessidade de negociação cujos resultados se reflitam na discussão orçamentária e serão objeto de medida provisória já que o Congresso ainda não aprovou a lei permanente.
    Uma coisa é certa: a luta pela recuperação do mínimo e das aposentadorias continua e durante alguns dias será também a luta contra a demagogia do "mais" que quer o "menos".
    (*) Membro do corpo técnico do Diap, é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo

    Encontro reúne evangélicos pró-Dilma em Parnamirim


    Os evangélicos de Parnamirim deram uma grande demonstração de apoio à candidatura de Dilma, na manhã desta sexta-feira (22), durante o encontro realizado na Associação dos Moradores da Cohabinal, em Parnamirim. O evento reuniu evangélicos de várias denominações e contou com a presença do pastor, cantor e deputado federal eleito Marco Feliciano (PSC-SP).
    Além dele, o prefeito Maurício Marques (PDT), a ex-governadora Vilma de Faria (PSB), a deputada federal Fátima Bezerra (PT), o deputado estadual Fernando Mineiro (PT), o presidente municipal do PT, José Amorim, pastores e líderes evangélicos de diversas igrejas locais prestigiaram o ato em defesa da candidatura de Dilma.
    Marco Feliciano, segundo evangélico mais votado do país, com mais de 200 mil votos em São Paulo, repudiou a campanha difamatória da oposição contra Dilma, chamou a atenção dos evangélicos para não se deixarem levar pelas mentiras e pela boataria e afirmou que a candidata petista “tem a cara o Brasil”.

    quinta-feira, 21 de outubro de 2010

    Armação Ilimitada.

    A farsa montada por Serra com a bolinha de papel que levou na cabeça, ontem, no Rio, já está mais do que desmontada, mas cada vídeo novo que surge reforça ainda mais a armação.
    Conforme mostrado pela TV Record, ficou ainda mais nítida a trajetória da bolinha e sua leveza pela maneira como bate na cabeça de Serra e volta para trás. Um objeto mais pesado, capaz de provocar um ferimento (que não houve) ou tontura (como alegou o tucano) cairia imediatamente atrás do tucano e não voltaria como revela a imagem.
    A dor de cabeça do Serra foi provocada pela pesquisa do Ibope, que confirmou a dianteira de Dilma apontada pelo Vox, que ele tentou desqualificar. Aliás, ele tenta o mesmo agora contra o Ibope, classificando a pesquisa de “estranha”.

    quarta-feira, 20 de outubro de 2010

    SIMPLESMENTE ESPETACULAR!!!


    Os "anjos" Chico e Oscar na noite 

     estelar de  Dilma Rousseff

    Claudio Leal
    Do Rio de Janeiro

     Na noite de 18 de outubro, centenas de simpatizantes do PT e de Chico Buarque se espremem em busca de um ingresso para o ato político da candidata Dilma Rousseff com artistas e intelectuais. O bilheteiro contém a manada:

    - Calma, gente! Todo mundo vai entrar...

    Mas, sem bilhetes, ele desce as escadas e gesticula para os organizadores:

    - Os ingressos acabaram. O que eu faço?

    A lotação de mil lugares do Casa Grande terminou atropelada por pessoas nas escadas, nos corredores, nas beiradas do palco. O diretor José Celso Martinez, do Teatro Oficina, atiça a plateia e ameaça comer antropofagicamente o fanatismo religioso, ao fazer um solilóquio no telão:

    - Dilma é a musa desta noite, que quer conter o fundamentalismo. Ela vai realizar o que Oswald de Andrade queria: um matriarcado em Pindorama!

    O músico Otto chora com o enxurro de Zé Celso. Cabelos meticulosamente desgrenhados, o artista pernambucano vibra:

    - Chorei, chorei... Apoio (o PT) publicamente desde os meus 15 anos, quando fui a um comício de Lula. Acho Dilma bacana, o governo Lula foi moderno, o Brasil nunca vai ser o mesmo. Estou feliz com ele, sem discutir os outros. Eu acertei. Estou aqui pelas minhas convicções.

    Sem desmerecer Dilma, a maioria dos artistas diz estar ali por Lula, pela continuidade do governo. A atriz Sílvia Buarque tem "uma tendência há vinte anos de votar no PT" e prefere não comentar o uso do aborto na guerra entre petistas e tucanos.

    - Acho que não gostaria de ter visto religião e política tão misturados, mas não quero falar sobre isso aí, não.

    As estrelas do PT começam a zanzar no palco, em busca de um assento - alguns, velhos militantes. Escalação: Marilena Chauí, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Fernando Morais, Beth Carvalho, Wagner Tiso, Cristina Pereira, Eric Nepomuceno, Alcione, Margareth Menezes, Jonas Bloch, Emir Sader, Chico César, Antonio Pitanga, Lia de Itamaracá, Hugo Carvana, Dira Paes, Domingos de Oliveira, João Pedro Stédile... E na galeria política, o presidente do PT José Eduardo Dutra, Michel Temer, Marco Aurélio Garcia, Carlos Minc, os governadores Jaques Wagner (PT-BA) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Márcio Thomaz Bastos, os ministros Juca Ferreira (Cultura) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

    De repente, um senhor miúdo, rosto caído sobre os ombros, sobrancelhas mais vistosas que os olhos, posiciona sua cadeira de rodas na mesa principal. O arquiteto Oscar Niemeyer, 103 anos. De pé, os espectadores fazem a aclamação da noite:

    - Oscar! Oscar! Oscar! Oscar! Oscar!

    Em silêncio e estático, o arquiteto vasculha os admiradores, com seriedade. Nem a chegada de Dilma, após um beabá na bancada do Jornal Nacional, provocaria a amorosa e extremada recepção. A candidata se aboleta entre os artistas antes de cumprimentar Niemeyer. Abraça-o pelas costas. Ele nem vê.

    - É a Dilma, Oscar - informa a mulher do arquiteto, Vera Lúcia.

    - Ah, é a Dilma?

    Início da assembleia. Alcione, a Marrom, abre um leque de cores aberrantes. Bate um ventinho na vizinha.

    - Que bom, vai me dar uma fresca... - alivia-se a presidenciável.

    Leonardo Boff e sua barba santíssima adulam Dilma:

    - Você tem um rosto descansado...

    - Ah, Boff, estou naquela fase em que o cansaço não faz mais diferença. Mas eu estou muito, muito cansada. Isso aqui recompensa... - confessa, baixinho.

    O teólogo complementa:

    - ...Uma energia.

    (No púlpito, ele faria literatura em cima da frase de Dilma: "Ela me disse: estou muito cansada, mas tenho um fogo...").

    No revezamento de oradores, a professora de Filosofia Marilena Chauí assume o microfone e mostra um santinho de José Serra, que mandou imprimir uma frase bíblica: "Jesus é a verdade e a vida". Inclinada, reforçando o gestual de polemista, ela ataca:

    - Isso é obsceno! É religiosamente obsceno. É politicamente obsceno. É uma violência contra o ecumenismo religioso.

    Chico aplaude:

    - Marilena!

    Na fila do gargarejo, a equipe do programa humorístico CQC lança perguntas para Dilma. Ela responde a primeira e passa a ignorar as seguintes.

    - Tiririca, o artista brasileiro mais popular, vai estar presente?

    Ela faz olhar neutro, fixa-se em Marilena Chauí.

    O repórter do CQC, Oscar Filho, é convidado para a lateral do teatro. Alcione pergunta a Dilma:

    - Quem é esse menino?

    Chico Buarque sorri, escancaradamente, e crava:

    - Chato pra burro!

    Cara amarrada, Dilma esclarece a Marrom:

    - É de um programa, o CQC... (revira os olhos) O nome desse aí eu não sei, só sei de outro...

    Quem discursa? A cirandeira Lia de Itamaracá prefere entoar:

    - Eu estava na beira da praia/ Ouvindo as pancadas das ondas do mar... Esta ciranda quem me deu foi Lia/ Que mora na Ilha de Itamaracá...

    O público cantarola a canção pernambucana, depois de ter acompanhado Beth Carvalho numa adaptação do samba de Serginho Meriti, "Deixa a vida me levar": "Deixa a Dilma me levar, Dilma leva eu, deixa a Dilma me levar, Dilma leva eu...".

    Enquanto ouve as mensagens dos intelectuais, Dilma permanece com a expressão dura, inflexível, contemplativa. Perde-se ao mirar a plateia, erguendo o queixo com a mão, no que transparece alheamento. Ela desperta com o discurso do frei Leonardo Boff, ex-apoiador de Marina Silva (PV). O téologo retorna ao colo petista, como principal orador, depois de longa temporada de críticas ao governo Lula. Antes de engatilhar o palavrório, anuncia "um anjo".

    - Tenho aqui um anjo, o anjo Gabriel, que veio trazer uma mensagem... Chico...

    O compositor se surpreende com a metáfora:

    - O anjo sou eu?

    Irrompe o eterno grito anônimo das gravações ao vivo do queridinho:

    - Chicooooooo... Eu te amo!

    Abafado por aplausos, o craque do Politheama anuncia o voto:

    - Minha função aqui é ser papagaio de pirata, tirar foto com a Dilma. E reiterar meu apoio por essa mulher de fibra, que já passou por tudo, não tem medo de nada. Sobretudo, vai dar o senso de justiça social, que é a marca do governo Lula, um governo que não corteja os poderosos de sempre... Ele fala de igual pra igual com o mundo todo. Não fala fino com Washington nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai. Por isso mesmo, é ouvido e respeitado no mundo inteiro, como nunca antes na história deste País! - troça.

    Boff retoma:

    - Agora, o anjo Gabriel pode voltar ao seu lugar!

    Ao sentar-se, Chico ouve a tietagem de Dilma:

    - Nós também concordamos que você é um anjo, não é, Alcione?

    A Marrom apenas abre o leque.

    - Abaixo o PIG! - um grito corta a oração de Boff.

    Curioso com a sigla, o governador Sérgio Cabral indaga:

    - O que é PIG?

    - O Partido da Imprensa Golpista - ensina a professora Marilena.

    Logo uma declamadora chateia a plateia com um longo poema, para chamar ao parlatório a candidata à presidência. Num discurso bem cadenciado, no qual o sujeito não brigou com o verbo, Dilma supera a fase de beatices da campanha e defende o Estado laico. Repete algumas vezes a palavra "derrota", sempre cortada pelos militantes: "Mas você vai vencer!".

    - Vejo aqui uma parte da minha vida, as músicas da minha juventude e da idade adulta. Com Chico (Buarque) e todos eles. Vejo os livros que eu li. Vejo também o processo que me trouxe aqui... Quem perde, adquire uma grande capacidade de resistir. Eu me formei na vida perdendo. Mas, ao mesmo tempo, perdendo e ganhando. Eu tenho muito orgulho de minhas derrotas, porque foram boas derrotas...

    Sentado no fundo do teatro, o politeísta Zé Celso balança a cabeça, afirmativamente, quando a ouve rebater os ataques de Serra:

    - Não queremos o Estado apropriado por nenhuma crença, nenhuma religião... O Estado e a democracia que nós pregamos não pode entrar na vida privada das pessoas.

    Ao citar o budismo, o catolicismo, e etc., ouve uma reprimenda:

    - Ateus!

    - E os ateus, os judeus...- acrescenta a petista.

    Por um instante, ela até explica o olhar distanciado de minutos atrás.

    - Sei o tamanho do peso que eu carrego... Aí eu olho pra vocês, pro Chico, e penso: será que o Chico não é mais preparado?

    (No final, ao ser cumprimentada pelo compositor, Dilma enfatizaria: "Aquele comentário sobre você é verdade, viu?")

    - Ninguém respeita quem deixa parte do seu povo na miséria. Pode ser intelectual, mas, se não tirar seu povo da miséria, ninguém respeita - brada.

    Cercada por suas estrelas, Dilma retorna às costas de Niemeyer, posando para retratos. Em frente, uma militante recolhe os girassóis do palco. "Ai, que lindo... Vou levar esse buquê pra enfeitar minha casa".

    Enviado por Jorge de Castro 

    10 coisas que devemos fazer para garantir a vitória da Dilma


    1. Conversar com quem não pretende votar nela, argumentar sobre as razões pelas quais você vai votar, ouvir as razões do voto da pessoa e contra argumentar.

    2. Sair com plásticos, bandeiras, bottons, tudo o que identifique nosso voto.

    3. Acionar redes de internet com freqüência, reenviar mensagens, responder outras, escrever e mandar – em suma, fazer circular ao máximo as mensagens que acredita que possam favorecer o voto na Dilma.

    4. Denunciar sistematicamente, multiplicando pelos endereços já existentes, a rede de calúnias que a direita continua a fazer circular.

    5. Fazer circular especificamente as declarações da Dilma e do Lula.

    6. Tomar a iniciativa de marcar atividades – seja com grupos de propaganda nas ruas, seja em debates nos setores onde exista certo número de indecisos, de gente que pensa votar em branco ou passível de ser convencido do voto pela Dilma.

    7. Fazer campanha sistematicamente para que as pessoas votem, só viajando depois de fazê-lo, caso pensem viajar.

    8. Ir votar, se possível, com algo de vermelho na roupa.

    9. Reiterar a necessidade dos eleitores terem que levar algum documento com foto.

    10. Não nos fiarmos nas expectativas geradas pelas pesquisas e disputar votos até o último momento, para garantirmos a vitória da Dilma.

    Do blog do Emir Sader

    Estatuto da Igualdade Racial começa a valer nesta quarta-feira

    [Foto: Geraldo Magela / Arquivo SF]
    Entra em vigor nesta quarta-feira (20) o Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/10), 90 dias após sua publicação no Diário Oficial da União. A lei foi aprovada pelo Senado no dia 16 de junho deste ano, após tramitar sete anos no Congresso.

    Com 65 artigos, o Estatuto contempla educação, cultura, esporte, lazer, saúde e trabalho; defende os direitos das comunidades remanescentes de quilombos; e protege religiões de matrizes africanas. Institui, ainda, penalidades de reclusão de até cinco anos para quem obstar, por preconceito, promoção funcional de pessoa negra no setor público e privado.
    A primeira versão do texto que se transformou na lei foi apresentada pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Durante a longa tramitação no Congresso, o projeto de Paim teve alterações. O texto final aprovado pelo Senado e promulgado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve 11 emendas de redação e quatro artigos rejeitados. Um dos artigos suprimidos pelos senadores previa cotas para negros nas universidades federais e escolas técnicas públicas.
    O ministro da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir), Eloi Ferreira de Araújo, disse que partes da Lei da Igualdade Racial ainda precisam ser regulamentadas. Conforme afirmou, essa regulamentação pode voltar a criar cotas para estudantes negros nas universidades, apesar de o artigo sobre o tema ter sido rejeitado no Senado. Atualmente, as universidades têm regras especiais para o acesso de pessoas negras.
    Helena Daltro Pontual / Agência Senado

    Lula discursa para os mais importantes empresários do País

    De Carta Capital
    Presidente faz discurso emocionante no evento de CartaCapital e lembra aos empresários a harmonia existente no País.
    O evento de premiação das Empresas Mais Admiradas no Brasil 2010 foi encerrado por um inspirado discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele homenageou a revista CartaCapital e o jornalista Mino Carta, fez um balanço da sua gestão, já em tom de despedida, e não deixou de reiterar seu compromisso com a defesa da liberdade de imprensa.
    O presidente da República dialogou em seu discurso com os empresários presentes, lembrando o crescimento do acesso dos mais pobres aos bens e serviços produzidos por eles. “A Nestlé está vendendo mais leite para os mais pobres, o Itaú está abrindo contas correntes para os mais pobres, o Extra e o Pão de Açúcar estão vendendo mais”, lembrou, olhando para a platéia repleta de líderes empresariais. Disse que o encontro, em 2002, com seu vice-presidente, o empresário José Alencar, tinha representado o momento simbólico da conquista da harmonia entre a classe trabalhadora e o empresariado, que acabou marcando seus oito anos de gestão.
    Ao comparar a conjuntura econômica atual do Brasil com a dos países da Europa, sobretudo da Grécia, e dos Estados Unidos, Lula lembrou que não enfrentamos neste período nenhum período de turbulência social. “Qual a greve importante que aconteceu aqui nos últimos anos?”, ele perguntou. E em tom de brincadeira, cobrou do ministro Guido Mantega, ali presente: “Antes nós devíamos ao FMI, agora, nós emprestamos para eles. O Guido precisa ir mais vezes para lá para ver se eles estão usando direito nosso dinheiro”, brincou.
    Sem fazer uma referência direta ao tucano José Serra, disse que tinha candidato que fazia um “leilão de benefícios” na campanha eleitoral, sem dizer de onde tiraria recursos para executá-los. “Quando eu falava em 2% de reajuste para os aposentados, muita gente criticava, dizendo que não havia dinheiro para isso”, cobrou, “mas agora, ninguém fala nada”, numa referência velada aos 10% propostos por Serra em seu programa.
    Num dos momentos mais divertidos do discurso, Lula contou os dias que faltavam para sua saída do Palácio do Planalto: “acho que são uns 70, 71. Daí, a partir do dia 2 de janeiro, eu serei ex-presidente”. Entre sorrisos, ele afirmou que ex-presidente não tinha importância nenhuma e, alfinetando seu antecessor, deveria saber como “ficar calado”. Para exemplificar, contou então a história do “vaso chinês”, segundo a qual o presidente da República ganha de presente um “enorme e bonito vaso chinês”, que fica decorando um salão do Palácio de Governo. Porém, lembrou, depois de encerrado o mandato, o ex-governante, de volta para casa, não tinha mais onde “botar o vaso”, não sabia o que fazer com ele.
    Mais sério, ele afirmou que agora era obrigado, pela liturgia do cargo, a ficar calado sobre muitas coisas, mas que a partir do ano que vem teria muito a dizer. Para deleite dos leitores de nossa revista, afirmou que poderia até “escrever um artiguinho ou outro para CartaCapital”.
    Ao final de seu pronunciamento, o presidente voltou ao tema da liberdade de imprensa no Brasil. Afirmou que nunca existiu em seu governo qualquer restrição ao livre funcionamento dos veículos de comunicação, mas criticou duramente aqueles que denunciam sem provas. Destacou as ações coercitivas da liberdade de imprensa realizadas por outros. Em particular, defendeu a Revista do Brasil, apoiada pela CUT, que foi proibida de circular porque continha matéria de capa em apoio à candidatura de Dilma Rousseff. ( Em tom ainda mais duro, cobrou dos políticos uma relação mais verdadeira com a imprensa: “a classe política precisa aprender a perder o medo da imprensa”, disse.
    Muito aplaudido ao final, o presidente foi cercado pelos presentes que queriam cumprimentá-lo ou tirar fotos.

    Elevar nível de consciência política, grande desafio!

    Artigo publicado na página do Diap

    Por Augusto César Petta* 

    Durante a campanha eleitoral, ao abordar trabalhadores e trabalhadoras para convencê-los a votar em candidatos do campo progressista, pudemos observar reações diversas. Gostaria de destacar duas contraditórias entre si:

    1. a valorização do voto como arma importante para manter ou alterar os rumos do país, e para melhorar a sua própria vida;

    2. a opinião de que o voto não tem qualquer efeito positivo no sentido de alterar a situação.

    Os primeiros consideram essa oportunidade como um momento fundamental da democracia, em que é possível participar de tal forma que o rico e o pobre se igualam, pelo menos, no ato de votar. Independentemente da riqueza material, do gênero, da etnia, da religião, todos têm direito a um voto. Desses que valorizam o voto, o fazem, ou visando interesses individuais, ou visando interesses coletivos, ou ambos.

    Já, aqueles que desprezam o valor do voto, justificam a opinião, geralmente citando casos de denúncia de corrupção: "Tanto faz votar em A ou B, não muda nada" , "Eu prefiro não votar para não me comprometer", "Se tivesse algum candidato que dissesse que quer ser eleito para melhorar a vida dele, eu votaria , porque seria honesto", e assim por diante.

    Desde há muito, ouço pessoas dizerem que "política não se discute". Certamente é um ditado criado e difundido por membros das classes dominantes. Enquanto o povo tiver uma dose considerável de alienação, melhor para os poderosos. Já que não é para ser discutida, por que os membros das classes dominantes não abandonam a política? Por que investem vultuosas somas para elegerem seus candidatos?

    Nessas eleições, também ouvimos muito a opinião de que tanto faz partido A ou partido B, o importante é o candidato. Vai ao mesmo sentido dos que dizem que não há mais esquerda ou direita. Outro argumento que favorece aos que dominam. Deixam de se valorizar os partidos que efetivamente defendem os interesses da classe trabalhadora e os iguala àqueles que defendem os interesses das classes dominantes.

    Não fossem essas idéias que são lançadas pelos intérpretes dos interesses dominantes e que penetram nas cabeças de muitos trabalhadores e trabalhadoras, Dilma teria sido eleita no primeiro turno com larga margem de diferença de votos. Se além dos candidatos, as análises se baseassem em programas, projetos, partidos que defendem a classe trabalhadora, certamente a diferença de Dilma para Serra cresceria vertiginosamente.

    Basta verificar a aceitação do Governo Lula, em que apenas 4 por cento da população o consideram ruim ou péssimo. Se há essa fantástica aceitação, seria normal, não fossem estas falsas idéias que são divulgadas sobretudo pela grande mídia, que, pelo menos, as pessoas que consideram o Governo Lula ótimo ou bom - cerca de 80 por cento da população -teriam votado em Dilma, em função da continuidade do projeto democrático e popular que está sendo implementado no Brasil.

    Agora, o essencial é participarmos da batalha para a eleição de Dilma no segundo turno, aplicando todas as nossas forças para convencer as pessoas sobre a importância da continuidade e do aprofundamento do projeto implantado pelo Governo Lula. Já nesse processo, é fundamental trabalharmos pedindo o voto, mas ao mesmo tempo contribuirmos para que os trabalhadores e as trabalhadoras possam elevar o nível de consciência política. Essa elevação é fundamental na batalha política em curso, assim como em todas as outras que virão.

    Marx já dizia que os valores dominantes de uma época são os valores das classes dominantes, mas que cabe aos dominados se unirem para se libertarem dessa dominação. E essa libertação depende do nível de consciência política que os dominados adquirirem. Trata-se de um combustível essencial para essa luta.

    (*) Professor, sociólogo, Coordenador Técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES), membro da Comissão Sindical Nacional do PCdoB, ex-presidente do Sinpro-Campinas e região, ex-presidente da Contee

    terça-feira, 19 de outubro de 2010

    Mino Carta: a “mídia nativa” e as ameaças à democracia brasileira


    Mino Carta

    Vermelho -19 de Outubro de 2010 - 13h40

    O diretor de Carta Capital lamenta que a “mídia nativa”, maneira pela qual chama a velha mídia, insista em falar em ameaças à democracia e aponta que as únicas investidas à liberdade de imprensa partiram de Sandra Cureau, vice-procuradora-geral eleitoral. Cureau, primeiramente, determinou que a revista apresentasse em prazo de cinco dias todos os seus contratos de publicidade com o governo federal. A procuradora usou os de uma denúncia anônima ao tomar sua decisão.

    Depois disso, apresentou ação contra a Record por supostamente favorecer Dilma em seu noticiário. O detalhe é que Cureau já falou abertamente que prefere Serra. E, por fim, nesta segunda-feira (19), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou liminar apresentada pelo PSDB pedindo a restrição à circulação da Revista do Brasil. Os tucanos gostariam que a edição 52 fosse integralmente recolhida e proibida de circular pela internet.

    “No nosso caso, mandamos a procuradora às favas”, finalizou Mino, que entende que a “mídia nativa” age da mesma maneira e no mesmo tom há 60 anos. Desestabilizou Getúlio Vargas, tentou impedir a posse de Juscelino Kubitschek, ajudou a empurrar João Goulart ao parlamentarismo, apoiou o golpe e se opôs às diretas. “Sem esquecer da invenção da Veja, o Caçador de Marajás. O Caçador de Marajás foi a única via encontrada para evitar a ascensão do Sapo Barbudo”, declarou, fazendo referência, respectivamente, a Fernando Collor de Mello, que em 1989 derrotou, com ajuda fundamental da velha mídia, Luiz Inácio Lula da Silva.

    Fonte: Rede Brasil Atual

    Vox Populi: Dilma tem 51%, Serra tem 39% e indecisos somam 4% - Eleições - iG

    Em novo levantamento, petista sobe 3 pontos, tucano cai 1 ponto e indecisos recuam 2 pontos
    Pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta terça-feira mostra que a vantagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, em relação ao tucano José Serra aumentou para 12 pontos percentuais. Segundo o Vox Populi, Dilma tem 51% contra 39% de Serra. Na última pesquisa, realizada nos dias 10 e 11 de outubro, a vantagem era de 8 pontos (Dilma tinha 48% e Serra 40%). Os votos brancos e nulos permaneceram em 6% e os indecisos passaram de 6% para 4%.

    segunda-feira, 18 de outubro de 2010

    Padre Murilo: "A mentira determinou a realização do segundo turno para presidente destas eleições"

    Da Redação do Potiguar Notícias

    Conhecido por suas posições firmes, o padre Antônio Murilo de Paiva, da paróquia de Nossa Senhora de Fátima, concedeu entrevista ao PN, em que falou sobre política, campanha e a candidatura da presidenciável Dilma Rousseff.

    Padre Murilo, qual a missão da Igreja Católica no Brasil?
    A missão da Igreja é evangelizar! Anunciar, servir, dialogar e testemunhar. São dimensões importantes da evangelização. É neste sentido que os programas de Educação Política são aplicados dentro da Igreja. A Arquidiocese de Natal tem uma tradição de educação política desde Dom Nivaldo Monte, que lançou oficialmente em 1972 – em plena ditadura militar, para contribuir no despertar da consciência política da nossa gente. Numa palavra podemos dizer que contribuir no despertar e na formação da consciência política faz parte da missão da Igreja a partir da Doutrina Social da Igreja. Os cristãos têm o dever de participar e trabalhar para que o mundo se aproxime do Projeto de Jesus Cristo. Diria Paulo Freire: “de consciência adormecida não haverá processo de transformação social e político”. Os opressores não querem que os pobres tomem consciência da importância de atuar e ser militante dentro do mundo da política, inclusive partidariamente. Oficialmente, a Igreja não tem partido político, mas não significa que não seja política. A grande questão do momento é a retomada das bases da educação política dos anos 80: o debate dos projetos políticos para o Brasil.

    Qual a posição da CNBB sobre o cenário político brasileiro neste processo eleitoral?
    Basta ler a nota da CNBB sobre a hora presente e aqueles que foram na onda mentira verão onde está a verdade. Para não haver problema de interpretação basta ler a nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz da CNBB, elaborada no último dia 6 de outubro.

    Qual a compreensão da Igreja Católica sobre o aborto?
    Somos contrários ao aborto voluntário. Somos a favor da vida, do nascer ao pôr-do-sol, da existência de cada pessoa. Ou seja, devemos defender e promover a vida desde o ventre até a hora em que Deus nos chamar de volta à sua casa. Ninguém tem o direito de matar ninguém. A não ser nos casos de legítima defesa. Fico espantado como algumas autoridades que são intransigentes na luta contra o aborto são a favor da pena de morte. Não dá pra entender essas posições. Mas a questão que agora está em voga é mais ampla e tem o claro objetivo de tirar proveito eleitoral. Se a gente não tem cuidado com as palavras elas podem nos trair. Quando se diz fulano é a favor do aborto, é preciso especificar qual o aborto. Em 1998, Serra assinou o documento contendo as normas técnicas – com detalhes como se faz o aborto nos casos de violências sexual contra as mulheres. Na época, a CNBB e muitos padres criticaram essa posição, porque normatizou esse tipo de aborto no Brasil. Agora ele pula fora. Por quê? Esse documento está à disposição de todos que desejarem no endereço eletrônico: http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf. Dilma foi ministra do governo Lula durante mais de seis anos e nunca fez nenhum documento desses. Como diria o padre Leomar, “o único candidato a presidente nestas eleições que já assinou medidas para fazer abortos foi José Serra (PSDB), quando foi ministro da Saúde, em 1998”.

    Padre, existem boatos que tratam de falar a respeito da postura da candidata Dilma Rousseff a respeito do aborto e da sua crença religiosa. Qual a sua compreensão acerca disso?
    A mentira determinou a realização do segundo turno para presidente destas eleições. Pela escolha do projeto político popular que o presidente Lula colocou em voga no Brasil, não haveria segundo turno. Então, a turma do PSDB lançou pela internet uma grandessíssima campanha difamatória contra a Dilma Rousseff. Foram mais de um bilhão de e-mails lançados mundo afora. As principais calúnias foram: 1º) Que Dilma Rousseff era a favor do aborto; 2º) Que Dilma teria dito que nem Jesus impedia sua vitória no primeiro turno; 3º) Que Dilma era a favor do casamento gay. Uma profunda baixaria. Por mais que Dilma Rousseff se defendesse e reafirmasse sua posição firme em defender a vida, a liberdade religiosa e o respeito às diferentes orientações sexuais, não conseguiu se livrar do laço montado para levar as eleições para o segundo turno. Mas a calúnia é assim: uma vez feita, nunca a pessoa caluniada consegue se livrar dela. Mas, pasmem os senhores, estamos sabendo que Serra está com uma outra difamação contra Dilma Rousseff para colocar no seu último programa de Rádio e TV. Um absurdo. É hora de dar um basta nas baixarias nos palanques eleitorais. O povo brasileiro não merece isso! Queremos debate dos programas de governo dos dois candidatos.
    Agora vem à tona que os casos de aborto que aconteceram oficialmente no Brasil foram regulamentados pelo seu opositor. Ou seja, a coisa é mais séria do que pensamos. Quando eu estava em Macau, se dizia de um prefeito que por lá passou: “Ele manda matar e no outro dia vai chorar no enterro”. Pelo que estamos vendo, ele (Serra) está indo por esse caminho a fim de ganhar votos. Ele Mente descabidamente. Como ele joga pra longe o debate dos dois projetos políticos! Esses projetos políticos já foram colocados em prática no Brasil em espaços de tempo iguais de oito anos. Serra não quer de jeito nenhum que a população compare a atuação de FHC com Lula e muito menos a sua com a de Dilma Rousseff. Tem medo que se péla! Ter consciência política é ter a coragem de debater os dois projetos colocados em prática nos dois governos.

    Como o senhor tem percebido a economia brasileira? Existem avanços? E o que precisamos melhorar?
    O governo Lula fez avançar o desenvolvimento econômico e social do país. O País melhorou. Está do jeito que a gente quer? Ainda não. Mas essa marcha não pode parar. São 500 anos de opressão no Brasil. É impossível vencer todos os mecanismos de opressão em 8 anos. Quando Lula começou o governo recebeu o país com o salário mínimo de mais ou menos 50 dólares e está entregando com mais ou menos 300 dólares; o crescimento no número de empregos na casa de 14 milhões; a recuperação dos portos em quase todos país. Aqui, no Rio Grande do Norte, acontecem obras no Porto de Natal e no Porto Ilha de Areia Branca. Esse último estava fadado ao abandono. Todos os empresários, sobretudo os do sal, reclamavam há tempos sua recuperação e FHC não fez, mas Lula fez. Dilma Rousseff vai continuar essa obra. Precisa intensificar a economia solidária, como os programas de Agricultura Familiar, Compra Direta; intensificar o programa de Reforma Agrária; fazer uma auditoria na Dívida Externa; intensificar os grandes programas de educação – inclusive, melhorando os salários dos profissionais da educação, equiparando os do Ensino Fundamental aos dos IFRNs – diga-se de passagem, essa será uma das grandes bandeiras da deputada federal Fátima Bezerra; criar um programa específico para a formação dos profissionais da saúde, aumentando o número de vagas nas universidades para cursos de medicina, enfermagem, etc. Por exemplo, a UFRN e a UERN com cursos de Medicina, Enfermagem, bioquímicos, etc., em todas as cidades pólos do Estado. Penso que só se enfrentará pra valer o problema do atendimento à saúde se houver o programa específico para tal.

    Mesmo compreendendo o papel da Igreja Católica, os padres votam. E em quem o senhor votará? O seu voto tem um teor social e político ou religioso?
    Pelo que justifiquei até agora todos já sabem que voto em Dilma Rousseff, pelo teor social e político. Sei que Dilma Rousseff e Serra vêm de famílias religiosas e professam a fé cristã. Não sou a favor de guerra santa. Esse tempo de guerra santa já passou. Quem por aqui defender e promover a vida, com certeza terá lugar na vida eterna. O Reino de Deus não se confunde com um governo ou um sistema político. O Reino é perfeito e completo. Um governo ou um sistema político pode ser orientado, inspirado nesta direção, mas jamais chegará a realizar a plenitude do Reino de Deus.

    Na sua compreensão, quem está preparado para governar o Brasil?
    Dilma Rousseff. O outro candidato puxa a campanha para a baixaria. Quem age assim não está preparado para governar o Brasil.

    Padre, existe preconceito contra a mulher brasileira e esse fato prejudicará a candidatura de Dilma Roussef?
    Existe preconceito, sim, contra a mulher, mas isso aos poucos está sendo vencido. A prova é que 80% dos homens votam em Dilma Rousseff. Agora, a luta é para que as mulheres se vistam de roupa vermelha e caiam na campanha para eleger a primeira mulher presidente do Brasil. As mulheres precisam acreditar nelas mesmas. Nós, homens, já acreditamos no seu potencial e na sua capacidade de administrar. Homens e mulheres lutando e trabalhando em prol da justiça e da vida, venceremos a violência e chegaremos à paz.

    Padre Murilo, qual grupo religioso o senhor faz parte dentro da Igreja Católica? É verdade que existem duas vertentes dentro do catolicismo? Um grupo mais reacionário do que outro?
    Respondo com essa afirmação de um grupo de religiosos de todo Brasil a favor de Dilma: “Consideramos que o direito à vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua imagem e semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12). Esse é meu grupo dentro da Igreja.
    Blog do Cefas Carvalho

    Carta para Marina

    Maurício Abdalla, professor de filosofia da UFES, assessor do Movimento Fé e Política, de Comunidades Eclesiais de Base
    “Marina, morena Marina, você se pintou” – diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como diz Leonardo Boff. Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias? Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação.
    A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as “famiglias” que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito. Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja. Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. “Azul tucano”.
    Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais. Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige. “Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala.
    Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”. Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”. –