Da concorrência de carta marcada do metrô do Serra – aquele que afunda.
Agora tem mais essa preciosidade: o presidente do PSDB (*) Sérgio Guerra e o senador do DEMO do Rio Grande do Norte, Agripino Maia afundam no escândalo do lixo de Brasília.
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| A vitória de Dilma, que se anuncia, significará, mais que o fim de carreira do Serra, uma derrota do bloco conservador da grande imprensa. Em 2010, o comportamento da nossa imprensa é ainda pior do que nas eleições anteriores, pior até do que na eleição de 1989, com Collor e tudo. Se os atuais partidos colaboram para despolitizar a eleição, e é verdade, a imprensa e suas variáveis (como a internet) interferem na política, jogam contra, embrutecem e criminalizam a política. A vitória de Dilma, se ocorrer, nem será uma vitória classista. Mas a derrota da grande mídia, como se prevê, será, sem dúvida, um baque na Casa Grande - arrogante, intolerante e racista. (*) Editorial da Agência Sindical |
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| Por João Guilherme Vargas Netto* A reunião das seis centrais (e representantes dos aposentados) e do Dieese com o ministro Lupi na última terça-feira, dia 19, em Brasília, marcou um ponto decisivo na campanha unitária do movimento sindical pela consolidação da política de recuperação do salário mínimo e dos valores das aposentadorias. Foi reafirmada unanimemente a necessidade da garantia de uma política permanente que recupere os valores reais do mínimo e das aposentadorias, dobrando-os até 2023. Com a regra estabelecida que adiciona em cada 1º de janeiro a inflação de um ano mais o crescimento do PIB de dois anos atrás, os valores para o salário mínimo alcançariam, superando a "falha" de 2009 (que teve crescimento do PIB nulo), mais de R$ 600 em 2012 e por volta de 13% para as aposentadorias superiores ao mínimo. A negociação sobre os valores a vigorarem em primeiro de janeiro de 2011, em pleno segundo turno da campanha eleitoral, não deve nos desorientar: ela se dá com o atual governo (presidência, ministros do Trabalho e da Previdência e setor econômico do governo), se apoiará na regra geral, mas eliminando o fatídico ano de 2009 e será implementada pela próxima presidente em seu dia de posse. A demagogia de Serra que, do nada, tira da cartola as suas propostas demagógicas que não contam com o apoio nem de seus colegas de campanha e financiadores, ficou esvaziada. Eu, pessoalmente, preferia que o presidente Lula e as centrais negociassem já valores fortes que "matassem" a demagogia e reafirmassem a política de correção do mínimo e das aposentadorias. Mas, realizadas as eleições, continua em aberto a necessidade de negociação cujos resultados se reflitam na discussão orçamentária e serão objeto de medida provisória já que o Congresso ainda não aprovou a lei permanente. Uma coisa é certa: a luta pela recuperação do mínimo e das aposentadorias continua e durante alguns dias será também a luta contra a demagogia do "mais" que quer o "menos". (*) Membro do corpo técnico do Diap, é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo |
| Artigo publicado na página do Diap |
| Por Augusto César Petta* Durante a campanha eleitoral, ao abordar trabalhadores e trabalhadoras para convencê-los a votar em candidatos do campo progressista, pudemos observar reações diversas. Gostaria de destacar duas contraditórias entre si: 1. a valorização do voto como arma importante para manter ou alterar os rumos do país, e para melhorar a sua própria vida; 2. a opinião de que o voto não tem qualquer efeito positivo no sentido de alterar a situação. Os primeiros consideram essa oportunidade como um momento fundamental da democracia, em que é possível participar de tal forma que o rico e o pobre se igualam, pelo menos, no ato de votar. Independentemente da riqueza material, do gênero, da etnia, da religião, todos têm direito a um voto. Desses que valorizam o voto, o fazem, ou visando interesses individuais, ou visando interesses coletivos, ou ambos. Já, aqueles que desprezam o valor do voto, justificam a opinião, geralmente citando casos de denúncia de corrupção: "Tanto faz votar em A ou B, não muda nada" , "Eu prefiro não votar para não me comprometer", "Se tivesse algum candidato que dissesse que quer ser eleito para melhorar a vida dele, eu votaria , porque seria honesto", e assim por diante. Desde há muito, ouço pessoas dizerem que "política não se discute". Certamente é um ditado criado e difundido por membros das classes dominantes. Enquanto o povo tiver uma dose considerável de alienação, melhor para os poderosos. Já que não é para ser discutida, por que os membros das classes dominantes não abandonam a política? Por que investem vultuosas somas para elegerem seus candidatos? Nessas eleições, também ouvimos muito a opinião de que tanto faz partido A ou partido B, o importante é o candidato. Vai ao mesmo sentido dos que dizem que não há mais esquerda ou direita. Outro argumento que favorece aos que dominam. Deixam de se valorizar os partidos que efetivamente defendem os interesses da classe trabalhadora e os iguala àqueles que defendem os interesses das classes dominantes. Não fossem essas idéias que são lançadas pelos intérpretes dos interesses dominantes e que penetram nas cabeças de muitos trabalhadores e trabalhadoras, Dilma teria sido eleita no primeiro turno com larga margem de diferença de votos. Se além dos candidatos, as análises se baseassem em programas, projetos, partidos que defendem a classe trabalhadora, certamente a diferença de Dilma para Serra cresceria vertiginosamente. Basta verificar a aceitação do Governo Lula, em que apenas 4 por cento da população o consideram ruim ou péssimo. Se há essa fantástica aceitação, seria normal, não fossem estas falsas idéias que são divulgadas sobretudo pela grande mídia, que, pelo menos, as pessoas que consideram o Governo Lula ótimo ou bom - cerca de 80 por cento da população -teriam votado em Dilma, em função da continuidade do projeto democrático e popular que está sendo implementado no Brasil. Agora, o essencial é participarmos da batalha para a eleição de Dilma no segundo turno, aplicando todas as nossas forças para convencer as pessoas sobre a importância da continuidade e do aprofundamento do projeto implantado pelo Governo Lula. Já nesse processo, é fundamental trabalharmos pedindo o voto, mas ao mesmo tempo contribuirmos para que os trabalhadores e as trabalhadoras possam elevar o nível de consciência política. Essa elevação é fundamental na batalha política em curso, assim como em todas as outras que virão. Marx já dizia que os valores dominantes de uma época são os valores das classes dominantes, mas que cabe aos dominados se unirem para se libertarem dessa dominação. E essa libertação depende do nível de consciência política que os dominados adquirirem. Trata-se de um combustível essencial para essa luta. (*) Professor, sociólogo, Coordenador Técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES), membro da Comissão Sindical Nacional do PCdoB, ex-presidente do Sinpro-Campinas e região, ex-presidente da Contee |
Mino Carta