sábado, 16 de abril de 2016

Para New York Times, impeachment de Dilma é 'hipócrita' >> Para jornalista, Dilma está sendo julgada por ‘gangue de bandidos’. (WSJ Live)

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Um dos principais jornais do mundo, o New York Times publicou nesta sexta-feira (15) uma matéria que ressaltava a característica “hipócrita” do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.  
Segundo a publicação, Dilma é uma “figura política rara” no país. “Ela não é acusada de roubar para enriquecimento próprio”, diz o texto, que lembra que o processo de impedimento é pautado nas chamadas pedaladas fiscais – medida considerada recorrente e usada por cerca de 15 governadores do país; em SP, por exemplo, Geraldo Alckmin (PSDB) é acusado de ter praticado a mesma medida pelo menos 31 vezes.
O NY Times ressalta a opinião do jornalista Mario Sergio Conti, da Folha de S. Paulo e da Globo News. “Dilma pode ter cavado a própria cova ao não entregar o que prometeu, mas está dentro de uma esfera política viciada e lotada de sujeira dos pés à cabeça”, disse o colunista. “Ela não roubou, mas tem uma gangue de bandidos fazendo o seu julgamento.”
Para ilustrar a “gangue de bandidos”, o veículo enumera as polêmicas envolvendo o vice-presidente e sucessor, Michel Temer, (PMDB) que protagonizou episódios de vazamentos de uma carta e um áudio nos quais se distanciava de Dilma e se colocava à disposição para herdar a presidência nacional. “(Temer) foi acusado de estar envolvido em esquemas ilegais de compra de etanol”, alega o jornal.
Presidente da Câmara e principal adversário do governo desde que chegou ao cargo, Eduardo Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e acusado de ter desviado pelo menos R$ 40 milhões. Cunha, um religioso fervoroso e conhecido por usar o seu Twitter para publicar mensagens bíblicas, também é investigado por lavagem de dinheiro através de uma grande igreja evangélica.

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