segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

SOBRE O NIM INDIANO >> Preocupação com a vegetação nativa

Especialistas de várias áreas, biólogos, geógrafos, pesquisadores, do estado do Ceará estão preocupados com a morte do bioma Caatinga naquele estado por conta do plantio desenfreado do Nim Indiano (Azadirachta). indica A. Juss.

Estes especialistas defendem esta tese com base em observações in locus nestes últimos 10 anos.

A região de Inhamuns, sudoeste do estado do Ceará, está sofrendo com a proliferação do Nim Indiano - planta exótica oriunda da Índia.

Invés de plantar árvores nativas da Caatinga, a população em geral e o Estado estão preferindo o Nim. 

..."a espécie Nim se alimenta dos microrganismos da terra, é repelente natural de proporções desastrosas para a fauna e a flora, tem poder extraordinário de reprodução que já está sem controle, é árvore invasora, é abortivo natural que já ocasiona danos na região", explica Jorge de Moura, secretário executivo do Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns (Parisc). Na microrregião do Sertão de Inhamuns vários agricultores relatam que muitos prejuízos estão sendo sentidos.

"Todas as árvores frutíferas do seu sítio morreram e até parece que atearam fogo, a água está contaminada. Se algum canteiro de verduras ou mesmo árvores forem regadas com essa água, a mortandade é de imediato", falou um agricultor da fazenda Veneza do município de Tauá. Aqui em Esperantina a realidade não é outra.

Há pouco tempo este Nim Indiano desembarcou com força total em nosso município. Está empestada. Para quem espera retorno rápido quanto ao sombreamento, esta planta é chave de ouro, ou seja, a curto prazo está servindo tanto aos moradores quanto às instituições públicas e privadas da cidade.

Por outro lado, a longo prazo, os danos estão se tornando irremediáveis. Tanto o solo, o ar e as águas estão sendo afetados diretamente a cada dia.

O ser humano, dependente desses três elementos, logo estará colendo sua própria doença, sua própria morte.  Em breve não teremos mais solo cultivado. O ar poluído fará parte de nosso cotidiano e a água que beberemos não passará de veneno.

Os prejuízos na saúde serão bem maiores do que hoje. Flora e fauna, nativas, serão extintas e viveremos como os principais agentes de nosso próprio fim.
Plantas de nosso bioma (Caatinga), frutíferas ou não, não estão mais sendo usadas como arborização (pública e privada) em Esperantina.

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