sábado, 8 de junho de 2019

PENSAR RAÇA E GÊNERO É PENSAR A SOCIEDADE

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Na noite da última quinta tivemos a oportunidade de ouvir as reflexões e pensamentos da filósofa Djamila Ribeiro. Em um auditório lotado, Djamila nos presenteou com a palestra “O que é feminismo negro?”, mediada pela pedagoga e educadora popular, Maria Do Socorro Silva, outro exemplo de mulher negra e de luta.
Djamila nos trouxe inúmeros aspectos de como a manifestação do racismo afeta a vida das pessoas negras, sobretudo as mulheres. Vivemos em um país estruturado no racismo e machismo e a herança de 300 anos de escravidão atravessa todas formas de relações sociais, econômicas, acadêmicas e políticas construídas no Brasil.
A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas sorrindo, óculosEla afirma que há uma visão enviesada de que discutir gênero e raça é dividir pautas ou analisar aspectos pontuais identitários. Nós que estamos na luta feminista e antirracista entendemos justamente o contrário, porque não podemos estabelecer nenhum debate de transformação social sem considerar essas duas perspectivas.
Vivemos em uma sociedade que sequer enxerga o povo negro como humano e autoriza o todo tipo de violência contra nossas vidas e nossos corpos. Não é possível estabelecer nenhum tipo de debate, principalmente no âmbito das políticas públicas, sem considerar qual a cor, endereço, gênero e qual população é historicamente invisibilizada. Em contraponto ao modelo de segregação, temos o feminismo negro como um projeto que visa construir uma sociedade antirracista e antisexista, daí a importância de se estudar a formação histórica do nosso país. Djamila falou que devemos pensar e criar estratégias de resistência e ver o auditório de uma universidade lotado para ouvir uma pensadora negra, mostrou que estamos unidos, resistindo e em luta.
Fonte:  Página no Facebook de Divaneide

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