Segundo informações da Folha de S. Paulo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está em alerta para deflagrar protestos na região sul do País, caso o juiz federal Sérgio Moro decrete a prisão de Lula. Os integrantes do movimento farão uma marcha rumo a Curitiba em caso de detenção de Lula.
João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST, disse que os movimentos planejam uma “resistência” à eventual prisão do ex-presidente. “Em caso de prisão, deflagraremos uma marcha até Curitiba. Não vamos permitir esse clima de fato consumado.” A Central Única dos Trabalhadores (CUT) colocou dirigentes em alerta para reagir caso a prisão ocorra.

Na quinta-feira (13), o cerco a Lula aumentou com o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, acolhendo uma denúncia da Procuradoria do Distrito Federal, que alega que Lula fez lobby de R$ 7 bilhões para a Odebrecht junto ao BNDES e governos estrangeiros. Em contrapartida, a Exergia Brasil, empresa representada pelo filho do irmão da ex-esposa de Lula, Taiguara Rodrigues, teria sido contratada para prestar consultoria a Odebrecht em obras em Angola. E essa mesma empresa teria pago despesas pessoais do irmão de Lula, Frei Chico (leia análise do Jornal GGN sobre as “nebulosidades” da denúncia).

Condução coercitiva
No dia 3 de março, aconteceu uma primeira investida da Lava Jato contra Lula, com o cumprimento de mandado de condução coercitiva para depoimento. Segundo a PF, 200 policiais federais e 30 funcionários da Receita Federal foram mobilizados na ocasião. Lula foi conduzido pela PF ao Aeroporto de Congonhas, onde prestou depoimento.
O fato desencadeou mobilizações entre movimentos de esquerda e centenas de pessoas foram ao aeroporto dar apoio a Lula. Mais tarde, Lula concedeu uma entrevista coletiva à TVTem que denunciou a arbitrariedade a que foi submetido e que inflamou a militância.
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