Responsável por muitos empregos diretos e indiretos no Rio Grande do Norte, o setor petrolífero enfrenta problemas no Estado devido à diminuição nos investimentos pela Petrobras, situação agravada pelo que o coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do RN (Sindipetro/RN), José Araújo, classifica como a pior bancada federal da história potiguar.
“Com relação aos interesses dos trabalhadores, essa é a pior bancada federal que o RN já elegeu. Dos oito deputados federais que nós temos, cinco são controlados pelo Eduardo Cunha (PMDB). Para ter uma ideia, eles aprovaram o projeto da terceirização, que escraviza o trabalhador, o projeto da turma da bala, que facilita a compra de armas, e a redução da maioridade penal, então, todos eles votaram nesses grandes retrocessos”, afirma.
O presidente declara não ver perspectivas de melhora para o setor no RN em 2016 por causa de fatores como a queda no preço do barril de petróleo no mercado internacional, forçada por países com grande produção do combustível, como a Arábia Saudita e Emirados Árabes. Ele explica que, com a redução no preço de venda no mercado, extrair petróleo se torna, do ponto de vista empresarial, menos vantajoso que adquirir o produto.
“A produção do barril de petróleo custa, em média, U$35 no Rio Grade do Norte, então, quando o petróleo está abaixo desse valor no mercado, é preferível você comprar que produzir. Porém, a Petrobras é uma empresa que tem um papel social a cumprir. Por isso, ela deve seguir produzindo e não só encarar as coisas do ponto de vista mercadológico”, disse José Araújo.
O coordenador do Sindipetro lembra que, o barril de petróleo custava, em média, U$ há U$115, mas, hoje, o material é vendido por uma média de U$35. Ele exemplifica que, se a Petrobras comprar o barril de petróleo por U$ 30, por exemplo, do ponto de vista empresarial, ela fez um bom negócio, pois produzi-lo custaria U$35. No entanto, essa economia de U$ 5 em relação ao custo de produção geraria custos sociais e econômicos maiores em relação aos empregos, renda e infraestrutura no país, entre outros fatores.
“Nós defendemos uma Petrobras 100% estatal. Hoje o Governo Federal é dono de 51% da empresa, mas, por causa da pressão dos acionistas que detêm 49% da Petrobras, ela tem se portando uma empresa do sistema capitalista sem um papel social a cumprir, pois os caras na bolsa de valores não se importam com o povo brasileiro”, declara.
SINDICATO DEFENDE A CONTINUIDADE DA PETROBRAS NO RN
José Araújo conta que, embora a produção de petróleo no Rio Grande do Norte tenha caído de 105 mil para 66 mil barris por dia nos últimos anos, a continuação da exploração da empresa sobre os chamados “campos maduros” e na perfuração de novos poços é viável. Ele afirma que, com os investimentos corretos por parte da Estatal, é possível não só manter, mas aumentar a produção no Estado.







