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Por Altamiro Borges
De forma cronometrada, o Supremo Tribunal Federal (STF) inicia
hoje o julgamento do chamado “núcleo político do mensalão”. Só mesmo os
ingênuos acreditam que houve “mera coincidência” com os últimos dias da
campanha eleitoral. O ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente nacional do PT,
José Genoíno, e o ex-tesoureiro da legenda, Delúbio Socares, serão os alvos da
fúria do ministro-relator Joaquim Barbosa. As manchetes dos jornais e os
destaques da tevê, nas vésperas da eleição, só tratarão da “condenação” do PT.
A mídia hegemônica, a mesma que se travestiu de ética para
derrubar Getúlio Vargas e João Goulart, já antecipou seu veredito. Os três
devem ser “fuzilados”. Pouco importa a ausência de provas concretas e o uso
político-eleitoreiro do julgamento. É preciso derrotar o PT e o conjunto das
forças de esquerda – tanto nas eleições municipais, mas, principalmente, do
ponto de vista estratégico. O STF, que representa a casta do Judiciário e já
cometeu várias outras injustiças na história, é pressionado para se curvar diante do poder
midiático.
Jogo de cartas marcadas
A carga foi pesada para fazer coincidir o julgamento com as
eleições. O “mensalão tucano”, que irrigou as campanhas pelas reeleições de Eduardo
Azeredo em Minas Gerais e do ex-presidente FHC, simplesmente sumiu da mídia.
Ele foi anterior ao caso agora analisado pelo STF, mas a chamada grande
imprensa se finge de morta – quando trata do caso, refere-se ao “mensalão
mineiro” e evita citar o PSDB. Os envolvidos neste processo podem
até ter as suas penas prescritas, com a cumplicidade do mesmo Joaquim Barbosa.
Conforme afirma o Ministro Ricardo Lewandwski sobre a fragilidade no Julgamento do mensalão:
"Se houver o dia em que um presidente de partido político não puder sentar com
outros partidos para decidir sobre coalizões e verbas, é melhor fechar o país e
voltarmos ao tempo da ditadura.
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