O mês foi escolhido este sábado (17) é o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata.
O
câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no mundo e o de maior
incidência nos homens. As taxas da manifestação da doença são cerca de
seis vezes maiores nos países desenvolvidos.
Cerca de três quartos dos casos no mundo
ocorrem em homens com mais de 65 anos. Quando diagnosticado e tratado
no início, tem os riscos de mortalidade reduzidos. No Brasil, é a quarta
causa de morte por câncer e corresponde a 6% do total de óbitos por
este grupo.
A próstata é uma glândula que só o homem
possui, localizada na parte baixa do abdômen. Situa-se logo abaixo da
bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da
uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. Ela
produz cerca de 70% do sêmen, e representa um papel fundamental na
fertilidade masculina.
Uma dieta rica em frutas, verduras,
legumes, grãos e cereais integrais e com menos gordura, principalmente
as de origem animal, ajuda a diminuir o risco do câncer. Especialistas
recomendam pelo menos 30 minutos diários de atividade física, manter o
peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.
Homens a partir dos 50 anos devem
procurar um posto de saúde para realizar exames de rotina. Os sintomas
mais comuns do tumor são a dificuldade de urinar, frequência urinária
alterada ou diminuição da força do jato da urina, dentre outros. Quem
tem histórico familiar da doença deve avisar o médico, que indicará os
exames necessários.
Exames
A Sociedade Brasileira de Urologia
recomenda que todos os homens com 45 anos de idade ou mais façam um
exame de próstata anualmente, o que compreende o toque retal feito e o
PSA. Segundo especialistas, o toque retal é considerado indispensável e
não pode ser substituído pelo exame de sangue ou por qualquer outro
exame, como o ultrassom, por exemplo.
Tratamento
Caso a doença seja comprovada, o médico
pode indicar radioterapia, cirurgia ou até tratamento hormonal. Para
doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras
partes do corpo), o tratamento escolhido é a terapia hormonal.
A escolha do tratamento mais adequado
deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os
riscos e benefícios de cada um.
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