De sensibilidade aguçada, ele reclamava da enorme distância entre o conhecimento científico, extremamente especializado, e a aplicação prática para contribuir com melhoramentos na atividade rural.
Duque chamava atenção para o “grande vácuo” entre a fazenda e o técnico, para uma ciência indefinida, inaplicável ao meio no momento, sem resultados práticos. “Se a terça parte dos conhecimentos dos agrônomos brasileiros fossem já aplicados pelo homem rural, a agricultura teria dado um passo formidável”, dizia Duque.
“Nós temos que nos abaixar até onde está o homem rural, compreendê-lo, erguê-lo em conhecimentos práticos, realizáveis, econômicos, se quisermos organizar a agricultura”, argumentava o engenheiro agrônomo.
Vale a reflexão para os dias atuais. É a agricultura familiar que nos garante diariamente uma alimentação saudável. Porém, uma das mais cruéis vulnerabilidades dos homens e mulheres que vivem e trabalham no campo é o acesso à tecnologia e ao conhecimento.
Essas e outras histórias fazem parte do Livro “Um século de secas”, que está com as ÚLTIMAS UNIDADES e aborda vulnerabilidades no Nordeste, como seca, desertificação e mudanças climáticas.
Extraído do site Letras Ambientais
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