As mãos de ouro de um raro artista potiguar
Fonte: Jornal Diário de Natal
Natural
de Santana do Matos e servidor do Cerimonial do Governo do Estado, é
Júlio César quem faz, a próprio punho, convites personalizados de
ministros e da presidência da República.
"A preguiça é a
chave da pobreza". De todos os dias escrever pelo menos 200 vezes essa
frase como castigo à sua rebeldia, o então menino Júlio César Pinheiro
do Carmo, natural da cidade de Santana do Matos, terminou encarando o
castigo com seriedade e aprendeu não apenas que o trabalho é o caminho
do sucesso, mas que esse sucesso poderia vir pela arte de escrever. Foi
com o próprio pai, um escrivão de cartório, que o menino Júlio aprendeu a
trabalhar com a caligrafia, tornando mais bonita ainda a arte de
escrever com estilo e com elegância.
Hoje, em pleno auge da tecnologia digital, em que é muito mais fácil escrever o que se quer nas mais diversas fontes e tipos gráficos utilizando a telinha de computador ou qualquer apetrecho eletrônico, Júlio César, 58, é um dos pouquíssimos calígrafos de Natal e sua letra é uma verdadeira obra de arte muito cobiçada da cidade. "Quem não quer receber um convite com uma letra bem desenhada, requintada e cheia de charme?Até a presidenta Dilma Rousseff", responde ele, referindo-se a uma foto feita com ela quando ainda era chefe da Casa Civil do presidente Lula.

"A foto está aqui exposta na minha sala, mas foi ela própria quem pediu para conhecer 'o artista potiguar das mãos de ouro', que fora o autor daquela letra desenhada em seu convite. Então, me levaram até ela e o fotógrafo da presidência fez fez uma foto registrando aquele momento, que hoje guardo com muita honra, pois é a prova que o meu pai tinha razão quando puxava minha orelha e me obrigava a escrever", conta Júlio, com os olhos cheios de lágrimas. "Como meu pai era escrivão e tinha a letra muito bonita, eu tinha obrigação de fazer o mesmo, mas eu tinha uma revolta enorme, pedia a ele para colocar "O Brasil é belo", mas ele insistia na frase, afinal era um castigo", explica.
Hoje, em pleno auge da tecnologia digital, em que é muito mais fácil escrever o que se quer nas mais diversas fontes e tipos gráficos utilizando a telinha de computador ou qualquer apetrecho eletrônico, Júlio César, 58, é um dos pouquíssimos calígrafos de Natal e sua letra é uma verdadeira obra de arte muito cobiçada da cidade. "Quem não quer receber um convite com uma letra bem desenhada, requintada e cheia de charme?Até a presidenta Dilma Rousseff", responde ele, referindo-se a uma foto feita com ela quando ainda era chefe da Casa Civil do presidente Lula.
"A foto está aqui exposta na minha sala, mas foi ela própria quem pediu para conhecer 'o artista potiguar das mãos de ouro', que fora o autor daquela letra desenhada em seu convite. Então, me levaram até ela e o fotógrafo da presidência fez fez uma foto registrando aquele momento, que hoje guardo com muita honra, pois é a prova que o meu pai tinha razão quando puxava minha orelha e me obrigava a escrever", conta Júlio, com os olhos cheios de lágrimas. "Como meu pai era escrivão e tinha a letra muito bonita, eu tinha obrigação de fazer o mesmo, mas eu tinha uma revolta enorme, pedia a ele para colocar "O Brasil é belo", mas ele insistia na frase, afinal era um castigo", explica.
Primeiro trabalho
Quando
saiu de Santana do Matos, na região Central do Rio Grande do Norte,
para morar numa pensão e estudar Edificações na então Escola Técnica
Federal do RN (ETFRN), ele nãoimaginou o rumo que daria na vida com a
caligrafia. Ele começou a desenhar as letras nas capas de trabalho dos
colegas e foi disseminando o seu dom. Seu primeiro trabalho profissional
foi o convite dos 15 anos da cantora Marina Elali, que teve destaque
até em rodapé de jornal impresso. Era o que faltava, porque a partir daí
ele conseguiu expandir seu trabalho e se tornar conhecido na cidade.
"Minha letra faz parte do meu show"
Desenvolvendo a arte milenar da escrita, das suas mãos saem a prova de que a beleza, uniformidade e elegância conferem requinte a um momento especial e, às vezes, inesquecivel à vida de alguém. Ele sobrescreve convites de aniversário, casamento, bodas de ouro, formatura, diplomas, títulos de cidadão, além de outros documentos. Utilizando variados estilos de letras, do clássico ao moderno, ele usa principalmente a caligrafia cursiva inglesa, não trabalha com bico de pena, sua ferramenta é uma caneta importada à base de gel e secagem rápida. Um trabalho como o de um título de cidadão de um município, ele coloca os nomes do propositor e do beneficiado, a data e o motivo da homenagem.
Servidor do Cerimonial do Governo do Estado, Júlio César tem conseguido levar adiante seu trabalho de calígrafo. É ele quem faz os convites para visita de ministros e da presidência da República. Durante a entrevista, o calígafo recebeu pelo menos cinco ligações de clientes encomendando trabalhos que ele, por enquanto, está rejeitando porque vai fazer viagem de férias a Nova York. "Aliás, só tenho a agradecer a Deus porque trabalho não tem faltado e, parafraseando a música, minha letra faz parte do meu show", encerra Júlio César que, nas horas vagas, também é artista plástico, pintando belíssimos quadros no seu estilo surrealista.
"Minha letra faz parte do meu show"
Desenvolvendo a arte milenar da escrita, das suas mãos saem a prova de que a beleza, uniformidade e elegância conferem requinte a um momento especial e, às vezes, inesquecivel à vida de alguém. Ele sobrescreve convites de aniversário, casamento, bodas de ouro, formatura, diplomas, títulos de cidadão, além de outros documentos. Utilizando variados estilos de letras, do clássico ao moderno, ele usa principalmente a caligrafia cursiva inglesa, não trabalha com bico de pena, sua ferramenta é uma caneta importada à base de gel e secagem rápida. Um trabalho como o de um título de cidadão de um município, ele coloca os nomes do propositor e do beneficiado, a data e o motivo da homenagem.
Servidor do Cerimonial do Governo do Estado, Júlio César tem conseguido levar adiante seu trabalho de calígrafo. É ele quem faz os convites para visita de ministros e da presidência da República. Durante a entrevista, o calígafo recebeu pelo menos cinco ligações de clientes encomendando trabalhos que ele, por enquanto, está rejeitando porque vai fazer viagem de férias a Nova York. "Aliás, só tenho a agradecer a Deus porque trabalho não tem faltado e, parafraseando a música, minha letra faz parte do meu show", encerra Júlio César que, nas horas vagas, também é artista plástico, pintando belíssimos quadros no seu estilo surrealista.
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