País destaca ações de proteção ambiental, inclusão social e produção sustentável
Fonte: secom.gov.br
O fato de o Rio de Janeiro voltar a ser o palco do debate
internacional sobre desenvolvimento sustentável é uma nova oportunidade
para a busca do consenso em torno da união de três conceitos: proteção
ambiental, crescimento econômico e inclusão social. Como anfitrião da
Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a
Rio+20, o Brasil tem o papel de acolher a diversidade presente nas
delegações dos países, mas também deve explorar tanto a sua capacidade
de diálogo como seu protagonismo em ações sustentáveis para incluir o
tema como prioridade global.
A política brasileira tem sido guiada por esse fio condutor há vinte
anos, desde a Rio-92. No Pavilhão Brasil, serão mostradas as políticas
públicas nacionais que têm a preocupação com o desenvolvimento
sustentável presente de forma transversal a todas elas. Dois aspectos
fundamentais na atividade econômica, a produção de alimentos e de
energia, contam com iniciativas gestadas sob a ótica do desenvolvimento
sustentável.
A matriz energética mais limpa e renovável do mundo está sendo
mantida com investimentos em fontes de energia hídricas, eólicas e
biomassa. Na produção de biocombustíveis, o pacto entre governo,
trabalhadores e empresários na cadeia produtiva do etanol garante a
manutenção de parâmetros sociais e ambientais. E o programa de biodiesel
é uma das políticas de geração de renda para agricultores familiares,
que amplia a segurança alimentar no campo. Há também a compra de
produtos para a merenda escolar e para programas e entidades sociais,
que passaram de 135,8 mil toneladas, em 2003, para 462,4 mil, em 2010.
A estratégia de inclusão produtiva no campo, por meio do apoio às
famílias agricultoras, tem sido uma ferramenta crucial no Plano Brasil
Sem Miséria, que visa erradicar a pobreza extrema até 2014.
Ao mesmo tempo a agricultura empresarial brasileira, produtora de
commodities, também tem um compromisso de tornar a sua atividade um
exemplo de economia de baixo carbono e de expansão da produtividade sem
ampliar a área plantada e recuperando territórios degradados. A adesão à
linha de crédito facilitada para tornar as plantações mais sustentáveis
do ponto de vista ambiental soma R$ 5 bilhões em contratos firmados
desde a safra de 2008/09 até a atual (2011/12).
Inclusão social - Do
ponto de vista brasileiro, o conceito de “economia verde inclusiva”
levará a um ciclo sustentável de desenvolvimento, com a incorporação de
bilhões de pessoas à economia. Além de estabelecer esse consenso, o
desafio também implica o acesso dos países ao conhecimento, recursos
financeiros e tecnológicos.
A “economia verde inclusiva” já é o objetivo de políticas públicas de
vários países, na forma de programas em áreas como transferência de
renda, apoio à conservação e recuperação ambiental, fomento àqueles que
vivem da reciclagem de resíduos sólidos e o uso de tecnologias com maior
eficiência energética. Em muitos casos, especialmente na América Latina
e África, o Brasil tem apoiado essas iniciativas com recursos e
assistência técnica.
Sem comentários:
Enviar um comentário